30 de setembro de 2026

Globo cria evento para convencer que mudar lei trabalhista é necessário

 
 
Jornal GGN – O jornal O Globo promoveu um debate na terça (26) com especialistas que apontaram que mudar as leis trabalhistas é necessário para que o Brasil possa rumar para o “desenvolvimento sustentável”. Entre as sugestões feitas pelos especialistas convidados está a de que o empregado celetista demitido não deveria mais ter acesso ao fundo de garantia, pois isso é uma medida que estimula a demissão e prejudica o empregador, que perdeu um investimento. O FGTS deveria ser uma espécie de poupança.
 
A fala foi atribuída por reportagem de O Globo ao economista José Marcio Camargo, da PUC-Rio. Para ele, a “complexidade” da legislação atual é tanta que vale chamar o conjunto de leis trabalhistas de “inferno trabalhista. “Segundo ele, o excesso de regras afasta investimentos e dificulta o conhecimento do real custo do trabalho pelas empresas.” Isso faz com que países menores que o Brasil, como o Chile, atraiam muito mais investimentos.
 
“Se o Brasil quiser aumentar a estagnada e baixa produtividade da economia e voltar a crescer de maneira sustentável tem que enfrentar o desafio de mudar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, apontaram especialistas que participaram na última terça-feira do segundo encontro ‘E agora, Brasil?’, sobre legislação trabalhista, promovido pelo GLOBO com apoio da Confederação Nacional do Comércio (CNC), na Maison de France.”
 
Além de Camargo, foi convidado para debater o assunto José Pastore, sociólogo e professor da Universidade de São Paulo, para quem “a negociação do pagamento e cálculo de horas extras, a terceirização e o uso de câmaras de arbitragem na área trabalhista são os três pontos principais” de uma reforma trabalhista. “Essas três coisas estão amadurecidas. E também há outras que podem ganhar fôlego, como o projeto de lei que permite a criação do trabalho intermitente”, disse.
 
O Globo também escalou o seu time de colunistas para palpitar sobre a reforma da CLT.
 
“O colunista Merval Pereira prevê que o debate será tão intenso no Brasil quanto foi na França, mas acredita que será possível concluir as mudanças: ‘A França foi um exemplo. Foi uma confusão, houve brigas na rua, passeatas, mas no fim conseguiram fazer (a reforma). É o que a gente vai enfrentar nesse debate'”, comentou.
 
Miriam Leitão disse que a reforma deve ser feita sem prejudicar ainda mais trabalhadores em situação vulnerável. Ao que Camargo, o especialista, respondeu que é necessário rever o que é considerado trabalho escravo.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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39 Comentários
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  1. paulo vi

    28 de julho de 2016 8:51 pm

    É extraordinário, sempre e

    É extraordinário, sempre e sempre as pessoas conseguem ser mais baixas e ordinárias do que imaginamos. De que material serão feito Miriam e Merval, de lixo tóxico?

  2. martoshd

    28 de julho de 2016 8:56 pm

    pau mandado das

    pau mandado das multinacionais, serviçais da casa grande.

  3. Mogisenio

    28 de julho de 2016 9:33 pm

    Vamos negociar?

    Olá senhores debatedores,

    nos últimos anos, talvez de  4 anos pra cá, esses “especialistas” vêm  propondo várias “reformas trabalhistas” para o “bem  nação”.

    Alguns até entendem que a CLT( consolidação das leis do trabalho)  seria uma “cópia da carta del lavoro facista” feita pela “pai dos pobres” ( Getúlio), razão pela qual,  já com mais de 70 anos, precisa de um “botox”. rsrs

    Percebam, no entanto, que cópia não tem jeito de ser. Notem que  a primeira fala em consolidação de leis  e a outra de uma carta.

    Só por aí, já daria para  concluir que quem diz uma bobagem dessas( CLT é cópia da del lavora) , certamente, nunca leu a CLT e , pior, nunca leu a própria carta del lavoro. 

