
Na abertura da sessão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que julgou as contas da campanha de DIlma Rousseff, o dúbio presidente Antônio Dias Toffoli fez uma afirmação relevante: os R$ 353 milhões doados por uma empresa (JBS) a candidatos eram uma tentativa de compra do parlamento.
De fato, o financiamento privado de campanha política está prestes a transformar o Parlamento em um mercado persa. Além da JBS, as informações que correm em Brasilia é que o notório deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teria recebido algumas centenas de milhões de reais para financiar a sua bancada de parlamentares.
Ou seja, as duas maiores bancadas do Congresso seriam controladas por interesses econômicos dos mais obscuros.
***
Esses dois episódios desmentem cabalmente o deplorável Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para quem não se deve misturar caixa 1 com financiamento regular de empresas. Um é crime; outro é uma distorção estrutural da democracia representativa. Mas ambos são igualmente perniciosos para a democracia brasileira.
***
Ao longo de sua carreira de Ministro do STF Gilmar tem recorrido a todo estoque de protelações abertas por uma legislação permissiva: o pedido de vistas de duração eterna, uma das grandes aberrações dos tribunais.
Em si, o pedido de vista é relevante, se para permitir ao julgador mais tempo para formular seu julgamento. Como envolve processos em julgamento, só tem lógica por prazos curtos.
No STF – assim como em outros tribunais -, no entanto, presta-se a um jogo nebuloso de postergações.
No julgamento do chamado “mensalão” tucano, por exemplo, o ex-MInistro Ayres Britto guardou o processo na gaveta por quase oito anos. Essas manobras dão margem a toda sorte de especulações e suspeitas.
No julgamento do financiamento privado de campanha, a votação já estava decidida. Todos os Ministros já haviam votado pelo fim do financiamento, restando apenas o voto de Gilmar. Ele pediu vistas e não devolveu mais o processo. Um único Ministro, valendo-se de uma manobra espúria para impedir a concretização da vontade de todos os demais pares.
***
A bancada da JBS – assim como a de Eduardo Cunha – representa um risco central para a democracia. Confere a um grupo privado, e a um deputado notoriamente negocista, poder político extraordinário.
Onde Gilmar pretende chegar com suas manobras? Transformar o país em um quintal de Mato Grosso?
***
O episódio torna indispensáveis duas ações corretivas.
A primeira, a de se obrigar Gilmar a desovar o processo que ele levou para casa.
A segunda, a de se acabar, vez por todas, com as gavetas no STF.
***
Recentemente, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, definiu o prazo de um mês para pedidos de vista. Não se sabe como serão tratados os estoques de processos armazenados.
Uma medida de transparência seria configurar os bancos de dados do STF incluindo no nome de cada Ministro a relação de processos com pedidos de vista, assim como a data em que houve a solicitação.
Esse mesmo procedimento deveria ser adotado pela Procuradoria Geral da República, depois das revelações sobre processos retidos pelo ex-PGR Roberto Gurgel.
chico da dilma
12 de dezembro de 2014 8:47 amClaro como o dia.
O blog do Nassif me representa.Saravá.
Avelino de Oliveira
12 de dezembro de 2014 8:49 amCaro Nassif e demaisO
Caro Nassif e demais
O Toffoli, que peça ao seu coleguinha Gilmar Mendes, que aprove o processo sobre doações de campanha, onde ele está sentado, com o seu corpanzil burrático casagrandesse.
Como que pode, uma pessoa, já de má fé conhecida, bloquear um trabalho, onde 6, já se mostraram favoráveis???!!!
Saudações
Jorge Vieira
12 de dezembro de 2014 9:06 amO pedido de vista de juízes e
O pedido de vista de juízes e a gaveta de juiizes e procuradores se assemelham aos recursos infindáveis utilizados pelos advogados de defesa, com a diferença de que estes lançam mão dos recursos para defender os réus, o que lhes conferem alguma legitimidade.
Já o pedido de vista por prazo indefinido é chicana: não tem outra caracterização. E com o julgamento já decidido é um escândalo.
Eu fico imagainando os negócios que ocorrem por trás dessas manobras.
