newsletter

Assinar

Luis Nassif Online

A operação descobriu um elefante - a Mossack Fonseca - e agora não sabe como escondê-lo para não comprometer os Marinho.
5
Os ataques a Lula são destituídos de sentido lógico e Lula não está se aproveitando dessa circunstância para se defender
87
No passado já não era fácil diferenciar o Jornalismo da chamada “imprensa marrom”, calcula hoje; por Wilson Ferreira
4

O condomínio Solaris pode ter sido o Riocentro da Lava Jato

A operação descobriu um elefante - a Mossack Fonseca - e agora não sabe como escondê-lo para não comprometer os Marinho.

Está ficando cada vez mais interessante o jogo da Lava Jato.

As novas peças do tabuleiro mostram uma reviravolta no chamado modus operandi da Lava Jato, uma inversão total da estratégia original, de cobrir a operação com o manto do legalismo e da isenção.

Fato 1 – na semana passada, a decisão “inadvertida” de Sérgio Moro de vazar informações sobre um inquérito supostamente sigiloso sobre o sítio de Atibaia. Leia mais »

Média: 5 (8 votos)

Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

Sem votos

Multimídia do dia

As imagens e os vídeos selecionados.

Sem votos

Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

Sem votos

Entidades pedem a Dilma indulto para o Dia da Mulher

do Justificando

80 entidades pedem a Dilma indulto para o Dia da Mulher nas penitenciárias femininas

Alexandre Putti

O Grupo de Estudos e Trabalho “Mulheres Encarceradas” e mais 79 entidades, sendo a maioria focada em direitos humano e sistema carcerário, enviaram, na última quinta-feira (04), um requerimento ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, do Governo Federal, pedindo que seja concedido o indulto, conhecido popurlamento como "saidinhas", nas cadeias femininas em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março. 

No texto, as entidades afirmam que há necessidade de políticas efetivas indicando a urgência para que o indulto, instrumento histórico de política criminal, de previsão constitucional, seja aplicado de modo eficaz, para que de fato atinja as mulheres. "De cerca de 610 mil presos, 38 mil são mulheres. A maioria está detida por delito que envolve pouca quantidade de droga". 

A política criminal referente ao indulto, estabelecida até hoje, não contempla , em termos concretos, as mulheres presas. Em 2014, no estado de São Paulo, 2235 homens tiveram direito ao indulto, enquanto apenas 65 mulheres foram contempladas. Em Minas Gerais, no mesmo ano, foram 1211 homens para 54 mulheres e no Rio Grande do Sul 1032 homens para 8 mulheres. Todos esses dados foram disponibilizados pelas Secretarias de Administração Penitenciária de cada Estado. 

Leia mais »
Média: 3.5 (8 votos)

Guarda Municipal é acusada de repressão violenta ao carnaval de rua no Rio

O desfile noturno de um bloco de carnaval no Rio de Janeiro terminou com foliões feridos e quatro detidos após confronto com a Guarda Municipal (GM). Na madrugada deste sábado (13), o Tecnobloco terminava o cortejo na Praça Mauá, na zona portuária, quando acabou sendo dispersado pelos agentes. Testemunhas relatam uso desproporcional da força. A Guarda rebateu que agiu para evitar a depredação de patrimônio público no local, recém-revitalizado.

Vídeos na internet mostram que a confusão começou logo depois de a banda tocar a canção Carinhoso, de Pinxinguinha, de frente para os agentes, posicionados em linha. Não era a primeira vez que um bloco finalizava desfile da madrugada no local, até então, sem qualquer registro de confusão. Na última terça-feira (9), o Bloco Secreto passou por ali, quando uma multidão dançou sob a marquise do Museu da Amanhã e se refrescou no espelho d'água.

Nesta manhã, a foliã Bruna Marques confirmou que duas amigas foram hospitalizadas e precisaram imobilizar partes do corpo com gesso, por causa das agressões sofridas. Uma delas teve também o celular roubado durante a ação, o que a GM nega. Bruna disse que os agentes usaram bomba de gás contra a multidão e justificaram a repressão dizendo “que não poderia haver bloco na Praça Mauá porque o prefeito [Eduardo Paes] não quer”. Ela condenou a violência.