    Prossigo.

    Lembro-me de ter assistido  ao vivo pela internet uma audiência pública no TST para tratar da terceirização e demais reformas. A conversa  era a mesma. ( acho que foi em 2011)

    Outros “debates” também foram feitos. A CNI , salvo engano, fez um documento contendo 101 propostas para a “reforma” trabalhista etc.

    Tudo em prol da “nação” e para “gerar empregos” com investimento e segurança jurídica. Aquele papo de sempre…

    Enfim, a “conversa” é sempre mais ou menos  a mesma: O brasil precisa se “adaptar” ao mundo globalizado, atrair investimento, simplificar, desburocratizar para o “bem de todos”.

    Todavia, eu que me posicionava meio “contra” a tal “reforma”, agora posso até concordar com ela. 

    Sim, vamos partir para um “negociação”. Que tal?

    Vamos negociar ?

    Eu sugiro a todos os empregados  que mudem a postura e  topem  fazer com que o “negociado” prevalece sobre o “legislado”.

    Vamos lá pessoal, vamos negociar! Vamos negociar tipo “ganha-ganha”. hã? Que tal?

    Negociado sobre legislado podendo flexibilizar qualquer norma trabalhista. Assim está bom?

    O fator de produção “trabalho” comprado dessa forma  atende aos “investidores”?

    Se sim,  ótimo!

    Mas, o preço é o seguinte:

    Os demais fatores de produção também serão negociados na mesma mesa de negociação. O capital, a terra, a tecnologica etc,  também serão negociados, ali, na hora.

    Sindicatos? Tipo alemão. Representatividade mesmo! Nada de limitação municipal. Sindicato de uma empresa, por exemplo. Ou melhor ainda, os próprios funcionários vão eleger o representante para aquela negociação que deverá “cumprir uma meta”. 

    Noutras palavras, o que for “negociado” para o fator de produção “trabalho” – no caso, o trabalho do empregado – será negociado para o fator de produção CAPITAL.

    Exemplo claro:

    Quer que eu trabalhe 80 horas por semana? Sem problemas. Trabalho até mais que isso.

    Todavia, o lucro é dividido entre patrões e empregados. E patrões também permanecer na empresa durante 80 horas ou mais.

    Nesse sentido, não haverá mais-valia.

    Tampouco inflação.

    O salário, tal como compreendido atualmente, pode deixar de existir. 

    Em suma, lucro e salário serão a mesma coisa.

    Aliás, não haverá subordinação. Elemento chave de uma “relação de emprego”.  Haverá algo melhor: a adesão a um projeto de país, para o bem de todos. 

    Nem precisaríamos falar de reforma agrária, tributária,  previdenciária, etc, vez que estes institutos “ultrapassados”  serão “negociados” no mesmo momento.

    Como disse: o negociado prevalecerá sobre o legislado.

    Nesse sentido, não precisaríamos mais de justiça do trabalho ou de outras. E os juizes – que são trabalhadores, mas não são empregados e tem sua “vitaliciedade” garantida” – perderiam essa condição, pois não mais seriam necessários. Afinal, todos nós estaríamos trabalhando em prol da nação, negociando cada momento de trabalhado. Longe, portanto, do anacronismo trabalhista. 

    O conselho de administração de um sociedade anônima, por exemplo, seria composto integralmente, pelos representantes do “fatores de produção”. 

    Nesse sentido, não haveria “controle acionário” de um ou de outro. Nem haveria a necessidade de garantia dos acionistas minoritários vez que estes deixariam de existir.

    Nem haveria necessidade de regulamentação do “imposto sobre grandes fortunas” ou imposto de renda sobre a distribuição de dividendos. Tudo seria de todos.

    Talvez, por aí, isto é, pela própria sociedade anônima, pudesse aflorar uma espécie de “socialismo real”. Mas real mesmo, sem “representantes”.

