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Luis Nassif Online

O desabafo de um procurador, colhido pelo Painel da Folha: "Éramos lindos até o impeachment ser irreversível"
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Para dois depoimentos de igual peso no âmbito da Operação Lava Jato, investigado diz a verdade e Lula mentiu
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O indiciamento não tem qualquer função relevante no processo penal. Tal ato policial é uma excrescência.
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A lição do procurador aos delegados que indiciam

Vladimir Aras é uma das referências da área criminal do Ministério Público Federal. Ao contrário de tantos jovens procuradores, obcecados pelo sucesso fácil dos factoides, tem uma ampla folha de serviços prestados e de estudos aprofundados sobre direito penal e os avanços da luta contra as organizações criminosas.

Como peça central da Lava Jato – na cooperação internacional – muitas vezes me surpreendo com suas colocações sobre a importância dos direitos individuais sobre a sanha persecutória das investigações. Tem tido papel relevante em defesa dos direitos fundamentais, em tempos de cólera em que até o STF se encolhe.

Em abril deste ano publicou em seu blog o artigo “Um etiquetamento dispensável” acerca do exibicionismo de policiais federais com os tais indiciamentos em inquéritos. O artigo é oportuno por permitir entender melhor o exibicionismo irresponsável do delegado Márcio Adriano Anselmo, típico policial que coloca a vaidade pessoal acima do que deveriam ser qualidades do PF: discrição, profissionalismo. Leia mais »

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PF insiste em confusão dos apartamentos 141 e 174 no Guarujá

 
Jornal GGN - Em um dos trechos do inquérito contra o ex-presidente Lula e dona Marisa, o delegado da Polícia Federal sustenta ato de falsidade ideológica por informarem que a cota-parte que o casal detinha no edifício Mar Catábrico, quando ainda era de responsabilidade da Bancoop, era a unidade 141 e não a 174-A, apontada pelos investigadores.
 
 
A confusão se dá porque a Bancoop era a responsável pela construção do edifício. Á época, o ex-presidente Lula e dona Marisa eram cooperados e pagavam as chamadas "cotas-parte", que asseguravam a compra de um dos apartamentos do condomínio. Naquele momento, o imóvel do edifício Mar Catábrico destinado a eles era o apartamento 141.
 
A Bancoop faliu e a empreiteira OAS assumiu a continuidade das obras, modificando inclusive o nome do edifício, que passou a se chamar Solaris. Naquele momento, Lula e Marisa deveriam decidir se desistiriam ou não da compra do imóvel, mas simplesmente não se manifestaram. Apesar de não seguir pagando as cotas-partes, supostamente continuaram com o direito de adquirir uma unidade do condomínio no Guarujá, por já terem investido R$ 179 mil em cotas-parte. 
 
"Quando o empreendimento Mar Cantábrico foi incorporado pela OAS e passou a se chamar Solaris, os pagamentos foram suspensos, porque Marisa Letícia deixou de receber boletos da Bancoop e não aderiu ao contrato com a nova incorporadora", explicou o Instituto Lula ainda em janeiro deste ano.
 
Por este motivo, perderam a unidade 141, vendida a outro comprador. Ainda em dúvida se adquiriam ou não o apartamento, a OAS, então, decidiu oferecer ao casal um triplex, que foi a união dos apartamentos 164-A e 174-A, inicialmente fora da planta da Bancoop, mas modificada pela empreiteira quando adquiriu a sequência da construção.
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É golpe, sim!, por Mino Carta

Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Ato-pela-democracia

Ato pela democracia, na praça da Sé, em São Paulo, no dia 31 de março

na CartaCapital

É golpe, sim!

por Mino Carta

Perdoem os leitores a exclamação, mas a arrogância e a desfaçatez dos conspiradores passaram da conta

É golpe, é golpe sim. 

Verdade factual, diriaHannah Arendt, a verdade única, inegável. A despeito das afirmações em contrário de pançudos alquimistas do engano, envoltos em prosopopeia. E dos editorialões dos jornalões e programões, e das colunas e reportagens dos sabujos midiáticos, de lida tão árdua com o vernáculo, mas de fantasia acesa.

E dos rentistas que se dizem empresários de um país que exporta commodities, de juizecos provincianos e advogados mafiosos que em cada lei enxergam a oportunidade de burlá-la. E de agentes ditos da ordem empenhados em semear a desordem e de funcionários do Estado dispostos a financiar no exterior campanhas a favor do golpe, como Furnas a patrocinar tertúlias lisboetas de Gilmar Mendes e José Serra.

Vivemos uma tragédia e desta vez, no País à matroca, quantos cidadãos se dão conta da sua condição de vítimas?

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Defesa de Lula denuncia ocultação de inquéritos da Lava Jato ao STF

 
Jornal GGN - O juiz Sérgio Moro "parece ter se assenhoreado da atividade investigatória", concluiu os advogados do ex-presidente Lula, que denunciaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a ocultação de processos do político na Lava Jato, revelada pelo GGN na última semana.
 
