Desde as novas “Operações Escudo” retomadas em janeiro pela Polícia Militar de São Paulo (PM-SP), mais duas pessoas foram mortas na Baixada Santista, litoral do estado, neste final de semana. Desde o dia dois de fevereiro, ao todo, foram contabilizados 20 mortos na região em supostos confrontos contra a polícia.
Uma das mortes aconteceu no último domingo quando policiais militares da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em patrulhamento, suspeitaram de um homem de bicicleta. Após um suposto confronto, o indivíduo foi atingido por disparos de arma de fogo e faleceu na UPA da zona noroeste. A Polícia Civil está investigando o caso.
No sábado (10), também em Santos, um homem teria resistido à ordem de parada de policiais militares e foi morto por volta das 17h30. A SSP alega que os agentes investigavam uma denúncia de transporte de armas e que o suspeito tinha histórico de tentativa de homicídio e associação criminosa. A perícia foi acionada, e todas as circunstâncias estão sendo investigadas pela SSP.
Moradores da periferia da Baixada Santista denunciaram a prática violenta por policiais militares contra a população local e egressos do sistema prisional e relataram que os policiais falam abertamente em vingança pelo soldado, Patrick Bastos Reis, morto em uma ação policial no Guarujá. De acordo com a Agência Brasil, os relatos foram colhidos por uma comitiva formada pela Ouvidoria da Polícia de São Paulo, Defensoria Pública, e parlamentares, como os deputados estaduais de São Paulo Eduardo Suplicy (PT) e Mônica Seixas (PSOL).
O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, manifestou nas redes sociais sua preocupação perante a atuação da polícia na Baixada Santista. “O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) vem a público externar a preocupação do governo federal diante dos relatos recebidos pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos de que graves violações de direitos humanos têm ocorrido durante a chamada Operação Escudo”, diz o texto.
A Operação Escudo
Veja os ataques que desencadearam a operação aqui.
Com informações da Agência Brasil
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