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Passos, da Natura, é a comprovação de que mediocrização da vida pública no país não poupou nenhum setor, de Luis Nassif
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País vive nova ordem institucional, com raízes mais recentes do Plano Real, avalia André Araújo em entrevista no Sala
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Serra é um político à deriva. É detestado no PSDB, suportado no governo Temer e se tornou eleitoralmente irrelevante
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Multimídia do dia

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Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

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Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

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Roberto Simonsen e a falta de lideranças intelectuais e políticas, por Moacir de Freitas Jr.

Por Moacir de Freitas Jr.

Comentário ao post "Pedro Passos ou a decadência dos industrialistas"

É vendo artigos como estes citados pelo Nassif, os "patos" da FIESP e outras barbaridades, que fica claro para todos nós a falta que fazem líderes capazes de formular visões sobre o país e seus destinos. Meu trabalho de doutorado foi sobre a obra e o pensamento de Roberto Simonsen, a maior liderança intelectual e política dos industrialistas brasileiros da primeira metade do século XX, fundador da CIESP, da CNI, do SESI, da Escola Livre de Sociologia e Política e de tantos outros empreeendimentos voltados para formulação e prática de ideias sobre como o Brasil deveria modernizar sua economia, ingressando no capitalismo industrial e se libertando da política de importação/exportação. Em muito por seu trabalho, tais ideias tornaram-se a força hegemônica na sociedade brasileira daqueles tempos.
 
Simonsen antecipou conceitos que a CEPAL desenvolveria a partir de seu Manifesto em 1949, especialmente os de subdesenvolvimento, substituição das importações e os efeitos nefastos da então divisão internacional do trabalho que relegava ao Brasil (e à América Latina) o papel de exportadores de matérias-prima, entre outros. Ainda, Simonsen tinha a percepção de que as condições de vida dos trabalhores impediam o desenvolvimento brasileiro, na medida em que a remuneração pelo trabalho era tão baixa que não conseguia fazer girar a roda da economia de mercado. Discordava dos que afirmavam que o Brasil era um país "rico" argumentando que países ricos produzem sua própria riqueza, coisa que não fazíamos. 

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Menos de 24h após condenação, HC dá liberdade a ruralista que matou agente da PF

 
Jornal GGN - Após um longo julgamento passados cinco anos do assassinato do agente da Polícia Federal, Alexandre Drummond Barbosa, que foi executado a tiros em abril de 2012, pelo ruralista e ex-candidato a deputado estadual no Paraná pelo DEM, Alessandro Meneghel, o júri de Curitiba o condenou a 34 anos e seis meses de prisão. Entretanto, mais um recurso o possibilitou cumprir esperar a sentença em casa.
 
Um Habeas Corpus, concedido pelo desembargador Antonio Loyola Vieira, nesta sexta-feira (24), permitiu que Meneghel aguarde o julgamento da segunda instância em liberdade. A decisão ocorre apenas um dia após a condenação do ruralista que assassinou a agente da PF, em 2012.
 
O júri popular decidiu em aproximadamente 30 horas a condenação de Meneghel. O resultado final foi definido na madrugada desta quinta-feira (23), em Curitiba e proferida pelo juiz Thiago Flôres Carvalho.
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O grande acordo nacional segue causando espanto, por João Filho

Jornal GGN - Mesmo com seu enredo anunciado em gravações do senador Romero Jucá (PMDB-RR), a novela do grande acordo nacional continua espantando muita gente. A opinião é de João Filho, em artigo analisando a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal.

O Grande Acordo Nacional teve um espetáculo teatral na Comissão de Constituição e Justiça, onde Moraes foi sabatinado pelos senadores. “Parecia até aquele bate-papo gostoso que Temer teve com jornalistas no Roda Viva”, relembra o jornalista.

“O romance entre os poderes esquentou no Love Boat, se solidificou no Senado e pode durar até 2043, quando termina o mandato de Moraes”, afirma João Filho.

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Familiares de pacientes reclamam que tiveram atendimento negado no Hospital das Clínicas

 
Passarela de interligação entre o Hospital das Clínicas e o Instituto do Coração
 
Jornal GGN - A família de uma mulher de 44 anos diagnosticada com princípio de infarto afirma que teve o atendimento negado no Hospital das Clínicas de São Paulo e no Instituto do Coração, que faz parte do HC, na tarde desta quinta-feira (23).
 
Rita Cardoso de Araújo conta que foi com sua irmã, Rosi Cardoso de Araújo, para um ambulatório privado, onde Rosi teve um princípio de infarto, com sintomas como angina peitoral e formigamento dos membros. Lá, a paciente recebeu os primeiros socorros e foi orientada a procurar um hospital. 
 
