Zeus entrega a Pandora uma caixa (na verdade, um jarro, mas a tradução pegou) com a recomendação clássica que todo mundo ignora: “não abra”. Pandora abre. Resultado? Escapam todos os males do mundo: dor, doença, guerra, inveja, caos.
A maneira como veículos de todas as linhas políticas aderiram à campanha de escandalização, promovida pela Globo contra o Supremo Tribunal Federal, é um tema interessante para a análise do uso do escândalo pela política e sua derivação pela mídia.
O primeiro passo é não minimizar as denúncias envolvendo o Ministro Dias Toffoli. São graves e consolidadas, assim como o contrato da esposa de Alexandre de Moraes com o Banco Master.
O desafio maior é outro: impedir que a campanha contra ambos seja a gazua para desestabilizar o Supremo Tribunal Federal que, com todos seus defeitos, é a última âncora contra o avanço do caos e da irracionalidade.
Ao longo dos últimos 15 anos, houve uma sucessão de episódios polêmicos envolvendo Ministro do STF, que foram varridos para baixo do tapete da opinião pública, por não haver interesse político da mídia. Os objetivos de ambos estavam alinhados. Relato alguns no meu livro “A Conspiração Lava Jato”.
Agora, Moraes e Toffoli são alvejados, ainda que por justa causa, mas porque a campanha atende a outros interesses midiáticos. Afinal, eles estão no centro de uma guerra contra o crime organizado, do Congresso à Faria Lima, e contra os herdeiros da Lava Jato. E a imprensa precisa de bandeiras para enfrentar a gradativa perda de relevância, frente ao crescimento das redes sociais.
Entenda melhor o fenômeno do escândalo.
Peça 1 – o escândalo, como arma midiática
O escândalo é arma essencial, no modelo de negócios da mídia. Um caso clássico vem do próprio nascimento da imprensa, como empresa.
Havia duas grandes redes de jornais nos Estados Unidos: o New York Journal, de William Randolph Hearst, e New York World, de Joseph Pulitzer. Ambos entraram para a história, Hearst como pai da imprensa marrom, Pullitzer como pai da empresa ética. Ambos praticando o jornalismo marrom.
O episódio em questão foi a tomada de Cuba, então uma possessão espanhola, pelos Estados Unidos. Os empresários norte-americanos tinham interesse direto na ilha, no açúcar, comércio e como rota estratégica. A opinião pública norte-americana era, inicialmente, indiferente à guerra.
Aí começou o jogo.
A Etapa 1 foi a moralização do conflito. A Espanha era apresentada, pelas duas redes, como bárbara, cruel, inimiga da liberdade. Inventavam-se relatos sobre campos de concentração espanhóis, estupros, massacres e torturas.
O caso clássico foi do ilustrador Frederic Remington, enviado por Hearst à Cuba, para produzir imagens de atrocidades espanholas.
Remington chega a Havana e encontra repressão espanhola, mas nenhuma cena espetacular. Foi-lhe sugerido, então, uma cena de espanhóis praticando o canibalismo. Ele disse que não havia isso por lá.
Resposta de Hearst, que se tornou um retrato do uso do escândalo pela mídia: “Você forneça os desenhos. Eu forneço a guerra.”

Depois disso, o uso do escândalo tornou-se uma constante:
- Caso Dreyfus, na França (1894-1906), com campanha de jornais antissemitas que puxaram o cordão, e foram acompanhados por outros, querendo se firmar como “imprensa moral”.
- Macartismo nos EUA (anos 1950). Mídia amplificou denúncias frágeis de comunismo. Jornais e TVs ganharam audiência e centralidade política.
- Guerra do Iraque (2003): em cima de informações falsas sobre supostas “armas de destruição em massa”, destruiu-se um país.
Nos anos 90, depois que o australiano Rudolph Murdock passou pela Inglaterra, o temor com o uso indiscriminado das campanhas midiáticas tornou-se tão acentuado, que inspirou um episódio clássico na série “Sherlock Holmes”, da BBC.
