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Luis Nassif Online

É possível que as batalhas verbais entre Gilmar e Janot não tenham passado de jogo-de-cena visando enquadrar a Lava Jato
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Para dois depoimentos de igual peso no âmbito da Operação Lava Jato, investigado diz a verdade e Lula mentiu
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O indiciamento não tem qualquer função relevante no processo penal. Tal ato policial é uma excrescência.
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O grande salto para trás de Michel Temer, por Wanderley Guilherme dos Santos

Por Wanderley guilherme dos Santos

No Segunda Opinião

Um grande salto à frente lembra a fracassada tentativa da China, entre 1958-1961, de impulsionar o crescimento da economia além do fisicamente possível. O grande salto para trás de Michel Temer tem tudo para dar certo: uma burguesia econômica tíbia, profissionais liberais (engenheiros, médicos, dentistas, advogados, etc.) conservadores em sua maioria, heterogêneo apêndice do terciário de mão de obra rudimentar e reacionária (balconistas, caixas e congêneres), categorias intermediárias entre o assalariamento e a incapacidade de crescer – pequenos comerciantes, escritórios periféricos do setor de serviços – igualmente reacionárias e um operariado de baixo poder ofensivo, exceto em alguns momentos da trajetória econômica, majoritariamente caudatário de lideranças partidariamente comprometidas. No passado, excepcionais lideranças, conduzindo um estamento político ainda pouco contaminado pelo vírus acumulativo das gerações capitalistas, empurraram um empresariado gaguejante em direção à modernidade. Contaram com auxílio de uma burocracia estatal de alta competência e valores nacionalistas, formada desde os anos 30, e que atravessou com dignidade, com exceção minoritária, o período ditatorial. A imprensa, nos intervalos de liberdade, era ideologicamente plural e economicamente competitiva. Não havia lugar para cenas como a do dia 17 de abril de 2016, na Câmara dos Deputados, nem mesmo sob a vigilância de olhos e ouvidos fardados.

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O chanceler José Serra tem deixado a desejar

Folha faz balanço dos 100 primeiros dias de Serra como ministro de Relações Exteriores indicando que tudo o que o tucano fez até agora foi atacar governos bolivarianos e criar embaraços

Jornal GGN - Neste domingo (28), a Folha de S. Paulo decidiu lançar luz sobre os atos de José Serra (PSDB) como chefe do Ministério das Relações Exteriores para produzir uma análise sobre os 100 primeiros dias de gestão do primeiro chanceler não diplomata nos últimos 14 anos. O resultado do balanço mostra que Serra tem deixado a defesar.

Solidária, a Folha tratou de ouvir um especialista em política externa que justificou os resultados tímidos - se não desastrosos - da política de Serra para o MRE: a questão é que o tucano é um "ministro interino". Enquanto o impeachment de Dilma Rousseff não tiver um desfecho, disse Alberto Pfeifer, coordenador-adjunto do Gacint (grupo de análise da conjuntura internacional) da USP, não dá para Serra "ser saliente lá fora".

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Objetivo do aparato jurídico-midiático é levar Lula à morte política e social, por Weden

Enviado por Weden

Quando Lula chegou ao poder, milhões de pessoas eram mantidos sob estado de miséria e dependência de serviços básicos, como forma de perenização do estatuto escravagista disfarçado e herdado do século XIX. Sabemos perfeitamente que em algumas funções no campo, e em outros rincões citadinos brasileiros, a baixíssima remuneração, por vezes menor que 10% de um salário mínimo, era a estratégia adotada para se manter a relação de servidão com vistas a se maximizar a produção de riqueza concentrada. Os programas sociais desestabilizaram perigosamente esta relação sócio-econômica incrustada no atraso nacional.

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Sob Temer, MEC paralisa programa de combate ao analfabetismo e culpa governo Dilma

Jornal GGN - É destaque na Folha desde domingo (28) que o programa Sistema Brasil Alfabetizado, que combate as taxas de analfabetismo entre jovens e adultos, está suspenso desde que o interino Michel Temer (PMDB) assumiu o poder em função do afastamento de Dilma Rousseff (PT) por conta do impeachment.

