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Luis Nassif Online

Ainda não caiu a ficha dos principais atores públicos sobre o tamanho da crise que se avizinha; por Luis Nassif
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O Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária enfrenta forte resistência política para ser aprovado
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O Almirante Othon tornou-se uma lenda brasileira, autor do maior feito tecnológico brasileiro, o programa nuclear
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A prisão do pai do programa nuclear brasileiro

Na operação Eletrobrás, a Lava Jato prendeu o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. Seu nome apareceu na delação premiada de Danton Avancini, diretor da Camargo Correia, que lhe teria feito três pagamentos.

Ainda há que se esperar o processo final. Hoje em dia tem-se um grupo de procuradores e delegados avalizados por um juiz e, por um conjunto de circunstâncias históricas, donos do poder absoluto de levantar provas, julgar e condenar sem a possibilidade do contraditório, valendo-se de forma indiscriminada da parceria com grupos jornalísticos.

Em outros momentos, o uso indiscriminado de denúncias por jornais produziu grandes enganos e manipulações.

É possível que Othon seja culpado, é possível que não seja, pouco importa: desde hoje está na cadeia o pai do programa nuclear brasileiro. Leia mais »

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A hora do grande acerto de contas nacional

Ainda não caiu a ficha dos principais atores públicos – governo, oposição, Congresso, mídia, Ministério Público Federal – sobre o tamanho da crise que se avizinha.

Quadro fiscal – não há nenhuma possibilidade do ajuste fiscal de Joaquim Levy dar certo. Criou-se uma dinâmica perversa em que cada corte de despesas aumenta mais a recessão provocando uma queda proporcionalmente maior na receita; e a elevação descomunal da taxa Selic impede qualquer estabilização no déficit nominal.

Era um quadro previsível que, agora, confirma-se com os últimos dados divulgados:

  • Apenas no mês passado, o impacto dos juros na dívida pública federal foi de R$ 23,34 bilhões.

  • A recessão derrubou em R$ 122 bilhões a arrecadação de dois tributos, os administrados e a arrecadação previdenciária. Parte pela queda da atividade, parte por manobras fiscais defensivas das empresas.

  • Haverá um impacto adicional na dívida na eventualidade de um rebaixamento do país pela agência Moody´s.

  • Ainda não foram contabilizados os impactos da desvalorização cambial sobre os swaps cambiais do Banco Central.

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Dallagnol tenta pôr Lava Jato acima do bem e do mal, por Paulo Moreira Leite

Do Brasil 247

Nunca tive religião. Só frequentei igrejas, templos e sinagogas por razões sociais, como assistir a casamentos, batizados e cerimônias fúnebres.  

Essa situação me ajudou a ter um convívio enriquecedor com várias correntes religiosas, usufruindo da diversidade cultural de nossa época, a partir da compreensão de que a diferença não nos afasta, mas pode nos aproximar e fortalecer.

Estou convencido de que entender que somos iguais em nossas diferenças é um dos principais aprendizados do século XXI, numa  civilização onde a intolerância deixou marcas terríveis e profundas.

Um de meus grandes amigos foi Jaime Wright, pastor protestante, grande militante de direitos humanos. Convivi com pessoas de profunda fé católica, boa parte em minha família. Mantive longos diálogos com o rabino Henri Sobel, orador capaz de rezas emocionantes. Conversei menos do que gostaria com Leonardo Boff. Já maduro, após uma viagem a Paris -- olha só -- tive um longo contato com lideranças umbandistas. Graças aos romances de Nagib Mahfouz e aos ensaios de Edward Said, compreendi a riqueza da cultura árabe e da religião muçulmana.

Escrevi os parágrafos acima porque me confesso chocado com as revelações de Bernardo Mello Franco, na Folha de S. Paulo de hoje.

Ontem, Mello Franco esteve numa igreja batista na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, onde o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato, falou para cerca de 200 pessoas.

