Gestão Alckmin tira das estatísticas mortes por PMs de folga

Secretaria de Segurança Pública divulgou dados de comparação e em um mesmo gráfico o ano de 2014 com letalidade policial e de 2015 sem a violência
 
 
Jornal GGN – Ao contrário do que a gestão Alckmin divulgou sobre os dados de segurança no Estado de São Paulo, não houve uma queda de 16,3% dos homicídios na capital e 13,2% em todas as cidade, em 2015 comparando com o mesmo período de 2014. A diminuição foi de 6,7% e 8,1%, respectivamente. O responsável pela diferença brusca nas estatísticas é a letalidade policial. 
 
A Secretaria de Segurança omitiu das contagens as mortes cometidas por policiais militares em horário de folga. E somente neste quadro, foram 102 mortes praticadas pelos policiais, em seis meses – o equivalente a mais de cinco chacinas como a de Osasco e Barueri, que ocorreu no dia 13 de agosto deste ano.
 
A estratégia de omitir dos balanços parte dos dados de Segurança do governo Alckmin foi sendo noticiada desde abril deste ano, quando a gestão tucana passou a excluir dos gráficos de homicídios dolosos as mortes cometidas por PMs de folga. A estratégia tem sido usada pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, como bandeira de política pública – visando ainda uma cadeira nas candidaturas à prefeitura da capital, em 2016.
 
Quando os números da PM são excluídos do quadro geral de homicídios, há um aumento de 9,8% de mortes causadas pela polícia (em serviço e de folga), no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014. Foram 358 vítimas.
 
A justificativa da SSP é que segue uma “metodologia internacional”, em resposta à reportagem da Folha de S. Paulo. E que tais condicionantes foram publicados em um asterisco colocado em uma tabela.
 
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