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Paes retoma a tradição de políticas cariocas de jorrar frases supostamente espirituosas, uma malandragem sem ginga
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Partidos confirmam os principais candidatos em São Paulo e no Rio de Janeiro

Jornal GGN – O final de semana foi marcado por convenções partidárias que oficializaram o lançamento de candidatos às prefeituras das principais capitais do País. Em São Paulo, o PT confirmou a empreitada pela reeleição de Fernando Haddad, com Gabriel Chalida (PDT) como vice. O evento para deslanchar a campanha foi marcado pelo discurso de “Fora Temer”, e contou com as presenças de Lula e Ciro Gomes.

Se, do lado do PT, a disputa terá o tom da luta contra o "retrocesso" representado pelas forças que apoiam o presidente interino Michel Temer (PMDB), do outro, os adversários de Haddad prometem explorar a baixa popularidade do PT. Haddad apareceu com 8% das intenções de voto no Datafolha deste mês. Leia mais »

Sem votos

"Escola sem Partido" - para não dizer que não falei de flores

Enviado por Sérgio Saraiva

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Pinguelli: O Brasil é maior que a crise

Do Canal GEE

Neste Arquivo GEE, o professor Luiz Pinguelli Rosa, diretor da COPPE por quatro mandatos, fala sobre a sua trajetória no campo da energia, a atual situação do Setor elétrico e da Petrobras e, ao final, discorre sobre um tema caro ao professor: tecnologia e humanidades.

Parte 1

Parte 2

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"Bondades" estão reservadas só para deputados e senadores

Para deputados de oposição ao governo interino, verdadeira agenda de Michel Temer e aliados será implementada depois da votação do impeachment, se Dilma Rousseff for afastada definitivamente - Fotos: ALEX FERREIRA E GUSTAVO LIMA/CÂMARA DOS DEPUTADOSPaulo Pimenta e Orlando Silva

Na opinião de Orlando Silva e Paulo Pimenta, "bondades" estão reservadas só para deputados e senadores

da Rede Brasil Atual

'Se o golpe se consolidar, virá um pacote de maldades para os trabalhadores'

por Eduardo Maretti

São Paulo – A informação, divulgada pela mídia na sexta-feira (22), de que o governo interino de Michel Temer prepara um "pacote de bondades" para agradar a base no Congresso Nacional, entre as quais a liberação de emendas parlamentares para obras de infraestrutura já contratadas, é diferente do que se pode esperar se o Senado afastar Dilma Rousseff definitivamente. “Bondades serão apenas para os deputados e senadores que formam a base do golpe que Temer deu. Depois da votação do impeachment no Senado, se o golpe se consolidar, virá um pacote de maldades para os trabalhadores”, diz o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP).

Entre as “maldades” que estão sendo preparadas, o parlamentar menciona restrições de direitos trabalhistas, reforma da Previdência com idade mínima de aposentadoria e diminuição de inúmeros outros direitos e programas sociais. “O pacote que o Brasil vai conhecer é maldade para o nosso povo”, acrescenta. “O governo já propôs um teto de gastos sociais. Isso é um eufemismo para ocultar a retirada de direitos.”

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Eu nem ligo

Enviado por Vânia


Eu nem ligo
Nem esquento a cabeça
Vou com força nas coisas
Que eu quero fazer
Eles querem que eu
Me aborreça, estremeça
E me prenda nas cercas
Do seu circo mortal
Eu prossigo e não perco a cabeça
Vou traçando as palavras
Como eu quero e devo traçar
Eles querem que eu
Me afobe e confunda
Mas eu ponho nas sombras
Do seu circo mortal
Tem que ser
Da largura do arame
O elemento é preciso
Estrutura é vital
Eu sou
Da largura do arame
O elemento é preciso
Estrutura é vital

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O limite aos gastos públicos na construção do Estado mínimo

