Revista GGN

Assine

Luis Nassif Online

Um país que deu João Gilberto e Carlos Drummond, terá forças para suplantar a intolerância plantada diuturnamente
82
Ninguém vai fazer a mudança por nós. A vida é só uma. O país do qual somos cidadãos é só um. Então, mãos à obra!
9
Eleitores devem rever a história recente e se lembrar de quando eram felizes (2003-2014) ... e não sabiam
1

Milton Santos previa nova Constituição e luta social, já em 1998

 
Jornal GGN - "O sistema de ideologia, que é também o sistema de perversidade, escolhe os homens, os seus representantes e os suplentes. É uma escolha. Na campanha eleitoral, a gente vê claramente. Os titulares e os reservas aparecem, é a produção das figuras necessárias. Quer dizer, não há uma escolha nacional do líder nacional. Há uma escolha internacional, global, do líder nacional. Acho que esse é o jogo, e essa escolha é em grande parte feita entre pessoas que um dia foram insuspeitas".
 
A afirmação é do geógrafo e filósofo Milton Santos, em entrevista à Caros Amigos, em 1998, pouco antes de Fernando Henrique Cardoso ganhar as eleições com 53% dos votos válidos de Lula e Ciro Gomes. Naquela reportagem, Milton Santos adiantava que o processo político é muito mais mundial do que local, e que a globalização impõe o jogo político aos países menos desenvolvidos.
 
Em futuro não calculado, Milton Santos também acreditava em uma "globalização por baixo", integrando as minorias, com "outra realidade". Mas sabia que isso não ocorreria sem luta. Imaginou que, em uns anos mais, haveria uma nova Constituição "feita por cima", para depois ter outra "feita por baixo, porque essa por cima não vai funcionar".
Sem votos

A criminalização do abordo como lei do femicídio, por Debora Diniz

Por Deborah Diniz

Em AZMina

2016 foi ano de olharmos para os femicídios causados pela lei

Temos uma lei de feminicídio  que define o crime quando se mata uma mulher pelo simples fato de ser uma mulher. Nos termos da lei penal, um qualificador ao crime genérico do homicídio. O feminicídio é um escândalo: a morte é por ódio às mulheres na casa, nos afetos, nas famílias. Mas há outro escândalo – a matança de mulheres pela ilegalidade do aborto. Dados divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo dizem que 4 mulheres morrem por dia em consequência do aborto clandestino. Das 1.300 mulheres que abortam por dia, segundo dados da Pesquisa Nacional de Aborto, 4 delas podem morrer. É 1 mulher morta a cada 6 horas.

Leia mais »

Sem votos

Um olhar sobre Aleppo, por Sanjay Kapoor

Do Outras Palavras

Um olhar sobre Aleppo

A mídia ocidental finge que não vê. Mas a libertação da cidade — semi-tomada durante quatro anos pelos fundamentalistas — tem sentido humanitário, muito mais que geopolítico

Por Sanjay Kapoor, do Hard News, de Delhi | Tradução Cauê S. Ameni

publicado em 18/12/2016

Observando através do prisma da história foi, sem dúvida, um blitzkrieg. Em alguns dias, o distrito oriental de Aleppo, que estava sob a ocupação de uma miríades de radicais islâmicos, derreteu como uma vela com a enorme pressão montada pela coalizão conjunta entre Exército Árabe Sírio, força aérea russa e milícias do Hezbollah.

O sucesso veio em grandes passos: a área da ocupação pelas tropas leais a Bashar Assad aumentou de 68% para 85% em uma semana e, ao fim, para 98%. É neste ponto que a mídia ocidental, após romancear a resistência dos islâmicos radicais – incluindo Abu Sakkar, que posou em frente as câmeras comendo os corações de soldados sírios –, começou a exigir que as forças ocidentais deveriam entrar para parar o “genocídio” de 200 mil pessoas presas na enclave sob o controle dos milicianos. Os russos, atacados na Assembléia Geral da ONU pela embaixadora norte-americana Samantha Power pela crueldade com que teriam matado crianças, concordou com o cessar-fogo e uma saída controlada dos rebeldes para Idlib e outras áreas.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Para enxergar os secundaristas além do romantismo, por Jean Tible