Holmes enfrenta um czar da mídia, que tinha todas as chantagens armazenadas em seu cérebro. Só encontra uma maneira de enfrentá-lo: matando-o! Algo impensável em qualquer ficção envolvendo o detetive cerebral.
Peça 2 – o escândalo no marketing da mídia
O ponto central é entender o papel do escândalo para a mídia, que é afirmação de poder, especialmente nesses tempos em que pesquisas de Web e Inteligência Artificial ameaçam liquidar com o último vestígio de influência.
1. A centralidade.
Um bom escândalo, quando pega na opinião pública, devolve à imprensa a centralidade política. É a melhor ferramenta para fabricar consensos, aumentar a tiragem, o prestígio e infundir temor. Meu livro “O caso Veja” descreve bem o processo de deterioração editorial da revista, que se transformou na maior máquina de assassinato de reputações da história da mídia brasileira, como alavanca para negócios destrambelhados.
Quando o escândalo se espalha, contamina toda a imprensa, de direita, de esquerda, do mainstream.
Há várias formas de coerção do jornalismo. Fala-se muito no poder do patrocinador. Mas tão forte quanto é a pressão do leitor. A imprensa esquece seu compromisso com os fatos e passa a adaptá-los ao que o leitor quer. Especialmente se as campanha se fundam em pautas morais.
2. O padrão.
Desde a guerra contra a Espanha, o padrão é o mesmo.
- Seleção do fato escandalizável (personagens reconhecíveis, leitura moral simples).
- Enquadramento inaugural (define o sentido e ancora a cobertura).
- Serialização (mantém a agenda viva, mesmo sem fatos novos).
- Amplificação seletiva (vazamentos sobem; desmentidos descem).
- Personalização (instituições somem; personagens dominam).
3. A serialização
Este é o ponto central que determina o impacto maior ou menor do escândalo.A repetição tem o poder de consolidar a imagem, independentemente da análise técnica dos fatos expostos.
Vamos a dois exemplos clássicos do poder da repetição:
1. Nos ataques da mídia ao 1º e 2º governo Lula, no início era uma cobertura destrambelhada, padrão Roberto Civita-Veja. Depois, sofisticou-se. Após uma consultoria, todo texto do Estadão que mencionava o PT colocava automaticamente uma virgula e o texto padrão: “partido condenado por corrupção”. Se o nome PT fosse mencionado 30 vezes na mesma edição, haveria a repetição, por 30 vezes, da frase.
2. O cano de óleo jorrando dólares do Jornal Nacional.
Peça 3 – impeachment x rachadinha
A imprensa direciona a cobertura da maneira que lhe for mais vantajosa, através de ferramentas editoriais:
- Especialmente nas coberturas complexas, a imprensa mira o tema que quiser. O tema que não é coberto, some gradativamente do noticiário.
- Dando informações incompletas ou distorcidas.
- Descontextualizando a denúncia.
Vamos comparar duas coberturas, para analisar como se dá esse direcionamento.
| Etapa | Impeachment de Dilma | Rachadinha de Flávio Bolsonaro |
| Origem | Fatos reais, mas juridicamente controversos | Documentos e investigações consistentes. |
| Contexto | Quase nenhuma comparação com governos anteriores. | Falta de síntese sistêmica (uso de recurso público para enriquecimento privado). |
| Prova x manchete | Controvérsia tratada como certeza. | Provas fortes, mas sem arco narrativo contínuo. |
| Enquadramento | Moralização contábil (“crime” como fato dado). | Crime óbvios contra a administração pública. |
| Serialização | Cobertura contínua criando inevitabilidade. | Fragmentação estratégica. |
| Personalização | Corrupção institucionalizada, em cima de fatos meramente contábeis. | Casos isolados, não sistema. |
| Resultado editorial | Derrubada do governo. | Escândalo diluído |
Casos brasileiros — aplicação do método
Vamos ampliar a análise:
1) Lava Jato (2014–2019)
Conteúdo-chave: corrupção como essência da política. Escolha editorial: moralização total; vazamentos serializados. O que saiu do foco: devido processo legal, impactos econômicos e institucionais. Efeito: exceções naturalizadas; reordenação do poder.
