26 de junho de 2026

Fachin determina que governo elabore plano de desocupação de território indígena no Pará

União tem 90 dias para apresentar cronograma de desintrusão e medidas de proteção ao povo Arara
Crédito: Juan Doblas/ Ascom ISA

STF determina que governo elabore plano para desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará, em 90 dias.
Plano deve incluir cronograma de retirada de invasores e indenização para ocupantes de boa-fé identificados pela Funai.
Fachin cria comitê para proteção dos indígenas isolados e avalia cumprimento das condicionantes ambientais da Usina Belo Monte.

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O presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinou neste domingo (31) que o governo federal elabore um plano de desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca, território do povo Arara localizado no Pará. A decisão foi motivada por ação da Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

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Homologada em 2016, a terra indígena ainda enfrenta desmatamento ilegal, grilagem, violência e os impactos causados pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Pela decisão, a União tem 90 dias para apresentar um plano de retirada dos não indígenas da área, com cronograma para a saída de invasores e previsão de indenização para ocupantes de boa-fé identificados pela Funai. Fachin também determinou a criação de um comitê de governança voltado à proteção dos indígenas isolados e de recente contato — categoria que inclui o povo Arara. O plano deverá ainda avaliar o cumprimento das condicionantes ambientais acordadas como contrapartida durante a construção de Belo Monte.

Ao justificar as medidas, Fachin afirmou que a situação da Cachoeira Seca exemplifica a violação sistemática dos direitos indígenas. “As medidas conferem concretude e coerência material para que a tutela jurisdicional alcance a realidade em que a omissão estatal se manifesta, evitando que a gravidade vivida pelo povo Arara continue”, declarou.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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