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Luis Nassif Online

É possível que as batalhas verbais entre Gilmar e Janot não tenham passado de jogo-de-cena visando enquadrar a Lava Jato
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Impeachment que se reduz à vontade política dos congressistas é golpe; impeachment sem crime de responsabilidade é golpe
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O indiciamento não tem qualquer função relevante no processo penal. Tal ato policial é uma excrescência.
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Sorridente, Dilma chega ao Senado para defesa final contra o impeachment. Assista!

Jornal GGN - A presidente Dilma Rousseff (PT) chegou ao Congresso por volta das 9h desta segunda-feira (29), para apresentar pessoalmente sua defesa contra o processo de impeachment. Dilma será julgada por crime de responsabilidade fiscal em função de pedaladas fiscais e decretos suplementares editados entre 2014 e 2015. A defesa nega que houve dolo ou irregularidade nos atos da presidente.

Sorridente, Dilma foi recepcionada no Senado com flores por simpatizantes que gritavam "Dilma, guerreira, do povo brasileiro!" e por senadores do PT. Ela aguardará numa sala reservada, usada por Renan Calheiros (PMDB) para receber visitas, até que possa dirigir-se ao plenário para começar a defesa. Ela cumprimentou os manifestantes contrários ao "golpe parlamentar", mas não falou à imprensa.

Depois, ao lado da deputada Jandira Feghali (PCdoB), Dilma disse que vai lutar e ganhar, porque a "democracia é o lado certo da história."

Nessa fase do impeachment, Dilma terá 30 minutos para suas alegações finais, prorrogáveis por mais 30. Depois, os senadores terão cinco minutos para fazer perguntas que a presidente poderá responder, se quiser. Após isso, acusação e defesa terão mais 1h30 cada para as últimas considerações. A votação deve se encerrar na terça (30).

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Dez sugestões ao cinismo dos golpistas, por Gilson Caroni Filho

Não sejam cínicos

por Gilson Caroni Filho

1. Votei em Dilma e voltaria a fazê-lo se os seus oponentes fossem os mesmos.

2. Não me agradou o fato de ela ter adotado a agenda neoliberal, mas isso não justifica impeachment. Afastar uma presidente, eleita legitimamente, sem provas concretas de sua culpabilidade, é golpe. Não sejam cínicos.

3. A situação econômica do país não é justificativa para remoção de uma mulher que pode ter mil defeitos, mas é honesta. Lembrem-se que foi o esgotamento da política neoliberal de FHC que levou Lula a assumir a presidência da República, em eleições limpas, no já distante ano de 2002. Se estavam descontentes com o governo atual que esperassem 2018. Não sejam cínicos.

4. Alegar que quem votou em Dilma votou em Temer não revela apenas analfabetismo político. É atestado de canalhice de quem quer se ver absolvido dos crimes que serão perpetrados pela besta fera que pariu. O PT se aliou ao PMDB e não cabia ao partido qualquer veto sobre a indicação do vice-presidente. Ninguém vota em vice e vocês sabem disso. Ou alguém imagina que votamos em um governo que teria José Serra como chanceler, entregando Pré-Sal e desmontando patrimônio público para cedê-lo a corporações transnacionais? Isso era o projeto do candidato que vocês,eleitores do PSDB, escolheram. Não sejam cínicos.

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Dilma: Provem que houve crime, meu mandato é intrínseco à democracia

"Não é desde 2009 que começamos a ‘maquiar’, mas quando começamos a enfrentar a maior crise do mundo desde 1929"

Jornal GGN – “Me condenem que esse golpe será irreversível”, disse a presidente Dilma Rousseff na cadeira de ré do julgamento de impeachment pelo Senado Federal. A resposta foi ao senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que após discurso efusivo e com ataques, não tirou a presidente da situação de conforto dessa primeira parte dos questionamentos, ao denunciar o golpe em curso, na manhã de hoje.

“Quando qualquer sistema político aceita condenar um inocente, cria um nível de exceção que terá consequências políticas”, alertou Dilma, visivelmente aquém da rixa partidária e preocupada em abordar o necessário, esclarecer os decretos suplementares e as chamadas “pedaladas fiscais” e mostrando a importância histórica e a segurança jurídica e política que serão afetadas com a decisão do processo.

