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Luis Nassif Online

Trata-se de um setor dos mais relevantes, pelo encadeamento da produção, movimentando vários setores; por Luis Nassif
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Tucanos e petistas deviam cuidar da credibilidade de suas narrativas, fazer melhor diagnóstico; por Gunter Zibell
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A dupla do Jornal Nacional involuntariamente expôs a dramática situação atual da emissora; por Wilson Ferreira
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Juros e Previdência, por Paulo Kliass

Enviado por Webster Franklin

da Carta Maior

Juros e Previdência, por Paulo Kliass

O financismo berra que 2015 deverá ser um ano de redução nas contas como   saúde, educação, previdência, saneamento e assemelhadas. 

O avanço da agenda do debate eleitoral começa a colocar a questão econômica no centro do palco. Diz respeito à discussão a respeito das alternativas que se colocam para o Brasil para o próximo quadriênio. No entanto, as dificuldades e os impasses vividos por nossa economia no momento atual não deve abrir espaço para o retorno de pretensas soluções milagreiras, que já foram ultrapassadas pela história.

Na verdade, assiste-se a uma tentativa das forças conservadoras de pautar os meios de comunicação quanto à suposta “inevitabilidade” de um profundo choque ortodoxo para o ano que vem. E dá-lhe espaço para os “especialistas” de plantão - todos eles ligados aos interesses do financismo - criando falsas unanimidades quanto à inflação descontrolada, à necessidade de um tarifaço energético ou à urgência de cortes profundos nas despesas orçamentárias.

Assessores econômicos e consultores do mercado financeiro saem logo a divulgar o catastrofismo de plantão. O foco da estratégia é a insistência em desqualificar toda e qualquer tentativa de enfrentar os desafios econômicos lançando mão dos instrumentos da chamada heterodoxia. Esses personagens são os mesmos que justificam a alta ou a baixa da cotação das ações da Petrobrás em função de boatos a respeito de suposta divulgação de resultado de pesquisa eleitoral. São eles também os responsáveis pela divulgação de informações responsabilizando o governo argentino, nessa disputa que trava a equipe de Cristina Kirchner contra os chamados “fundos abutres”. Enfim, segundo eles, nada disso pode ser qualificado como especulação que tangencia a esfera do econômico e do político - trata-se tão somente da avaliação das conhecidas forças de mercado...

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As injustas razões para a redução da maioridade penal, por Caco Barcelos

Enviado por Tambosi

Nassif, acredito que não tenha sido postado aqui no blog, mas essa reportagem do Caco Barcellos no Profissão Repórter traz um excelente trabalho de pesquisa sobre as (injustas) motivações para redução da maioridade penal.

Do G1 - Profissão Repórter

Quem é o vilão da violência na cidade de SP: o adulto ou o adolescente?

Profissão Repórter investiga questão durante dois meses. Boa parte dos que defendem a redução da maioridade penal não sabem a resposta.

Em sua opinião, quantos são os assassinatos cometidos na cidade de São Paulo por adolescentes com menos de 18 anos de idade?

“Uns 80 por cento”, respondeu uma funcionária pública aposentada da Zona Leste e amiga de uma mãe de menor infrator.

“90 por cento”, disse o empresário de uma construtora da Zona Oeste, vítima de um assalto praticado por um adolescente.

“Mais da metade”, disse uma colega jornalista de uma emissora de TV.

A resposta correta foi revelada por uma pesquisa inédita, exibida no Profissão Repórter desta terça-feira, dia 12 de agosto. A análise de 3.233 crimes de morte ocorridos no ano de 2005 prova que 98,1% (3.172) foram de autoria de adultos, e 1,9% (69) de responsabilidade de  menores.

O  resultado da pesquisa surpreende até os profissionais do Judiciário. Nós entrevistamos um notório defensor de penas mais duras aos menores, o promotor Oswaldo Monteiro, da Vara da Infância e Juventude. “O código penal é de 1940. Você acha que menor que tinha 17 anos lá em 1940 é o mesmo indivíduo hoje de 2014? Se alguém me provar que é, eu me rendo, não peço mais a redução da maioridade penal”, declara.

