21 de maio de 2026

O festival de pesquisas eleitorais que assola o país, por Luís Nassif

Um dia cai a popularidade de Lula, logo depois melhora, depois piora de novo, dependendo do maior ou menor ativismo político do presidente.
Ricardo Stuckert

Como vai ser o dia de Natal de 2026? Vai chover ou fazer sol, frio ou calor? Aí, diariamente publicam-se pesquisas sobre o tempo hoje, quando o único interesse é o tempo no dia de Natal.

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Mal comparando, a febre de pesquisas eleitorais que assola o país é ridícula. Como lembrou Marcos Coimbra, o icônico especialista em pesquisas, a 18 meses das eleições, as pesquisas não tem nenhuma relevância.

Ele menciona o guru máximo das campanhas eleitorais, o baiano Duda Mendonça. Não há muito mistério no perfil do eleitor brasileiro: ⅓ detesta Lula, ⅓ ama Lula e ⅓ muda de acordo com os ventos da política.

Pesquisas eleitorais, agora, não conseguem captar nada de relevante desse ⅓ dos neutros. Em sua maioria, são pessoas que não acompanham o dia a dia da política, não tem opinião formada sobre os principais temas, e soltam respostas mecanicamente, de acordo com seu estado de espírito.

É por isso que um dia cai a popularidade de Lula, logo depois melhora, depois piora de novo, dependendo do maior ou menor ativismo político do presidente.

Segundo Coimbra, nenhuma pesquisa, em qualquer eleição, conseguiu captar o resultado com 12 meses de antecedência ou mais. Lembro-me até hoje do suposto especialista Alberto Almeida, em 2018, afirmando taxativamente que, quando começasse o horário eleitoral, Geraldo Alckmin subiria e iria para o segundo turno com Lula.

O que ele fazia era pegar o passado e projetar o futuro, sem a menor noção sobre os novos fenômenos que surgiam, o avanço da ultra-direita montada nas redes sociais.

Em geral, as pesquisas eleitorais são isso. Chutam durante todo o pré-período eleitoral. Depois, à medida que se aproxima o dia das eleições, começa a fazer contas de aproximação, aproximando as pesquisas do resultado final.

No caso atual, o quadro é pior ainda, porque adulterado por empresas de pesquisas desconhecidas, por empresas contratadas por partidos políticos ou instituições financeiras. É um circo, que garante as manchetes, diverte o distinto público, mas nada informa e nada prevê.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    10 de julho de 2025 8:30 am

    As pesquisorreias são acionadas, quando a avaliação de Lula, dá sinais de queda, ocorrendo a perspectiva de melhora nos índices de aprovção, como por encanto, elas estancam. Assim, de um jeito canalha de agir, os inimigos de Lula vão acionando suas squisorréias.

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