10 de junho de 2026

Moraes vota para condenar a 17 anos de prisão golpista que quebrou relógio de Dom João VI

Para Moraes há um “robusto conjunto probatório” contra o réu, que confessou ter quebrado a obra do século 17, presente da corte francesa para Dom João VI
Imagem: Reprodução/Câmeras de vídeo do Palácio do Planalto

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (21) para condenar a 17 anos de prisão Antônio Cláudio Alves Ferreira, responsável por quebrar o relógio histórico de Balthazar Martinot, durante invasão do Palácio do Planalto nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. 

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O relógio, feito de casco de tartaruga e com um tipo de bronze, foi trazido ao Brasil por Dom João VI em 1808. No início deste ano, a obra foi enviada para restauro na Suíça.

Ferreira foi preso, em janeiro de 2023, após fazer registros dentro do Palácio do Planalto, sede da presidência. Ele também esteve no acampamento bolsonarista em frente ao QG do Exército, em Brasília.

Durante interrogatório, o réu no STF confessou que invadiu o Planalto e que “em razão da reação dos órgãos de segurança, resolveu danificar o relógio histórico e rasgar uma poltrona, os quais estavam na parte interna do prédio e, após, jogou um extintor nas câmeras“.

Para Moraes há um “robusto conjunto probatório” contra Ferreira, que responde pelos por crimes de associação criminosa armada; abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima.

Está comprovado, tanto pelos depoimentos de testemunhas arroladas pelo Ministério Público, quanto pelas conclusões do Interventor Federal, vídeos e fotos realizados pelo próprio réu e outros elementos informativos, que ANTONIO CLAUDIO ALVES FERREIRA, como participante e frequentador do QGEx e invasor de prédios públicos na Praça dos Três Poderes, com emprego de violência ou grave ameaça, tentou abolir o Estado Democrático de Direito, visando o impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais por meio da depredação e ocupação dos edifícios-sede do Três Poderes da República”, escreveu o ministro.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. AMBAR

    21 de junho de 2024 2:21 pm

    Moraes é um pândego. Dizer que houve “um robusto conjunto probatório” em vez de PROVAS IRREFUTÁVEIS, é ser gentil com o condenado.

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