20 de junho de 2026

Vereadora do PT sofre abordagem violenta por policiais militares

Segundo Juliana Cardoso, os policiais estavam muito nervosos, apontando armas e muito truculentos. Ela tentou se identificar, queria que o grupo mostrasse documentos, mas os policiais, no lugar de dialogarem, chamaram reforços.

Jornal GGN – Juliana Cardoso, vereadora em São Paulo, estava em um carro com o grupo que iria acompanhar a soltura da cantora e ativista em movimento de moradia Preta Ferreira, com habeas corpus concedido após 109 dias de prisão. O grupo rumava para a penitenciária feminina quando, em um posto de gasolina, foi interceptado por uma viatura da PM.

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Segundo Juliana Cardoso, os policiais estavam muito nervosos, apontando armas e muito truculentos. Ela tentou se identificar, queria que o grupo mostrasse documentos, mas os policiais, no lugar de dialogarem, chamaram reforços.

Em minutos, seis viaturas da PM se achegaram ao grupo, um total de 24 policiais.

Os policiais ignoraram as tentativas de Juliana Cardoso de se identificar e continuaram suas ameaças de que todos deveriam obedecer às ordens sem contestar.

Quando Juliana conseguiu se identificar, e os policiais viram que era uma vereadora do PT, a situação ficou um pouco mais truculenta, com mais ameaças ao grupo.

A situação levou duas horas e meia para ser resolvida e a vereadora liberada. Um dos componentes do grupo foi até a delegacia para registrar uma ocorrência.

“Nós estamos vivendo, sim, um estado de exceção”, disse Juliana ao GGN, “e estamos sendo monitorados 24 horas por dia”. Para ela, esta situação não acovarda, dá mais potência para a luta. “24 policiais? Para quê isso? A gente era bandido? Que mal a gente poderia fazer? Querem deixar a gente apavorado, mas não vão conseguir”, continua ela, “enquanto a gente tiver força, estamos na luta”, conclui.

Como conclusão, só uma é viável. Juliana entende que a abordagem foi direcionada, que já seguiam o carro e não sabiam que havia ali uma vereadora. E o que conseguiram foi atrasar a soltura de Sidney, irmão de Preta e filho de Cármen.

Veja o relato da vereadora a seguir.

Redação

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4 Comentários
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  1. FERNANDO FIGUEIRA BORGOMONI

    11 de outubro de 2019 12:02 am

    Dória é um verme fascista disfarçado de empresário e político moderno. É um Bolsonaro de “colarinho branco”, deve ser desmascarado e combatido, suas deixas e declarações fascistas que eram intensas no início do governo Bolsonaro, agora arrefeceram por puro marketing político, pois ao lado de Bolsonaro ele iria parar no mesmo buraco para onde o famigerado está indo. Não nos enganemos nem deixemos de nos organizar cada vez mais. Preta está solta, mas ficou 101 dias presa ilegalmente, com a conivência da polícia, do MPSP e do Tribunal, que agora solta mas poderia e deveria ter julgado o Habeas Corpus em regime de urgência, como a lei, aliás exige. Abaixo o fascismo dessa execrável dupla Bolsodória. #LulaLivre #PretaLivre #MarieleVive

  2. Eduardo Ananias

    11 de outubro de 2019 9:38 am

    Esses políticos como sempre se sentem imunes, intocáveis e superiores a tudo e a todos, não acredito que haveria apoio de outras viaturas se a situação tivesse transcorrido sem novidades

  3. peregrino

    11 de outubro de 2019 10:44 am

    Policiais que se comportam dessa maneira são paranoicos…
    pior que isso é que são treinados e incentivados para a perseguição e abordagem violentas

    escapar com vida de uma abordagem desse tipo, praticamente englobando todas as formas do fascismo, podemos chamar de um verdadeiro milagre

  4. Anônimo

    11 de outubro de 2019 11:13 am

    Duas dúzias de policiais pelo visto sem ter o que fazer, flanando…Sempre nervosos, mais assustados que os abordados. Nos dizeres do Marreco de Maringá “…sob forte emoção…”. Quem conhece a vereadora sabe como é gentil e calma. Aparentemente a formação policial-militar retrocede adultos a valentões de escola primária.

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