As duas pegaram um táxi e foram ao Hospital das Clínicas. Ao chegar no local, Rita afirma que explicou a situação de sua irmã, mas que uma funcionária disse que ela não poderia ser atendida.  A justificativa é que só é considerado emergência quem chega de ambulância ou de helicóptero, e que o caso de Rosi não era uma urgência. 
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Uma noite de carnaval na ditadura, por Urariano Mota

Uma noite de carnaval na ditadura

por Urariano Mota

O que dizer de alguém como Vargas, que me fala nesta noite? É simples, absurdo, cheira mal e me dá lição de que bom é o pão para todos. Eu nada sei, e ninguém sabe até aqui, o heroísmo de que será capaz por uma razão fora do manual marxista que ele vulgariza, com o dedo na minha cara. Ele é o herói sem  Olimpo, devo dizer, o herói sem Homero, sem um só narrador, mas acima da nossa altura, penso, pela ação que desenvolverá daqui a menos de um ano. Agora, nesta noite da sexta-feira de carnaval, não. Com a cerveja que dá um calor do peito, com a batida de limão, o militante de oculto nome Getúlio parece não gostar de mim. E continua a inquisição:

- Você já leu Trótski? Nem mesmo Isaac Deutscher? Nãão?! 

- Eu vi Lênin – me defendo.

- O quê? O Estado e a Revolução? Que fazer? Imperialismo, etapa superior do capitalismo?

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O novo ministro da Justiça: ruralista, contra indígenas e aliado de Cunha

Osmar Serraglio na Câmara: defesa do impeachment e de Eduardo Cunha / Foto Carta Capital
 
Jornal GGN - A bancada ruralista e evangélica do PMDB emplacou o novo ministro da Justiça, o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR). Diretor jurídico da Frente Parlamentar da Agropecuária, teve como destaque em sua atuação na Câmara a luta contra as demarcações indígenas, relatando a PEC 215, e foi um dos principais aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-deputado preso na Operação Lava Jato.
 
O ministro terá como função a responsabilidade pela Polícia Federal, tema que traz receios de interferências, por exemplo, nas investigações da Operação Lava Jato, além de assumir o dever do Executivo pelas terras indígenas, a política de drogas, penitenciária, entre outros.
 
Serraglio é um importante porta voz da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) no Congresso, e teve atuação decisiva para a aprovação da PEC 215, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que esvazia o poder da FUNAI e transfere para o Congresso a palavra final sobre as demarcações.
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Os lucros dos bancos – Freud explica?, por Sylvia Chiodarelli Lopes

Os lucros dos bancos – Freud explica?

por Sylvia Chiodarelli Lopes

Freud divide as estruturas psíquicas em psicose, neurose e perversão. Cada ser humano se encaixa em uma delas, nasce, vive e morre sendo psicótico, neurótico ou perverso. Apenas para ilustrar rapidamente, psicóticos são, por exemplo, esquizofrênicos, pessoas que veem e escutam coisas que não são reais. Neuróticos são a imensa maioria da população, gente que anda por aí querendo fazer as coisas certas e que sente muita culpa, culpas suas e não suas. Perversos são os famosos psicopatas, pessoas que não têm reconhecem o outro como ser; justamente por esta deficiência os psicopatas podem tornar-se serial killers -isto não quer dizer que todo psicopata seja um serial killer, mas é verdade que ele vive de matar, matar sonhos, matar alegrias, matar finanças. Entendeu? Não? Explico.

Não se deixe enganar pela imagem do Hannibal Lecter, com a maldade saindo pelo olhar, porque não é com este tipo de perverso que vai topar pela rua ou num barzinho.

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O mito do 'investidor estrangeiro', por André Araújo

 
O mito do 'investidor estrangeiro'
 
por André Araújo
 
Alan Greenspan, o "maestro" do Federal Reserve System por 18 anos, passava horas na banheira lendo estatísticas da economia real: geladeiras, yougurt, pneus, caminhões, pão de hamburguer, todos dados da vida das pessoas lhe interessam. Tinha especial fixação por telhados, quantos telhados  foram vendidos na semana (nos EUA a construção se faz por conjuntos e não por peças). Era por estes indicadores que Greenspan tirava o pulso da economia que importava. Greenspan, que está com 90 anos, proporcionou o maior período contínuo de prosperidade dos EUA no pós-guerra, embora lhe atribuam culpa da crise de 2008, decorrência exatamente do excesso de confiança nessa prosperidade longa demais.
 