O limite aos gastos públicos na construção do Estado mínimo: algumas simulações

Emilio Chernavsky e Rafael Dubeux 

A PEC 241, enviada ao Congresso com o suposto objetivo de reverter a médio e longo prazo o desequilíbrio fiscal do Governo Federal, limita, durante vinte anos, os gastos primários da União em termos reais aos valores realizados em 2016. A depender de seu desenho, a criação de um limite ao aumento dos gastos poderia, de fato, contribuir para alcançar o objetivo declarado, ao elevar a previsibilidade da política fiscal e evitar o aumento excessivo de gastos em momentos favoráveis que acentua o ciclo econômico. Para isso, entretanto, esse limite deveria ser, como tipicamente ocorre nos países em que hoje já é adotado, indexado ao crescimento do PIB ou da receita que deve custeá-los, ou da dívida pública que se pretende reduzir ou estabilizar, ou, como na proposta, definido em termos reais, mas aplicado a um período curto, frequentemente equivalente ao da legislatura, permitindo adaptar a política fiscal a choques adversos e a mudanças nas preferências da sociedade de forma clara e transparente.

Ao se afastar de tais práticas internacionais e adotar uma regra singularmente severa e inflexível e por um período especialmente longo, a proposta do governo interino revela seu objetivo, central embora disfarçado, de asfixiar financeiramente o Estado para, com isso, reduzir sua capacidade de reparar injustiças históricas e promover uma sociedade menos desigual por meio da transferência de renda para seus estratos mais vulneráveis e do fornecimento de mais e melhores serviços públicos para uma população que cresce em número e em demandas.

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A semente do Totalitarismo, por Luiz Claudio Tonchis

A semente do Totalitarismo

por Luiz Claudio Tonchis

A vida em sociedade e as consequentes relações interpessoais implicam na formulação de regras de conduta que disciplinem a interação entre as pessoas. As imperfeições da condição humana, o cardápio de defeitos da personalidade, de cunho moral ou “maldade”, são obstáculos para a boa convivência, exigindo, evidentemente a formulação de regras básicas de conduta que disciplinem o comportamento das pessoas. Tais regras, chamadas normas morais, traduzem-se implicitamente e explicitamente naquilo que a sociedade estabelece como aceitável ou inaceitável, certo ou errado, o que pode ou o que não pode, o que deve e o que não deve ser feito, o proibido e o permitido. Essas regras, geralmente, são transformadas em leis e, obviamente, tornam passíveis de punição aqueles que as transgridem.

No entanto, as normas morais ou sociais nem sempre serviram para disciplinar as boas relações entre os seres, visando ao Bem coletivo, pois durante toda a História da humanidade foram permeadas de ideologias e serviram para justificar os instrumentos de dominação e a manutenção do poder através do controle da população. De acordo com Michel Foucault (1926-1984), não há poder sem mecanismos ideológicos. O controle é exercido através de instituições presentes no cotidiano do cidadão, e que vão moldando o caráter e conduta do indivíduo ao longo de sua vida. Instituições como a Família, a Religião, a Escola, o Exército, o Governo, o Trabalho e até mesmo a Moral, exercem o que o autor chama de “Poder Disciplinar” que, por sua vez, fabrica a identidade do ser humano, domesticando-o, moldando sua forma de pensar e agir.

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Temer tenta suprir o vazio do conservadorismo religioso que o apoia

 
Michel Temer tenta suprir o vazio do conservadorismo religioso que o apoia com a linguagem da Doutrina Social da Igreja

por Valdecir Luiz Cordeiro

O presidente interino publicou o artigo "Construindo a nossa paz" (Folha de São Paulo, 24/07). Cita a Encíclica do Papa Paulo VI, "O Progresso dos Povos", de 1967, que associa o desenvolvimento à paz.

O texto de Michel Temer, quanto ao conteúdo escrito, é uma embromação. O seu sentido está mais no não-dito.

O não-dito é que Michel Temer quer se apropriar da linguagem do cristianismo mais moderno e profético, simbolizado por Paulo VI. Talvez queira também descolar a sua imagem do conservadorismo religioso beligerante que, com outras forças, o alçou ao poder.

Mas, irremediavelmente, as colunas do poder de Michel Temer são a conspiração, o golpismo, o rentismo e, finalmente, o conservadorismo religioso. Práticas claramente rejeitadas pela encíclica de Paulo VI.

Gente que rejeita o cristianismo mais aberto assumido por Paulo VI apoiou e apoia Michel Temer em sua conspiração e cruzada golpista.

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Golpe, dê licença: Santería, Candomblé e Calypso pedem passagem, por Romulus

Golpe, dê licença: Santería, Candomblé e Calypso pedem passagem

Por Romulus

– Enfim um post não político.

