A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) aprovou, nesta terça-feira 1º) a convocação do ministro da Casa Civil, Rui Costa. Por se tratar de uma convocação, o ministro é obrigado a depor, sob pena de crime de responsabilidade caso se ausente sem justificativa.
Solicitada pelo deputado Ricardo Salles (PL-SP), a convocação de Costa se justifica para a oposição porque o MST estaria chantageando o governo para indicar nomes.
Uma das chantagens seria a ocupação de áreas da Embrapa, em Pernambuco, um dia antes da realização do Semiárido Show, evento de agricultura familiar que vai contar com a presença de representantes do governo Lula.
“É pela Casa Civil que todas as nomeações políticas passam e o que nós temos são indícios de crimes com invasores de terra invadindo a Embrapa, para negociar cargos no governo. Utilizando chantagem contra o governo e o governo cedendo a este instrumento de chantagem”, afirmou Kim Kataguiri (União-SP).
Vice-líder do governo, o deputado Alencar Santana Braga (PT-SP) refutou o argumento da oposição. “O ministro chefe da Casa Civil não tem nada a ver com essa matéria, com o objeto desta CPI. Não há justificativa alguma para a presença dele nessa comissão”, afirmou o petista.
O placar de votação pela convocação do chefe da Casa Civil foi 14 a 10.
Ocupação
Depois de ocupar, pela segunda vez este ano, a área da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Petrolina, no sertão de Pernambuco, o MST deixou o território na tarde desta segunda-feira (31), após novas tratativas com representantes do governo federal.
De acordo com uma publicação no Instagram do MST Pernambuco, o movimento informou a retomada do diálogo com representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O movimento social reinvindica que parte dos dois mil hectares de terras da Embrapa seja destinado ao assentamnto das famílias e avaliação de outros terrenos de empresas públicas para que passem pela reforma agrária.
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