O promotor  representa uma parte da sociedade que se considera “cidadãos de bem”. “O que a sociedade quer hoje, pelo menos eu sinto aqui no meu dia a dia: punição! Por que você tem os homens de bem e os homens do mal. Tem gente que trabalha, acorda, vai trabalhar, passa o dia inteiro e volta pra sua casa. E tem gente que não quer isso”, afirma.

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Coordenador de Campos rompe com Marina, e candidata diz que foi mal entendido

Jornal GGN - A presidenciável Marina Silva disse na tarde desta quinta (21) que houve um "mal entendido" com Carlos Siqueira, secretário geral do PSB e ex-coordenador geral da campanha de Eduardo Campos. Na noite anterior, Siqueira levou a público críticas à "senhora" Marina, com quem avisou não manter mais relações pessoais. O motivo seria a "maneira grossa" com a qual a ex-senadora disse que ele não precisava mais "se preocupar" com a campanha presidencial.

"Eu havia anunciado que minha função estava encerrada com a morte do meu amigo [Eduardo Campos]. Na reunião [de quarta, quando Marina e Beto Albuquerque oficializaram a nova chapa do PSB] ela foi muito deselegante comigo. Eu disse que não aceitaria aquilo e afirmei: 'a senhora está cortada das minhas relações pessoais", disse Siqueira, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.

A imprensa classificou o episódio como mais um sinal das dificuldades que Marina terá na relação com o PSB. A ex-senadora sempre deixou claro que sua estadia na legenda tem prazo de validade - vai até que a Rede Sustentabilidade seja formalizada como partido no Tribunal Superior Eleitoral.

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Justiça enquadra BNDES na Lei de Acesso à Informação

Jornal GGN – O Valor Econômico de hoje noticiou a decisão da Justiça Federal de Brasília de obrigar o BNDES a divulgar, em seu site, informações sobre os empréstimos a entidades e empresas. O BNDES está recorrendo da sentença com a justificativa de que informações estão protegidas por sigilo bancário. Se a sentença for mantida, o banco terá que divulgar valor de empréstimos, destinatários, modalidade de apoio e justificativa, detalhes de captação dos recursos, critérios de investimentos, riscos, prazos, taxas de juros, garantias e o retorno obtido.

Justiça obriga BNDES a divulgar empréstimos

Por Maíra Magro

Do Valor Econômico

A Justiça Federal em Brasília condenou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a divulgar, em seu site, informações detalhadas sobre todos os empréstimos a entidades ou empresas públicas e privadas, relativas aos últimos dez anos e daqui pra frente.

A decisão inclui qualquer apoio a programas, projetos, obras e serviços com aporte de recursos públicos, e engloba também a subsidiária BNDESPar, braço de investimentos em participações do banco. O BNDES afirmou que recorrerá da sentença.

Segundo a juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara do Distrito Federal, o banco está sujeito à Lei de Acesso a Informações Públicas e os contratos da instituição, por envolverem recursos públicos, não são protegidos pelo sigilo fiscal ou bancário.

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Miriam L, 19 anos, grávida, nua, numa cela com uma jiboia

Nesse dia, Miriam Leitão abraçou seus fantasmas, pegou a mão de uma menina num canto da cela e a colocou na luz, com dor, mas, sobretudo, com amor...

A perversidade das mentes na ditadura militar era levada a extremos, tudo era permitido contra estes guerrilheiros de esquerda, ainda que se tratasse de quase crianças ou, ainda que sua militância fosse meramente rebeldia juvenil contra a opressão de um regime totalitário.

Sem contemplações, todos que eram contra o regime militar, reputavam-se  sanguinários terroristas e contra estes tudo era permitido tudo era possível.

Este é o retrato de uma época brutal, irracional, desumana.

Ressalto que, nos dias de hoje, remanescem alguns apoiadores de tais atos, os quais, não me furto de dizer, carregam algo de doentio consigo, uma negação à vida, um ódio que depõe contra a humanidade que deveria ser intrínseca a todas as pessoas.

Por isso, o crime de tortura é imprescritível, ele viola a nossa essência de seres humanos, e sem isso, resta a barbárie pré-civilizatória, precedente à racionalização e humanização que originou o chamado homem no sentido lato dado a tal substantivo e que não prescinde dos adjetivos, racional, solidário, sociável, amoroso.

