O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado a 16 anos e um mês de prisão em regime fechado por participação na trama golpista, deixou o Brasil de forma clandestina. A informação, inicialmente revelada pelo PlatôBR, flagrou o parlamentar com sua esposa em um condomínio de luxo em Miami, nos Estados Unidos.
A saída do país ocorre em descumprimento direto de uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). No acórdão de condenação, o ministro Alexandre de Moraes proibiu os réus de saírem do Brasil e determinou a retenção de todos os seus passaportes.
Segundo fontes ligadas à investigação, a Polícia Federal (PF) trata o caso como fuga e apura se Ramagem cruzou a fronteira por via terrestre antes de embarcar para os EUA. De acordo com o deputado Pastor Henrique Vieira, se o passaporte não foi devolvido, a forma como Ramagem conseguiu deixar o país é um ponto central da investigação.
O ex-diretor da Abin estava licenciado do mandato desde 9 de setembro, por meio de atestados médicos, e prorrogou o afastamento até 12 de dezembro. A Câmara dos Deputados afirmou que Ramagem não informou sobre sua viagem ao exterior e que não autorizou qualquer missão internacional. Contudo, mesmo nos EUA, Ramagem manteve acesso aos sistemas de votação da Casa e não registrou faltas.
Risco de Fuga e Pedido de Extradição
A suposta fuga ganha gravidade por ocorrer no momento em que se aproxima o fim da tramitação do processo e a execução das penas. Na semana passada, o STF negou os últimos recursos do Núcleo 1, acelerando a fase final do julgamento.
Diante do flagrante, deputados federais da bancada do PSOL-RJ pediram ao STF a decretação imediata da prisão de Ramagem, alegando risco concreto de fuga. Os parlamentares Pastor Henrique Vieira, Glauber Braga, Chico Alencar, Tarcísio Motta e Talíria Petrone solicitaram formalmente medidas de cooperação internacional e extradição junto às autoridades dos Estados Unidos.
Além disso, a condenação de Ramagem pelo Supremo já determinou a perda de seu mandato, cabendo à Mesa Diretora da Câmara formalizar a cassação. A defesa do deputado informou que não irá se manifestar.
Rui Ribeiro
21 de novembro de 2025 3:28 pm“Nikolas afirma que Bolsonaro “pode não ficar vivo” caso seja preso em regime fechado”.
Antes, eles falavam que bandido bom, é bandido morto. Então se o bandido Bostonaro não ficar vivo, a gente nao é coveiro. Deixa os mortos enterrarem seus mortos
Carlos
22 de novembro de 2025 2:21 amAcobertado.
Como vem ocorrendo, a câmara mantém o mandato de condenados que só esperam o momento para evadir-se junto à família.
Ratos!
E ainda corremos o risco de através de impostos engordar suas contas em paraísos fiscais. Assim caminha e extrema direita que não passa de um aglomerado de roedores nojentos.
Acreditem: esta movimentação em torno de regalias para o infame maior, nada mais é do que a preparação para a fuga deste genocida.
Tá doente canalha? Cloroquina. Deve ter sobrado muita pois as compras ocorreram sem nenhum controle e com auditorias frouxas.
Ministro Moraes, decrete urgente a prisão em regime fechado deste meliante.