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Banco Pine, acusado de lavagem de dinheiro na Lava Jato, financiou empreendimentos de Yunes, que vendeu para Temer
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País vive nova ordem institucional, com raízes mais recentes do Plano Real, avalia André Araújo em entrevista no Sala
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Esta grande mentira, que embebedou boa parte da sociedade, hoje não passa de um espelho estilhaçado em mil pedaços

Músicas do Filme Moonlight

Enviado por Stanilaw Calandreli

Músicas do filme Moonlight, por Nicholas Britell

Obteve o terceiro lugar como a melhor trilha sonora, atrás de “Jackie” e de “Passageiros”, na frente de “La La Land: Cantando Estações” (ganhador de o melhor filme).

Um filme que mostra a realidade da vida em um bairro pobre de Miami.

- O longa Moonlight - Sob a luz do luar, que recebeu nesta terça, 24, oito indicações ao Oscar, conta com uma participação de Caetano Veloso na trilha sonora. O baiano canta Cucurrucucu Paloma, a mesma canção escolhida pelo espanhol Pedro Almodóvar para integrar Fale com ela (2002), em cena que termina com o comentário do personagem de Dario Grandinetti: "Esse Caetano me arrepia". O Estado de Minas

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História do beijo do Kama Sutra a Hollywood, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

O cinema não inventou o beijo. Apenas o tornou mais icônico nas relações dos amantes. Porém, Hollywood deu continuidade a uma, por assim dizer, ocupação semiótica da boca e do beijo atribuindo a eles novas representações simbólicas de velhos significados: distinção de classes, de gêneros e substituto do ato sexual. Da mesma forma, o hindu “Kama Sutra” não inventou o beijo, mas atribuiu a ele a comunhão erótica que o Ocidente fez questão de reprimir e controlar desde os persas e romanos, submetendo-o à ordem do Poder. No cinema, o beijo transformou-se na alienação do desejo ao submetê-lo ao espectador voyeur que, com a boca aberta, também espera o beijo. Porém, a pipoca sublima a compulsão enquanto os filmes atuais ou o beijo se submete à performance e eficácia ou a reconciliação dos casais diante do apocalipse nos filmes-catástrofe.

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A natureza possível de usar no dia a dia, por Matê da Luz

A natureza possível de usar no dia a dia

por Matê da Luz

Que eu amo as práticas naturais de cura e desenvolvimento acho que você já sabe. Que acredito em mudanças de conduta e formulação pra manutenção do bem-estar também. O que você ainda não sabe é que eu andei pesquisando muito sobre sites que promovem a inserção da cultura natureba na vida prática das pessoas , estimulando que a gente faça e aconteça na vida real, essa onde a deterioração do espaço físico impacta absurdamente a vida de quem vive e também a de quem ainda não chegou. 

Se liga nessa lista e salva estes links nos favoritos, além de me contar e compartilhar comigo sobre sites e blogs que tratem do assunto, por favorzinho. 

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A Lava Jato e seus inimigos íntimos, por Aldo Fornazieri

A Lava Jato e seus inimigos íntimos

por Aldo Fornazieri

A grande frente que se formou para perpetrar o golpe do impeachment está se desfazendo aos poucos. O ponto de convergência desta frente foi a Operação Lava Jato. Ela era o estandarte, a bandeira tremulante, na qual estava estampada a cruz  para liderar o expurgo dos corruptos que haviam se apossado do país. Sérgio Moro parecia ser uma espécie de São Bernardo de Clairvaux, cujos pareceres nos processos e nos mandatos eram verdadeiras chamadas à mobilização de cruzados. Ou, quem sabe, era o bispo Fulk um dos chefes da Cruzada Cátara para combater com violência os hereges porque, entre outras coisas, estes queriam uma maior igualdade.

Nas cruzadas do impeachment todos eram santos: os que foram às ruas, os integrantes do judiciário, os porta-vozes da grande mídia, os políticos contrários ao governo Dilma, os deputados do indescritível espetáculo do 17 de abril, os grupos que pregavam a volta dos militares etc. São Michel, com seu cortejo de anjos e arcanjos, haveria de purificar o Brasil com seu jeitinho manso, com sua habilidade de conversar, com sua capacidade de construir consensos. O Brasil, livre dos demônios vermelhos, seria unificado, num estalar de dedos a economia voltaria a crescer e o manto verde e amarelo da ordem e do progresso haveria de produzir paz, contentamento, empregos e opulência.

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Xadrez do elo desconhecido entre Temer e Yunes

Qual a razão do primeiro amigo de Michel Temer, José Yunes, ter entrado em pânico, quando seu nome apareceu em delação de executivo da Odebrecht, a ponto de procurar o Ministério Público Federal para uma delação sem sentido.