– E uma dúvida: coincidências existem?

– O enxame de mais de 20 mil navios negreiros cruza o Atlântico: a animação chocante que deveria ser vista por todos.

– Cuba e a Santería: paralelos com os nossos cultos afro-ameríndios.

– E, de repente, a TV Francesa resolve tocar tambor também. E dá passagem a Rose, a "Rainha do Calypso".

– Não pratico religião de matriz africana. Sou cristão. Mas não sou cretino. Assim, tento conter uma (lamentável) pulsão natural do ser humano ao etnocentrismo e à xenofobia, quando não ao genocídio.

– Afinal, um post não político?

*   *   *

“Eu podia estar roubando, mas estou aqui trabalhando e pedindo para vocês me ajudarem comprando estas balinhas”.

Esse, salvo alterações microscópicas, era o discurso das crianças e jovens pobres que vendiam balas nos ônibus do Rio de Janeiro enquanto eu crescia.

Da mesma forma que eles diziam, eu podia estar também aqui roubando...

Quer dizer... poderia estar aqui escrevendo sobre “Alckmin perdoa dívida de 116 milhões da Alstom” – que na manchete da Folha, no link, perde o nome “Alstom” e vira apenas “empresa acusada de c-a-r-t-e-l.

>> Pausa para uma risada. Decibéis apurados pelo Datafolha! <<

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Entrevistas Clube dos Garotos 3 com José Maria Eymael, por Rui Daher

por Rui Daher

*Texto de “fricção” patrocinado por Estampas EUCALOL

Nem bem começáramos, Nestor, Pestana e eu, a preparar as perguntas que faríamos ao entrevistado da semana e o telefone tocou na Redação. Uma voz feminina pediu “um momento, por favor”, e colocou-me na espera.

Depois de quatro repetições do jingle “Ei, Ei, Eymael, um democrata cristão”, José Maria atendeu:

- Nobre jornalista Rui, bom dia. Manhã radiante a deste sábado. Fria. Se for sair não esqueça o gorro, mas na volta tire-o se não a patroa dirá que, novamente, você dormiu de touca, hahaha.

- Bom dia, doutor Eymael.

Tento me adaptar a seu português castiço:

- A que me vem?

- Já leu as folhas e telas de hoje?

- Não. Leio-as apenas no final do dia, quando pouco de pior ainda pode me acontecer.

- Ah, caríssimo, sempre com a verve afiada, hein?

- Obrigado.

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Sou daquele tempo!, por Luciano Hortencio

por Luciano Hortencio

Sou do tempo da farinha cessada; do munguzá com leite de coco, raspado e espremido em casa; do basilicão, usado para soltar o carnegão de furúnculos mal resolvidos; do mastruz com leite, que nem sequer pensava em ser uma Banda de Forró e era usado para limpar os pulmões, além do mastruz ser também pisado para sarar machucados e pisaduras; da época em que se comprava ovos vendidos na porta (saudades da Dona Lica) e esses eram colocados em uma bacia de água para que fossem examinados se não estavam estragados (goros); do tempo em que se comprava carne de porco somente depois de acender um fósforo e encostar na carne, para verificar se não era de barrão e tinha cheiro de xixi; dos idos em que todos os dias ouvia-se o vendedor de panelada e fígado gordo passar apregoando suas mercadorias, sempre embriagado para suportar o odor das vísceras; do tempo do cuscus paulista, vendidos na porta e que pareciam uma meia taça; do tempo das pitombas, macaúbas, jenipapos, rolete de cana e dos alfenins; do tempo do pega-pinto do Mundico; das empadas de camarão do Bar Ritz, que meu trazia embrulhados em papel manteiga, acho que era esse o nome do papel, e se desmanchavam na boca; das eras em que se tinha direito a maçã, guaraná e biscoitos champagne, sempre que se tinha uma febrinha; das missas das oito, na Igraja do Patrocínio, onde o Padre Nini mandava os adultos se levantarem para dar lugar às crianças, já que a Missa das oito era às crianças dedicada; sou do tempo dos doidos mansos e queridos, como a Ferrugem, o Rei da Voz, a Miau, a Miss Brasil e tantos outros; sou do tempo em que os pais não precisavam brigar com as crianças, bastava um olhar; sou desse tempo...