Entretanto, só a imprensa velhaca não enxerga isto.
É preciso que um blogueiro “sujo”, “chapa-branca” venha a público fazer o serviço da imprensa conservadora.
PS: e se foi a JBS que molhou a mão do Eduardo Cunha ? Acabou a democeacia representativa.
Toni
12 de dezembro de 2014 10:00 am.
Dalmo Dallari deve ser elevado ao patamar de profeta.
Luciano Costa
12 de dezembro de 2014 10:09 amNem o diabo acredita
Da matéria acima:
“No julgamento do chamado “mensalão” tucano, por exemplo, o ex-MInistro Ayres Britto guardou o processo na gaveta por quase oito anos”.
OITO ANOS?
Mas isto é que é Zorra Total, mas nem aparece no programa homônimo da Rede Globo de Televisão.
Juliano Santos
12 de dezembro de 2014 12:25 pmSegundo Nassif, caro Luciano,
Segundo Nassif, caro Luciano, o pedido de vistas serve para dar mais tempo ao juiz para formular sua decisão. Oito anos, e o Ayres ainda não formulou a dele sobre o que afinal de contas foi o mensalão tucano. E olha que ele é um grande conheçedor de mensalões, com uma expertise de julgador implácavel para com “mensaleiros”.
O mensalão em sua vesão mineira (leia-se tucana) deve ser de uma enorme complexidade, para exigir do ex-ministro tanto tempo para apreciação. Tanto que o dito cujo já se aposentou e portanto já era
Athos
12 de dezembro de 2014 10:20 amParem de Isar o argumento da
Parem de Isar o argumento da votação decidida. Este argumento não é válido.
Ivan de Union
12 de dezembro de 2014 12:27 pmO “pedido de vistas” IMPEDIU
O “pedido de vistas” IMPEDIU uma lei anticorrupcao de estar funcionando e eh corrupcao da grossa: como “nao eh valido”?
Athos
15 de dezembro de 2014 3:29 pmNão é válido uma vez que o
Não é válido uma vez que o julgamento ainda não terminou e as alegações do voto de um ministro que ainda não votou PODE fazer com que OUTRO ministro MUDE SEU voto.
Por isso o argumento não é válido. Não é válido porque não é verdadeiro.
O único argumento possível é a ausência de prazo do Judiciário e não apenas do STF. Portanto, como vc pode ver, é um problema muito mais amplo!
hilson breckenfeld filho
12 de dezembro de 2014 10:46 amrepetição
essa manobra foi tentada pelo IBAD em 1962 …. e até hoje repercute ! manobras orquestradas pela CIA não funcionam mais a influência na política internacional há algum tempo
CBarros
12 de dezembro de 2014 10:51 amXeque mate. O STF importante
Xeque mate. O STF importante corte desse país precisa olhar para ver se as fundações do seu Palácio não estão desmoronando. Um dia o Palácio pode ruir também.
Seu Madruga
12 de dezembro de 2014 11:22 amDireto na internet corre
Direto na internet corre boatos que o Lulinha é um dos socios da JBS, só que nunca consegui informação segura a respeito disso. Confere mesmo?Já já vão começar a falar que o Lulinha ta comprando o parlamento graças a uma manobra de um juíz tucano.
Flics
12 de dezembro de 2014 2:39 pmE sócio majoritário!
… todo mundo da internet sabe, fazem muitos anos… mas muitos anos mesmo… antes mesmo do Lula nascer eu já sabia disso!
Anderson S.
12 de dezembro de 2014 11:25 amTodo petista..
… é um grande recalcado!!!
Ivan de Union
12 de dezembro de 2014 2:18 pmLer antes de comentar,
Ler antes de comentar, Ofelia.
Renato Ferreira Lima
12 de dezembro de 2014 11:29 amO caso dos lobbistas junto ao
O caso dos lobbistas junto ao Congresso – pode incluir José Dirceu aí – em que interesses privados se sobrepõe aos interesses democráticos é realidade em muitos países. Mas, no Brasil isso fica ainda pior, uma vez que poucos candidatos se elegem com votos próprios, emprestando votos da legenda ou recebendo votos de outros candidatos,
O lobby sempre irá existir, mas ele perde força quando o congressista eleito sabe de onde vieram seus votos. O voto distrital torna-se cada vez mais urgente no país.