    Tudo em prol do bem da nação, gerando riqueza , crescimento e desenvolvimento para a nação. Não?

    Acho que sim.

    Ah, nem haveria mais a necessidade de eventuais golpes.

    Topam?

    Eu topo.

    Vamos negociar?

    1. João de Paiva

      29 de julho de 2016 3:45 am

      Comentário brilhante.

      Mogisenio,

      Este teu comentário, cheio de ironia inteligente foi um dos melhores que li nos últimos dias. Parabéns.

      1. Mogisenio

        29 de julho de 2016 12:22 pm

        Opa, bom dia.
        Obrigado

        Opa, bom dia.

        Obrigado debatedor Paiva.

        Eu “comprei” a ideia do “negociado sobre o legislado”. Eu acho que é melhor, não? rsrs

        Esqueci-me de falar que não precisaríamos mais de “partidos políticos”  de ” esquerda” nem de “direita”. Um partido só já estaria de bom tamanho, vez que todos os fatores de produção estariam de “mãos dadas” em prol do bem da “nação”…

        … só rindo mesmo desse “debate” de meia tigela ….

         

        Abraços e bom dia ” de trabalho”… xiii

         

         

         

         

  4. gabi_lisboa

    28 de julho de 2016 9:35 pm

    Chega de intermediários: Marinhos e Leitão para presidente já

    Eles já explicaram no fantástico por que a reforma da previdência é ótima, no globo já nos iluminaram defendendo o fim da mordomia do ensino “gratuito” nas universidades e agora vêm nos esclarecer que é ótimo perdermos o 13o e direito a férias. Mais credibilidade que a dupla Merval/Leitão só a Regina Duarte tem interpretando “eu tenho medo”.

  5. Guimarães Roberto

    28 de julho de 2016 9:47 pm

    Faltou mencionar a Lei Áurea

    Os debatedores esqueceram de mencionar uma possível revogação da Lei Áurea. Só ficou faltando isso. Acredito que no próximo debate ela será o tema principal. Por enquanto um dos idiotas disse que deve apenas ser revisto o que venha a ser trabalho escravo. Outra besteira falada foi em relação ao FGTS. Deu a entender que a empresa continuaria depositando mas o trabalhador não teria mais acesso ao fundo. Fatalmente esse dinheiro ficaria para ajudar a financiar imóveis de 3 milhões que os trabalhadores não podem comprar. Quanto a terceirização, só quem ganha é o empresário, o trabalhador será sempre prejudicado. Nenhum deles falou nada quanto a sonegação. Mas tá certo,nem poderia. O debate foi no grupo bobo que é um dos sonegadores. É justamente aí que está a grana que os governos necessitam mas a legislação é falha, além de contar com os maus funcionários públicos que não a denunciam quando descobrem. Será quantos trilhões existem registrados no “Contas a Receber” dos governos da três esferas de poder? Mas, como governos não quebram, eles vão se endividando e rolando as dívidas nesse jogo de ping pong sem ter uma rede confiável que possa parar essa brincadeira.

  6. Anderson Fernandes

    28 de julho de 2016 9:47 pm

    A última frase diz tudo

    Eu tenho pensado sinceramente em deixar o país, em setembro faço 30 anos, acho que ainda da tempo de começar uma vida nova, em algum canto do mundo mais justo.

    1. Alan Souza

      28 de julho de 2016 10:12 pm

      Se eu tivesse 30 anos nem pensava!
      Se eu tivesse 30 anos nem pensava! iria embora MESMO!

      É o que eu tenho dito a meus filhos universitários, uma de 19 e outro de 21 anos. Felizmente os dois falam inglês com fluência. Tenho dito a eles que se tivesse a idade deles e falasse inglês fluente, iria procurar emprego no Canadá.