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Giusti, Lewandowski, Nassif e as engrenagens judiciárias brasileiras

Em texto publicado aqui mesmo no GGN, o jornalista Luis Nassif referiu-se a polêmica iniciada por um advogado: http://www.jornalggn.com.br/noticia/o-advogado-que-questionou-o-presidente-do-stf .

Sou advogado e também gosto de polêmicas, mas não tinha lido o texto de Gilberto Giusti até agora. Também não prestei muita atenção ao discurso de posse de Lewandowski no STF. Provavelmente eu nem tomaria conhecimento da polêmica do advogado se o tal não tivesse sido referido por Luis Nassif. Mas já que o jornalista levantou a pelota, enfiarei o pé nela.

Ao proferir seu discurso, o novo Presidente do STF apenas fez o trivial: expôs algumas metas e intenções. Ele cumpriu a tradição. Todos os ex-presidentes do STF fizeram o mesmo, com maior ou menor eloquencia. Nas últimas duas décadas todos os antecessores de Lewandowski deixaram o cargo sem conseguir fazer o que pretendiam e não foram cobrados em razão de seus fracassos. De fato, também é tradição no STF louvar aquele que sai da Presidência ou se aposenta. 

Não se pode dizer muito sobre o advogado Gilberto Giusti. Pessoalmente, entendo que ele tomou a nuvem por Juno (uma maneira delicada que nós os advogados usamos para dizer que um colega derrapou na maionese, confundiu coisas inconfundíveis, pisou na bola, etc...). Três são as razões que me fazem chegar à esta conclusão.

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Crise da água de Alckmin se estende a Ilha Solteira

Jornal GGN – Hoje, 21 de agosto, o jornal Estadão informou que o Governo do Estado de São Paulo vai acatar a decisão da Justiça Federal e paralisar a geração de energia da usina de Ilha Solteira. A hidrelétrica é a maior de São Paulo e a terceira maior do país, mas está com o nível útil do lago abaixo de zero e com nível operacional abaixo do mínimo.

"Decisão da Justiça não se discute. Vamos cumpri-la", disse o secretário de Energia, Marco Antônio Miroz, na quarta-feira. "A geração de energia abaixo da cota está ocorrendo não é de hoje, é de há muito tempo", fez questão de completar.

Governo de SP vai parar geração de energia na usina de Ilha Solteira

Por Chico Siqueira

Do O Estado de S. Paulo

ARAÇATUBA - O Governo do Estado de São Paulo vai paralisar a geração de energia na usina hidrelétrica de Ilha Solteira, a maior de São Paulo e a terceira maior do País, a partir desta quinta-feira, 21. Segundo o secretário de Energia do Estado de São Paulo, Marco Antônio Miroz, a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) vai acatar a decisão da Justiça Federal, que determinou a suspensão na operação de geração de energia na usina.

Em liminar concedida a associações de criadores de peixes, o juiz federal Rafael Andrade de Margalho, da 1ª Vara Federal de Jales (SP), determina que a Cesp e o Operador Nacional do Sistema (ONS) deixem de gerar energia abaixo da quota mínima e não reduzam ainda mais o nível do reservatório da usina. Atualmente, a usina está gerando energia com o nível útil do lago abaixo de zero e com nível operacional à quota de 321,18 metros acima do nível do mar, quando o mínimo seria de 328 metros.

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MPF investiga cartazes pagos contra PT na abertura da Copa

Jornal GGN - O Ministério Público Federal e a Polícia Civil de São Paulo estão investigando o que está por trás da confecção e distribuição de cartazes com mensagens de ataque ao PT, distribuídos no jogo de abertura da Copa do Mundo.

Já se sabe que a empresa de informática Multilaser que pagou R$ 15 mil pelos cartazes. O dinheiro corresponde a uma verba mensal para “ações sociais”. Dois sócios da empresa de informática são também os donos do Ranking Políticos, portal que orienta eleitores na escolha de candidatos ao Legislativo.

A reserva de lucros da empresa, publicada no Diário Oficial, aumentou de R$ 51 milhões, em 2012, para R$ 128 milhões, em 2013.