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Palhaços, por Frederico Firmo

Por Frederico Firmo

Comentário referente ao post "Somos os palhaços do impeachment, por Luis Fernando Veríssimo

Os palhaços tem olhos tristes  pois reconhecem que os risos podem ser cruéis, podem não ter consciência, não são sequer para ele, mas sim são daqueles que riem, sorriem ou simplesmente fazem caretas. E estes sorriem porque se identificam com o palhaço, ou sorriem envergonhados por que se reconhecem no palhaço. Nesta ópera bufa, com um roteiro fétido e putrido, gestado nas profundezas, com todos os requintes dos clássicos das traições, tem o roteiro  daquelas peças que trazem a tona todas as fraquezas humanas e que as transformam na força motor de maior destruição. Estamos vendo a triste figura de seu presidente. Aquele que depois de atacado achincalhado, acusado , pela propria omissão vai ser a figura central desta ópera. Vai ser o homem que vai afiançar, que vai legitimar o ilegitimável.

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O PT naufragou nas marolinhas do presidencialismo dependente do parlamento

Por Geraldo Hasse

Na lanterna dos afogados

Do Século Diário

Seja qual for o desfecho do processo de impedimento da presidenta Dilma no Senado – estamos em agosto, mês de cachorro louco --, faz sentido realizar um balanço em torno das realizações do petismo. Afinal, em praticamente a metade dos últimos 28 anos – período entre a entrada em vigor da Constituição de 1988 e o afastamento da presidenta Dilma –, o governo federal esteve nas mãos do PT com Lula (oito anos) e Dilma (cinco anos e cinco meses).

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Vivaldi com o grupo vocal Carmel A-Cappella

Enviado por Gilberto Cruvinel

Carmel A-Cappella
Vivaldi - A primavera
As quatro estações

O quinteto vocal "Carmel A-Cappella" é um grupo feminino de Haifa, Israel que se especializou em música polifônica sem acompanhamento (a capela).

A diretora e arranjadora é Shula Erez.

Cantoras: Maya Goldsmith, Limor Yanovich, Inbar Hefter, Moran Shalev, Keren Jalon.

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Xadrez do balé da dança dos lobos de Janot e Gilmar para livrar Serra

Peça 1 - sobre a mentira e os vazamentos horizontais

Conforme apontamos em artigos anteriores, o grande problema dos vazamentos horizontais - como no caso da Lava Jato - é que a única maneira de uniformizar o discurso é através da verdade, que comporta menos versões que a mentira.

Quando se foge do script, há um curto-circuito total no discurso.

Foi o que ocorreu nos dois últimos factoides: o “factoide informacional” (apud Rodrigo Janot) da capa da Veja, com a não-denúncia sobre Dias Toffoli; e o “factoide processual”, de suspender a delação por causa do vazamento. Leia mais »

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2016: um golpe contra os fundamentos romanos e gregos do Estado brasileiro

Por Fábio de Oliveira Ribeiro

A esquerda tem considerado a privatização de empresas estatais, o aumento do juros, a interrupção de programas sociais e a revogação de direitos trabalhistas e previdenciários são os aspectos mais devastadores do golpe de 2016. Estas, porém, são apenas as consequencias do mal maior que se abate sobre o Estado brasileiro.

Desde que começaram a viver em comunidades, os homens perceberam a necessidade de fazer uma distinção entre o que é privado (afeto ao interesse do cidadão) e o que é público (interesse da cidade, do Estado). Na antiguidade esta separação era mediada pela religião, pois tudo que dizia respeito à comunidade tinha um aspecto religioso e isto se refletiu no Direito.

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Entrevistas Clube dos Garotos 6 - Major Olímpio, por Rui Daher

Texto de ficção confeccionado em organdi pelos jornalistas Rui Daher, Nestor Gruppo e Regularte Pestana, patrocinado pelas Estampas Eucalol com apoio dos baralhos “Dirigindo não Jogue”

Nos últimos dias, o telefone da Redação não parou de tocar. O fixo, esclareço, extensão gentilmente cedida pelo GGN, já que os celulares de forma autoritária e mesoclítica foram interinamente desligados até votação nas concessionárias.

Alegam que Russomanno só cresceu depois que o recebemos. Agora lidera as pesquisas. Seria injusto com os nanicos. Falando em receber, como consumidores que precisam de proteção, alertamos que nenhum dos depósitos prometidos foram confirmados. Contra eventuais distrações, repetimos: Banco do Brasil, agência 2041 – c/c nº 3612.

