8 de junho de 2026

O que é o CAR-T Cell, tratamento de câncer que elimina tumores em 30 dias?

Terapia modifica as células de paciente para combater as células cancerígenas. Nove dos 13 pacientes tratados tiveram remissão total.
Antes e depois de petscan de paciente com linfoma taratado com CAR-T Cell
Paulo Pelegrino, de 61 anos, teve 100% de remissão de linfoma após a terapia celular. Crédito: Arquivo pessoal.

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto Butantan e o Hemocentro de Ribeirão Preto, trouxe ao Brasil o tratamento CAR-T Cell, considerada a mais revolucionária da oncologia e aplicada em poucos países.

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Graças a este protocolo, os 14 pacientes tratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tiveram, pelo menos, 60% de remissão dos tumores. Um deles, Paulo Pelegrino, de 61 anos, que enfrentava um linfoma há 13 anos e estava prestes a receber cuidados paliativos, teve remissão total da doença.

A terapia contra o câncer retira as células T do sistema de defesa do paciente e as modifica geneticamente para que possam reconhecer as células cancerígenas. Reintroduzidas ao corpo, as células T se multiplicam e são capazes de eliminar os tumores.

Alto custo

A princípio, o método tem como alvo três tipos de cânceres: leucemia linfoblástica B, linfoma não Hodgkin de células B e mieloma múltiplo, este último ainda indisponível no Brasil.

Já a resposta ao tratamento costuma ser rápida. Dos 13 pacientes tratados com a CAR-T Cell, nove tiveram remissão completa da doença em 30 dias. Mas o custo na rede de saúde privada pode ultrapassar o valor de R$ 2 milhões por pessoa.

“Devido ao alto custo, este tratamento não é acessível em grande parte dos países do mundo. O Brasil, por outro lado, encontra-se em uma posição privilegiada e tem a rara oportunidade de introduzir este tratamento no SUS em curto período de tempo”, diz Dimas Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular CEPID-USP e do Núcleo de Terapia Celular do Hemocentro de Ribeirão Preto ao G1.

Próximos passos

O tratamento do primeiro grupo exposto à terapia celular foi custeado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Já no segundo semestre, mais 75 pacientes serão submetidos ao tratamento, desta vez bancado com verbas públicas após a autorização da Anvisa para estudos clínicos.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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