Alguns minutos antes, o senador pelo PSDB afirmou que Dilma “descumpriu o dever da transparência” e que carregava “a sua assinatura nos decretos, que quando foram emitidos não estavam em conformidade na época. De caso pensado cometeu os crimes e se apresenta agora como vítima de um golpe”, criticou, afirmando que também passou, assim como ela, a “mocidade” em um golpe, o de 1964.

Mas a pergunta do parlamentar tucano foi repetitiva. Detalhes dos decretos e das chamadas pedaladas foram esclarecidos, detalhadamente, por Dilma ao questionamento do relator do impeachment, Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Antes disso, Ana Amélia (PP-RS) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) também trataram de tentar desestabilizar a presidente. Mas em clara manifestação de que estava cômoda sobre seus posicionamentos, a presidente foi didática à ambos parlamentares:

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Petrobras poderá usar plataformas menores no pré-sal

Jornal GGN - A Petrobras estuda a possibilidade de utilizar plataformas menores nos campos do pré-sal da Bacia de Santos, motivada pela alta produtividade destes poços. Com alguns poços produzindo até 50 mil barris por dia, se tornaria viável instalar sistemas de produção menores e mais econômicas que grandes plataformas.

Alguns poços do pré-sal tem apresentando produtividade média de 35 mil barris por dia, sendo que poucos poços no planeta chegam ao mesmo volume. De acordo com informações do mercado, um navio-plataforma para 50 mil barris diários pode ter um custo de US$ 1 bilhão, enquanto uma embarcação com capacidade para até 180 mil barris diários custa cerca de US$ 2,5 bilhões.

“Trabalharíamos com unidades com menos poços. Talvez isso seja mais rentável. É uma questão de custo/benefício, mas uma análise que deve ser feita”, afirmou Solange Guedes, diretora de Exploração e Produção (E&P) da empresa.

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"Sambada na cara dos golpistas": como foi a repercussão do discurso de Dilma

Jornal GGN – O discurso de Dilma Rousseff repercutiu nas redes sociais na manhã desta segunda (29), quando a presidente afastada disse ao Senado que um golpe de Estado está em curso, sem poupar os agentes responsáveis pela ameaça atual de ruptura democrática: a elite econômica, a classe política derrotada nas urnas e perseguida pela Lava Jato e setores cúmplices da grande mídia.

O médico e cientista brasileiro Miguel Nicolelis comemou o discurso: "Não teve renúncia, não teve suicídio, não teve fuga pro Uruguai. Teve sammbada na cara dos golpistas, que nunca teria a coragem que Dilma demonstrou ter", afirmou.

O cientista social Wagner Iglesias afirmou que a fala foi "ótima". "Nos livros de História do futuro ficará como grande exemplo do caráter absolutamente irresponsável da elite econômica brasileira, hipotecando uma vez mais, como fez com Getúlio, com Juscelino e com Jango a construção, neste continente vasto e rico chamado Brasil, de um país próspero e justo."

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Em seu discurso, Dilma cita candidato derrotado em 2014

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o espectro e a loucura, por arkx

por arkx

A man decides after seventy years

That what he goes there for, is to unlock the door

While those around him criticize and sleep...

And through a fractal on a breaking wall

I see you my friend, and touch your face again

Miracles will happen as we trip

But we're never gonna survive, unless...

We get a little crazy

hoje, ainda mais uma vez...

ainda mais uma vez com o corpo torturado e a alma dilacerada, faremos os verdugos esconderem a face, humilhados pela própria mediocridade.

se ainda mais uma vez prenderem nossas lideranças, surpreenderemos os encarceradores de sonhos e seremos cada um de nós lideranças de nós mesmos.

ainda mais vez ao pensar o presente, e mesmo quando pretendemos o futuro, somos postos a pensar outra vez o passado, acomodá-lo ao presente, ou até mesmo transformá-lo em matriz do devir.

mais uma vez atrás de nós, as ruínas da esperança. em nenhum momento tão grande foi a distância entre o que somos e o que esperávamos ser.