Leia mais »

Média: 3 (2 votos)

Lula está sendo objeto de grande injustiça, afirma Dilma

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (13) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo objeto de “grande injustiça”. Ela defendeu seu antecessor durante o mutirão de combate a focos do mosquito Aedes aegypti, vetor da zika, dengue e chikungunya, na zona oeste do Rio de Janeiro.

“Acho que o presidente Lula está sendo objeto de grande injustiça. Respeito muito a história do presidente Lula. Tenho certeza de que esse é um processo que será superado, porque acredito que o país, a América Latina e o mundo precisam de uma liderança com as características do presidente Lula”, afirmou Dilma.

Leia mais »

Média: 4.5 (17 votos)

Um cego no Templo dos Ratos, por Lucia Maria

de Outros Olhares - um pequeno espaço para a deficiência visual

por Lucia Maria

Imagine visitar um santuário onde as divindades são... ratos de verdade! Milhares e milhares de ratos e ratazanas que ocupam todos os espaços possíveis, de pátios e escadas a nichos e frestas. Sim, este lugar existe: é o Karni Mata ou Templo dos Ratos, na Índia. Lá, o visitante só pode entrar descalço ou de meias (e tentar evitar pisar em urina, fezes e restos de comida espalhados por todo canto). Se matar acidentalmente algum rato, deve pagar o peso dele em ouro ou prata na saída. 

Os ratos são tratados pelos devotos com respeito e cuidados: voluntários hindus, todos os dias, deixam grandes tigelas de leite para eles, que se espremem lado a lado nas bordas para bebê-lo. De vez em quando, um rato perde o equilíbrio, cai dentro da tigela e sai rapidamente. De vez em quando, também, os hindus sentados ao lado levam a mão em concha ao centro da tigela e bebem daquele leite. 

Luís Felipe ouve a história, fascinado. Ele tem 13 anos e é cego. Alegre, curioso e falante, adora viajar, mas só para “lugar que interage", como ele diz: praias, parques aquáticos ou de diversões, com brinquedos que unem velocidade e altura. "Quando alguém tem de ficar contando como é, não tem graça. Se é só para ouvir, tanto faz estar lá como aqui em casa”, explica.

Proponho, então, três roteiros de viagens "interativas" que duvido que ele tenha coragem de encarar, mas, já no primeiro, a surpresa: ele simplesmente adorou o Templo dos Ratos. Já teve hamster e  é fã da animação Ratatouille, que conta a história de um rato que tem o sonho de virar chef de um restaurante para humanos - e consegue. "Já pensou eu lá no templo? Ia sair espanando os ratos com a bengala, haja dinheiro, quando eu for você vem comigo para me guiar", ele sonha. Esquece, Felipe:  “Nossa cultura aqui é outra, eu tenho certeza de que vou ter um AVC assim que a primeira ratazana subir no meu pé. Ainda caio dura em cima delas. Vou lá pedir proteção e prosperidade e saio morta ou endividada!", brinco. Ele gargalha. Leia mais »

Média: 5 (5 votos)

O nosso amigo Radamés Gnattali, por Alfeu

Por Alfeu

Mesmo quem não o conhcesse pessoalmente assim como as suas composições, e não tivesse a mínima idéia que seus arranjos estão presentes em muitos clássicos da Música Brasileira, teve, de algum modo, um encontro com o grande Radamés Gnattali. Ele abraçou esse Brasil musical com seus inúmeros ritmos e vertentes(*).

Tom Jobim não se cansava de declarar que a Música Brasileira devia sempre uma homenagem ao amigo Radamés, e assim o fez.

