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Luis Nassif Online

A campanha da Marina denunciou um ataque ocorrido 18 dias atrás (!). E divulgou os IPs localizados; por Luis Nassif
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Ele exibe um traço de personalidade absolutamente perigoso para um governante em situação adversa; por Sérgio Reis
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“Eu acredito, sim, na via democrática, de que o povo tome conta da política”, disse a candidata em exclusiva ao GGN
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Idosos não se identificam mais como pessoas frágeis

Agência Brasil

Mariana Tokarnia

Na capital do Acre, idosos se reúnem todas as quartas e sextas-feiras para cantar e dançar ao som de bandas que tocam desde o forró pé de serra aos melhores clássicos do chorinhoMarcello Casal Jr/Agência Brasil

 

Nas placas, ela é representada curvada, apoiada em uma bengala. Mas, na vida real, parte da população de 60 anos ou mais tem imagem diferente. Com maior expectativa e qualidade de vida, os idosos, que comemoram hoje (1º) o seu dia, têm viajado mais, estudado, comprado e ocupado espaços públicos e virtuais. O Dia do Idoso foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a data, posteriormente, foi escolhida para a criação do Estatuto do Idoso, que comemora 11 anos.

“Dá preguiça não fazer nada”, sintetiza Elisabete Carvalho do Santos, representante de uma geração que se mantém ativa na velhice. Aposentada, 80 anos, ela dança, canta e vai à igreja. “Já trabalhei muito e não deixo de trabalhar. Quando estou em casa, gosto de fazer crochê e tricô”, diz.

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Marina incentiva correligionários: "tem que se ver relâmpago de caracol"

do UOL / Blog do Josias

Marina Silva: ‘Eu vou pescar a baleia com anzol’

Josias de Souza

Horas antes da divulgação do Datafolha e do Ibope que atestaram a continuidade do movimento de desintegração do seu índice de intenção de votos, Marina Silva reuniu representantes dos partidos de sua coligação. Conforme já noticiado aqui, ela fez um discurso impregnado de indignação.

O pronunciamento foi adornado com um guizo retórico que eletrificou a plateia. Um dos presentes identificou no comentário final de sua candidata um quê de messianismo. Para certificar-se, ao chegar em casa, o correligionário de Marina colocou para rodar o áudio do discurso, que ele gravara no celular. Eis a frase que lhe soara mal:

“Meus amigos, vamos à luta, vamos à vitória, vamos mostrar que hoje, aqui, tem que se ver relâmpago de caracol, os nevoeiros pararem, dar eclipse no Sol, as águas do mar secarem e eu pescar a baleia com anzol.” Seguiu-se um coro de inspiração petista: “Marina, guerreira da pátria brasileira…”

Como não acredita que o mar possa secar até domingo, dia das eleições, o aliado de Marina receia que, se não ajustar sua estratégia, a candidata “corre o risco de ser a melhor presidente que o país jamais terá.”

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Os debates na ANABB sobre o futuro da economia

Dois vídeos do seminário da ANABB (Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil) sobre perspectivas do país.

No primeiro, uma boa discussão entre três representantes dos candidatos a presidente: Alexandre Rands, pela Marina; Mansueto de Almeida, pelo Aécio; e Márcio Pochmann pela Dilma.

No segundo, uma participação minha sobre o papel do sistema financeiro e do Banco do Brasil no crescimento econômico, com comentários de Roberto Troster e Carlos Augusto Vidotto.

Seminário

1º PAINEL: O MODELO DE DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO EM DEBATE
Ementa:
Visões sobre o desenvolvimento brasileiro. As opções brasileiras diante das crises nas principais economias mundiais. O desafio de crescimento econômico e a inclusão social. O crescimento econômico e as necessidades de superávit primário, metas de inflação e câmbio flutuante. O papel do BACEN e dos bancos públicos nas políticas de desenvolvimento.
Mediador: Sergio Riede, presidente da ANABB
Palestrantes: Alexandre Rands Barros, doutor em Economia; Marcio Pochmann, doutor em Ciências Econômicas e Mansueto Almeida, mestre em economia.

