11 de junho de 2026

Randolfe chama Bolsonaro de ‘fascistinha’ em evento do PT

Em discurso, senador da Rede diz que presidente está “questionando voto do povo brasileiro” ao criticar urnas eletrônicas
Da esq. p/dir: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Randolfe Rodrigues e o ex-governador Geraldo Alckmin. Foto: Reprodução/Twitter Randolfe Rodrigues

O senador Randolfe Rodrigues (Rede Sustentabilidade) criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu discurso de ódio e violência durante evento promovido pelo PT nesta terça-feira (12/05) em Brasília.

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Randolfe lembrou que Bolsonaro e seus aliados se referiram muito à polarização nos últimos dias. “A polarização ocorreu após a Constituição de 1988, quando as disputas políticas tinham dois lados, que respeitavam a democracia brasileira”.

“Agora esse fascistinha… Esse fascistinha de m… aí… vem dizer, vem questionar depois de 30 anos urnas eletrônicas?”, afirmou Randolfe. “Ele tá, na verdade, questionando é o voto do povo brasileiro que vai dar um chute na bunda dele, botando ele para fora do Palácio do Planalto direito para a prisão, para ele responder pelos crimes que cometeu”.

O discurso de Randolfe foi o primeiro da noite, que também contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) e de outras autoridades.

‘Não há polarização’

Randolfe ressaltou que, ao contrário do que os bolsonaristas pregam, não existe polarização quando um lado é forçado pela democracia, “e o outro lado cultua a memória de um torturador chamado Alberto Ustra. Não há polarização quando tem esses dois lados”.

“Não há polarização quando um lado defende a vida, a vacina, enquanto o outro lado levou mais de 600 mil compatriotas nossos para a morte”, disse o senador.

“Não há polarização quando um lado, nas suas livezinhas sem vergonha de quinta-feira, fica lá proclamando que tem que meter bala e atirar no adversário, e fazendo ameaças, enquanto nosso lado propagandeia a democracia, a paz”.

Randolfe ressaltou que também não existe polarização quando “um lado leva 33 milhões de brasileiros a não ter um prato de comida por dia, enquanto o outro lado garantiu comida na mesa de todos os brasileiros quando governou”.

Sobre o pacote de benefícios que está em análise no Congresso Nacional, Randolfe afirmou que o governo só quer aprovar R$ 600 “só em época de eleição”.

“Vamos dizer a eles que nós queremos não é 600, queremos 700, 800 e dignidade na mesa dos brasileiros durante os quatro anos que vem e durante os quatro anos que virão”, afirmou o senador.

Veja abaixo a íntegra do discurso do senador Randolfe Rodrigues, realizado durante ato político nesta terça-feira (12/07) em Brasília

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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