Do Estado de S. Paulo
 
 
Por Ricardo Galhardo e Pedro Venceslau
 
Multilaser, que tem contratos com o governo federal e paulista custeou panfletos contra o partido no dia em que Dilma foi xingada
 
Os cartazes apócrifos com ataques ao PT e ao governo federal distribuídos no jogo de abertura da Copa do Mundo, em São Paulo, no dia 12 de junho, foram pagos pela Multilaser, uma das maiores empresas brasileiras da área de informática, que tem contratos com diversas áreas da administração pública, entre elas os governos federal e de São Paulo. Na cerimônia de abertura, a presidente Dilma Rousseff foi xingada e vaiada pelos torcedores.

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Em sindicância, USP teve aumento de gasto sem aval do Conselho

Jornal GGN – A USP continua sendo a pedra no sapato do governo de Geraldo Alckmin. À 'falência' anunciada por professores, funcionários, alunos e colaboradores, soma-se a sindicância que tem por fim apontar os responsáveis. A Folha, traz reportagem com afirmações de que a sindicância aponta ex-reitor como responsável por ampliar as despesas sem consultar conselho. O ex-reitor é João Grandino Rodas, ficou no cargo entre 2010 e 2013, e consta da sindicância um comprometimento recorde de 105,5% para 2014.

A matéria, no entanto, não aborda a questão dos recursos que alimentam o orçamento da USP, alvo de denúncias por parte de professores e alunos, que colocam para Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo, a responsabilidade sobre a situação da universidade. Segundo eles, o governo do Estado não repassou à USP a fatia de ICMS que lhe cabe por direito.

Leia a matéria sobre da Folha sobre a sindicância em torno da gestão Rodas.

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Economista questiona relação entre crescimento econômico e desenvolvimento

 

Jornal GGN - Amanhã, 22 de agosto, o economista Deepak Nayyar estará na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) para lançar o livro “A corrida pelo crescimento – Países em desenvolvimento na economia mundial”.

Na ocasião, o professor irá abordar os principais tópicos de seu trabalho, que discute as disparidades entre países industrializados e em desenvolvimento e reflete sobre o multilateralismo que ocorre atualmente nas relações internacionais.

O livro faz uma análise histórica desde o início do segundo milênio para verificar como o ocidente se desenvolveu a despeito do resto do mundo e como essa tendência mudou dos anos 50 para cá. O professor percebe, em sua analisa, que nem sempre o crescimento econômico se traduziu em desenvolvimento.

O encontro de amanhã é organizado em parceria com o curso de pós-graduação em Política e Relações Internacionais da FESPSP, o Núcleo Brasileiro de Estudos Estratégicos (NBEE) da FESPSP, o Jornal GGN e o Centro Internacional Celso Furtado.

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Para Mantega, incentivo ao crédito não vai elevar inflação

Jornal GGN - As medidas anunciadas nesta quarta-feira (20) pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central só puderam ser adotadas graças a um cenário de melhora da economia brasileira, conforme opinião manifestada pelo ministro Guido Mantega durante o anúncio das medidas. Segundo ele, apesar de estimularem o crédito, as medidas não deverão aumentar a inflação no país.
 
“O BC tem sido muito bem sucedido. A inflação está sob controle, e com o preço de alimentos caindo. Foi por isso que ele [BC] resolveu irrigar gradualmente a economia, com medidas que melhorarão o crédito” também de forma gradual, disse Mantega. Segundo ele, a economia do país “está sólida” e não patinando como dizem alguns críticos.
 
“É justamente porque a inflação está absolutamente controlada que estamos tomando essas medidas de flexibilização, a fim de irrigar com crédito alguns setores da economia”, disse o ministro. “A Copa do Mundo foi boa, apesar de ter [resultado em] menos dias úteis [para o país durante os jogos]. O cambio está estável; o fluxo de capital externo está positivo e despertando interesse no exterior. Além disso, a inflação no mês passado foi perto de zero, após vir caindo nos últimos quatro meses”, argumentou.

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A seletividade de Veja censura coluna de blogueiro

Jornal GGN - Rodrigo Constantino teve uma de suas colunas barradas pela própria Veja.