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Como previsto, Sabesp avisa que plano para Cantareira sai depois da eleição de domingo

Jornal GGN - Confirmado o fato: só depois das eleições serão tomadas as medidas necessárias e impopulares que envolvem o Governo do Estado de São Paulo e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). As críticas se avolumam na mesma medida em que o volume de água disponível cai. A Sabesp está protelando desde junho, quando o volume do Sistema Cantareira atingiu um nível crítico. Agora, oferece 'solução' para a próxima segunda-feira, depois que os eleitores paulistas tiverem ido às urnas e dado o seu voto. Nenhum voto perdido, somente um tempo precioso para enfrentar o maior problema de abastecimento de água já visto neste Estado. Leia matéria a seguir.

do Estadão

Plano para o Cantarareira sai na segunda-feira, diz Sabesp

Fábio Leite

Segundo ANA, proposta foi apresentada no dia 27, mas depois a companhia estadual enviou ofício pedindo tempo para "correções"

Segundo a ANA, a Sabesp chegou a encaminhar um plano no dia 27, intitulado “Projeção de Demanda - Sistema Cantareira”, mas depois enviou um ofício na segunda, afirmando que a proposta ainda “necessita de correções em seu método/modelo” e solicitando mais cinco dias úteis para encaminhar a nova versão. O prazo termina na próxima segunda-feira. 

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Joaquim Barbosa, advogado, por Pedro Serrano

A OAB deveria mostrar ao ex-ministro que justiçar não é um bom caminho para o País

da Carta Capital

Joaquim Barbosa, advogado

Ele tem o direito de atuar como advogado. A OAB deve garantir a Barbosa o pleno exercício de seus direitos fundamentais, algo que ele nem sempre garantiu aos réus

por Pedro Estevam Serrano

O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa granjeou muitas antipatias durante o exercício de suas funções na Corte. A maior parte delas integralmente justificadas em condutas agressivas e deselegantes do ministro. Por conta destas circunstâncias, a OAB do Distrito Federal decidirá agora sobre eventual impedimento do ex-ministro em exercer a advocacia.

A advocacia foi constantemente agredida por Joaquim Barbosa. A forma indelicada e injusta que o então ministro se dirigiu em despacho ao ilustre advogado José Geraldo Grossi chegou a ser objeto de correto desagravo promovido pela OAB ao profissional ofendido.

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Luciana Genro: Se eu chegar à presidência, teremos um povo capaz de nos ajudar

Jornal GGN - Do Congresso para a possibilidade no Palácio do Planalto, um trampolim distante. Mas para a candidata Luciana Genro (PSOL), uma ferramenta encurta e facilita o processo: a participação popular. “Eu acredito, sim, na via democrática, de que o povo tome conta da política e se construa formas de democracia direta mais fortes do que essa que nós temos hoje”, disse em entrevista esclusiva ao GGN.

“Muito frequentemente, eu me pergunto como que eu aprovaria medidas como as que eu estou defendendo no Congresso Nacional? Eu sempre respondo que se eu chegar à presidência da República, se o PSOL ganhar as eleições, nós teremos certamente um povo muito mais consciente, muito mais organizado, mobilizado e mais capaz de nos ajudar nesse processo de transição”, acrescentou.

As raízes que hoje materializam propostas para o seu plano de governo nasceram de diversas frentes, contou a presidenciável, começando pelo pai, Tarso Genro. Ele foi porta-voz do Partido Revolucionário Comunista (PRC), no início dos anos 1980, no Rio Grande do Sul, estado que hoje governa. 

O PRC foi uma sigla que “embora tivesse nome de partido, era um grupo dentro do PT”, que trazia nomes como Marina Silva (PSB), José Genoino (PT) e o cientista político Aldo Fornazieri, revelou Luciana. Nos tempos de escola, berço de sua militância, permaneceu pouco tempo no PRC, para então migrar para a Convergência Socialista, um setor do PT que carregava uma visão crítica do partido – o que, posteriormente, ocasionou a sua distensão para o PSTU.

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Marina, a transposição do São Francisco e a guerra eleitoral

Jornal GGN - A campanha de Marina Silva amarga o refluxo do desempenho da presidenciável nas pesquisas de opinião. Nas últimas semanas, a estratégia de desconstruir Marina força a ex-ministra do Meio Ambiente a passar boa parte de seu tempo tentando explicar recuos, mudanças de opinião, contradições e factóides. Um deles é seu trabalho e opinião acerca da transposição do rio São Francisco.