 
Do Teoria e Debate
 
 
Vindos das escolas públicas, são filhas e filhos da classe trabalhadora. As meninas tomam a frente, são negras, negros, LGBT e de baixo. Anticapitalistas, alguns socialistas ou comunistas, outros anarquistas; todos libertários querendo destruir hierarquias burras e brutas e buscando caminhos às vezes para além dos ismos – e recorrentemente com alegria e de modo performático
 
Duas imagens em movimento expressam novas subjetividades que tomam corpo no Brasil recente, isto é, na última década.
 
A primeira, de novembro de 2015 (1). Um jovem estudante negro interpela um policial do dobro do seu tamanho e que pegou o cadeado que representava o controle da Escola Estadual “Raul Fonseca” por parte dos alunos. Depois de uma breve discussão, ele pergunta ao PM se ele tem um mandado. Não, ele não o possui. O menino lhe diz, então, de forma firme e decidida, para se retirar. O que aconteceu no Brasil para podermos ver essa cena? O estudante do ensino fundamental de uma escola da periferia da maior cidade do país campeão da escravidão não tem mais medo e o fim desse episódio (com a saída do policial) seria inimaginável até há pouco tempo.
Sem votos

Recusas, nacionalismo e democracia, por Salem Nasser

Da Revista Brasileiros

 
por Salem Nasser
 
O ocidente estava muito habituado a exportar uma ideia de democracia assim condicionada, “desde que os resultados sejam os que nos agradam”, mas talvez não esperasse ter que colocar em questão as suas próprias democracias por essas mesmas razões

É difícil explicar o que vem acontecendo no mundo. Bom, sejamos mais precisos: o mundo nunca é propriamente explicável e quem disser que o entende ou mente ou se ilude; o que hoje está especialmente difícil de processar é a série de eventos inesperados, por muitos pensados como improváveis senão impossíveis, que se concretizaram e jogaram tantos numa espécie de estupor.

Leia mais »
Sem votos

Estudo recupera a história dos direitos reprodutivos no Brasil

Por Marcio Ferrari

Na revista FAPESP

Um período de cerca de 35 anos separa as primeiras articulações de setores da sociedade brasileira em favor de políticas relacionadas à regulação da fecundidade e os dias de hoje, em que as reivindicações se efetivaram, pelo menos parcialmente, na forma de leis e serviços oferecidos pelas redes públicas de saúde. “Houve um avanço notável nessas quase quatro décadas”, diz a psicóloga Margareth Arilha, pesquisadora do Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A primeira reivindicação atendida, segundo a antropóloga Andrea Moraes Alves, professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi a criação, em 1983, do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (Paism).

Leia mais »

Sem votos

O futuro (ainda) está em aberto

Por Passa Palavra

1.
Política e economia mantém entre si relações complexas de reciprocidade.
Cai em erro quem queira analisar a política sem entendê-la como uma das esferas onde são criadas as condições para o funcionamento da economia, e erra ainda mais quem pretenda ver na economia a pura e única determinante da política, sem qualquer influência de outras esferas. As duas têm de ser compreendidas em conjunto, em especial quando se considera que o aparelho tradicional do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário) é a esfera por excelência de relações intracapitalistas, e as empresas (nacionais ou transnacionais, micro ou gigantes, pouco importa) são uma forma ampliada de Estado, e são, por excelência, a esfera de relações entre capitalistas e trabalhadores.

Leia mais »

Sem votos

Qual é a verdadeira posição política de Jair Bolsonaro? Alguém sabe?, por Rogério Maestri

Qual é a verdadeira posição política de Jair Bolsonaro? Alguém sabe?

por Rogério Maestri

Muito se tem falado nos últimos anos nesta figura política que se chama Jair Bolsonaro que milita como deputado federal há décadas (1991-até a presente data=25 anos), bem menos tempo que serviu ao exército (11 anos) de forma, que já tentando localizá-lo no espectro político, podemos dizer que ele representa mais as forças conservadoras do que o próprio exército, pois sua “memória de militar” já faz parte de seu passado longínquo.