Danilo pro
12 de dezembro de 2014 11:35 amSacanagem Explícita. Mas o
Sacanagem Explícita. Mas o cara é tão cara de pau que ainda sai deitando falação.
saulowan
12 de dezembro de 2014 11:38 amJudiciário Tupiniquim
Ou o Brasil dá um jeito no Judiciário, ou o Judiciário dá um nó no Brasil.
Wanderley F.Pedroza
12 de dezembro de 2014 11:40 amFinanciamento privado de campanha
Caro Nassif, o julgamento está 6×1 em favor do fim do financiamento. Quando o Ministro Gilmar Dantas Torres de Grandis Arruda Mendes pediu vista, ele era o oitavo ministro a votar, faltando ainda 03(tres) Celso de Melo, o presidente e mais um que não tenho certeza, mas acho que seria Carmen Lúcia. Caso todos votassem contra o placar ficaria 6 x5 pelo fim do financiamento
Marcos Antônio
12 de dezembro de 2014 12:02 pmO próprio poder judiciário,
O próprio poder judiciário, se quisesse – é claro, poderia com uma norma limitar o tempo do “pedido de vistas”!
Fica no ar uma espécie de “chicana” com uso de recursos protelatórios pelo próprio poder judiciário em favor causas INDEFENSÁVEIS!
E o esquecimento de processos em gavetas e armários DEVERIA GERAR MULTA equivalente ao da ação em juizo E ATÉ DEMISSÃO do eminente “esquecido”!
Queria ver se teria algum procurador esquecendo processos…
Jose mestre Carpina
12 de dezembro de 2014 1:58 pmMAS…
O cara ainda poderia alegar que….arquivou o processo na pasta errada…..rsrsrs
Waldomiro Pereira da Silva
12 de dezembro de 2014 12:06 pmPelo que soube, a PF ja esta
Pelo que soube, a PF ja esta investigando a questão da compra de deputados para o “cunha” fazer maioria. A casa esta caindo.
Marcelo Bretas da Cruz
12 de dezembro de 2014 12:06 pmAcima do bem e do mal
Gilmar Mendes não se importa com ninguém. Constituição, pares no tribunal e opinião pública. Ela representa apenas suas convicções e elas sempre estão alinhadas com a classe política e econômica que tomou o poder nesse país nos últimos 500 anos. E como tem a mídia ao seu lado, não existe atualmente ninguém que não teme enfrentá-lo. Joaquim Barbosa só o enfrentou porque já tinha sua parte na exposição mediática pelo fato da sua posição em relação ao AP 470. Exmo. Sr Juiz Dalmo Dallari deveria ser chamado para ser o responsável pela sabatina para os próximos indicados no STF.
Waldomiro Pereira da Silva
12 de dezembro de 2014 12:06 pmPelo que soube, a PF ja esta
Pelo que soube, a PF ja esta investigando a questão da compra de deputados para o “cunha” fazer maioria. A casa esta caindo.
Ivan de Union
12 de dezembro de 2014 12:20 pmEu nao tenho muito o que
Eu nao tenho muito o que comentar, nao sobrou nada: o proprio “pedido de vistas” ja eh corrupcao da grossa e foi arquitetado exatamente pra isso -para uso das bancadas privadas.
Juliano Santos
12 de dezembro de 2014 12:40 pmFiquei mais otimista depois
Fiquei mais otimista depois de sua vitória contra o Golias, digo Gilmar, caro David, quer dizer Nassif. Certamente a chave para essa questão está em, a chamada “opinião pública” fazer o “link” entre corrupção, ou no popular, “roubalheira” e o financiamento de campanha por grande empresas.
Gilmar é um dos que lutam, no caso no front do STF, para impedir que isso aconteça. No front dos meios de comunicação, sabemos que é o pig, que evita chegar à origem da corupção, para manter seu poder de chantagem, que reside no fato de se autodelegar a “função” de apontar quem é corrupto e quem é vestal.
