10 de junho de 2026

Coação: STF aceita denúncia e Eduardo Bolsonaro vira réu por 3 a 0

Denúncia da PGR acusa o deputado de tentar interferir no processo de Jair Bolsonaro com ameaças de sanções e aplicação da Lei Magnitsky
Deputado federal Eduardo Bolsonaro. Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

1. STF aceita denúncia contra Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, com placar de 3 a 0 e julgamento em plenário virtual.

2. Denúncia acusa Eduardo de articular campanha nos EUA para pressionar autoridades brasileiras e interferir no processo de Jair Bolsonaro.

3. Abertura de ação penal permitirá produção de provas e defesa de Eduardo, que alega imunidade parlamentar e liberdade de expressão.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tornando-o réu por coação no curso do processo.

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O placar parcial é de 3 a 0, com os votos favoráveis dos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino e Cristiano Zanin. O julgamento segue em plenário virtual até o dia 25 de novembro, com o voto pendente da ministra Cármen Lúcia, que deve definir o desfecho final.

A denúncia sancionada pelo procurador-geral Paulo Gonet acusa Eduardo Bolsonaro de articular nos Estados Unidos uma campanha para pressionar ministros do STF e autoridades brasileiras com o objetivo de interferir no andamento do processo que envolve seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

Segundo o relator Alexandre de Moraes, há provas materiais e indícios razoáveis de que Eduardo participou ativamente da articulação para aplicar sanções econômicas e políticas ao Brasil, incluindo a aplicação da Lei Magnitsky sobre exportações brasileiras, suspensão de vistos e outras medidas sancionatórias americanas destinadas a coagir os ministros da Corte a julgarem favoravelmente Jair Bolsonaro.

Com o recebimento da denúncia, abre-se uma ação penal que permitirá a produção de provas, oitiva de testemunhas e demais diligências necessárias para a defesa do parlamentar.

A defesa de Eduardo Bolsonaro e a Defensoria Pública da União sustentam que a acusação não passa do exercício legítimo da liberdade de expressão e do mandato parlamentar, argumentando que suas manifestações e articulações são protegidas pela imunidade parlamentar e não configuram crime.

Eduardo pediu licença do mandato em fevereiro de 2025 e desde julho não tem comparecido às sessões da Câmara, residindo nos Estados Unidos, o que pode resultar em processo de cassação por ausência.

Redação

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