    2. Eu

      29 de julho de 2016 3:04 am

      Não perca tempo!
      Completei 30 anos fora do Brasil, durante minha pós-graduação. Na época, olhava para o País que finalmente tornava-se soberano e buscava inclusão mundial. Ao receber um convite para permanecer aonde estudava, respondi que não, pois ali tudo já estava construído e meu lugar estava em construção, portanto aqui seria mais útil. Hoje, ao olhar para trás, concluo que este foi um dos piores erros cometidos na vida. Não pelo país, que continuo a prezar, tampouco pelos políticos da hora, que vêm e vão. Mas por percebê-lo propriedade de uma casta de brasileiros que olha com desprezo para ele e para seus conterrâneos, e que o considera apenas para servir-se, em nada contribuindo para ajudá-lo a modificar sua sorte nem permitindo que outros possam fazê-lo. Se você tiver possibilidade de ir embora, não hesite. Enfrentará outros demônios tenebrosos, como xenofobia, racismo, etc. Mas pelo menos não terá o desprazer de sofrê-lo nas mãos de quem considerava irmãos.

  7. joel lima

    28 de julho de 2016 9:57 pm

     
    O primeiro passo até chegar

     

    O primeiro passo até chegar ao sonho desse povo = o empregado trabalhar por um prato de comida (rs). 

    E o pior é que, do jeito que o povo é conformado (um presidente foi tirada do jeito que foi e o povo acompanhou como se fosse um capítulo de novela das 9), vai, pela lavagem cerebral da mídia, achar essas reformas serão boas pra ele. 

     

  8. Dogbert

    28 de julho de 2016 9:57 pm

    “O trabalhador demitido não
    “O trabalhador demitido não deveria mais acesso ao fundo de garantia”
    Ah, claro, deixa ele morrer de fome sem ter acesso ao dinheiro que é dele na hora que ele mais precisa. Mata o cachorro e depois ainda chuta, porque não pensamos nisso antes?

    Não, melhor ainda, dá logo o fgts para o patrão que demitiu, ele vai ajudar a fazer a economia crescer comprando bons vinhos. Morto não precisa de dinheiro mesmo.

  9. André Casagrande

    28 de julho de 2016 10:07 pm

    Escravidão

    Reforma trabalhista: vão revogar a Lei Aurea! 

  10. Schell

    28 de julho de 2016 10:12 pm

    Ora, ora e ora, como sempre,

    Ora, ora e ora, como sempre, os tais “especialistas” chamados pela globo são o que há de pior e mais atrasado nas área sob “debate”, para dizer o mínimo, pois, como são “especiais” na bajulação ao capital-rentista, são os mesmos de sempre. Rola bostas e lambe-botas do atraso capitalista. Como a globo, diga-se. O inferno são eles.

    1. James Gressler

      28 de julho de 2016 10:26 pm

      globo

      E segue o plano; globo e fiesp querendo governar o país através dos golpistas-úteis cunha e temer.A coisa está tão escancaradamente explícita que nem usam mais meias-palavras nem subterfúgios.

  11. José Robson

    28 de julho de 2016 10:24 pm

    Esses especialistas!

    Primeiro, recitam odes e tecem loas à constituição dos EEUU, pela sua longevidade! Depois, descem a borduna na CLT, que é 152 anos mais moça!

    Vai lá se entender esses “especialistas”…

  12. Antonio A. B. Neto

    28 de julho de 2016 11:17 pm

    Miriam Leitão vendida por

    Miriam Leitão vendida por trinta dinheiros não há a menor dúvida, essa senhora é uma vergonha, se vendeu completamente, não acredito em nada que essa figura fala,não dou um tostão furado pelo seu propalado amor ao Brasil, é uma traíra pronta e acabada.

    Empresta sem um pingo de escrúpulos seus serviços à Casa-Grande mais desonesta e corupta do Brasil: a família Marinho.

