Desemprego na América Latina e Caribe é o menor em 20 anos, diz OIT

Jornal GGN – A OIT (Organização Internacional do Trabalho) informou nesta terça-feira (17) que o desemprego registra a taxa mínima histórica de 6,3% na América Latina e Caribe em 2013. A taxa histórica, no entanto, vem acompanhada de situação laboral “preocupante”, “porque a falta de dinamismo econômico causou impactos no mercado de trabalho”, diz boletim da ONU (Organização das Nações Unidas).

O progresso alcançado durante a última década nos mercados de trabalho da região parece ter estancado e, segundo a OIT, “é necessário redobrar os esforços para evitar que haja retrocessos”. As conclusões fazem parte do relatório anual da OIT, Panorama Laboral 2013.

“A situação do mercado de trabalho não é negativa, mas é preocupante”, disse a diretora regional da OIT para a América Latina e Caribe, Elizabeth Tinoco, durante a apresentação do relatório em Lima, no Peru. “A região corre o risco de perder a oportunidade de avançar na geração de mais e melhores empregos.”

“Os salários crescem menos que nos anos anteriores, a informalidade não se reduz, a produtividade está aumentando abaixo da média mundial e aumentou a desocupação dos jovens nas zonas urbanas”, ressaltou ela.

O Panorama Laboral deste ano aponta que a taxa média de desemprego urbano para a região registrou uma nova queda, de 6,4% para 6,3%, em um contexto de desaceleração do crescimento econômico. Se a situação das taxas de crescimento se estender até 2014, quando segundo as previsões poderia chegar a 3,1% ou 3,2%, o desemprego seria mantido em 6,3% no próximo ano.

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A leve queda da taxa de desemprego urbano não ocorreu por um aumento na taxa de ocupação, que permaneceu igual à do ano passado, em 55,7%, mas foi impulsionada por uma ligeira queda na taxa de participação no mercado laboral de 59,6% a 59,5%.

Tinoco destacou que “o desemprego baixo é sempre uma boa notícia”. A taxa de 2013 é a mais baixa registrada desde que a OIT começou a publicar este relatório há 20 anos e está muito abaixo dos 11,2% alcançado em 2003.

No entanto, acrescentou, é necessário continuar buscando oportunidades, pois por trás da baixa taxa percentual de 2013 existem pessoas, neste caso 14,8 milhões de mulheres e homens que procuram emprego sem conseguir.

O relatório adverte que, se a região pretende manter a taxa de desemprego abaixo de 7%, deverá criar pelo menos 43,5 milhões de novos postos de trabalho até 2023.

O Panorama Laboral 2013 destaca também que, embora o desemprego tenha caído, ainda é necessário melhorar a qualidade dos empregos. Existem pelo menos 130 milhões de pessoas que estão ocupadas, mas trabalham em condições de informalidade.

A taxa de informalidade não agrícola não caiu e se mantém em 47,7%. Para cair 5 pontos percentuais, para 42,8%, a região deveria crescer em média 3,4% durante a próxima década e 84% dos novos empregos a serem criados deveriam ser formais.

Quanto aos salários, houve um recuo no crescimento observado no ano anterior, com a média aumentando 1% no terceiro trimestre, abaixo dos 2,6% obtidos no ano passado. O salário mínimo mínimo aumentou 2,6% em 2013, abaixo dos 6,9% de 2012, de acordo com os dados disponíveis no terceiro trimestre.

Segundo o relatório, existem pelo menos 6,6 milhões de jovens desempregados. A taxa de desemprego juvenil nas zonas urbanas teve uma leve alta na média regional, passando de 14,2% para 14,5%.

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“As difíceis condições de trabalho dos jovens devem ser enfrentadas com políticas que estejam dirigidas especificamente a produzir mais e melhores empregos e que lhes permitam aspirar um futuro digno”, disse a Diretora Regional da OIT.

Destaque para a taxa de participação das mulheres, que aumentou levemente e, pela primeira vez, alcançou 50% na média regional. Mas ainda há muito por fazer em matéria de igualdade de gênero, ressaltou a OIT, pois ainda existe desvantagem em relação aos homens, cuja taxa de participação é de 71,1%.

Neste cenário, mais da metade dos desempregados na região são mulheres, 7,7 milhões em comparação com 7,1 milhões de homens.

“A situação laboral é desafiante. É necessário redobrar os esforços para melhorar a quantidade e a qualidade dos empregos. O emprego é um componente fundamental do crescimento, pois fortalece o mercado interno e cria um ambiente propício para o desenvolvimento produtivo”, disse Elizabeth Tinoco.

Ela afirmou, ainda, que é necessário aplicar estratégias que respondam às necessidades e especificidades de cada país.

Entre tantas medidas, a OIT recomenda:

– Gerar um ambiente propício para o desenvolvimento de empresas sustentáveis que produzam emprego formal

– Reforçar a institucionalidade laboral e o diálogo social

– Planejar e aplicar de maneira oportuna políticas ativas do mercado de trabalho

– Melhorar a educação e a formação para o trabalho

– Promover a formalização tanto das empresas como das relações laborais

– Aplicar políticas orientadas a aumentar a produtividade

“Não podemos esquecer que o emprego constitui uma ferramenta especial para a redistribuição da riqueza e da inclusão social, para a luta contra a pobreza e a desigualdade”, finalizou a Diretora Regional da OIT.

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Com informações da OIT e da ONU

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1 comentário

  1. Chovendo no molhado:
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    Chovendo no molhado:

    Entre tantas medidas, a OIT recomenda:

    – Gerar um ambiente propício para o desenvolvimento de empresas sustentáveis que produzam emprego formal

    – Reforçar a institucionalidade laboral e o diálogo social

    – Planejar e aplicar de maneira oportuna políticas ativas do mercado de trabalho

    – Melhorar a educação e a formação para o trabalho

    – Promover a formalização tanto das empresas como das relações laborais

    – Aplicar políticas orientadas a aumentar a produtividade

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