O piti que deu ao ser desmascarado por um simples blogueiro, mostra que o cerco formado pela cumplicidade entre ele e o pig, pode e está sendo furado. Ainda outro dia no programa Saia Justa, senão me engano, a apresentadora Astrid Fontenelli, para meu espanto, fez exatamente isso. Assossiou a corrupção ao financiamento de empresas. E puxou o coro com as demais debatedoras: “Devolve, Gilmar!”. Incrível, não?
sergior
12 de dezembro de 2014 12:47 pmTalvez a batalha mais dura,
Talvez a batalha mais dura, do ponto de vista da consolidação da institucionalidade do regime democrático, seja o controle sobre o judiciário e o ministério público, impedindo-os de se tornarem poderes paralelos e dissociados da realidade do país. Não é possível que o STF tenha ministros que façam negócios com o poder público. Não é possível que o STF tenha ministros que passem boa parte de seu tempo fazendo pelestras e seminários e trabalhem efetivamente naquilo que é sua função um período de tempo reduzido. Não é possível que ministros do STF possam emitir opiniões acerca de fatos da realidade do país fora dos autos. Ministros do STF devem ser reduzidos a sua condição precípua de servidores públicos, com todas as limitações decorrentes deste encargo. Não estamos em uma monarquia judiciária. Não é possível, além disso e com o caloroso silêncio da maioria absoluta da sociedade, aceitar que o judicirário (e o MP) se arvorem em reconstruir as famosas gratificações extra-salários (auxílio-moradia, auxílio-saúde e outros tantos), para justificar possíveis baixos salários. O CNJ foi criado para isso, para impedir essas práticas e estabelecer controles sociais sobre o judiciário, mas nesse momento mostra-se ineficaz e incapaz de fazer aquilo que o momento histórico exige.
AdalbertoP
12 de dezembro de 2014 12:54 pmProvavelmente, o ministro
Provavelmente, o ministro Gilmar Mendes vai se aposentar antes de desengavetar a sua decisão, por estas e outras é que o pais esta onde esta, vai levar um século para que tenhamos uma democracia dencente aqui, vai ser preciso pessoas como ele ir para a eternidade primeiro.
Jose Americo
12 de dezembro de 2014 1:12 pmPedido de vista ad eternum é sintomático…
Em gabinetes de Juízes e Procuradores “sérios”, quando o membro pede a vista do processo, segue logo a ordem à assessoria para que providencie o quanto antes a elaboração da minuta do voto/manifestação. Duas ou três sessôes depois, já está tudo no ponto para devolução. Mais do que isso, é sinal para uma desconfiança razoável.
8 anos, como no caso de Ayres Britto e o “Mensalão tucano”, não deixa margem à qualquer dúvida de que algo MUITO errado ocorreu, para dizer o mínimo. Não seria o caso de punir Juízes e Procuradores que retém por prazos absurdos os autos em seus gabinetes, inclusive os de Tribunais Superiores?
Há um razoável consenso de que não há como zerar os estoques de processos em todo o Judiciário, mas no STF por que isso não seria possível ou pelo menos chegar-se a patamar significativamente baixo? Orçamento alto, servidores qualificados e uma quantidade de processos que não é insana como em alguns órgãos judiciários estaduais ou mesmo no STJ me dizem ser isso plenamente possível.
Acabariam essas especulações e o uso seletivo de instrumentos como a vista processual e a contemplação “eterna” de determinados processos, antes de liberar para julgamento.
janes salete
12 de dezembro de 2014 1:30 pmTodas as pessoas conhecedoras
Todas as pessoas conhecedoras da história desse país, sabem que o poder mais corrupto que temos é a justiciaria. Hoje, como seus aliados não conseguem se eleger no voto, não se conformam em não poderem usufruir, de forma exclusiva, dos cofres públicos para seus desejos pessoais. Enquanto não moralizarem o judiciário, nunca diminuirá a corrupção, pois, como várias vezes ficou constado, o judiciário, como a mídia, é um balcão de negócios. Tenham certeza, digo isso com pesar, pois seríamos um país muito melhor se tivéssemos judiciário descente, fiscalizando a própria justiça e excluindo de seus meios, esses oportunistas e conchaveiros que emborcalham, contaminam tudo que tocam. Se até as globetes estão exigindo mais decoro do ministreco, imaginem como está o ego da criatura que é movida a ego. No chão, então ataca os blogueiros que lutam pela democracia judiciária e midiática, as únicas ditaduras que persistem nesse país.
