O que pode e o que não pode na pré-campanha. Episódio de hoje: chacina, por Hugo Souza

Enquanto corpos ainda esfriavam em caçambas, o deputado federal bolsonarista Carlos Jordy, não exatamente se fez de rogado

Corpos carregados em caçambas após chacina no Complexo do Alemão (Foto: Voz das Comunidades).

do Come Ananás

O que pode e o que não pode na pré-campanha. Episódio de hoje: chacina

Deputado bolsonarista Carlos Jordy, que é ligado ao Bope do Rio, não exatamente se fez de rogado para esfregar na cara do Ministério Público, STF, TSE e favelas cariocas (“serve de aviso”) o que foi que aconteceu no Alemão.

por Hugo Souza

Antes do massacre desta quinta-feira, 21, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, a chacina mais recente que tinha sido promovida pelo Bope no Alemão também aconteceu em ano eleitoral, em 2020.

Quando aconteceu a chacina de 2020, Wilson “mirar na cabecinha” Witzel ainda era governador. Hoje, Marcelo Freixo é pré-candidato, e forte, ao governo do estado do Rio, e seu principal adversário é Claudio Castro, o ex-vice de Witzel que agora tenta a reeleição.

Com tantos crimes a serem apurados na comarca fluminense, os Bolsonaro não gostariam nada de ver Marcelo Freixo eleito governador.

Nesta quinta, enquanto corpos ainda esfriavam em caçambas, o deputado federal bolsonarista Carlos Jordy, que é ligado aos Bolsonaro e ao Bope do Rio, não exatamente se fez de rogado para esfregar na cara do Ministério Público, STF, TSE e favelas cariocas (“serve de aviso”) o que foi que aconteceu no Alemão, além de chacina: um ato de campanha, estadual e nacional.

Hugo Souza é jornalista

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