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Ipea aponta aumento de 0,38% nos investimentos no segundo trimestre

Jornal GGN - O segundo trimestre de 2016 teve um aumento de 0,38% nos investimentos no país em comparação com o trimestre anterior, de acordo com o Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O indicador funciona como uma prévia e, caso se a projeção se confirmar, será o primeiro crescimento desde o primeiro trimestre de 2014. “Avaliamos que este pode ser o primeiro trimestre de alta depois de nove trimestres em queda”, disse José Ronaldo de Souza Jr., coordenador do Grupo de Conjuntura do Ipea.

Para ele, isto poderá ser uma mudança importante, sinalizando uma melhora na confiança econômica. O especialista do Ipea destaca principalmente o aumento nos investimentos em máquias e equipamentos desde o começo de 2016. Comparando com o segundo trimestre do ano passado, o indicador mostra uma queda de 9,2% na Formação Bruta de Capital Fixo.

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O estado do golpe, por Valdemar Cruz

no Expresso.pt

O estado do golpe, por Valdemar Cruz

Hoje é o princípio dos dias do fim. As cartas estão lançadas e já todos adivinham o resultado final. Dilma Roussef vai tentar dentro de poucas horas a sua defesa perante o Senado brasileiro, antes da votação final sobre o seu destino enquanto Presidente da República do Brasil, marcada para amanhã. Com o debate à volta de quanto se passa no Brasil demasiadas vezes centrado em detalhes jurídicos, quando a questão é na essência política, vale a pena sublinhar, ainda assim, a inexistência de qualquer acusação, qualquer crime de responsabilidade cometido por Dilma suscetível de dar sustentação a uma decisão tão drástica como a destituição do cargo para o qual foi eleita há dois anos com 54,5 milhões de votos, uma diferença de mais de 3,5 milhões de votos sobre Aécio Neves, o candidato da direita brasileira.

palavra golpe entrou no léxicocaracterizador da atual situação política local. Ao contrário do que foi comum na América Latina, como noutros continentes,os golpes de estado não se materializam apenas em resultado de ações militares. Podem, a coberto de uma fachada democrática, desembocar na destituição de governos legitimamente eleitos, tal como aconteceu nas Honduras em 2009 e no Paraguai em 2012. Há um projeto político e económico a alimentar o caos instalado na política brasileira nos últimos oito meses, desde que em dezembro de 2015 o então presidente do Parlamento brasileiro, Eduardo  Cunha, aceitou a petição para iniciar um processo de destituição de Dilma Roussef por alegadas manobras fiscais e orçamentais ocorridas durante o seu governo. Dilma terá usado fundos públicos para cobrir programas da responsabilidade do Governo, o que nem é crime, nem é, sequer, uma prática pouco comum. 

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Aneel define bandeira tarifária verde em setembro

Jornal GGN - Na última sexta (26), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a bandeira tarifária verde para setembro, o que significa que o consumidor não terá um aumento no custo da energia.

Luiz Eduardo Barata, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), afirmou que os reservatórios das hidrelétricas estão com um bom volume e que não deverá ser necessário acionar as usinas térmicas, que são mais caras e levariam para a bandeira tarifária amarela. Assim, a bandeira verde deve continuar pelo menos até o fim do ano.

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Jurídico ou político voto deve ter fundamento, por Sérgio Sérvulo da Cunha

Jurídico ou político voto deve ter fundamento

por Sérgio Sérvulo da Cunha

Discute-se sobre a natureza do processo de impeachment: se é um processo “político” ou um processo “jurídico”.

Processo jurídico seria, por hipótese, um processo disciplinado por regras previamente determinadas, em que se objetiva decidir sobre a incidência e aplicação de uma norma jurídica a um fato x.

Processo político seria, por hipótese, um processo em que se delibera sobre um fato x e no qual, embora possam incidir normas procedimentais, a decisão se toma segundo critérios de conveniência e oportunidade. Ou seja: no processo político, o julgador tem grande margem de discricionariedade.

Digo isso a propósito de notícia que li outro dia no jornal. O senador B., que votou contra o processo em maio, estaria agora disposto a mudar seu voto, por motivos políticos: a seu ver, na situação atual, seria muito difícil, à presidente Dilma Rousseff, dar sequência ao seu governo.

Com todo o respeito, parece-me que o senador não pode fazer isso, sob pena de nulificar seu voto.