Ao se referir ao Radamés tudo é hiperbólico, qualquer assunto em relação a sua vida musical transborda. Por exemplo, ao querer relacionar os músicos com que ele trabalhou é necessário se conter falando do Quinteto/Sexteto Radamés Gnattali começando pela sua irmã Aida, o conterrãneo Chiquinho do Acordeon, o multiinstrumentista das cordas Zé Menezes, o baixista Pedro Vidal e o baterista personalíssimo e autentico Luciano Perrone. Dando um salto no tempo, temos o bandolinista Joel Nascimento, além do 7 cordas Raphael Rabello e sua irmã Luciana e seu cavaco, o violonista Maurício Carrilho, estes últimos da Camerata Carioca junto com outros componentes.

Pegando carona recente post da Laura Macedo sobre o Laurindo de Almeidavai o álbum "Suíte Popular Brasileira para Violão e Piano" (1956). A gravação foi feita primeiro no Brasil pelo Radamés e levado aos EUA onde o Laurindo gravou o seu violão em cima.

Leia mais »

Vídeos

Veja o vídeo
Veja o vídeo
Veja o vídeo
Veja o vídeo
Veja o vídeo
Veja o vídeo
Média: 5 (2 votos)

Microcefalia e aborto, por Luiz Claudio Tonchis

Por Luiz Claudio Tonchis

A epidemia do Zika vírus, o qual é suspeito de ter relação com os casos de microcefalia, reacende o debate sobre uma questão polêmica - a legalização do aborto. A comissão responsável pelos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda que os países atingidos pelo vírus permitam legalmente o acesso voluntário de mulheres ao aborto. O Brasil, um dos mais afetados pela epidemia, a interrupção da gravidez é proibida, com exceção em casos de estupro, risco de vida para a mãe e em casos de feto anencefálico.

Os bebês portadores de anencefalia são diferentes dos que apresentam microcefalia (condição em que o cérebro não cresce o suficiente durante a gestação). No primeiro caso, não há sobrevida, o bebê morre logo após o nascimento. Segundo a medicina, 91% eles morrem até uma semana após o parto e apenas 1% sobrevive até três meses. Já uma criança portadora de microcefalia tem melhores perspectivas de sobrevivência, mas apresentará variados problemas de deficiência intelectual ou física.

De acordo como o Ministério da Saúde: “O Zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda. O principal modo de transmissão descrito do vírus é pela picada do Aedes aegypti” (o mesmo transmissor do vírus da Dengue e o da Febre Chikungunya).1

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Maierovitch: Quando o jornalismo respeitará a vida privada?

por Walter Fanganiello Maierovitch

em seu Facebook

QUANDO ME ENVERGONHO DO MEU PAÍS. A vida privada deveria ser respeitada no jornalismo. Fora não interessar a uma pessoa civilizado saber quantas caixas de bebida alguém leva para a casa de campo. A chave de leitura que faço é tratar-se de matéria para insinuar ser alguém chegado numa cachaça.

Da Folha

Lula enviou 37 caixas de bebida a sítio, diz 'Veja'

Mais de 200 caixas com objetos da família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram levadas por uma transportadora para o sítio em Atibaia (SP) frequentado por Lula e seus parentes, após o final do segundo mandato do petista, segundo reportagem publicada no site da revista "Veja" na sexta (12).

A publicação aponta que 37 dessas caixas foram usadas para o transporte de bebidas, de acordo com notas fiscais e ordens de serviço de uma das transportadoras contratadas pelo governo federal para fazer a mudança da família de Lula no início 2011.

Leia mais »

Média: 4.1 (14 votos)

Dirigente do PCdoB é assassinado no Pará

O presidente do PCdoB de São Domigos do Araguaia (PA), Luis Antonio Bonfim, foi assassinado nesta sexta sexta feira (12). A direção estadual dos comunistas repudiou o crime e cobrou rigorosa apuração.

