7 de junho de 2026

MP junto ao TCU pede investigação sobre filme de Jair Bolsonaro

Procuradoria suspeita de uso de verba pública e ocultação de recursos em produção
Divulgação

▸ MPTCU pediu investigação sobre financiamento do filme “Dark Horse”, biografia de Jair Bolsonaro, por suspeita de irregularidades.

▸ PF investiga uso de R$ 61 mi por Flávio Bolsonaro para despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA, ligado à produção do filme.

▸ Contrato de 2024 dá a Eduardo Bolsonaro controle financeiro do filme; ele nega uso de recursos para fins pessoais.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou à Corte de Contas a abertura de uma investigação para apurar eventuais irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL).

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O requerimento, assinado pelo subprocurador-geral Lucas Furtado, baseia-se em suspeitas de triangulação financeira, uso indireto de dinheiro público e ocultação da origem de recursos aportados na produção audiovisual, que conta com investimentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Rastreamento financeiro e indícios de irregularidades

O pedido do MPTCU foca na apuração de possíveis incentivos fiscais, benefícios tributários e mecanismos de renúncia fiscal direcionados ao longa-metragem. A procuradoria também requer a verificação de repasses oriundos de emendas parlamentares, convênios ou contratos administrativos federais e municipais.

Um dos pontos centrais da representação envolve o Banco Master e empresas ligadas a Vorcaro. O órgão de controle busca rastrear o fluxo financeiro entre pessoas físicas, jurídicas e fundos de investimento para identificar se houve a utilização de estruturas societárias e empresas intermediárias com o objetivo de ocultar a real destinação das verbas.

No documento, Lucas Furtado aponta que a magnitude dos valores e a divergência de versões entre os envolvidos “robustecem os indícios de ocultação de patrimônio” e evidenciam a circulação de verbas do erário pelas mesmas estruturas associadas ao projeto.

No caso concreto, o agente privado se utiliza de uma estrutura bancária inflada por recursos públicos para comprar influência ou saldar interesses pessoais de autoridades em troca de facilidades regulatórias e aportes estatais“, diz o documento.

Contradições e investigação da Polícia Federal

O caso também está sob a mira da Polícia Federal, que apura se recursos solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Daniel Vorcaro foram utilizados para custear despesas pessoais do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. A suspeita recai sobre parte de uma transferência de R$ 61 milhões enviada a um fundo em território norte-americano.

Documentos apontam que o contrato da produção, firmado no início de 2024 com a produtora norte-americana Go Up, concedia a Eduardo Bolsonaro poderes de gestão financeira, definição orçamentária e estratégias de captação. O ex-deputado aparece listado como produtor-executivo da obra ao lado do deputado federal e ex-secretário de Cultura, Mario Frias (PL-SP).

Após negar reiteradamente o envolvimento direto na gestão do longa sob a justificativa de que teria apenas cedido direitos de imagem, Eduardo admitiu ter assinado o contrato na condição de produtor-executivo.

O ex-parlamentar afirmou ter deixado a função executiva após o direcionamento dos recursos do filme para um fundo administrado por seu advogado. Ele declarou que já reouve os US$ 50 mil investidos inicialmente na produção e negou o uso de repasses de Vorcaro para finalidades privadas.

Para o subprocurador-geral do MPTCU, os elementos colhidos até o momento indicam risco real de lesão aos cofres públicos. “Tais fatos, portanto, apontam que o financiamento da “superprodução cinematográfica” não se limitou a uma mera e inocente relação entre entes privados“, afirma Furtado.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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