Pois bem, muito se tem falado, mas na realidade poucos falam sobre qual a verdadeira posição política deste político bem votado no Rio de Janeiro. Geralmente as críticas a este político vêm principalmente de dois deputados federais, a deputada Maria do Rosário do PT e mais recentemente do deputado Jean Wyllys do PSOL.

Leia mais »

Média: 4.1 (21 votos)

Crises para os povos indígenas no Brasil, por Roberto Liebgott

Por Roberto Liebgott
Filósofo, bacharel em Direto e Coordenador do Cimi Regional Sul

Do Conselho Indigenista Missionário

Inicio esta avaliação referente ao ano de 2016 lembrando que o contexto sócio-político e econômico do Brasil é guiado pelo capitalismo neoliberal. Mesmo as crises e suas consequências estão, em certa medida, previstas dentro deste modelo. No Brasil, as intermináveis crises acabam sendo resolvidas dentro da racionalidade neoliberal -com impacto para o conjunto das sociedades do país. Por isso, às vezes, o que parece ser o fim do caminho é na verdade o término de um ciclo.

Maurizio Lazzarato, em suas obras, enfatiza que os neoliberais têm, claramente, uma política social. A sociedade, com o neoliberalismo, é alvo de uma intervenção permanente. O que mudou, ao longo dos anos, foram o objeto e a finalidade dessa intervenção. Como a mola propulsora, no atual modelo, é a concorrência – estimulada como forma de relação entre setores, entre empresas, entre equipes, entre trabalhadores – não há como escapar das desigualdades. Em outras palavras, a concorrência se dá, invariavelmente, entre desiguais. Há aqueles setores, segmentos, grupos e pessoas que têm condições de se manter nesta constante concorrência e outras que se tornam residuais.

 

Leia mais »

Sem votos

Retrospectiva 2016 de jeito não visto pela Globo e outras mídias, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

Retrospectiva 2016 de jeito não visto pela Globo e outras mídias

por J. Carlos de Assis

Como a grande mídia costuma fazer, também eu farei a retrospectiva de 2016. O ano começou com o reconhecimento de uma contração da economia de 3,8%, taxa inédita na história econômica brasileira. O desemprego saltou de menos de 5% para mais de 10%. Os investimentos continuaram desabando. A Petrobrás e as grandes empreiteiras de sua cadeia produtiva continuaram sendo destruídas pela Lava Jato, que lhes impôs indenizações e multas bilionárias, provocando desemprego de centenas de milhares de pessoas. O Governo de Dilma ficou paralisado na questão do emprego e repassou um PIB deprimente ao sucessor.

No campo político, irregularidades triviais – e ações que nem chegavam a ser classificadas como ilegais – serviram de base para um processo de impeachment que  foi concluído na base do julgamento pelo “conjunto da obra”, e não por crime de responsabilidade. Em razão disso, a base política de Dilma denunciou o que se constituiu efetivamente um golpe, a despeito da aparente constitucionalidade, resultando numa divisão terrível na sociedade acompanhando a radicalização do processo político.

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Estudo analisa mulheres e negras na educação brasileira

 
Jornal GGN - Um projeto desenvolvido entre 2014 e 2016 trouxe para o debate as políticas educacionais no Brasil para a questão do gênero, com apoio do Comitê da América Latina e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), da Comunicação em Sexualidade ECOS e do Geledés, Instituto da Mulher Negra.
 
Uma compilação de artigos aprofunda o desafio da educação e gênero no Brasil, a agenda para as políticas educacionais, o contexto histórico das propostas políticas já ou não implementadas, as mulheres negras na sociedade civil e no campo acadêmico, e como a ONU analisa a educação brasileira.
Sem votos

Manual do perfeito midiota – 55, por Luciano Martins Costa

 
Da Revista Brasileiros 
 
 
por Luciano Martins Costa 
 
Neste momento, a opção mais viável para o fim da crise é o caos, porque no campo da política não há protagonistas com estofo moral suficiente para assumir o papel do mediador
 
publicado em 22/12/2016 

O ocupante do Palácio do Planalto oferece, como presente de Natal, o maior retrocesso em termos de direitos trabalhistas que algum governo ousou promover.