A jornalistas, Yunes disse que lhe foi solicitado por Elizeu Padilha – Ministro-Chefe licenciado da Casa Civil – que recebesse “documentos” em seu escritório. Os tais “documentos”, na verdade, eram propinas pagas pela Odebrecht e levadas até ele pelo notório doleiro Lúcio Funaro.

Aos jornalistas, Yunes declarou ter sido apanhado de surpresa. E, assim que se deu conta do ocorrido, procurou o amigo Temer, que o acalmou.

Ao MPF, declarou que nada disse a Temer.

De sua parte, Temer mandou informar os jornais que exigirá explicações de Padilha.

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Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

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Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

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Multimídia do dia

As imagens e os vídeos selecionados.

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Por que o governo Temer segue vivo após tantas denúncias?, por Leonardo Sakamoto

Por que o governo Temer segue vivo após tantas denúncias?

por Leonardo Sakamoto

Todos os presidentes após a redemocratização poderiam ter sofrido impeachment. Haveria razões para tanto – ou elas nasceriam pelas mãos da inventividade política. Isso não aconteceu porque contaram com o apoio político do Congresso Nacional e o respeito do Supremo Tribunal Federal.

Um impeachment de Temer é, ainda hoje, algo impensável. Uma parte considerável dos deputados federais, senadores e da classe política deposita nele a esperança de que poderá frear, de alguma forma, a operação Lava Jato, impedindo-os de ir para o xilindró ou devolver milhões roubados. Menos impensável, mas ainda assim remota, é a chance de cassação da chapa Dilma-Temer durante a gestão Gilmar Mendes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Até aí, nada de novo.

Mas pouco se fala da segunda perna desse apoio, que vem de uma parte da elite econômica. Empresários brasileiros e estrangeiros têm condicionado seu apoio ao governo Michel Temer à aprovação de reformas que combatem a crise econômica jogando a fatura no colo dos mais pobres ao mesmo tempo que usam a própria crise como justificativa a fim de reduzir a parte do Estado que atende às necessidades da xepa humilde, protegendo os mais ricos via manutenção de altos subsídios e baixa carga tributária de sua renda e seu patrimônio.

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Procuradora de Santa Maria culpa vítimas por mortes na boate Kiss

Fachada da boate Kiss, onde um incêndio em 2013 matou 242 pessoasFachada da boate Kiss, onde um incêndio em 2013 matou 242 pessoas

Jornal GGN - Mirela Marquezan, procuradora de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, disse o impensável: "Certamente diferentes fatores contribuíram para esta diferença de condutas e desfechos, sendo, um deles, o estado de sobriedade ou de embriaguez de cada um dos frequentadores do estabelecimento, fato que deve ser bem analisado em cada caso concreto". Ou seja, ela sugeriu que a embriaguez colaborou para as mortes dos jovens na boate Kiss. Foram 242 pessoas que perderam suas vidas.

Mirela sugere ainda que, se não estivessem em estado alterado, os jovens conseguiriam sair da boate, como tantos outros. Isto é, ela culpa as vítimas por suas mortes. 

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Lista de Livros: Quem é o povo no Brasil?, de Nélson Werneck Sodré

Seleção de Doney

Lista de Livros: Quem é o povo no Brasil?, de Nélson Werneck Sodré

Editoria: Civilização Brasileira

Opinião: bom

Páginas: 66

     “Há, evidentemente, em todos os tempos, população e povo. Os dois termos designam a mesma coisa apenas na fase inicial da história humana, a da comunidade primitiva, quando não existem classes: povo é então toda a população. A divisão do trabalho assenta em condições naturais e não em condições sociais; assenta nas condições de sexo e idade: o homem realiza determinado trabalho; a mulher, outro; o velho, outro. É uma divisão natural: não torna alguns elementos mais ricos do que os outros, nem mais poderosos. Mas quando a sociedade se desenvolve, surgem as classes sociais e, com elas, a divisão social do trabalho: uns trabalham, outros usufruem do trabalho alheio. A partir desse momento, povo já não é o mesmo que população: os termos começam a designar coisas diferentes. E não há, a partir de então, critério objetivo para definir o conceito de povo que não esteja ligado ao conceito da sociedade dividida em classes.”

*

     “Em diferentes fases históricas e em diferentes países, portanto, o conceito de povo corresponde a diferentes agrupamentos de forças sociais. Há uma composição específica para cada situação concreta; não uma situação eterna e imutável; povo não é a mesma coisa em diferentes situações históricas. Mas, evidentemente, encontra-se um traço geral, permanente, que atravessa a história e se repete em cada lugar, algo que existe em qualquer tempo e em qualquer lugar, quando se trata de povo e se procura definir o conceito, para compreender o papel dessa força social na vida política. Esse traço é o seguinte: em todas as situações, povo é o conjunto das classes, camadas e grupos sociais empenhados na solução objetiva das tarefas do desenvolvimento progressista e revolucionário na área em que vive.