Sergiopet
12 de dezembro de 2014 1:48 pmQue matéria, que texto
Que matéria, que texto imprescindível. Um país, um povo, precisando urgentemente de Ordem (e também de Progresso); dependendo – para que haja Ordem e também Progresso – de Grandes Homens, de Grandes Juristas e, no entanto, se veem apequenados (o país e o povo) por incautos contextuais e descuidados circunstanciais. O nosso lema deveria ser: “É proibido reduzir esta nação ao cérebro do gafanhoto, ao entendimento de uma pulga”.
altamiro souza
12 de dezembro de 2014 1:50 pmjuiz é judicante.
há que
juiz é judicante.
há que punir os postergantes.
urgentemente!!!
Schell
12 de dezembro de 2014 1:55 pmAssim: se o presidente do STF
Assim: se o presidente do STF quiser é só pautar o processo (mesmo que esteja com o gm) para a próxima sessão. Tem guarida jurídica para tanto. Se o gm alegar que ainda não tem convicção sobre o assunto, marque-se voto em branco e siga-se a sessão até o final. Se ele reclamar, olhem para o outro lado e o deixem falando sozinho. Passado o prazo regulamentar de 30 dias, foi-se. Aliás, só não se vai por que os sucessivos presidentes do stf (em minúsculas) não tem vontade administrativa para tocar o “balaio de gatos”. É só querer, ínclito (ora) presidente. Mas, como sempre, duvido-e-de-o-dó de sua (dele) vontade política-administrativa. Por isso é que esses tais de tribunais superiores (superiores? Nada mais anti-democrático) deveriam ser administrados por pessoas outras que não juízes, desembargadores (outro que não existe) e ministros (ministros, façam-me o favor). Façamos assim: quando deixarem todos os especialíssimos pronomes de tratamento de lado (no lixo da história), talvez comecemos a andar democraticamente. O tal AyB, sabem as moscas, estava, esteve e sempre estará “vendido”.
josé adailton
12 de dezembro de 2014 1:55 pmInterpretação de texto
Sinceramente, não entendi. Caixa 1 é crime?
“…para quem não se deve misturar caixa 1 com financiamento regular de empresas. Um é crime; outro é uma distorção estrutural da democracia representativa. Mas ambos são igualmente perniciosos para a democracia brasileira.”
Ivan de Union
12 de dezembro de 2014 2:07 pm(Boa, Jose, eu nao tinha
(Boa, Jose, eu nao tinha notado: eh “caixa 2”, nao caixa 1.)
Crisitano
12 de dezembro de 2014 2:02 pmDinheiro da JBS????
Não é
Dinheiro da JBS????
Não é não…a JBS só repassou a parte do que foi combinado para ter recursos do BNDS…..
Não é dinheiro privado não, é financiamento público!!!!
Gilson S Raslan
12 de dezembro de 2014 4:43 pmCristiano, o empréstimo do
Cristiano, o empréstimo do BNDES foi convertido em 24% das ações do JBS em favor do banco.
CBarros
12 de dezembro de 2014 2:11 pmConheci Nassif comendo uns
Conheci Nassif comendo uns biscoitos num café da manhã em uma empresa de Guarulhos antes de uma palestra há uns dez anos atrás. Um cara objetivo, inteligente e sem frescuras. Po isso recomendo à Dilma: Nassif para presidente da Petrobrás!
JC Tavares
12 de dezembro de 2014 2:35 pmLUIS NASSIF, O BRASIL PRECISA DE JORNALISTAS COMO VOCÊ
Isso mesmo. Sem partidarismo nem politicagens e com a coragem de um estadista.Todos deveveriam seguir essa cartilha e fazer jus ao nome JORNALISTA(maiúsculo mesmo) Parabéns, Nassif.