 

O presidente do PCdoB de São Domingos do Araguaia, Luis Antonio Bonfim, foi vítima de uma execução brutal quando comprava pão em uma padaria de sua cidade. Segundo Paulo Fonteles Filho, dirigente do PCdoB-PA, "o ódio dos assassinos se revela na medida em que todos os seis tiros do tambor da arma acertaram a cabeça do dirigente comunista". Fonteles lembra ainda que a cidade de São Domingos situa-se na região onde ocorreu a Guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1975, e  que Bonfim liderava uma ocupação na região do 'Tabocão', em Brejo Grande do Araguaia (PA).

A direção estadual do PCdoB no Pará emitiu nota repudiando o crime, cobrando das autoridades pararenses rigorosa apuração e se solidarizando com a famiia de Luis Bonfim.

Leia a íntegra da nota do PCdoB-PA:

Leia mais »

Média: 4.6 (10 votos)

Sobre Lula, Elis e Cássia Eller, por Patrick Mariano

eliscassia

do Viomundo

Sobre Lula, Elis e Cássia Eller

por Patrick Mariano, especial para o Viomundo

Em 27 de janeiro de 1982, a revista Veja estampava na capa a morte de Elis Regina. Como título, em letras quase do mesmo tamanho da sua própria foto, o seguinte texto “A tragédia da cocaína”. E nada mais.

Vinte anos depois, a mesma revista ilustrava a morte da cantora Cássia Eller.

Da mesma forma com que tratou Elis Regina, a revista disse em letras garrafais “Drogas mais uma vítima – A polícia suspeita que um coquetel de drogas, álcool e remédio matou a cantora que havia dois anos lutava para se livrar da dependência de cocaína”

Era somente isso que a revista tinha a dizer sobre essas duas monumentais artistas? Pior, irresponsavelmente, cravava, sem qualquer amparo fático ou laudo médico, a causa da morte dias após sua ocorrência.

Ainda que fosse a causa, o que depois não se comprovou – Cássia teve um infarto do miocárdio em decorrência de estresse e sobre Elis vale ler o texto de Cynara Menezes, mencionado nas notas – a forma como a revista as tratou revela o tamanho da sua cretinice.

Revela, porém, um pouco mais. Uma tentativa clara da revista em tentar destruir ídolos nacionais, seja por atuar como abutre sobre a tragédia para vender o sórdido, seja por que ideologicamente interessa que o País não tenha ídolos ou que estes sejam aqueles mais adequados ao seu pensamento político.

Leia mais »

Média: 4.7 (12 votos)

Homem é condenado a quase 6 anos pelo suposto tráfico de 3g de drogas

do Justificando

Homem é condenado a quase 6 anos pelo suposto tráfico de 3g de drogas

Natalie Garcia

Se as garras do proibicionismo levam usuários de drogas às penitenciárias das grandes metrópoles todos os dias, o que há de se esperar, então, das pequenas cidades no interior do Brasil? Com pouco mais de 20 mil habitantes, a cidade de Francisco de Sá, no interior de Minas Gerais, abrigou mais uma das narrativas trágicas que envolvem jovens usuários de pequenas quantidades de drogas condenados a longas sentenças em regime fechado.

A história se passa no ano de 2014 e os protagonistas são B. M. e D. S., flagrados por dois policiais com a quantidade de 2,96 gramas de maconha e 0,18 centigramas de crack. Apesar da ínfima quantia, os policiais que efetuaram a prisão apresentaram ambos como traficantes, que foram presos em flagrante por um delegado, denunciados por representante do Ministério Público e condenados por um Juiz de Direito. 

Na audiência, B. M. delatou D. S., dizendo-se usuário, enquanto seu colega de cela seria traficante. Ouvidos, os policiais disseram que já os conheciam por traficante desde a época em que eram "menores", bem como disseram que os flagraram enrolando a quantia de drogas apreendida (uma porção de crack e oito porções de maconha). 

D. S. contou que o ambiente, na verdade, era comumente utilizado por usuários de drogas. Muitos costumavam levar suas próprias drogas, enquanto outros adquiriam-nas em outros lugares. Se declarou como usuário de drogas há 12 anos, viciado.

Leia mais »
Média: 4.6 (9 votos)