Conforme descrevemos, para ocultar o andamento das investigações que envolvem Luiz Inácio Lula da Silva, a força-tarefa protocola inquéritos e autos sem especificar os indiciados ou partes do processo, além de dificultar o acesso online no sistema, o que possibilita aos delegados da Polícia Federal avançarem nas investigações sem interrupções da defesa, na forma de recursos.
 
A denúncia do GGN virou uma petição de Roberto Teixeira, Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio, que atuam na defesa de Lula e protocolaram junto ao STF um pedido para que o juiz da Vara Federal de Curitiba abra os processos, inquéritos ou peças que envolvem o ex-presidente omitidas. 
 
Como exemplo, citou a estranheza de um dos procedimentos, o  nº 5003496-90.2016.4.04.7000, sequer estar incluído como sigiloso, mas ainda não cadastrado no sistema do TRF-4, questionamento este levantado pela reportagem.
 
Na última semana, quando os advogados entraram com petições na própria Justiça Federal de Curitiba, questionando a descoberta de um inquérito sigiloso e oculto referente ao triplex do Guarujá, o juiz Sergio Moro negou o acesso indicando que a peça sequer era um inquérito, ainda em fase de investigação, sem apontar os possíveis indiciados do caso, e que a "eficácia [da prova] pode ser comprometida no caso de levantamento de sigilo".
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Dória mostra drama familiar, Marta pede desculpas e Haddad faz balanço na 1ª propaganda

Jornal GGN - Aposta do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o candidato a prefeito de São Paulo João Dória Junior (PSDB) abriu sua primeira propaganda em vídeo usando uma roupagem mais humilde e agarrada ao discurso de meritocracia. Dória, ou "João", como foi chamado na peça de propaganda eleitoral lançada nesta sexta (26) expôs o drama familiar de viver no exílio durante a ditadura, os momentos difíceis por falta de dinheiro para pagar contas e a perda da mãe aos 14 anos.

Após a tentativa de despertar a simpatia do eleitor, Dória é apresentado como um empresário bem sucedido que chegou aonde está hoje - é presidente do grupo LIDE, que concentra a maior parcela do PIB nacional - graças a sua dedicação e trabalho. Trabalhar muito, de 14 a 16 horas por dia, é o que Dória fez como executivo e promete fazer como prefeito da maior capital do País. Leia mais »

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Qual é a moral desse Senado para julgar a Presidente?, por Jeferson Miola

Qual é a moral desse Senado para julgar a Presidente?

Jeferson Miola

 

"Aqui não tem ninguém com condições de acusar ninguém. E nem de julgar! Por isso que a gente diz que é uma farsa.

Qual é a moral desse Senado para julgar a Presidente da República? Qual é a moral que têm os senadores aqui para dizer que ela é culpada, pra cassar?

Quero saber!

Qual é a moral que vocês têm? Gostaria de saber! Que a metade aqui não tem! Se tivessem, se tivessem moral, Presidente, se tivessem moral, se tivessem, e quisessem de fato, se tivessem, Sr. Presidente ....".

Questão de ordem apresentada pela senadora Gleisi Hoffmann no tribunal de exceção do impeachment.

 

O relógio do golpe anotava 11 horas e 32 minutos deste dia 25 de agosto de 2016. Estava em andamento a sessão de abertura do Tribunal de Exceção da farsa doimpeachment no Senado da República. Precisamente neste momento a senadora petista Gleisi Hoffmann desafiou seus pares com uma pergunta mortal: "Qual é a moral desse Senado para julgar a Presidente da República?".

Os imorais, ao invés de responderem à senadora, partiram para xingamentos e ofensas com a mesma truculência com que violentam a Constituição para perpetrar o golpe de Estado jurídico-midiático-parlamentar.

Apesar disso, a evolução dos trabalhos do Tribunal de Exceção daquele instante em diante evidenciou que a pergunta da senadora Gleisi fazia todo o sentido.

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Como as federações empresariais se articularam pelo impeachment

da Pública

Como as federações empresariais se articularam pelo impeachment

A repórter da Pública checou a atuação de dez federações estaduais pelo afastamento da presidente Dilma; metade delas participou oficialmente dos movimentos pró-impeachment

por 

Empresários de todos os cantos do país desembarcaram em Brasília nos meses de março e abril com uma missão definida: visitar deputados de seus estados e convencê-los a votar pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Eles se espalharam discretamente pelos corredores do Congresso em busca de votos, principalmente os dos parlamentares indecisos. E, na avaliação dos representantes dos empresários, o lobby, liderado pelos sindicatos patronais, surtiu efeito.

“Foi uma viagem muito produtiva não só pelos resultados como pela mobilização em si. Fizemos um trabalho de corpo a corpo com os parlamentares paranaenses e chegamos a ir à casa de um deles, que estava indeciso”, relatou Elaine Rodrigues de Paula Reis, diretora do Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná (Sinqfar). Ela integrou a comitiva da Fiep, formada por 50 lideranças empresariais, à capital federal no dia 17 de abril, quando a votação na Câmara abriu caminho para o processo de impeachment. De acordo com o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, pelo menos seis votos foram revertidos “graças à mobilização da população e ao trabalho dos empresários”.

