“Moro decidiu receber sua parte no golpe em dinheiro”, diz Haddad

Entusiasta da Lava Jato, até o senador Randolfe Rodrigues passou a questionar o final do ex-juiz que condenou Lula: "Hoje, o maior algoz da Lava Jato chama-se Sergio Moro"

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Repercutiu mal entre políticos e setores da imprensa a notícia de que Sergio Moro foi contratado por uma consultoria americana que cuida de empresas que sofreram uma devassa na Lava Jato, como a Odebrecht e a OAS. Para o ex-ministro Fernando Haddad (PT), “Moro decidiu receber sua parte no golpe em dinheiro.”

Nesta terça (1/11), o jornalista Laura Jardim divulgou a informação de que o contrato de Moro com a consultoria Alvarez & Marsal prevê que ele se mudará com a família para Washington ou Nova York por um ano, se assim desejar. Ele deve viajar constantemente ao Brasil ao longo de 2021, se o coronavírus permitir.

Para o ex-deputado Wadih Damous, “Moro é o topa tudo por dinheiro. Topa trair os interesses nacionais, topa agir fora da lei, topa quebrar grandes empresas brasileiras, topa ganhar dinheiro com as empresas que quebrou, topa rasgar a Constituição e topa colocar inocente na cadeia. Topa qualquer coisa.”

O senador Cristovam Buarque também criticou o novo emprego de Moro. “Depois de ver Sergio Moro aceitar ser ministro de Bolsonaro que se beneficiou da Lava Jato, e agora ele contratado por empresa que a LJ puniu, conclui-se que pouca coisa indica mais a degradação moral no Brasil, do que ele ter sido por meses o símbolo da ética no país.”

Entusiasta da Lava Jato, até o senador Randolfe Rodrigues passou a questionar o final do ex-juiz que condenou Lula.  “Hoje, o maior algoz da Lava Jato chama-se Sergio Moro.”

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Major Olímpio, que também usou a Lava Jato para empunhar a bandeira antipetista, advertiu Moro. “Não conheço os termos, mas acho que ele deu um tiro no próprio saco e não no pé”, comentou.

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6 comentários

  1. Deixe eu ver se entendi: O juiz que condenou um presidente alegando, entre outras coisas, que ele recebeu propina travestida de palestras contratadas por empresas e puniu as mesmas, asfixiando-as financeiramente não permitindo que essas participassem de licitações, agora vai trabalhar em um escritório que vai ajudar na recuperação judicial e financeira dessas mesmas empresas? Isso daí é o que?

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  2. Com certeza, o ex-juiz topa qualquer coisa para levar vantagem. Muito humano, como muitos.

    Como dizia Gerson, “o canhotinha de ouro”, numa propaganda inesquecível, décadas atrás, “Gosto de levar vantagem em tudo”.

    O que deve ser perguntado em mais este momento é: Como tantas instituições da república (STF, STJ, PGR, MPF, TRF-4, PF, FFAAs, …), e seus integrantes, foram cúmplices deste juiz de piso, para torná-lo o paladino da moral e da justiça? O herói imaculado que iria salvar o Brasil da corrupção.

    A história do ex-juiz e seus cúmplices seria apenas um bom roteiro para um filme, se não fosse a tragédia social que vivenciamos, e que vai se mostrar em sua trágica extensão no começo de 2021.

    NÃO devemos jamais esquecer o papel crucial do oligopólio de mídia em sacralizar esta figura, com destaque para as Organizações Globo, que até hoje avaliza suas ações.

    Este jornal GGN, poderia ser mais ambicioso em sua cobertura deste assunto, e perguntar para muitos outros que deram suporte ao ex-juiz, qual avaliação fazem de mais este episódio.

  3. Esperavam o quê desse energúmeno. Os cúmplices e apoiadores querem explicar o inexplicável. Não adianta virem com desculpas esfarrapadas. Foram, SIM, cúmplices conscientes do golpe. São todos da mesma laia.

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