Setor cultural empregou 4,8 milhões de pessoas em 2020

Dados do IBGE indicam que 700 mil pessoas perderam emprego com a pandemia; 4,8 milhões de pessoas trabalhavam com cultura na ocasião

Jornal GGN – Setecentas mil pessoas que trabalhavam com o setor cultural perderam seus postos de trabalho entre 2019 e 2020, segundo dados divulgados pela PNAD Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O setor cultural ocupava 4,8 milhões de pessoas em 2020, representando 5,6% da população ocupada do país. Houve queda de 11,2% ante 2019, quando o setor ocupava 5,5 milhões de pessoas, ou 5,8% do total.

A proporção de ocupados no setor cultural com nível superior (30,9%) superava a média do país (22,6%), enquanto a proporção de ocupados pretos ou pardos (43,8%) estava abaixo da média nacional (53,5%).

Em 2020, o trabalhador por conta própria era a principal categoria da população ocupada no setor cultural (41,6% do total), seguido pelos empregados com carteira (37,7%) e sem carteira (11,3%).

Segundo o Cadastro Central de Empresas do IBGE, que abrange apenas o setor formal, a cultura era responsável por 6,3% do total de unidades locais das empresas do país.

O líder era o Rio de Janeiro, onde 8,0% das unidades locais eram do setor cultural. O Distrito Federal (7,7%), São Paulo (7,6%) e Roraima (6,4%) vinham a seguir enquanto as menores participações foram do Piauí (4,3%), Pará (4,5%) e Tocantins (4,6%).

A despesa média mensal das famílias com cultura, segundo a POF 2017-2018, foi de R$ 291,18. As maiores despesas com cultura foram com os serviços de telefonia, TV por assinatura e internet (R$ 172,63). A participação dos itens de consumo cultural (IPCult) no orçamento das famílias chegou a 9,6% do IPCA.

O valor adicionado do setor cultural chegou a R$ 256 bilhões em 2019, equivalente a 9,8% da riqueza criada no âmbito das pesquisas econômicas anuais do IBGE, uma perda de 1,4 p.p. em relação a 2009 (11,2%).

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