Militantes de partidos adversários exploram nas redes sociais notícias da última eleição presidencial, quando Marina, no PV, tentava impedir que Dilma Rousseff (PT) se tornasse sucessora de Lula.

Àquela época, afagando a agenda ambientalista do PV, a campanha de Marina programou uma visita ao Nordeste para falar que a obra no São Francisco, embora necessária e viável, não era efetivamente a solução para a falta de água na região.

A chamada da notícia, na Folha de 2010, não faz justiça aos fatos, e sentencia: "Marina faz giro no Nordeste para se contrapor à transposição de rio". Mas na leitura, a contra-informação: "Marina nunca se posicionou diretamente contra o projeto".

Vitrine para Lula e Dilma, a obra, liberada durante a gestão de Marina no Ministério do Meio Ambiente, só poderia ser criticada pela mentora da Rede Sustentabilidade por esse aspecto - ou outro que não invalidasse exatamente a sua execução.

Na eleição deste ano, Marina, agora no PSB, não falou tanto sobre a transposição do São Francisco na mídia. Em entrevista ao Bom Dia Brasil, da Globo, citou a obra ao comentar a política econômica proposta por sua coligação, que mira o tripé neoliberal. 

"Segundo ela, a forma de conciliar as contradições intrínsecas ao tripé seria cortar gastos ineficientes, como os extras e aditamentos em obras como a transposição do rio São Francisco e da usina de Belo Monte", comentou.

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O desmonte do Conservatório de Tatuí

Marcus Toscano, a jovem grande promessa do violão brasileiro me escreveu para passar a dica: o clássico “Catedral”, do paraguaio Agustin Barrios, pelo violonista Geraldo Ribeiro é a melhor interpretação de uma das peças mais tocadas pelo violão mundial.

Na sexta-feira, em Guaratinguetá, conversei com algumas pessoas ligadas ao Conservatório de Tatuí. Até alguns anos atrás, era exemplar, um dos maiores celeiros da música instrumental brasileira, de reputação internacional.

Na gestão José Serra começou o desmonte da área cultural. Os ativos culturais do Estado foram entregues a organizações sociais apadrinhadas de Serra e de Andrea Matarazzo. E o Conservatório começou a definhar.

Burocratizou-se o ensino e montou-se uma estratégia de esvaziamento. Alunos da região que costumavam juntar dois dias da semana para as aulas, foram impedidos por novas exigências, de se colocar um dia no início da semana e outro no final, inviabilizando sua permanência no Conservatório. Leia mais »

Áudio

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O potencial econômico do mar brasileiro

Jornal GGN - Atualmente, o Brasil possui sob sua jurisdição uma extensão marítima de 4,5 milhões de km². Essas dimensões são superiores a metade do território terrestre do País e equivalentes ao tamanho da Amazônia Legal. Por isso, nos últimos tempos, o mar brasileiro ganhou o apelido de Amazônia Azul.

A comparação não é leviana, e nem se sustenta apenas pelo tamanho. Ainda pouco explorado – na comparação com países de mentalidade mais marítima, como Inglaterra e Holanda –, o potencial econômico do mar brasileiro deve ganhar uma importância cada vez maior.

De acordo com o vice-almirante Silva Rodrigues, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) da Marinha, além de ser uma fonte fundamental de alimentos e riqueza mineral, o mar é cada vez mais uma importante fonte de energia (tanto fóssil quanto renovável) e possui biodiversidade ainda maior do que a Amazônia Legal.

O tamanho do território marítimo dos países é determinado por regras da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. A fórmula é a mesma para todos os países costeiros do mundo: o mar territorial possui uma extensão de 12 milhas (22 km), as 12 milhas seguintes são consideradas zona contígua e por mais 188 milhas (384 km) o mar ainda é considerado zona econômica exclusiva. Depois desse limite, o território é considerado alto mar, ou águas internacionais.

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Folclore da campanha: analistas bocas-moles ridicularizam a boca mole dos candidatos

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O dia em que a ex-Soninha ficou com a cara de Serra

Houve um dia, muitos anos atrás, que o PSDB tornou-se uma espécie de desaguadouro de novas ideias da sociedade. Saía-se do desastre Collor, do período meio irracional de Itamar Franco, e muitos setores técnicos viam no PSDB e em Fernando Henrique Cardoso o espaço de racionalidade e modernidade no qual exercitar novas ideias.

