Covid-19 – Pesadelo sem fim, por Felipe Costa

Estatísticas mostram recrudescimento da pandemia; ainda serão contabilizados mais 698 mil casos e 2,6 mil mortes até o dia 1º de janeiro

Foto: Pixabay

Covid-19 – Pesadelo sem fim: Ainda serão contabilizados mais 698 mil casos e 2,6 mil mortes até 1/1.

Por Felipe A. P. L. Costa [*].

Embora faltem dois dias (hoje e amanhã, 26 e 27/11) para fechar a semana, as estatísticas divulgadas nos últimos cinco dias (21-25/11) dão mostras de que a pandemia recrudesceu de vez. Mais ou menos nos moldes do que houve na segunda metade de junho passado (ver aqui).

1. ALGUNS NÚMEROS.

Vejamos os resultados mais recentes.

(A) – Estatísticas. Na semana passada (14-20/11), foram computados 98.603 casos e 270 mortes (para detalhes, ver o balanço mais recente – aqui). Entre segunda e sexta da semana ora em curso (21-25/11), já foram computados 137.969 casos e 508 mortes.

(B) – Taxas. Na semana passada, as taxas de crescimento ficaram em 0,0403% (casos) e 0,0056% (mortes). Supondo que as estatísticas de hoje e amanhã (26 e 27/11) não saiam do zero (algo virtualmente impossível, exceto por omissão ou manipulação deliberada), as métricas para a semana ora em curso já estão em 0,0562% (casos) e 0,0105% (mortes). E vão subir mais até amanhã.

2. CENÁRIOS E PROJEÇÕES ATÉ 1/1.

Os quatro percentuais referidos no item anterior e, sobretudo, as diferenças entre eles são bastante significativas. Para dimensionar melhor as implicações das escaladas referidas aqui – de 0,0403% para 0,0562% (casos) e de 0,0056% para 0,0105% (mortes) –, bastaria dizer o seguinte:

(A) – Em artigo anterior publicado neste GGN (aqui), em 14/11, eu já havia alertado que nós chegaríamos ao primeiro domingo de janeiro de 2023 com ao menos mais 433.415 casos e 2.174 mortes. (Totalizando assim 35.346.346 casos e 690.832 mortes desde o início da crise.)

(B) – Todavia, levando em conta os valores (provisórios) das taxas da semana ora em curso, os números ficaram ainda piores. A saber: No ritmo atual, nós chegaremos a 1/1 com ao menos mais 698.043 casos e 2.546 mortes. (Totalizando assim 35.847.546 casos e 691.982 mortes.)

3. PESADELO SEM FIM?

O que é ruim sempre pode piorar – diz o ditado.

Todavia, como muitos brasileiros estão a constatar, sobretudo a partir de 2016, quando a extrema-direita começou a colocar as manguinhas de fora, se o governo central de um país é comandado por elites (econômicas e políticas) assumidamente corruptas, predatórias e entreguistas, os termos do ditado mudam radicalmente. A possibilidade de piora logo se converte em certeza: O que foi ruim ontem seguramente será pior amanhã.

4. CODA.

A situação da pandemia em terras brasileiras tornou a piorar. Por mais de um motivo. Em linhas gerais, no entanto, talvez pudéssemos resumir tudo em duas recomendações: (1) Não saia de casa sem máscara, e (2) Não deixe de tomar a vacina.

A primeira recomendação é dirigida a todo e qualquer cidadão individual, mas vale também para os donos e os gerentes de estabelecimentos comerciais, em especial aquele que atraem um público numeroso. (Não custa lembrar: Quanto maior a aglomeração, mais os indivíduos que lá então se expõem aos perdigotos alheios e, portanto, ao contágio.) É o caso dos supermercados.

A segunda recomendação vale, sobretudo, para (1) Os recalcitrantes exageradamente medrosos ou individualistas que ainda não tomaram nenhuma dose; (2) Os vacinados com duas doses que ainda não tomaram a dose de reforço; e (3) Os responsáveis pelas crianças pequenas que ainda não tomaram sequer uma dose.

*

NOTA.

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Redação

1 Comentário

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  1. Realmente não se pode criticar quem desconfie que exista cabeças científicas do mal, enganando a ciência e a população mundial. Toda essa agonia sem fim, que a pandemia do Covid 19 nos causa, é produto das constantes variações, em curtos espaços tempos, das mutações que parecem manter a ciência presa em um espiral sem fim. Imagina-se que as quando as mais renomadas cabeças em epidemiologia pensam estar perto de solucionar esse inimugo, ela se reconhece ainda bem distante de uma resposta efetiva. Então o espiral volta a ação, o mal se revitaliza em nova configuração para fazer suas vítimas e ao mesmo tempo. (não dá para esconder) fazer muita gente ganhar rios de dinheiro. O pensamento desesperado livre e desconfiado não é acusação, é sim suspeita. O que mais importa para toda população do planeta é a resposta para a simples pergunta: até quando senhores até quando?

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