  13. Marcos Antônio

    28 de julho de 2016 11:52 pm

    Então, meus amigos, para a

    Então, meus amigos, para a Globo o golpe veio para ficar…

  14. zuleica jorgensen malta nascimento

    29 de julho de 2016 12:15 am

    Curioso que não se lembraram

    Curioso que não se lembraram de chamar ninguém que representasse os interesses dos trabalhadores. Nem ao menos unzinho Juiz do Trabalho foi convidado ao convescote. Por que será?

    E as propostas estão aí. Essa do trabalhador não poder levantar o FGTS foi de cabo de esquadra. Se ele não pode sacar o fundo, por que o empregador estaria obrigado a fazer os depósitos? Para o empregado sacar no fim da vida? Faz-me rir uma proposta indecente destas, quando até meus netinhos de oito anos sabem que o objetivo  é liquidar com o Fundo.

    O trabalhador? Ora, dane-se o trabalhador, o que interessa são os investidores.

    A CLT está velha, deve estar precisando de uma jovem Marcela para reanimá-la.

    Nunca vi tanta podridão à luz do dia.

  15. Jair Fonseca

    29 de julho de 2016 12:20 am

    O Globo não mudou nada…

     

    1. Eduard Snowden

      29 de julho de 2016 12:51 am

      LINCHAMENTO DOS TRABALHADORES

       

      A fotografia do jornal foi brilhante.

       

      Lembro que 13º existe porque trabalhamos 52 semanas por ano e 12  meses x 4 semanas são  48 semanas, de sorte que quando substituiu-se o sistema de pagamento semanal pelo mensal sobraram 4 semanas = 13º.

       

      Outrossim, alguém tem lembrar um fato: antes de discutir se benefícios sociais ao trabalhador tiram competitividade do Brasil, temos que ir à OMC, à OIT e à ONU brigar contra a exploração do trabalhador nos outros países (como é o caso da Grande Democracia do Norte, onde não existe licença maternidade remunerada!).

  16. evandro condé de lima

    29 de julho de 2016 1:56 am

    Devo estar errado

    Como não sou advogado, muito menos da área trabalhista, vou evitar pitacos. Mas que o que não há de prédios da justiça do trabalho em bh não é pouco. Será que realmente a legislação não pode mudar? quem sabe melhorar?

  17. peregrino

    29 de julho de 2016 2:25 am

    muito bom ter mostrado, Jair…

    que a atualidade da Globo nunca deixou o passado,

    confirmando que o legado atualizado desde então, através de notícias de primeira página, sempre foi contrário aos interesses e aos direitos garantidos do povo trabalhador brasileiro

  18. Ricardo S

    29 de julho de 2016 2:39 am

    Para que o Brasil “possa

    Para que o Brasil “possa rumar para o “desenvolvimento sustentável” quem precisa mudar é a Globo.

    Só com o fim do poder desproporcional desse grupo de mídia é que o Brasil poderá seguir no rumo certo para “aumentar a estagnada e baixa produtividade da economia e voltar a crescer de maneira sustentável”.

    A Globo e o oligopolio de mídia são um retrato do atraso do Brasil. Eles querem acabar com conquistas alcançadas pelos trabalhadores há mais de 70 anos. Querem que o país ande para trás, para o início do século XX.

    Enquanto a economia do país vai mal, a fortuna dos donos da Globo nunca esteve tão bem. http://www.forbes.com.br/listas/2016/03/31-maiores-bilionarios-brasileiros/

  19. João de Paiva

    29 de julho de 2016 3:37 am

    É a Casa Grande debatendo consigo mesma.

    Eu gostaria de saber se algum dos ‘colonistas’  e ‘especialistas’ trabalhasse como operário na indústria naval – ressuscitada por Lula e Dilma e novamente morta pela Farsa a Jato – e tivesse sido demitido se continuaria a fazer o discurso do patronato. Pimenta no c. dos outros é refresco, não é cambada? Bando de patifes.