A reportagem descreve: "Antes de falar, o procurador, que tem mestrado em Harvard, foi apresentado como 'servo' e 'irmão.' De terno e gravata, discursou do púlpito, citou a Bíblia e disse acreditar que Deus colabora com a Lava Jato."

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Nova fase da Operação Lava Jato atinge Eletronuclear

Publicado às 10h20 e atualizado às 14h00
 
O presidente licenciado da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva foi responsável pelo programa nuclear da Marinha
 
 
Jornal GGN - A Polícia Federal deflagrou nesta manhã a 16ª fase da Operação Lava Jato. Denominada de Radioatividade, o foco das investigações desta etapa são os contratos firmados com a Eletronuclear, para as obras da usina nuclear Angra 3 e pagamentos de propina a funcionários da Petrobras.
 
Cerca de 180 policiais federais cumprem 30 mandados, sendo 23 de busca e apreensão, 2 de prisão temporária e 5 de condução coercitiva. As equipes estão em cinco cidades:  Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri.
 
Além da investigação dos crimes de lavagem de dinheiro e prévio ajustamento de licitações, estão sendo analisados a formação de cartel e o pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal.
 
Um dos presos na manhã desta terça-feira (28) é Othon Luiz Pinheiro da Silva, considerado o "pai" da energia nuclear no Brasil. Foi presidente da Eletronuclear, Eletrobrás Termonuclear, empresa sediada no Rio, responsável pela construção e pelo gerenciamento das usinas nucleares brasileiras. 
 
Segundo informações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, há indícios de que Othon teria recebido R$ 4,5 milhões de propina do consórcio formado pela empresas Camargo Corrêa, UTC, Andrade Gutierrez, Odebrecht, EBE e Queiroz Galvão.
 
De acordo com o procurador Athayde Ribeiro Costa, que integra a força tarefa da Lava Jato, o repasse ao então diretor-presidente da Eletronuclear ocorreu por intermédio de outras empresas, até dezembro de 2014, nove meses depois de deflagrada a Operação e após a prisão de vários empreiteiros.
 
Quem é Othon Luiz Pinheiro da Silva?
 
Vice-Almirante, Othon foi responsável pelo programa nuclear da Marinha, iniciando o projeto de separação isotópica do Urânio em 1979, que resultou na produção de 24 toneladas de hexafluoreto de Urânio através do financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Por meio de seus esforços, foi desenvolvida a tecnologia de ultracentrifugação de urânio, um marco de sucesso na história tecnológica do Brasil. 
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O tempo, o implacável, o que virá, por Ricardo Cavalcanti-Schiel

(Comentário ao post "Contra diálogo, FHC está no lado errado da História, por Paulo Moreira Leite")

"El tiempo, el implacable, el que pasó,
Siempre una huella triste nos dejó,
¡Qué violento cimiento se forjó!
Llevaremos sus marcas imborrables.

Aferrarse a las cosas detenidas
Es ausentarse un poco de la vida.
La vida que es tan corta al parecer
Cuando se han hecho cosas sin querer."

(Pablo Milanés)


O problema de certos analistas é o de lerem a política com os olhos do desejo, e não com os olhos da racionalidade da própria política.

Em 2003 eu estava fazendo trabalho de campo na Bolívia quando eclodiu a "guerra do gás", que viria a defenestrar o presidente neoliberal Gonzalo Sánchez de Lozada em outubro. Lá por setembro, o governo Lula enviou o Marco Aurélio Garcia como emissário, que chegou à Bolívia defendendo que as partes em conflito sentassem para conversar. A primeira coisa que eu pensei ao ouvir isso pela rádio Erbol, em uma comunidade quechua no meio dos Andes, foi: o "conciliacionismo" do Lula perdeu o juízo. Será que eles não percebem que qualquer momento de conversar por aqui já passou há muito tempo? o momento agora é de confrontação, e qualquer saída para essa crise só vai pôr seus termos na mesa após essa confrontação.

