10 de junho de 2026

Sobe para 20 os mortos por policiais militares na Baixada Santista

No domingo, policiais suspeitaram de um homem que andava de bicicleta, que foi atingido por disparos após um suposto confronto; a Polícia Civil investiga o caso
Secretário de Segurança Pùblica de São Paulo, Guilherme Derrite acompanha policiais. Foto: Polícia Civil

Desde as novas “Operações Escudo” retomadas em janeiro pela Polícia Militar de São Paulo (PM-SP), mais duas pessoas foram mortas na Baixada Santista, litoral do estado, neste final de semana. Desde o dia dois de fevereiro, ao todo, foram contabilizados 20 mortos na região em supostos confrontos contra a polícia.

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Uma das mortes aconteceu no último domingo quando policiais militares da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em patrulhamento, suspeitaram de um homem de bicicleta. Após um suposto confronto, o indivíduo foi atingido por disparos de arma de fogo e faleceu na UPA da zona noroeste. A Polícia Civil está investigando o caso.

No sábado (10), também em Santos, um homem teria resistido à ordem de parada de policiais militares e foi morto por volta das 17h30. A SSP alega que os agentes investigavam uma denúncia de transporte de armas e que o suspeito tinha histórico de tentativa de homicídio e associação criminosa. A perícia foi acionada, e todas as circunstâncias estão sendo investigadas pela SSP.

Moradores da periferia da Baixada Santista denunciaram a prática violenta por policiais militares contra a população local e egressos do sistema prisional e relataram que os policiais falam abertamente em vingança pelo soldado, Patrick Bastos Reis, morto em uma ação policial no Guarujá. De acordo com a Agência Brasil, os relatos foram colhidos por uma comitiva formada pela Ouvidoria da Polícia de São Paulo, Defensoria Pública, e parlamentares, como os deputados estaduais de São Paulo Eduardo Suplicy (PT) e Mônica Seixas (PSOL). 

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, manifestou nas redes sociais sua preocupação perante a atuação da polícia na Baixada Santista. “O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) vem a público externar a preocupação do governo federal diante dos relatos recebidos pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos de que graves violações de direitos humanos têm ocorrido durante a chamada Operação Escudo”, diz o texto.

A Operação Escudo

Conhecida pela letalidade, a Operação Escudo, criada pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2023, é uma resposta aos ataques praticados contra agentes de segurança. Em um mês de atividade, a Operação Escudo deixou ao menos 28 pessoas mortas, se tornando a ação policial mais letal do estado desde o massacre do Carandiru, em 1992.

Com informações da Agência Brasil

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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