Maria Luisa
12 de dezembro de 2014 2:40 pmFinanciamento privado de campanha
#Gilmardevolveja!
Mário Mendonça
12 de dezembro de 2014 2:47 pmNassif
Os podres poderes nos
Nassif
Os podres poderes nos tratam como mentecaptos.
Ardo
12 de dezembro de 2014 4:08 pmConcordo e precisamos buscar alternativa
O financiamento de campanhas é algo complicado, deve se buscar uma terceira via, talvez até subsidiada pelo governo.
Pede-se antes uma reforma política, na realidade do Brasil muitos micro-partidos poderiam existir somente para angariar mais fundos para os maiores ou pra sua coligação.
Não acho que impedindo outros tipos de lobbyS irão se impor, mas que está virando “mercado persa” isso é bem verdade, o Brasil tem uma história muito recente de democracia (apenas 7 eleições diretas) e já estamos vendo que estão tratando o povo como “mentecaptos” como visto no outro comentário.
Esperemos que num futuro próximo a defesa da democracia possa vencer quem quer monopolizar as decisões e fazer um cabo de guerra desleal entre o bem da população e o interesse da riqueza a qualquer preço.
O Mar da Silva
12 de dezembro de 2014 4:44 pmO caixa das empresas se
O caixa das empresas se servissem para bancar apenas parlamentares já seria um despautério. Porém, suspeito que podem ser usadas para bancar passeios de ministros por esse litoral lindo do Brasil e otras cositas…
Afinal, que outro motivo levaria o Gilmar Mendes – suspeitíssimo ministro quando se trata de tucanos e do Daniel Dantas – a engavetar ad eternum a ação movida pela OAB contra a compra de parlamentares pelas empresas?
Gilmar agindo assim se torna nocivo à Nação.
#Devolva, Gilmar!
Parabéns, Nassif!
Filipe Rodrigues
12 de dezembro de 2014 5:20 pmLewandowski, pelo menos uma vez, imite Joaquim Barbosa:
A maioria dos ministros já decidiu pelo fim do financiamento privado, agora soube pelo blog que existe prazo para pedido de vistas, o regimento está contra Gilmar.
Barbosa agiu ilegalmente quando prendeu Dirceu, Genoíno, etc antes da revisão do julgamento do mensalão terminar.
Se o presidente do STF tomar essa medida (fim do dinheiro privado nas eleições) a população vai agradecer, e não há nada de ilegal. Faça isso quando estiver perto de encerrar o prazo para poder valer nas eleições 2016.
Bem provável que não haja nem direito a recorrer nessa ação da OAB (para recorrer deve haver no mínimo 4 votos favoráveis se não estou enganado).
pedro strauss
12 de dezembro de 2014 5:20 pmQuem doou 353 milhões não foi
Quem doou 353 milhões não foi a JBS. Esse dinheiro é do BNDES, que emprestou para a cia investir na produção e melhorias. Ao invés disso, o senhor José Batista, muito entendido de como a política brasileira funciona, mandou o dinheiro de volta para aqueles que mandam no BNDES. Portanto, o financiamento público já acontece e é o mais corrupto de todos. A JBS usa dinheiro público para enriquecer políticos e conseguir privilégios. Se fosse do próprio bolso, será que a JBS doaria esse montante? E o povo brasileiro, por acaso foi consultado se uma empresa que deve a um banco público pode pegar esse dinheiro e mandar para o político A ou B?
Ou seja, você pagador de impostos, que não é político, empresário amigo do governo ou líder de movimento social terrorista, é o trouxa assaltado de todos os lados todos os dias. E se disser que não está contente com o governo, ainda tem que aguentar ser xingado de golpista.
Weyll
12 de dezembro de 2014 5:58 pmBasta esse processo de
Basta esse processo de financiamento de campanha para provar o profundo cinismo de Gilmar
Miguel A. E. Corgosinho
12 de dezembro de 2014 6:21 pmNo Brasi a democracia
No Brasi a democracia repreentativa é de mentirinha.