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Dilma denuncia o golpe sem poupar elite, políticos e grande mídia

Jornal GGN - No Senado, durante a fase final do julgamento do impeachment, a presidente Dilma Rousseff fez um discurso firme, claro e por vezes emocionado, endereçado principalmente aos senadores indecisos, aos traidores de ocasião e aos que articularam o seu afastamento.

Denunciando o "golpe de Estado" decorrente de um impeachment sem crime fiscal comprovado, ela não poupou citações aos responsáveis pela atual ameaça de ruptura democrática: a elite econômica, a classe política derrotada nas urnas e perseguida pela Lava Jato e setores da mídia que vergonhosamente silenciaram diante da fragilidade e desfaçatez do processo. 

O discurso começou próximo das 10h desta segunda-feira (29), com Dilma pedindo desculpas por erros que cometeu em sua gestão. "Acolho essas criticas com humildade, até porque como todos eu também cometo erros e tenho defeitos. Mas entre meus defeitos não está a covardia", disparou Dilma.

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São Paulo tem aumento de 30% na procura por remédios na rede pública

Jornal GGN - A cidade de São Paulo teve um crescimento de 30% na procura por medicamentos na rede pública, aumentando de 4,1 milhões nos primeiros oito meses de 2015 para 5,4 milhões de pessoas no mesmo período deste ano, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde.

Com o aumento da demanda, algumas unidades municipais tiveram uma piora na falta de medicamentos e a secretaria precisou rever o plano de compras de remédios.

A secretaria diz que o aumento da procura por medicamentos é causado pela migração de pacientes da rede privada de saúde para a pública, e também pelo maior número de pessoas atendidas nas UBSs(Unidades Básicas de Saúde). A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) diz que 330 mil pessoas deixaram de ter plano de saúde entre 2014 e 2016, somente na capital paulista.

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Inquérito da PF contra Lula é "fraco" e "falho", diz revista

 
Jornal GGN - Em artigo publicado na noite deste domingo (28), o editor-chefe da revista Época admite que o relatório da Polícia Federal indiciando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o triplex é "fraco" e "falho". "Falha no que lhe é mais essencial: demonstrar que o caso do tríplex envolve corrupção e lavagem de dinheiro – e que Lula e os demais indiciados cometeram esses crimes", afirmou Diego Escosteguy na publicação.
 
Conforme mostrou o GGN nesta sexta-feira (26), a principal argumentação que poderia incriminar Lula, que é a tese do recebimento de R$ 2,4 milhões de propina pela OAS, não ficou comprovada.
 
O inquérito de 59 páginas foi marcado por lógicas narrativas, sem comprovações materiais, ilações e apelo a exposições desnecessárias. As reformas no apartamento do edifício Solaris, imputado a Lula, foram calculadas pelos investigadores com documentos, entre eles recibos, mas faltando a comprovação de que foram provenientes de recursos ilícitos ou de favorecimento ao ex-presidente. 
 
Ainda, mensagens interceptadas de Léo Pinheiro e de Paulo Gordilho, ex-diretor da empreiteira, também foram usadas no inquérito, indicando que as reformas foram feitas, mas novamente sem sustentar as teses de ilegalidades.
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Impeachment resulta em governo sustentado pelo baixo clero, por Marcos Nobre

Jornal GGN - Marcos Nobre, professor de filosofia política da Unicamp, argumenta que a ascensão do presidente interino Michel Temer mudou as regras de formação de governo que vigoraram nas duas últimas décadas. Tanto nas gestões do PT quanto do PSDB, “alto clero controlava o financiamento e a distribuição de cargos e de verbas”, e o Centrão se contentava com as “migalhas” deixadas pelo alto clero.

Com Eduardo Cunha, o baixo clero se tornou mais organizado e ganhou coesão, e o impeachment tirou PSDB e o PT da liderança dos polos que até ali tinham conseguido coordenar o conjunto do sistema. Agora, o Centrão exigirá ser tratado como “ator principal e não mais como coadjuvante, afirma Nobre.

Em sua coluna no Valor, o professor também argumenta que o impeachment coloca uma nova jurisprudência, instaurando um “recall indireto”, sem consulta direta ao eleitorado.

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