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Em nota, Renan reafirma que tentou ajudar Gleisi a se livrar de inquérito da PF

Jornal GGN - Após bate-boca acalorado no plenário do Senado, no segundo dia do julgamento final do impeachment de Dilma Rousseff (PT), o senador Renan Calheiros (PMDB) reafirmou, em nota enviada à imprensa, que ajudou Gleisi Hoffmann (PT) a se livrar de um inquérito da Polícia Federal no âmbito da Operação Custo Brasil.

Renan disse ter feito seu papel de presidente do Senado acionando a Advocacia-Geral da Casa para solicitar ao Supremo Tribunal Federal medidas contra a busca e apreensão na casa de Gleisi. O alvo da Polícia Federal, naquela ação, era o marido da petista, o ex-ministro Paulo Bernardo. Em outra reclamação ao Supremo, o Senado tentou "desfazer o indiciamento" de Gleisi, afirmou Renan, citando os números das duas peças remetidas ao STF.

Na manhã desta sexta (26), Renan reagiu ao desabafo de Gleisi, que no dia anterior afirmou que o Senado "não tem moral"para julgar Dilma. O peemedebista disse que Gleisi não poderia disparar contra a Casa que lhe ajudou nas questões com a PF. 

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Fux é novo relator do inquérito de Cunha por favorecimento ao BTG

Jornal GGN - O ministro Luiz Fux é o novo relator do inquérito contra o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) por suposto favorecimento ao banco BTG Pactual, de André Esteves, com a venda de emendas parlamentares.

O inquérito foi instaurado a partir da delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral. Em seu depoimento à Lava Jato, Delcídio disse que Cunha funcionava como "menino de recado" de André Esteves no Congresso.

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Nos EUA, procuradora é condenada por vazar dados sigilosos à imprensa

Jornal GGN - Em meio a vários embates envolvendo vazamento de delações premiadas e informações de inquéritos no âmbito da Operação Lava Jato, surge a notícia de que a procuradora-geral do estado da Pensilvânia, Kathleen Kane, foi condenada nesta semana por ter vazado informações sigilosas à imprensa estadunidense.

Em 2014, a procuradora-geral  entregou dados de um “grand-jury” para o jornal Philadelphia Daily News, que resultou em uma reportagem desmoralizante para seu principal rival político, o ex-promotor Frank Fina. A reportagem sugeria que um caso de abuso sexual, examinado pelo “grand-jury” em 2009, fracassou por culpa do promotor Frank Fina. Ele teria decidido não levar o processo em frente.

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Maria João Fura se apresenta nesta sexta, em São Paulo

Cantora e compositora portuguesa se apresenta pela primeira vez no Brasil
 
Jornal GGN – A cantora e compositora portuguesa Maria João Fura está de passagem por São Paulo para a realização de duas apresentações nesta sexta (26). A primeira acontece no Instituto Juca de Cultura, às 21h, e a segunda no Ilha das Flores, às 23h. Essa é a primeira vez que a cantautora se apresenta no Brasil. 
 
Maria João aborda o quotidiano da vida social portuguesa com ironia, viajando entre Bossa-Nova, Soul, Pop-Eletroacústico, Cool Jazz e World Music. Em 2015 seus trabalhos lhe renderam os prêmios Zeca Afonso e Ary dos Santos na sua terra natal.
 
A musicista canta e toca em parceria com Afonso Pais, Susana Travassos, Jorge Palma, Diogo Duque e Hugo Fernandes.
 
Serviço

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Refugo Urbano está na Virada Sustentável 2016

Refugo Urbano será apresentado na Unibes Cultural, como parte da programação da Virada Sustentável 2016

Jornal GGN – A fábula urbana da Trupe Dunavô, “Refugo Urbano”, estará no palco da Unibes Cultural neste domingo, dia 28 de agosto, em São Paulo. O espetáculo, premiado em 2015 pelo uso criativo de sucatas e material reciclado, retrata com sensibilidade o universo dos moradores de rua nas grandes cidades. A apresentação, às 11h, faz parte da programação da Virada Sustentável 2016.

Em “Refugo Urbano”, o universo de uma catadora de lixo e de um lixeiro, Pamplona e Claudius, se cruzam dando espaço para improvável acontecer, em um beco esquecido da cidade, com um divertido convívio entre as diferenças. O público é surpreendido com brincadeiras circenses, corpo cômico, malabarismo e o criativo jogo do palhaço que apresenta uma possível história de amor.

A montagem é o resultado dos experimentos anteriores da trupe que, pesquisando a máscara do palhaço e realizando intervenções urbanas, entrou em contato com a realidade das ruas do centro de São Paulo e de periferias. “Refugo Urbano”, coloca essa realidade em outra perspectiva, explorando com delicadeza, poesia e muitas gargalhadas o que há de mágico na dura existência de quem vive à margem da sociedade.

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