O dinheiro que representa o Brasil é de mentirinha.
A presidente governa o Brasil da mentirinha.
A corrupção é pela gestão de mentirinha.
A justiça manda apurar a mentirinha.
Os juizes adotam a mentirinha.
Mentirinha das mentirinhas
A visão é da mentirinha
Elite de mentirinhas
Eita mentirinhas
Cá mentiririha
Era mentira
Mentem
Maria Silva
12 de dezembro de 2014 6:48 pmpressão popular já …
Só tem um jeito. Campanha, pressão popular, povo na rua … essa é a hora do PT pegar essa bandeira e confrontar esse coronel disfarçado de Juiz. Mesmo por que o PT sempre defendeu o financiamento publico de campanha. Cadê a bancada do PT? Cadê as lideranças sindicais? Parte pra cima e mostra que é quem …
Miguel A. E. Corgosinho
12 de dezembro de 2014 7:19 pmQual a origem da
Qual a origem da corrupção?
Tudo no Brasil é financiado.
Vai investigar o fundamento do dinheiro financiado
Não há nada que venha justificar a origem do dinheiro.
O próprio financiamento é um membro da falsificação deslavada do dinheiro.
Alex Sotto
12 de dezembro de 2014 9:12 pmFinanciamento público de
Financiamento público de campanhas será outro tiro n´água.
Democrático seria formatar as campanhas eleitorais de modo a trazê-las para custos aceitáveis, acabando com esse circo que são as campanhas no Brasil e tornando-as algo mais propositivo, mais objetivo.
As campanhas dos marqueteiros com orçamentos infinitos e toda sorte de tecnologias a sua disposição transformaram os candidatos em produtos e os eleitiores em consumidores.
Os programas de TV e rádio são absurdamente artificiais, sem propostas, sem conteúdo.
No rádio, apenas o candidato falando, em lugar dessas simulações de programas de rádio AM que fazem hoje, com locutores, comentaristas e efeitos sonoros de toda a sorte.
Na TV o candidato falando, apenas, com a sigla do partido e o número ao fundo.
Nos espaços públicos, anúncios normatizados, com murais disponibilizados pelo poder público em locais de grande circulação, como os terminais de transporte público.
Não adianta querer estancar a entrada de dinheiro enquanto houver a permissão para se gastar absurdamente. Os mais espertos e desonestos sempre darão um jeito de arrumar a grana.
Da mesma forma que se cobra agora o financiamento público como sendo o elixir da purificação do nosso sistema político eleitoral, durante muitos e muitos anos cobrou-se a fidelidade parttidária com o mesmo propósito purificar. Quando estabeleu-se a fidelida e se impossibilitou as compras de mandatos por partidos já estabelecidos, criou-se automaticamente a nova moda de criara partidos novos para comprar mandatos. Em 2010 foi só um, o PSD, neste ano já foram 2, o PROS e o SDD, quantos serão em 2018 ?
Miguel A. E. Corgosinho
12 de dezembro de 2014 9:19 pmO país é virtual.Os Bancos
O país é virtual.
Os Bancos podem doar quantos bilhões quiserem para financiamento de corruptos; para a mídia que destabiliza o governo etc…
O Juiz vai exigír Nota Fiscal dos gastos de campanha; a fabricação do dinheiro digital, porém, é sigilo bancário…
O Brasil real é só na coletoria de impostos!
Ivan de Union
12 de dezembro de 2014 11:33 pmDepartamento “Pensando
Departamento “Pensando Bem…”:
Nassif, sobrou um “s” em “ricos” no titulo…
Marcondes Witt
12 de dezembro de 2014 11:33 pmJulgamento do financiamento privado
Apenas uma correção: quando o MInistro Gilmar Mendes pediu vistas da ação em que se questiona o financiamento empresarial de campanhas, não havia ainda votos de todos os demais Ministros. Haviam votado seis, ele era o sétimo. A princípio, já formaria maioria para o resultado – mas nada impede que até o fim do julgamento, algum destes seis mude seu voto.