  20. José Carlos Lima...

    29 de julho de 2016 4:54 am

    crime organizado disfarçado

    crime organizado disfarçado de empresa de  midia..,..só fachada…

  21. Julio Ribeiro

    29 de julho de 2016 8:36 am

    Debate ?

    Se bem entendi (não vi a dita reportagem na TV), o “debate” só tinha um lado da questão, ou seja, do lado do empresariado (e os falsos jornalistas da Globo). Debate, como conheço aqui na Europa, apresenta no mínimo dois pontos de vista diferentes e combativos. Se é isso, não convocam um verdadeiro debate, mas sim, uma  exposição das suas idéias e opiniões suportado por jornalistas que cujo resultado só pode ser um: A lavagem cerebral que já acontece ha anos na TV Globo. Eles que assistam a programas jornalísticos de verdade onde há pessoas da sociedade que muito tem a debater sobre o tema e contra-argumentar as barbaridades que dizem e que esperam que a grande população engula a seco. Não querem é fazer as pessoas pensar , isso sim é que parece.

  22. Marcos K

    29 de julho de 2016 9:13 am

    Olha, não sou especialista em

    Olha, não sou especialista em direitos trabalhistas, nem em mercado de trabalho por isso corro risco de falar uma asneira, mas, ao meu ver, a legislação trabalhista precisa ser revista de alguma forma sim. Não sei como nem o que mexer. 

    Digo isso porque acompanho quem lida com a CLT e realmente é um inferno e os encargos são pesados para as empresas. Muitas se veem obrigadas, por exemplo, a registrar valores salariais menores na carteira de trabalho para reduzir os encargos. Ou agem assim ou fecham as portas. Isso é uma constatação.

    Agora quanto a matéria posso dizer o seguinte: ouvir “economistas” da PUC/RJ é pra lascar. Para essa gang o certo seria pura e simplesmente abolir a CLT  e cada um que se vire por si. Não são economistas. São animais. Não dá pra levar essa gente a sério.

  23. Bob Silva

    29 de julho de 2016 10:18 am

    Rede Globo é a instituição

    Rede Globo é a instituição mais nefasta, perniciosa e insidiosa do cenário midiático brasileiro. GLOBO EMPRESA INIMIGA DOS TRABALHADORES.

  24. Flavio Aguiar

    29 de julho de 2016 11:28 am

    Rever o conceito de trabalho

    Rever o conceito de trabalho escravo? Como assim? Ademais, quanta mentira sobre o Brasil e sobre o mundo.

  25. Somebody

    29 de julho de 2016 11:37 am

    Eu digo com conhecimento de

    Eu digo com conhecimento de causa que os seus empresários incompetentes não querem empregados, eles querem escravos. Vocês ainda não sairam da idade média nas relações sociais.

  26. Rui Daher

    29 de julho de 2016 11:49 am

    O mais acabado evento

    nazi-fascista no Brasil recente. José Márcio Camargo, já na aparência coadjuvante em qualquer filme de terror, em suas ideias seria o primeiro a lutar pela primazia de acionar a chave liberadora de gás letal para trabalhadores. José Pastore, há séculos – sim., ele é imortal – repete o mesmo contra as leis trabalhisras. É ele que fornece à FIESP e Associação Comercial de São Paulo os crescentes cálculos de que o custo final de um celetista é três vezes o valor de seu salário. Merval, ah Merval, o que dizer de Merval? Nada, é claro. E Míriam assopra. Pelos facínoras presentes, o evento foi a mais funda catacumba da interinidade.

    1. paulo vi

      29 de julho de 2016 2:08 pm

      É tudo o que eu gostaria de

      É tudo o que eu gostaria de ter escrito, se educado fosse. Boa!