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A autonomia militar e a soberania nacional, por Roberto Amaral

Para o governo, o papel das Forças Armadas é o de Guarda Nacional

A autonomia militar e a soberania nacional

por Roberto Amaral

O país que não incentiva a modernização das Forças Armadas renuncia ao futuro. Lamentavelmente, não se pode esperar essa visão do atual governo

Em artigo a Carta Capital ("O Brasil precisa de um setor siderúrgico eficiente e competitivo", publicado na edição 940 de CartaCapital com o título "As três autonomias"), a propósito de oportuna defesa da siderurgia brasileira, ponto de partida, como ensinou Getúlio Vargas, de qualquer projeto de construção nacional, o ex-ministro Antonio Delfim Neto, destaque do pensamento conservador, delineia as três autonomias sem as quais, diz ele, "nenhuma nação será independente".

Eu quase diria que é um bom ponto de partida para um Programa Nacional, um Projeto de País, de que tanto carecemos. E assim vou comenta-las.  Essas condicionantes, inafastáveis, são: 1) a autonomia alimentar, 2) a autonomia energética e 3) a autonomia militar.

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Usina de guerra híbrida: como se fabricam notícias antirrussas

© AFP 2016/ Kirill KUDRYAVTSEV

do Sputinik

Usina de guerra híbrida: como se fabricam notícias antirrussas

Não é um segredo que a mídia americana não se cansa de apresentar a Rússia como um “supervilão omnipresente”, tentando incutir o medo de Moscou nos seus cidadãos e os distrair dos problemas internos, diz o fundador do portal The Intercept Glenn Greenvald.

"Putin, bem como os terroristas da Al-Qaeda e os comunistas soviéticos anteriormente, está [hoje em dia] por toda a parte. A Rússia está por trás de todas as desgraças, principalmente, claro, por trás da derrota de Hillary Clinton nas eleições [presidenciais de 2016]. E se alguém se atreve a questionar isso, ele passa automaticamente a ser considerado como um dos traidores que, provavelmente, trabalham pessoalmente para Putin", observa o jornalista da Intercept.

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100 anos da Revolução Russa, por Eduardo Mancuso

 

do Sul21

100 anos da Revolução Russa

por Eduardo Mancuso

Em fevereiro de 1917, em plena guerra mundial, o regime czarista da Rússia é derrubado por um amplo levante de massas. Alguns meses mais tarde, em outubro (no antigo calendário, as revoluções russas de março e novembro, ocorreram duas semanas antes, em fevereiro e outubro, e assim ficaram conhecidas), apoiado na mobilização popular e nos sovietes (conselhos) de operários, soldados e camponeses que tomam todo o país, os bolcheviques liderados por Lênin e Trotsky conquistam o poder. Pela primeira vez na história, desde a radicalmente democrática Comuna de Paris ser afogada em sangue pela reação burguesa, uma revolução vitoriosa dá início a construção de uma sociedade socialista. A barbárie imperialista da Primeira Guerra Mundial havia aberto uma nova época, a era da atualidade da revolução. Começava um novo capítulo da modernidade. O século XX iniciava.

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A menina alemã, por Sergio da Motta e Albuquerque

 

A menina alemã

por Sergio da Motta e Albuquerque

No início dos anos 60 eu e minhas irmãs vivíamos, com nossos pais, em um condomínio fechado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá vivia também uma família alemã. Uma casal idoso que trazia sua neta para brincar conosco. Não sei muito bem por quê: era gente fechada que não mantinha contato com nossos vizinhos. A casa deles era diferente, quase toda fechada, e parecia dizer à nós todos que eles queriam ficar ali sem ser incomodados.

Mas eu lembro que nós, eu e minha irmã mais velha, costumávamos frequentar a casa e brincar com a garota. Seu nome era Martine, e ela era neta do Sr. Franz e da Dona Katharina. Ela nunca conseguiu entender muito bem o Brasil. Fazia confusão, e acreditava que nós (eu e minha irmã) éramos uma gente meio árabe, meio espanhola. Eu ficava entretido com os devaneios e as interpretações teatrais de Martine sobre o que ela imaginava ser a minha família. Ela dançava, fingia tocar castanholas e representava um mundo que estava tão distante dela quanto o meu. Era divertido. E ela era bonita. Alta, loura e inteligente.

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