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Luis Nassif Online

Blogs e sites independentes são sufocados por onda de ações judiciais comandada pela velha mídia; por Luis Nassif
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Na Palestina ocupada, a justiça que condena não redime e o brasileiro Islam Hamed está há 44 dias em greve de fome
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Programa aborda hoje o papel do país asiático como agente indutor de desenvolvimento na América Latina
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Multimídia do dia

As imagens e os vídeos selecionados.

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Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

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Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

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A incrível capacidade do neojornalismo em reinterpretar fatos

O MInistro da Fazenda Joaquim Levy faltou ao anúncio do ajuste fiscal na sexta-feira passada. Avisou que estava gripado. O resultado foi um festival de interpretações sobre sua ausência, com muitos jornalistas jurando de pés juntos que ele estaria demissionário.

O Ministro desmentiu, informando que voltaria na segunda "novo". Em qualquer curso de interpretação de texto, em qualquer ambiente informal, "voltar novo" significaria voltar curado da gripe.

Como a Folha interpretou a explicação:

"Sua ausência evidenciou a insatisfação do ministro e alimentou rumores de uma eventual despedida. Tanto que, na sexta, ao deixar o ministério, fez questão de dar uma mensagem aos jornalistas: "volto novo na segunda". Foi um recado desenhado especialmente para desmobilizar insinuações de demissão" .

Ou seja, ao desmentir o boato o Ministro confirmou o boato, se é que me entendem. Vale para qualquer desmentido. Se desmentiu, é porque confirmou. Leia mais »

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A luta contra a impunidade exige coerência, por Eugênia Gonzaga e Paulo Abrão

Publicado originalmente na Folha

Há uma demanda muito viva pelo fim do pacto histórico do país com a impunidade. Essa demanda, contudo, precisa abranger qualquer tipo de impunidade, do presente e do passado, ligada à corrupção ou à violência, sejam elas de particulares ou de agentes do Estado.

Também precisa compreender que é um sério equívoco associar-se a setores que defendem intervenção golpista, promovem o elogio às graves violações aos direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar e até partem para medidas inócuas e inconstitucionais como a redução da maioridade penal.

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Dia da adoção: Por que o processo no Brasil demora tanto?

No dia da adoção, psicológo analisa as barreiras interpostas pela lei

Do Conselho Nacional de Justiça

Em comemoração ao Dia Nacional da Adoção (25/5), o psicólogo Walter Gomes de Sousa, há 12 anos supervisor da área de adoção da Vara de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), fala sobre a sua experiência. A vara é responsável pelos processos de cerca de 400 crianças que vivem em 18 unidades de acolhimento no Distrito Federal e estão sob medidas de proteção, pois foi constatada a impossibilidade de permanecerem junto à família biológica.

A lei determina que os processos das crianças devem ser revistos a cada seis meses e cabe ao Estado concentrar esforços para reintegrar a criança à sua família – não sendo possível, a lei prevê a possibilidade de adoção. Das crianças que vivem em unidades de acolhimento no DF, 90 estão disponíveis para adoção.

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Segredos e inconfidências, por Walnice Nogueira Galvão

Por  Walnice Nogueira Galvão

Neste momento, militantes norteamericanos correm risco quando, por uma ironia da História, tornaram-se vulneráveis a processos devido aos novos e bem-vindos acordos celebrados entre seu país e Cuba. Há vários deles nessa situação, herança de outros tempos em que o Black Power estava no auge. Cuba nunca aprovou os sequestros de avião, que iam parar em Havana, e nunca facilitou a vida dos sequestradores. Um deles, William Potts, ex-Pantera Negra, agora no torrão natal aguardando julgamento, foi preso, julgado e condenado a onze anos de cadeia (que cumpriu), assim que pousou o avião em Cuba. Agora reclama do destino, porque já saiu de uma longa pena pelo mesmo crime, só que em outro país.

Entre segredos e inconfidências, assinalam-se os casos de impeachment: dos mais rumorosos, afora Collor, é o de Richard Nixon, que acabou renunciando.

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Brasilianas.org discute o Brasil e a China na geopolítica mundial

Programa aborda hoje o papel do país asiático como agente indutor de desenvolvimento na América Latina
 
 
O Brasil recebeu neste mês a visita do premiê chinês, Li Keqiang que andará pela América Latina até o mês que vem. A vinda da comitiva chinesa aquece os debates em torno da importância do gigante asiático no desenvolvimento da região latino-americana.
 