2) Impeachment de Dilma Rousseff (2015–2016)
Conteúdo-chave: tecnicismo moral (“pedaladas”). Escolha editorial: retirada de historicidade e comparação. O que saiu do foco: controvérsia constitucional e precedentes. Efeito: impeachment normalizado como instrumento político.
3) Vaza Jato (2019)
Conteúdo-chave: a forma (origem das mensagens) substitui o conteúdo. Escolha editorial: contenção; curto-circuito do debate. O que saiu do foco: conluio e imparcialidade. Efeito: revisão tardia e defensiva.
4) Clã Bolsonaro: rachadinhas e imóveis
Conteúdo-chave: episódios fragmentados. Escolha editorial: pulverização do enredo. O que saiu do foco: sistema de financiamento político. Efeito: normalização pelo cansaço.
5) Pandemia da Covid-19
Conteúdo-chave: personagens e falas grotescas. Escolha editorial: personalização extrema. O que saiu do foco: cadeias decisórias e compras públicas. Efeito: indignação alta; accountability difusa.
6) 8 de Janeiro de 2023
Conteúdo-chave: choque do vandalismo. Escolha editorial: foco no ato final. O que saiu do foco (inicialmente): cadeia de comando e financiadores. Efeito: executores punidos antes da radiografia completa do sistema.
7) Campanha editorial contra o STF (2019–2024)
Conteúdo-chave: decisões isoladas como padrão. Escolha editorial: serialização e personalização. O que saiu do foco: judicialização como consequência do vácuo político. Efeito: deslegitimação incremental da instituição.
Conclusão
O escândalo não é o fato: é a decisão de como contar.
Peça 4 – efeitos para 2026
Este é o ponto central, que mostra que a cegueira sobre relações causa-efeito não é prerrogativa da mídia corporativa. Como ficará o jogo político, com a abertura da caixa de Pandora?
A lógica do escândalo, tal como praticada na última década, tende a produzir efeitos cumulativos em 2026 — ano eleitoral, de reorganização institucional e de redefinição do papel da mídia. Há um cansaço geral com a ampliação da corrupção. Por sua vez, o episódio Master tende a ser amplo e diversificado – permitindo à mídia direcionar a atenção do público para o ângulo que quiser.
A ida do caso para a 1ª Instância poderá produzir o mesmo fenômeno da Lava Jato: a Polícia Federal e o MPF controlando a narrativa, tendo como aríete a mídia; e o juiz autorizando toda sorte de investidas, validando delações e suspeitas a seu bel prazer. E, no podium do Coliseu, os novos heróis que a mídia criar, ela mesmo sendo conduzida pelos fatos, com jornalistas pretendendo pegar carona nas bigas.
1) Eleição sob narrativa moral permanente
A cobertura tende a privilegiar escândalos serializáveis em detrimento de programas, plataformas e viabilidade administrativa. O risco é uma eleição decidida por enredos morais concorrentes, não por escolhas de política pública.
2) Judicialização ainda mais intensa
Com o Legislativo fragilizado e o Executivo pressionado por crises narrativas, o STF continuará sendo empurrado para o centro da rinha mas, agora, desmoralizado e enfraquecido. Sem seu papel moderados, de última instância, corre-se o risco da ampliação da judicialização em 1a instância. A crítica midiática sem contextualização pode retroalimentar o conflito, ampliando a instabilidade institucional.
3) Normalização do excepcional
Práticas tratadas como exceção (vazamentos seletivos, medidas atípicas, julgamentos antecipados) tendem a se consolidar como rotina. Em 2026, o extraordinário corre o risco de parecer ordinário.
4) Desgaste da mediação jornalística
A repetição de escândalos sem fechamento produz fadiga do leitor e perda de credibilidade. Cresce o espaço para desintermediação, influenciadores e narrativas paralelas — com menor compromisso com verificação.
5) Ambiente fértil para campanhas coordenadas
O método do escândalo facilita operações de agenda setting por atores políticos e econômicos. Em 2026, a fronteira entre jornalismo, ativismo e pressão estratégica tende a ficar ainda mais porosa.