Parece que o "conciliacionismo" só se pauta pela conveniência própria, jamais pelos pesos e medidas da dinâmica política.
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Para defesa da Odebrecht, Lava Jato é "reality show"

Enviado por Notívago

Do Tijolaço

Odebrecht “peita” Moro: Lava Jato é um “reality show”

Fernando Brito

É impressionante a peça oferecida pela defesa de Marcelo Odebrecht em resposta ao “pedido de explicações” dirigido ao acusado pelo Juiz Sérgio Moro.

Claro que a imprensa, como fazem a FolhaEstadão e O Globo “puxam” para o fato de que não se “apresentou explicações” sobre as anotações do executivo.

A pergunta obvia é sobre qual o dever de apresentar explicações sobre fatos que não se constituem, em princípio, em ilícitos e nem mesmo em indícios de que possam ser ou ter relação com outros dos que o pretendem acusar.

É nenhum, em qualquer sistema de Justiça que não tenha como regras as da fábula do lobo.

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Presidente do PSTU nega alinhamento à direita para derrubar Dilma

Enviado por Antonio Ateu

A resposta de Zé Maria, do PSTU, à CartaCapital

A RESPEITO DE NOTICIA SOBRE POSIÇÃO DO PSTU PUBLICADA PELA "CARTA CAPITAL"

DO FACEBOOK

A revista CartaCapital publicou nota em seu site "informando" que o PSTU estaria se somando à proposta de impeachement da presidenta Dilma defendidos por setores à direita na sociedade.

Para informar corretamente seus leitores, melhor seria a revista ter ouvido o PSTU diretamente, ao invés de publicar opiniões de terceiros (PCO), sobre o que pensamos.

Vai aí a informação correta:

O PSTU não está propondo impeachment da presidenta Dilma. Não queremos colocar nas mãos deste Congresso Nacional corrupto a solução da crise vivida pelo país. Tirar Dilma e colocar Michel Temer, ou gente como Eduardo Cunha, Aécio Neves no lugar? O que mudaria?

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Reunião de governadores reflete divisão do PSDB, por Tereza Cruvinel

Do Brasil 247

 

O senador Aécio Neves não reclama à toa da reunião entre a presidente Dilma e os 27 governadores na quinta-feira, que ele chamou de “desnecessária". Chamada por Dilma, a reunião pode resultar numa aliança que funcionará como eficiente rede de proteção à presidente contra os adversários que tentarão derrubá-la. A informação do Planalto é de que todos já confirmaram presença. Inclusive os dez governadores de oposição, que incluem os tucanos Geraldo Alckmin e Marconi Perillo.

A presença dos tucanos reflete também a divisão interna do PSDB. Enquanto a direção partidária, sob o comando de Aécio, prepara inserções no rádio e na televisão convocando para as manifestações contra Dilma e o governo no dia 16 de agosto, Alckmin e Perillo vão discutir a conjuntura política e econômica, a governabilidade e a reforma do ICMS com a presidente, que deve estar acompanhada por ministros políticos e econômicos.

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Três anos de problemas estaduais em mobilidade viram culpa da União

Reportagem do Valor responsabiliza falta de repasse do governo federal pela paralisação de obras de metrôs. Os exemplos, contudo, são de erros em governos estaduais e prefeituras
 
 
Jornal GGN - O último livro de Umberto Eco ensina como contar uma inverdade sem mentir. Na edição de hoje, o jornal Valor Econômico deu uma boa demonstração de como se valer desses recursos.
 
A principal manchete de hoje é sobre as obras travadas do PAC mobilidade.
 
A reportagem tem duas versões: uma para a capa (com muito maior visibilidade) e outra para as páginas internas.
 
Na capa, todas as informações remetem a responsabilidade para o governo federal. O texto de capa informa que quase 100 quilômetros de linhas de metrô ou de veículos leves sobre trilhos, planejados há três anos, ficaram apenas no papel.
 