No Brasil, no oceano de ignorância sobre economia que domina a grande mídia, os únicos indicadores valorizados são os de câmbio e bolsa. Os comentaristas da Globonews são os mais rasos, para eles a economia se resume em câmbio e bolsa e, nesta última, o que interessa é o mítico "investidor estrangeiro". O padrão se repete em outras mídias, como a Jovem Pan, onde sua comentarista só conhece câmbio e bolsa, a economia se resume nisso. Na Globonews o comentarista  Donny di Nuccio, a qualquer observação sobre economia, replica "Ah, mas a bolsa subiu". Pronto, esta é para eles TODA a economia.  Na FOLHA de 19 de fevereiro de 2017, pag.A 23, um artigo "Mercado especula melhor nota do Brasil" mostra  esse viés de considerar o mercado financeiro como único indicador da economia brasileira.

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É hora de deixar a hipocrisia de lado e encarar o fator Temer

Até quando vai prosseguir a hipocrisia. O melhor amigo do presidente, Jorge Yunes, narrou dois episódios concatenados:

1. O pedido para que recebesse um pacote destinado a Elizeu Padilha. E que só depois soube que era pagamento de propina.

2. Assim que soube, procurou o amigo Temer e relatou o ocorrido, sendo acalmado por ele.

Portanto, não há o que se explicar. Se a Procuradoria Geral da República não vai ter outra alternativa, senão pedir um inquérito contra Padilha, não há como deixar Temer de lado.

Até quando vai se aceitar um presidente com a biografia de Temer?

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As (terríveis) consequências econômicas de um ajuste fiscal bem feito, por Heldo Siqueira

As (terríveis) consequências econômicas de um ajuste fiscal bem feito

por Heldo Siqueira

A economia deve ser a única ciência a partir da qual se podem haver opiniões tão diversas quanto a do professor Marcos Lisboa [1] e do economista e ex-secretário da Casa Civil do Espírito Santo Tyago Hoffmann [2]. Tratando o mesmo tema, ambos conseguem divergir categoricamente, um apontando as virtudes do ajuste fiscal feito no Espírito Santo e outro considerando a política um "desmonte". Os teóricos do arrocho entendem que um ajuste bem feito não precisa retirar recursos de áreas prioritárias. Mesmo assim, analisando um caso de sucesso como o do Espírito Santo é possível duvidar sinceramente desta análise.

De fato, o Estado conseguiu, a despeito da queda da arrecadação de R$ 550 milhões anuais do ano de 2014 para 2016, superávits superiores a R$ 500 milhões em 2015 e 2016. Entretanto, a interpretação dos dados por esse critério parece demasiadamente simplista. As despesas com inversões financeiras e investimentos representavam 18,53% do gasto em 2013 e marcaram em 2016 7,07%. Ao mesmo tempo, os custos com pessoal e encargos sociais saíram de 54,4% para 63,76% (todos os dados são do Portal da Transparência do Estado) [3]. Estes são elementos suficientes para mostrar que o ajuste está piorando significativa e aceleradamente a qualidade do gasto capixaba. Mesmo assim, o debate que se quer fomentar não diz respeito à qualidade de ajuste, que do meu ponto de vista não poderia ter sido feito de outra forma, mas as consequências econômicas e sociais que deve apresentar para o futuro.

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Como nova mira do TSE, Temer quer adiar julgamento

 
Jornal GGN - Ao passo que as delações da Odebrecht avançam no Supremo Tribunal Federal (STF), elas também recaem contra o governo de Michel Temer e sua cúpula peemedebista na possível cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 
Isso porque o Tribunal decidiu ouvir os mesmos delatores, nos processos da Operação Lava Jato, mas, agora, na ação de cassação contra a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer que tramita na Corte Eleitoral.
 
O desfecho desta ação poderá encurtar o mandato de Michel Temer. Em apenas um dos trechos de acordo de delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, aponta-se uma remessa de, pelo menos, R$ 10 milhões da empreiteira às campanhas peemedebistas dem 2014.
 
A informação é de que mais da metade desse montante, R$ 6 milhões seriam destinados a Paulo Skaf, então candidato do PMDB ao governo de São Paulo, e outros R$ 4 milhões seriam destinados a Padilha para as demais campanhas do partido. 
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Dados e reflexões sobre a crise no Estado do Rio, por Hélio de Mattos Alves

Dados e reflexões sobre a crise no Estado do Rio de Janeiro

por Hélio de Mattos Alves

De acordo com a FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) entre 2015 e 2016 foram fechadas 420,5 mil vagas formais (com carteira assinada)  no Estado. Esse resultado significa  a pior crise em 30 anos. Isso  corresponde a quase um quarto dos dois milhões de empregos criados nos 14 anos anteriores ( período de 2000 a 2014). Representa desempenho pior do que o da década de esvaziamento econômico (1989 e 1999), quando o Estado do Rio de Janeiro acumulou  perda de 389 mil postos de trabalho.

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