Para discutir o tema, o apresentador Luis Nassif recebe na edição do Brasilianas.org desta segunda-feira (25), a partir das 20h00, na TV Brasil, o assessor da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), David Kupfer; o professor de administração da FEA-USP e autor de diversos trabalhos sobre o relacionamento político e econômico do Brasil com o Japão, a Coréia do Sul e a China, Gilmar Masiero; o professor de relações internacionais do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas (CECS) da Universidade Federal do ABC, Antonio Marcos Roseira e o presidente da Institute for Brazil-China Studies (IBRACH) e ex-embaixador do Brasil em Pequim, Affonso Celso de Ouro Preto.
 
Participe você também encaminhando perguntas que poderão ser selecionadas ao vivo, durante o debate. Clique aqui
 
Especialistas já avaliam que os acordos previstos para serem fechados durante a visita de Li Keqiang deverão elevar a um novo patamar a presença da China na região e, consequentemente, reduzir o poder de influência política e econômica dos Estados Unidos. O representante chinês e a presidente Dilma Rousseff fecharam no primeiro encontro 37 acordos em várias áreas, incluindo energia, mineração e infraestrutura. Mas o programa Brasilianas.org quer saber como o Brasil poderá aproveitar a aproximação para dar um salto em inovação e tecnologia e, em termos conjunturais, como casar a competitividade, que a indústria nacional precisa ter, com os problemas econômicos internos

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MPF ajuizou cerca de 5,5 mil ações de improbidade de 2013 a 2015

Condenados devem ressarcir danos aos cofres públicos e estão sujeitos à perda da função pública, entre outras sanções

Do MPF

Levantamento feito pelo Ministério Público Federal revelou que, desde 2013, foram ajuizadas 5.445 ações de improbidade administrativa contra agentes públicos, alcançando gestores, ex-gestores e servidores, além de particulares que se beneficiaram das irregularidades e causaram prejuízo aos cofres públicos. O tema é regulamentado pela Lei nº 8.429/92, que trata de hipóteses de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na Administração Pública.

Em relação ao ano de 2013, a instituição propôs 3.143 ações e instaurou 9.881 procedimentos de investigação relacionados à improbidade administrativa. Já em 2014, foram contabilizados 2.002 ações e 11.405 procedimentos de investigação. Para 2015, o estudo aponta 300 ações propostas e 6.118 procedimentos de investigação até o dia 22 de maio. O diagnóstico abrange os 26 estados da federação e o Distrito Federal.

Dentre as irregularidades encontradas estão, por exemplo, procedimentos licitatórios fraudulentos, desvio de verbas públicas, inconsistências na prestação de contas ou mesmo a sua omissão. As atribuições do MPF abarcam os atos de improbidade administrativa praticados por agentes públicos federais ou de outros entes políticos – estados e municípios –, desde que envolvam a aplicação de recursos federais. A responsabilidade também pode recair sobre os particulares que concorrem para a conduta ilícita ou que tenham se beneficiado da má gestão das verbas públicas.

Em linhas gerais, as ações do Ministério Público pedem que os acusados sejam condenados à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio e ainda a ressarcir integralmente o dano; tenham suspensos os direitos políticos; paguem multa civil; sejam proibidos de contratar com a Administração ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios; além de perderem a função pública. Em alguns casos, as irregularidades servem de parâmetro para a propositura de ações penais contra os agentes, quando os fatos também configurarem crime. Na fixação das penas, é considerada a extensão do dano causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo infrator.

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Orgulho nerd e dia da toalha

Por Matê da Luz

Algumas lendas cercam o dia da toalha, hoje, 25 de Maio - que é também (e não por coincidência) o dia do orgulho nerd. Uma coisa está intimamente ligada à outra, como os dois lados de uma bolacha recheada.

Don't panic! - o bordão mais conhecido do Guia do Mochileiro das Galáxias acaba sendo o grito de guerra (ou de socorro, depende do ponto de vista!) dos nerds orgulhosos de hoje. Não entre em pânico, está tudo sob controle e, cá entre nós, se você é um nerd hoje suas chances de ser alguém charmoso e interessante, além de inteligente, te levam pra lugares jamais dantes explorados, como pro lado de uma mulher-gata, por exemplo. Nunca foi tão fácil ser nerd e, acredito, o dia da toalha acabou contribuindo um tanto pra isso, com seus nerds delineados nas academias da vida desfilnado em fotos ou ao vivo mesmo, pelos corredores, trajando apenas o item de celebração do dia. Ah, que saudade dos meus tempos áureos...

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O brasileiro que foi abandonado à própria sorte na Cisjordânia

Jornal GGN - Na primeira quinzena de maio, o Jornal GGN deu matéria sobre Islam Hamed, o palestino filho de uma brasileira que está preso ilegalmente na Cisjordânia.

Sua história é a mesma de muitos jovens palestinos que vivem no território ocupado por Israel. A insurgência contra o Estado de exceção os coloca no lado oposto da lei.