O partido começou a minguar na falta de ideias e de vontade política de FHC. E a morrer quando se entregou ao pacto abjeto de José Serra com os grupos de mídia.

FHC limitava-se a discursos deslumbrados sobre o Novo Renascimento, achando que o futuro chegaria por inércia; Serra, a se valer da mídia para o discurso do ódio e para a disseminação de dossiês, julgando que o futuro chegaria pelo esgoto.

Vários cavalos passaram encilhados e o PSDB não montou pela absoluta incapacidade de enxergar o novo. Abdicou de qualquer veleidade reformadora, para se entregar ao discurso único da mídia.

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O discurso de ódio, homofobia e ecos nas redes sociais

Por Jean Wyllys, via Facebook

O "combate contra essa minoria" que o candidato Levy Fidelix propôs ontem na TV Record já começou a dar frutos: num comentário publicado na web da Folha de São Paulo, um sujeito chamado Alan Whitney (esse é o nome que ele usa na rede social, não sei se é verdadeiro ou um alias) me ameaça de morte: "Temos que destruir isso na raíz e matar Jean Wyllys", ele disse, fazendo referência à apelação de Fidelix. Não é a primeira vez que eu sou ameaçado e já teve um caso de um criminoso fascista e homofóbico com um plano para me matar que foi desarticulado pela Polícia Federal, que o apreendeu.

Mas agora eu peço a vocês que fechem os olhos e imaginem a seguinte cena: durante o debate presidencial, ao vivo, um dos candidatos diz, referindo-se aos judeus: "Nós somos a maioria e vamos combater essa minoria". Ou então, referindo-se aos negros, alude ao excremento: "Aparato excretor não reproduz". Em rede nacional! Qual teria sido a reação do moderador do debate? E a dos outros candidatos? A platéia teria rido, como riu ontem quando o candidato Levy Fidelix usou essas expressões para se referir aos homossexuais, como se fosse engraçado? Qual seria a manchete dos jornais de hoje? O Ministério Público teria feito alguma coisa? E a justiça eleitoral? Ele seria convidado ao próximo debate? Leia mais »

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Pérolas de Feliciano

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O padrão de denúncias do jornalismo declaratório

O  primeiro ponto a considerar no denuncismo da mídia, é que ele tem lado político. Até aí nenhuma novidade. O ponto relevante é que o denuncismo não obedece a técnicas mínimas de qualidade jornalística. O jornalismo transformou-se em um autêntico "o que vier eu chuto".

Desde os anos 90, muito mais intensamente agora, nos aquários das redações criou-se uma demanda por escândalos que nenhum exército de repórteres experientes poderia dar conta.

A saída inicial foi cair de cabeça no chamado jornalismo declaratório. Consiga uma declaração qualquer, de uma fonte qualquer, e abstenha-se de checar sua veracidade: plante que o editor garante.

Esse modelo nasceu  com a campanha do impeachment de Collor e desenvolveu-se em várias vertentes. Em Brasília, por exemplo, na fase Ricardo Noblat o Correio Braziliense tornou-se um desses centros de ensinamento do neojornalismo declaratório, que ajudou a modelar toda uma geração de repórteres.

O auge desse modelo foi na fase Veja-Cachoeira, na qual as reportagens não conseguiam passar sequer em testes básicos de verossimilhança. Nesse ponto entra em jogo o padrão Murdoch, importado por Roberto Civita e aceito acriticamente pelos demais grupos de mídia.

Nesse modelo, não há mais a necessidade de nenhum vínculo entre a notícia e o fato. Abdicou-se do próprio conceito de notícia, que passou a ser tratada definitivamente como dramaturgia.

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Torquato Neto enquanto criança

Recebo de Nilson Coelho duas fotos do poeta Torquato Neto, quando adolescente, na sua Teresina.

Está ao lado dos amigos Luis Nassif (que não sou eu), Joaquim Figueiredo e Odilon.

Pergunte se sou eu. Não é. Mas vale pelo registro histórico do grande poeta.

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