Escreveria páginas e páginas com costumes e coisas que não mais são usadas, porém me dão muita saudade. Pensando nisso, fui à cidade de Cascavel para a feira do sábado. Encontrei muitas coisas das quais tinha saudade e aproveito para mostrar algumas fotos interessantes que lá tirei.

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Fora Temer: A Malandragem Fiscal

Enviado por Antônio Ateu

do Serviço Público pela Democracia

Malandragem fiscal

por De Olho no Golpe.

O governo Dilma tem sido tratado nos meios de comunicação como fiscalmente irresponsável, e acusado de promover uma gastança desenfreada dos recursos públicos. Em compensação, o governo interino, recheado de figuras que pregam as virtudes da austeridade e a necessidade de sacrifícios – dos outros -, é frequentemente apresentado como preocupado com o bom uso daqueles recursos e em consertar os erros do governo anterior. Mas, esses retratos correspondem mesmo à realidade?

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O que estará em jogo no julgamento do Senado, por Roberto Amaral

Diante do atual cenário, como pode um parlamentar, liberal ou de centro-esquerda, ter dúvidas sobre que decisão tomar?

O que estará em jogo no julgamento do Senado 

por Roberto Amaral

Reuniu-se no Rio de Janeiro, em 19 e 20 de julho, o "Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil", iniciativa que deita raízes no Tribunal Russell-Sartre sobre os crimes de guerra dos EUA no Vietnã, seguidamente reunido para julgar os crimes das ditaduras na América do Sul ('Tribunal Russel II', Roma 1974, Bruxelas 1975, Roma 1976), e que culminou, por suposto, com a condenação do regime militar brasileiro.

Sobre o Tribunal do Rio em si, ouviu-se o silêncio sepulcral de nossa grande imprensa, "dopada com tranquilizantes", como observa Jânio de Freitas. Nem uma só palavra sobre a presença, entre nós, de juristas europeus, norte-americanos e latinos. E, por óbvio, nem uma linha, nem um segundo de rádio ou de televisão.

Nenhuma palavra sobre a sentença, simplesmente porque os juristas-jurados afirmam, unanimemente, a "inexistência de crime de responsabilidade ou de qualquer conduta dolosa que implique um atentado à Constituição da República e aos fundamentos do Estado brasileiro", donde considerarem que o impeachment, com o qual o Senado ameaça a presidente Dilma Rousseff, se caracterizaria, acaso efetivado, como verdadeiro golpe ao Estado Democrático de Direito.

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Por que reeleger Haddad, por Aldo Fornazieri

Por que reeleger Haddad, por Aldo Fornazieri

Com as convenções partidárias do final de semana praticamente foi dada a largada para a disputa municipal em São Paulo. É verdade que o quadro ainda é movediço e que existem ainda fatores indeterminados que não permitem claramente a visualização por inteiro do cenário da disputa. Ao menos três candidaturas que jogarão um papel importante foram definidas: Fernando Haddad (PT), Luiza Erundina (PSol) e João Doria (PSDB)

As eleições acontecerão num contexto de anomalias: crise política com todo o drama do golpe político; grave crise econômica; crise moral pelo quadro generalizado de corrupção dos principais partidos políticos e crise de legitimidade das instituições e dos políticos em face da descrença da sociedade, não só com os políticos, mas com a própria política. Outra anomalia que marcará esse pleito é a perda de protagonismo do PT, afundado em sua própria crise, arrastando consigo outros partidos de esquerda.

Em que pese a liderança nas pesquisas de Marcelo Freixo, no Rio de Janeiro, e de Luciana Genro, em Porto Alegre, ambos do PSol, as perspectivas para os principais partidos de esquerda e centro-esquerda – Psol, PC do B e PT – não são alvissareiras. Se nas pequenas e médias cidades o quadro não é animador, nas principais capitais do país as esquerdas podem ingressar um processo autofágico, resultado até mesmo a sua não passagem para o segundo turno. Ocorre que os dirigentes dos partidos e os próprios candidatos sequer aprenderam alguma lição com a tragédia do afastamento de Dilma Rousseff. As esquerdas preferem viver sob a égide da síndrome de Caim e Abel do que adotar uma responsabilidade compartilhada tendo em vista os fins maiores e os compromissos para com o povo mais sofredor das nossas cidades.

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Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

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