Nos canais dominantes da mídia, analistas de política, economia e assuntos gerais abusam do “veja bem…” para justificar o assalto.

Leia mais »
Média: 5 (4 votos)

Retornemos ao tempo da delicadeza, por Maria Inês Nassif

por Maria Inês Nassif

Eu não sonho com um Ano Novo. Sonho com um mundo novo, delicado. Com pessoas novas, delicadas.

Que a delicadeza invada as suas vidas e as tornem humanas. Que a humanidade dentro delas exploda em direção ao mundo e o transforme em um mundo delicado.

E o mundo delicado trate com delicadeza todos os contemporâneos dessa era insana, que acreditam que eliminar pessoas pela guerra, pela fome e pelo preconceito faz parte de uma torpe lei natural, que consiste em eliminar os mais fracos para que os mais fortes prosperem.

Desejo um mundo melhor do que isso, feito por pessoas melhores do que essas que invadiram nossas vidas e nossas casas com o discurso de ódio e contra o direito do outro.

Nós os expulsaremos com a delicadeza dos que sabem que só a igualdade é justa.

Leia mais »

Média: 5 (9 votos)

Repetições da História: Tragédias e Farsas, por Fernando Nogueira da Costa

Repetições da História: Tragédias e Farsas

por Fernando Nogueira da Costa

A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, escreveu Karl Marx no livro “Dezoito Brumário de Louis Bonaparte”, em 1852. Estudamos História para iluminar o entendimento do presente ou para nos servir como guia a seguir no futuro desconhecido?

A heurística – a arte de inventar ou fazer descobertas – mostra que as pessoas fazem seus julgamentos baseadas na similaridade entre situações atuais e outras situações vividas ou protótipos daquelas situações. Essa ligação heurística conduz-nos a acreditar que novo evento “parece igual” a alguma experiência prévia e confundir “aparência” e “realidade”. Porém, “semelhança com a verdade não é o mesmo que a verdade”...

Por exemplo, o populista de direita, Jânio Quadros, era avesso a partidos. Elegeu-se como deputado estadual, deputado federal, prefeito da capital paulista e governador estadual e presidente da República por coalizões improvisadas, sem se ater a nenhuma agremiação, sem ligar para nenhuma ideologia política. Confiava mais no instinto e no talento cênico. Seus discursos giravam em torno de dois temas de eterno apelo eleitoral: o combate à corrupção e a má qualidade da gestão pública. Ele cultivava a imagem de administrador incorruptível, ou seja, o que o moralismo inculcado como fosse a única “regra do jogo” a ser seguida por todos os políticos. Há eleitor que só cobra isso.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Reveillon dos Famosos, por Rui Daher

Reveillon dos Famosos

por Rui Daher

Sim, Almodóvar e Caetano, em Salvador; Neymar em sua nova casa, em Mangaratiba, RJ. Famosos na virada do ano.

Amigos do GGN, bom dia, boa tarde, boa noite, e com uma fé que não sei de onde arranquei, bom ano de 2017. Afinal, a III Guerra Mundial, que prevejo para breve, não acontecerá neste ano. Apenas os ricos continuarão mais ricos, os pobres mais pobres e, como diria Ivan Lessa, a quem nunca deixo de homenagear, o Bananão mais Bananão.

O réveillon foi em casa, acompanhado de minha mulher, alguns “puros” e etílico-excentricidades. Manjares, poucos. A cirurgia bariátrica cada vez mais me conduz à bulimia e a finitude me fará ser a Twiggy deste século. Pernilongos de Pinheiros nos fizeram companhia. Fiéis mesmo enquanto espocavam os fogos vizinhos.

Leia mais »

Imagens

Vídeos

Veja o vídeo
Média: 5 (2 votos)