O jornal informa que em abril de 2012, a presidente Dilma Rousseff prometeu recursos para "espalhar linhas de metrô pelas maiores capitais do país", com um pacote de R$ 32 bilhões. No evento de anúncio do repasse de recursos, o Valor publicou que a presidente "atacou quem demonstrava complexo de viralata", referindo-se ao passado, quando "diziam" que o Brasil "não tinha condições de investir em metrô".
 
"Entre a promessa e a realidade, o retrato é frustrante", continua a matéria de capa. "Até o fim do primeiro trimestre, apenas R$ 824 milhões de tudo o que Dilma havia prometido tinham sido efetivamente pagos", aponta, como se o Orçamento da União fosse o único requisito para "tirar do papel" as construções de mobilidade. 
 
São Tomás de Aquino dizia que uma das formas de mentir consiste em não contar toda a verdade. Na capa se resumiu tudo, menos o essencial: das sete capitais analisadas, em seis delas os atrasos são de responsabilildade dos respectivos governos estaduais: problemas de projetos, mudanças societárias no consórcio vencedor da licitação e outras razões pontuais.
 
Mas o jornal optou por colocar a parte mais relevante da reportagem apenas nas páginas internas.
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PSDB usará tempo de TV para convocar protesto contra Dilma, diz Aécio

Jornal GGN - O senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, candidato derrotado na última disputa presidencial contra Dilma Rousseff (PT), confirmou que o partido usará inserções na TV para convocar a população a ir às ruas pedir o impeachment da adversária petista. Nos últimos eventos desse tipo, em março e abril, o mineiro preferiu não comparecer.

Segundo Aécio, o conteúdo das propagandas de 30 segundos que irão ao ar na próxima semana - dias antes do protesto marcado para 16 de agosto - atende a uma cobrança dos eleitores do PSDB, que pedem uma aproximação maior da legenda aos movimentos que organizam os atos. As informações são do portal Isto É.

"Se nós simplesmente desconsiderarmos que elas (as manifestações) existem, estaremos fugindo da realidade. Nós vamos estar com inserções a dez dias de uma movimentação que mobiliza a sociedade. A cobrança dos nossos eleitores é enorme pela vinculação cada vez maior do partido", disse Aécio.

Há algumas semanas, os jornais informaram que o tucano pediriam a esses manifestantes que pressionassem o Tribunal de Contas da União a rejeitar as contas de Dilma em relação a 2014. Na visão de Aécio, isso abriria espaço para parlamentares de oposição pleitear o impeachment via Congresso.

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Beto Richa critica Aécio por uso de TV para convocar protesto contra Dilma

Jornal GGN - O governador do Paraná Beto Richa disse nesta terça (28) que a decisão de Aécio Neves - presidente nacional do PSDB - de usar tempo de TV do partido para endossar a convocação de protestos contra Dilma Rousseff (PT) foi "desnecessária” e pode soar como "revanchismo".

"Com todo respeito, nem sempre há unanimidade nos entendimentos, acho que é desnecessário. Tivemos grandes manifestações no Brasil inteiro com chamamentos espontâneos. (...) Acho que é desnecessário até para não ser explorado de forma indevida – uma atuação, coordenação e convocação– por partidos adversários. Pode parecer um revanchismo, (se) explorado maldosamente”, disse o tucano, segundo informações da Agência Estado.

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Catta Preta explicará "em breve" abandono repentino da Lava Jato

Jornal GGN - A advogada Beatriz Catta Preta explicará "em breve" sua saída repentina do Brasil e abandono de todos os clientes que representava na Operação Lava Jato. A informação é da colunista Mônica Bergamo. 

Beatriz, responsável por nove das 12 delações premiadas da Lava Jato, decidiu abrir mão de todos os casos na última semana, sob o argumento de que iria se mudar para Miami, nos Estados Unidos, onde possui um escritório de advocacia desde o ano passado.

A postura de Beatriz chamou atenção por ter coincidido com pressão da CPI da Petrobras para saber como a advogada estava sendo paga se a maioria dos empresários que representa na Lava Jato estão com os bens suspensos.

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