Só que a lei que os julga não os redime. Há quase dois anos o Tribunal de Justiça Palestino já decidiu que a prisão de Islam Hamed é ilegal. E ele continua preso.

Como forma de protesto, ele está em greve de fome há 44 dias.

Essa história particular só nos sensibiliza porque a família materna do rapaz é brasileira. E tenta desesperadamente trazê-lo para o Brasil.

O Jornal GGN conversou com o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben. Ele disse que Islam só continua preso porque é “solicitado pela autoridade israelense e se for solto pela Palestina será imediatamente preso por Israel”.

“Nós oferecemos à embaixada do Brasil entregá-lo de imediato. O que nós não queremos é assumir a responsabilidade se acontecer algo com ele”, disse.

“Eu quero lembrar ao senhor que todo o território palestino está ocupado. Ele está em uma cela, mas todo o nosso povo está preso”, lamentou.

A família de Islam está desesperada. Na última matéria, depois de aceitar conversar com a reportagem do GGN, a prima dele, Aline Baker, pediu anonimato. “O governo brasileiro disse que tem novidades, mas que é pra eu parar de falar com a imprensa”.

Seu nome foi ocultado e suas citações reescritas. Até o crédito de suas fotos da Palestina foi dado à Delegação brasileira em missão a Gaza.

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Eduardo Cunha e os Danos Imorais

Do blog de Marcelo Auler

Eduardo Cunha e os Danos Imorais

Arnaldo Cesar

No início deste mês foi celebrado em todo o mundo o “Dia Mundial da Liberdade de Expressão”. Para a minha surpresa – e de centenas de jornalistas – presenciamos o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, fazendo apaixonados discursos em defesa da liberdade de imprensa. Bonito de se ver, triste de se entender. Não há no Brasil uma pessoa que mais processou jornalistas do que o Senhor Cunha.

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Por dentro do mercado eleitoral, por Luciano Martins Costa

Por Luciano Martins Costa

No Observatório da Imprensa

O fim de semana mostra uma imprensa com os sinais invertidos: os jornais chamados de genéricos politizam a economia, produzindo certa confusão em torno do ajuste em tramitação no Congresso, e o principal diário de economia e negócios apresenta a melhor análise do projeto de reforma política que causa grande desentendimento no Parlamento.

Mas esse não é um fato isolado: diante da perda de qualidade dos títulos genéricos, o Valor Econômico se consolida como uma alternativa para quem ainda busca na mídia tradicional os elementos para interpretar o cotidiano brasileiro.

Dada a crescente importância do noticiário econômico na vida das pessoas, pode-se afirmar que, ao completar quinze anos, o jornal que ocupou o lugar da extinta Gazeta Mercantil conquista uma posição confortável para tentar novos avanços. Seus concorrentes, além da versão digital da revista Exame, são o caderno de Economia do Estado de S.Paulo e os sites de publicações estrangeiras especializadas. Nesse mercado, é preciso combinar o público mais bem posicionado na hierarquia das empresas com os jovens executivos em ascensão na carreira.

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Empreiteiras estrangeiras começam a ocupar mercado brasileiro

Enviado por Odonir Oliveira

Do Tijolaço

Sérgio Moro é o “incentivo fiscal” para empreiteiras estrangeiras tomarem obras no Brasil

Por Fernando Brito

O sempre atento Nilson Lage nos avisa pelo Facebook: as empreiteiras estrangeiras já estão tomando o mercado das empresas brasileiras.

Ontem à noite, o insuspeito Lauro Jardim, da Veja, publica uma nota informando que a Duro Felguera, mineradora e empreiteira de obras espanhola, abocanhou um “contratinho” de de 6,5 bilhões de reais para a construção de duas usinas termelétricas – – uma no Rio Grande do Sul e outra em Pernambuco.

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A marcha da vergonha alheia, por Matheus Pichonelli

Enviado por André Paulistano

Matheus Pichonelli analisa a posição da mídia em relação ao momento de vida de jovens estudantes revoltados com o governo

Do Yahoo

A marcha da vergonha alheia

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Meu nome é Matheus, nasci no interior de São Paulo, tenho 32 anos e não passo um dia sem acordar, olhar para o céu e agradecer a Deus por não ter inspirado a invenção do YouTube, do Facebook e de outras quinquilharias eletrônicas antes no fim dos anos 1990.

Naquela época, eu e meus amigos saíamos da infância/adolescência para entrar na vida adulta com a sensação estranha de que nada no mundo funcionava. A sensação era estranha, mas nítida. Diferentemente do que dizem, nem tudo é ausência ou confusão nessa fase de descobertas. Pelo contrário: tudo parecia claro e evidente, e este é o problema quando não sabemos lidar com os excessos – de tempo, de disposição, de certezas e de desencantos nas relações familiares, afetivas e políticas.

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