O feito conquistado ocorreu quando Constantino afirmou que a jornalista Miriam Leitão, após depoimento de tortura sofrida pelo regime militar do governo Emílio Garrastazú Médici, ao aguardar pedido de desculpas das Forças Armadas, também deveria pedir desculpas por ter sido “uma comunista, do PCdoB, entoando hinos marxistas”.

“Acho que Miriam tem todo direito ao seu pedido de desculpas. Se sofreu o que diz mesmo, nada justifica isso. Mas ela não era uma heroína. Não era uma jovem democrata que defendia a liberdade. Portanto, cabe perguntar: e o seu pedido de desculpas, Miriam, não teremos?”, diz a publicação.

O colunista da Veja coloca em dúvida um de centenas de testemunhos de um período da história brasileira inquestionável de torturas e crimes da ditadura militar. Contradiz-se. “São relatos chocantes, e não tenho motivos para duvidar de sua veracidade”, expõe em um trecho. “Infelizmente, o debate sobre nosso passado está tomado por emoções fortes e muitos interesses, tudo isso turvando a razão” e “decidiu revelar as supostas (aprendi com os jornalistas a usar o termo quando não há provas) torturas”, em outros.

Não suficiente, Rodrigo Constantino recomenda “compreender o contexto daquela época de Guerra Fria e ameaça comunista” e abandonar a “postura maniqueísta”, colocando tais crimes e criminosos em equilíbrio, explicitamente, com “aquela turma jovem que sonhava com o modelo cubano ou soviético”.

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A morte como campanha, por Janio de Freitas

Jornal GGN – Em sua coluna na Folha, Janio de Freitas critica o uso e exploração da morte de Eduardo Campos, não por adversários, mas pelo próprio PSB e por Marina Silva. Segundo Janio, esses atores “saem da comoção à apelação ao fazer do morto um cabo eleitoral”.

De acordo com Janio, a crítica de Marina de que os adversários de pleito estariam utilizando a imagem de Eduardo Campos não tem cabimento, já que nem Aécio nem Dilma ultrapassaram a tênue linha que separa o tema.

Além de Marina, o sucessor de Campos na presidência do PSB, Roberto Arruda, também carregou nas tintas ao dizer que Renata Campos é hoje a alma do partido, apelando para a memória comovida do povo. Leia o artigo.

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O advogado que questionou o presidente do STF

Dois vícios de retórica estão contaminando o debate público.

Um deles é o do polemista criar uma versão para os fatos, que se adapte melhor aos seus argumentos. Inverte-se a lógica. Em vez do argumento rebater o fato; adapta-se o fato ao argumento.

O segundo vício é o da agressividade recorrente para disfarçar a falta de conteúdo.

Economistas sem conteúdo, financistas sem estratégia e advogados sem premissas passaram a se valer da petulância vazia como forma de ganhar espaço dentro da atoarda em que se transformou a discussão pública.

São os chamados “profissionais do papel” – buscam impressionar o público leigo ainda que à custa do ridículo junto ao público especializado.

Para um advogado, nada melhor o que questionar de igual para igual o presidente da mais alta corte. Leia mais »

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Bonner e Poeta expõem o desespero tautista da TV Globo, por Wilson Ferreira

A verborragia estudada e simulada de William Bonner e Patrícia Poeta (perguntas quilométricas e fisionomias treinadas em longos anos de experiência olhando para “teleprompters” nos estúdios de TV) na suposta entrevista com a candidata Dilma Roussef não quis dizer apenas que a TV Globo “não gosta dela”. A dupla de apresentadores do Jornal Nacional involuntariamente expôs a dramática situação atual da emissora: o desespero “tautista” (tautologia + autismo) – ter que ao mesmo tempo assumir o papel de oposição política servindo de câmara de eco da pauta da grande mídia e institutos de pesquisa e ter que demonstrar histericamente que ela é imparcial para tentar recuperar uma audiência em queda pela perda de credibilidade e relevância.  A resposta da emissora para seu dilema existencial não poderia ser mais autista quando utiliza a técnica de dissociação psíquica na entrevista, velha tática do Manual Kubark de Interrogatório e Contra-inteligência” da CIA. Leia mais »

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