EDUARDO SOUTO JORGE
13 de dezembro de 2014 12:26 amExelente Nassif! Voce e um
Exelente Nassif! Voce e um dos poucos jornalistas ”de verdade” que o Brasil ainda tem. Parabens. Saida da GLOBO da NET acho que e’ um bom tema pra voce explorar.Eu, particularmente gostaria de mais informacoes confiaveis sobre essa transacao, com muito cheiro de trambique.
Sergio Santos Cunha
13 de dezembro de 2014 12:45 amBrasil na peneira
O País precisa de uma chacoalhada na peneira. Os Três Poderes da União estão sendo acuados pela Opinião Pública Nacional. Mas não é só. Também está sendo questionada fortemente e chamada à responsabilidade aquela que, até então,graciosamente, se jactanciava de ser considerada o 4º Poder: a nossa imprensa, altamente corrupta e parcimoniosa. Vamos ver no que vai dar tudo isso. Força, Presidenta Dilma Roussef!
rosenvald flavio barbosa
13 de dezembro de 2014 11:10 amNa abertura da sessão do TSE
Na abertura da sessão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que julgou as contas da campanha de DIlma Rousseff, o dúbio presidente Antônio Dias Toffoli fez uma afirmação relevante: os R$ 353 milhões doados por uma empresa (JBS) a candidatos eram uma tentativa de compra do parlamento.
estou começando a acreditar que Toffoli……….o totó do gilmau é um gênio.
Marcelo Adriano
13 de dezembro de 2014 12:38 pmUm aburso essa postergação.
Um aburso essa postergação. Manobra pura que o povo brasileiro já está se conscientizando. A composição mais reacionária do próximo congresso é graças a esse absurdo de um magistrado em não respeitar a opinião da esmagadora maioria do povo brasileiro sobre essa questão. Por trás da tentativa de esquecimento da finalização desse julgamento está a conivência da grande mídia corrupta e golpista que se esforça para esconder esse julgamento do povo e todas as falcatruas dos partidos da direita e vive a combinar os vazamentos seletivos em conluio com a justiça burguesa do paraná, com um magistrado suspeito de sua esposa ser ligada ao PSDB. A imprensa está cada vez mais desmoralizada. Em todo o mundo aonde a esquerda chega ao poder e governa para a maioria do povo o coluio da direita(grande mídia e partidos da direita), se pega a criar notícias de corrupção para tentar derrotar esses governos e voltar a roubar as nações e piorar a vida do povo.
MThereza
13 de dezembro de 2014 1:21 pmNão tenho certeza de que o
Não tenho certeza de que o financiamento público de campanha será a solução para todos os problemas. Perniciosa à democracia está sendo a atuação do judiciário, especialmente o STF. Desde sempre são um poder à parte, mas a sociedade tinha até um certo respeito/temor de falar sobre juízes, ministros, desembargadores. De uns tempos pra cá, extrapalou sua prepotência. Não há nenhum controle sobre prazos, métodos, parâmetros. É pleno de privilégios e age em favor de privilegiados. Uma ou outra decisão que atenda os interesses da sociedade (como a pesquisa com células tronco, por exemplo), não redime a leniência com que são tratados os abusos cometidos, e quase sempre pelos mesmos “juízes”.
O dito de “cada cabeça uma sentença” não deveria valer plenamente para quem julga sobre a vida de pessoas, organizações, do País. Afinal, eles são interprétes da Lei, da Constituição e não de seus desejos ou conveniências.
Webster Franklin
14 de dezembro de 2014 9:14 amFinanciamento público de
Financiamento público de campanha é menos pernicioso para a democracia do que o financiamento empresarial que torna o congresso nacional refém dos interesses das empresas. Como empresas não votam seus interesses não podem prevalecer acima dos interesses da população que elegeu seus candidatos. Poderiam alegar que mesmo com o financiamento público de campanha haveriam financiamentos de empresas através de caixa 2. Ora, pior é não ter a legislação proibindo o financiamento de empresas, onde faltaria elementos para fiscalização e punição dos infratores da lei.