6) Reação institucional tardia
A correção de abusos (quando ocorre) tende a ser posterior ao dano político. O custo institucional acumulado pode limitar a capacidade de resposta do Estado em crises reais.
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Paulo Dantas
25 de janeiro de 2026 10:30 am“Quanto vale a vaga no STF”, perguntou senhor Bolsonaro uma vez …
Sr Xandão por exemplo a esquerda pediu seu impuxa antes do cargo agora é a garancia da democracia.
Nem sou do direito mas escuto muita história do STF.
Não creio que o povo se mobilize pelo STF , neste ponto o Eduardo Bolsonaro tem razão.
Mário Mendonça
25 de janeiro de 2026 11:27 amMouro, poderia ter citado o caso Americanas, que é muito maior que o Master, porém, simplesmente desapareceu do PIG, como bem dizia o saudoso PHA! Abração.
Marconi
25 de janeiro de 2026 12:34 pmHá uma distância entre a esfera da ética e a esfera das normas,costumes e decisões jurídicas.
A esfera da ética está ligada à consciência e a valores ou sentimentos universais de verdade, amor, justiça, e bondade. Nossa consciência, uma mistura de afeto e razao, sempre aponta quando estamos diante de atos e fatos verdadeiros, justos, bons, corretos ou quando estamos diante de atos ou fatos falsos, obscuros, injustos ou cheios de maldades que distorcem omitem ou negam a realidade. Normas ou decisões jurídicas ponderam atos, fatos e valores expostos e determinam se condutas são atitudes lícitas ou ilícitas. Contudo, costumes,normas e decisões jurídicas muitas vezes não conseguem abarcar toda a realidade que a consciência aponta. Daí a importância das apurações de atos e fatos realizadas pelas diferentes investigações,pelos inquéritos, pelo contraditório, pelo trabalho jornalístico e pelas ciências e haver sempre a possibilidade de novos entendimentos, de corrigir erros, de rever ou anular decisões, claro se fatos novos relevantes aparecerem.
Infelizmente, omissões, distorções e negações da realidade são repetidas e se tornaram rotina nas atividades políticas, jornalísticas ou informativas.
Felizmente a consciência e o processo de conscientização nunca se calam ou cessam e podem garantir que as práticas conscientes de cada um e das instituições judiciais, policiais e de apuração da verdade,como o jornalismo sério, vençam o mundo marrom
Jose carlos lima
25 de janeiro de 2026 2:00 pmAi um ótimo conteúdo que eu guardaria no escaninho da historia da falsa acusaçâo usada cimo arma letal por parte dos sistemaa midiatuco e judicial
O problema é que, não sei porque cargaa dágua, a falsa acusação não é tratada como tal e muitos os falso acusadores sâo vistos como criminosos, muito pelo contrario, são tratados como herois e jamais punidos por crime hediondo e formaçâo de quadrilha, como deveria ser
Jotaindignado.marcelo
25 de janeiro de 2026 3:35 pmNassif abriaram a caixa de Pandora,Lula se jacta q abriu mil mercados para o Agro e agora a feira tá cara demais e não se encontra muitas coisas de qualidade,EU CULPO QUEM ENTÃO?Desde o início de Lula 3 venho dizendo q querem só meter a mão no dinheiro e enfiar só nos seus bolsos e o povão q se lasque e agora?Muito fácil enganar e iludir o VEINHO fuscão ano 80 AFF sem mais !!!