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“Nunca é suficiente repetir que é golpe”, diz Sonia Braga

Jornal GGN - Após protestar em Cannes, a atriz Sônia Braga voltou a repetir que o impeachment de Dilma Rousseff é um golpe, agora no Festival de Cinema de Gramado, onde esteve para promover o filme Aquarius. A fala de Sônia motivou a manifestação do público, que começou a gritar "Fora, Temer" na abertura do evento, na sexta (26).

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Governo Dilma não coibiu a falta de isenção da PF com Lula, por Marcelo Auler

Foto: Postagem feita pelo delegado Marcio Adriano anselmo no períod pré-eleitoral. Ele tem isenção para presidir um Inquérito contra o ex-presidente a quem classificou de anta?

Jornal GGN - Por medo de enfrentar a "opinião publicada", o governo Dilma Rousseff pecou ao não afrontar os desvios de conduta de agentes federais que atuam na Lava Jato quando a imprensa revelou completa falta de parcialidade por parte de delegados com o ex-presidente Lula. É o que sustenta o artigo de Marcelo Auler, publicado neste domino (28), no qual o jornalista republica a imagem do Facebook do delegado Márcio Anselmo - o mesmo que pede o indiciamento de Lula no caso triplex - chamando o petista de "anta".

"Mais grave é que o governo Dilma Rousseff, com medo da mídia, nada fez administrativamente com relação a diversas irregularidades cometidas pela Polícia Federal do Paraná. Da mesmo forma que se omitira o Ministério Público Federal e o Judiciário como um todo.  Algo fica claro. Isenção não houve."

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Requiem para a 4ª. República, por Sergio Sérvulo da Cunha

Por Sergio Sérvulo da Cunha

Com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, enterra-se a 4ª. República, iniciada com a Constituição de 1988.

Lembro-me do dia em que, brandindo seu texto nas mãos, Ulysses Guimarães promulgou a “Constituição cidadã”. Eu estava em Porto Alegre, na abertura da Conferência Anual da OAB, num recinto onde cabiam 3.000 pessoas. Ao se exibir a cena, no telão, nós todos levantamos e cantamos, emocionados, o hino nacional.

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Lista de Livros: Uma história da guerra, de John Keegan

 

Enviado por Doney

Lista de Livros: Uma história da guerra (Parte I) – John Keegan

Editora: Companhia de Bolso

ISBN: 978-85-359-0798-8

Tradução: Pedro Maia Soares

Opinião: muito bom

Páginas: 544

     “A guerra não é a continuação da política por outros meios. O mundo seria mais fácil de compreender se essa frase de Clausewitz fosse verdade. O mais famoso livro sobre a guerra — chamado justamente Da guerra —, na verdade escreveu que a guerra era a “continuação das relações políticas” “com a entremistura de outros meios”. O original alemão expressa uma ideia mais complexa e sutil que a tradução mais frequentemente citada. Nas duas formas, no entanto, o pensamento de Clausewitz esta incompleto. Ele implica a existência de Estados, de interesses de Estado e de cálculos racionais sobre como eles podem ser atingidos. Contudo, a guerra precede o Estado, a diplomacia e a estratégia por vários milênios. A guerra é quase tão antiga quanto o próprio homem e atinge os lugares mais secretos do coração humano, lugares em que o ego dissolve os propósitos racionais, onde reina o orgulho, onde a emoção é suprema, onde o instinto é rei. (...)

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Mais uma vez, Lava Jato faz escândalo às vésperas do impeachment, por Janio de Freitas

Jornal GGN - "Mais uma vez, às vésperas de uma decisão em procedimentos destinados ao impeachment, a Lava Jato cria uma pretensa evidência, na linha do escandaloso, que atinja Dilma Rousseff ainda que indiretamente." Em artigo publicado neste domingo (28) na Folha, Jânio de Freitas aponta que a Lava Jato entregou ao seu braço policial a missão de criar um "constrangimento" para a presidente, consumado no indiciamento do ex-presidente Lula e mais quatro no caso do triplex do Guarujá.

Janio ainda criticou o fato de o Ministério Público, em posse das informações da Polícia Federal, pedir 90 dias para decidir se apresentará ou não denúncia contra Lula na Lava Jato. "A dedução é inevitável: o indiciamento foi precipitado, com o mesmo propósito político dos anteriores atos gritantes, e os longos três meses são para tentar obter o que até agora não foi encontrado."

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