1,6 milhão de pessoas estão sem água, após corte de verba ao final das eleições

Johnny Negreiros
Estudante de Jornalismo na ESPM. Estagiário desde abril de 2022.
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Enquanto Governo Federal e Exército batem cabeça, região sofre com desabastecimento

Foto: Reprodução

Por falta de verba, 1,6 milhão de pessoas estão sem acesso à água potável. O programa do Governo Federal Carro-Pipa, que abastece locais que sofrem de estiagem e seca, passa por falta de recursos financeiros e operou pela última vez no dia 15 deste mês. Confira a tabela aqui.

No total, o Carro-Pipa atende a 468 municípios do seminárido no Nordeste, em Minas Gerais e no Espírito Santo. São 3348 veículos utilizados e 1.628.865 de indivíduos atendidos.

O responsável pela execução do projeto é o Exército, enquanto o orçamento para viabilizar as ações partem do Ministério do Desenvolvimento Regional. No dia 14 deste mês, o 72º Batalhão de Infantaria Motorizado, de Petrolina (PE), alertou a autoridades de Pernambuco e Bahia que, a partir de 16 de novembro, o programa estaria interrompido.

“Do exposto, reitero aos Senhores Coordenadores Municipal (sic) de Proteção de Defesa Civil da necessidade de exaustiva divulgação dessa informação para que nenhum pipeiro venha a entregar carradas sem o devido empenho de recursos”, completa o documento divulgado.

CNM se manifesta

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) criticou a situação e cobrou por uma resposta do ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Duarte Ferreira, a fim de que o problema não volte a acontecer no futuro mandato de Lula.

“A CNM entende que sob hipótese alguma, a OCP deve ser interrompida,adiada ou paralisada, haja vista que, a população é sempre quem sofre os pioresimpactos causados por este desastre e ressalta a necessidade de o MDR avaliar o orçamento do programa para o final de 2022, assim como para todo o ano de 2023, alinhado com as ações necessárias para que a OCP não seja interrompida em nenhum momento no próximo exercício.”

Ministério e Forças Armadas batem cabeça

O Exército se defendeu alegando que é responsável “apenas pelas ações que envolvem a execução da operação a partir do repasse de recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional ao Ministério da Defesa”.

“Os recursos disponibilizados pelo MDR até o momento permitiram a execução da operação na sua plenitude até o dia 16 de novembro. O Exército Brasileiro aguarda nova descentralização de recursos para que seja retomada a distribuição rotineira de água”, fala a corporação.

Por sua vez, a pasta argumentou que o pagamento aos pipeiros é feito pelos militares e que “apenas faz o repasse dos recursos”.

Além disso, o MDR disse que “as necessidades de recursos adicionais foram formalmente encaminhadas ao Ministério da Economia, para que seja possível retomar, o quanto antes, a operação”.

“Foram repassados pelo MDR ao Ministério da Defesa cerca de R$ 451,3 milhões, para executar ações da operação. Para 2023, o valor solicitado ao Ministério da Economia foi de cerca de R$ 739,8 milhões.”

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PT protesta

No Twitter, o senador Humberto Costa (PT-PE) criticou o cenário de desabastecimento no Nordeste.

Johnny Negreiros

Estudante de Jornalismo na ESPM. Estagiário desde abril de 2022.

2 Comentários

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  1. Puxa, como eu gostaria de saber o que significa a atuação do exercito “apenas pelas ações que envolvem a execução da operação a partir do repasse de recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional ao Ministério da Defesa”.
    Ja tem pipeiro e agua ..
    Seria ótimo saber o fluxo dele dinheiro, licitações, valores…

  2. Puxa, como eu gostaria de saber o que significa a atuação do exercito “apenas pelas ações que envolvem a execução da operação a partir do repasse de recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional ao Ministério da Defesa”.
    Ja tem pipeiro e agua ..
    Seria ótimo saber o fluxo dele dinheiro, licitações, valores…

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