Marco Paulo
25 de janeiro de 2026 4:26 pmO ponto central da discussão não deve, e nem pode, ser o que a mídia fala ou publica. A mídia publica aquilo que sempre quis, ou melhor aquilo que dá retorno midiático ou capital econômico/político, desde os idos tempos onde deixou de ser uma peça democrática para se tornar um ator dentro do país. Digo, dentro deste país, subdesenvolvido, onde a mídia exerce um poder político real sem qualquer regulação. Não que mude muito em outros países, mas nem sequer temos algo para cobrar. Aí entramos no ponto central da discussão: o subdesenvolvimento. O subdesenvolvimento se manifesta de muitas maneiras, para além da mídia. As instituições pra lá de obscuras, corporativas, desde um policial bandido até um bandido de toga. Não há freios e contrapesos, aí aparecem os discursos de precisamos apoiar tal instituição por causa da democracia. Que diabos de democracia é essa onde os poderes são mal fiscalizados (ou não fiscalizados), negócios obscuros acontecem as barbas, benesses a rodo pago pelo povo. Enquanto um togado, ou um político tanto faz, tem plano de saúde pago pelo contribuinte, esse mesmo contribuinte que mal consegue comer, enfrenta enormes filas para um simples atendimento? Lutar pela democracia é válido, o que não é válido é defender negócios que precisam de explicação urgente e o afastamento do agente público diante de tantas irregularidades. Se tivéssemos democracia, ou desenvolvimento, nem sequer estávamos discutindo sobre isso.
Rodrigo Lima
25 de janeiro de 2026 11:56 pmDisse tudo Marco.
Avel Alencar
26 de janeiro de 2026 6:17 amTudo parte do princípio que o cidadão comum é idiota e influenciavel e o pior, são idiotas influncuaveis.
Antonio Uchoa Neto
26 de janeiro de 2026 10:20 amO problema não é abrir a caixa de pandora, o problema é existir a caixa de pandora.
Mas, seja lá o que for que saia de lá, o grande público (leia-se, consumidor da mídia corporativa) só tomará conhecimento do que for conveniente ou necessário aos interesses da grande mídia, o primo pobre dos banqueiros, corporações, políticos, e demais ocupantes do andar de cima, envolvidos e atolados até o pescoço na imundície do sistema financeiro e suas ramificações. O Tófoli – igualmente atolado nessa lama, tudo indica – vira o protagonista absoluto dessa novela, enquanto os que deveriam ser os atores principais, Faria Lima, PCC e congêneres, só aparecem (quando aparecem) em notas de pé de página. Qualquer atalho serve para atingir Lula, o verdadeiro alvo desse requifife midiático. Que nojo.
fabricio coyote
26 de janeiro de 2026 8:43 pmo escândalo do famigerrado mensalão [o delator era…roberto jeferson rs rs rs e garggalhadas] só entrou em pauta no supremo em 2012. àquela época existia a figura do revisor como anntípoda do relator. quem colocou em pauta, dizendo que estava maduro (rs) foi c.a.britto indicado pelo…. pt. àquela época haddad tentava a prefeitura e a pauta do supremo seguiu à risca o calendário eleitoral. dizer q o supremo é a trincheira da democracia é ignorar os trabalhadores e trabalhadoras e o q Marx disse: a democracia é burguesa. e por ser burguesa, salvará os milicos golpistas da intetona do 8 de janeiro.
Renato Lazzari
28 de janeiro de 2026 1:46 amAlguém deveria dizer com todas as letras:
“Parem de sonhar: não existe Capitalismo sem corrupção, não existe banco sem crime.”
Mas essa pessoa seria mais torturada que Jesus na cruz, condenada à morte pelo crime de tentativa de assassinato da hipocrisia…
– “E aí, calaram o ‘bocamole’?”
– “Ufa! Foi por pouco… e agora, que que a gente faz?”
– “O de sempre: fotografia na capa Forbes Brasil e na da Exame. E não se esqueça de passar perfume, hein?”
José Machado
28 de janeiro de 2026 1:56 pmNassif destrinchou muito bem; Para pesquisadores que se interessarem em aprofundar
sobre esse tema (que é o mais importante polticamente do país); Para nós leitores é um
deleite esses insights de altíssimo nível. Que devem ser publica. Quanto mais públicas
melhor o nível de consciência.
A imprensa do país faz um desserviço ao jornalismo, tão grande, tão criminoso; E o governo Lula,
e a esquerda tem culpa também de não ter projetos exatamente no centro do golpe que o fizeram
tanto sofrer; que são as redações desses jornais, dessas revistas.
Que estão nas mãos da extrema direira. Era preciso haver um projeto para pluralizar mais a mídia,
especialmente a progressista.