    2. Rose A.Fernandes Benites

      1 de agosto de 2016 1:16 am

      agradecimento

      Exatas e preciosas,são suas palavras… E perfeita a conclusão…

       

  27. Getulio lei ora a lei

    29 de julho de 2016 4:55 pm

    É nisso que deu Getulio

     A queda do PT, como partido e como filosofia de governo, deixa atrás de si um vácuo naquilo que se refere à relação capital e trabalho. Como supostos protetores da classe trabalhista os petistas não fizeram mais do que privilegiar os sindicatos, e nestes, foram-se criando direitos através de convenções sindicais, dispensando-se as discussões políticas em plenário.

    Notadamente na área de serviços, uma área que interessa ao petismo em função da base eletiva, nasceram benefícios e os existentes foram ampliados. Cestas básicas, vales alimentação, creches, licensas, vales transporte, que já eram existentes foram ampliados, sem atenção para com as condições economicas dos empregadores. Nem todas as empresas hoje conseguem arcar com todo o leque de benefícios com os quais os prestadores de serviços celetistas são agraciados nas suas convenções sindicais. Isto sem falar nos percentuais de acréscimo nas horas extras que em muitos casos chegam a 100% sobre o valor da hora normal trabalhada.

    Paralelamente à isto, em plenário, aprovou-se férias de 30 dias mais um terço de férias, limitação de jornada, licensas mais extensas para maternidade, e, regulamentou-se o pagamento da participação nos lucros definida em constituição.

    É óbvio que tudo isso encareceu a mão de obra, ainda mais quando se considera que salário é base de cálculo para encargos.

    Muitas destas benesses são abusivas, tornando a folha de pagamento, que é componente da formação de preços, um desembolso por demais pesado para o consumidor final. Seria correto atuar no caminho inverso, revogando dispositivos e limitando a capacidade sindical que criar direitos não especificados em lei.

    Mas… somos especialistas… em fazer tudo errado.

    Então, aproveitando-se do vácuo criado pela queda de um partido de trabalhadores, aparecem cínicos, como o ilustre especialista que propõe transformar o FGTS num fundo bloqueado. Não é o máximo da cara de páu? O empresário compõe no preço e recolhe, o consumidor paga, e o governo ‘apropria’ no fundo obscuro e mal auditado, para pagar um dia a quem sobreviver para ver esse dia nascer.

    Assim como já aconteceu com o PIS. Nasceu como um fundo de quotas. Na malfadada constituição foi criado o fundo de amparo ao trabalhador, que se apropriou dos futuros depósitos feitos pelas empresas à este título. E o que fez de amparo ao trabalhador este governo, assim como os que o vão suscedendo? Nada. Pagam seguro desemprego, só, em parcelas, por enquanto. Logo simplesmente acabarão com isto também.

    Agora miram a aposentadoria. Vilã preferida da economia nos tempos de governo PSDB, voltam os mesmos malditos arautos a falar sobre a toxicidade da aposentadoria na economia. Um rombo, dizem. A solução de fato jamais será adotada. A aposentadoria dos trabalhadores das empresas privadas foi mesclada à dos funcionários públicos exatamente para ocultar onde é que nasce o rombo. E nasce no fato de que os governos das 3 esféras não depositam os valores de INSS relativos às suas folhas de pagamento, assim como não depositam o FGTS. Eis o rombo.

    Mas cínicos propõe idade limite, não inferior a 70 anos. Pergunto: quantas pessoas vivas acima de 70 anos o prezado leitor conhece? Poucas, pouquíssimas, não é? Então, além de receber uma mixaria, este recebimento só acontece pós mortem? Não é o cúmulo do cinismo?

    Para concluir, digo que tornar-se um celetista é um ato de pouca inteligência. Houve tempos em que uma carteira de trabalho garantia, além de ótimos serviços médicos e cirurgias, ganhos de participação no PIS e uma aposentadoria digna em tempo razoável. Hoje, não serve mais para nada. 

    Devemos, empregados e empregadores, partir para a informalidade. Retirar o oneroso e ineficiente governo da relação capital e trabalho. Baratear os custos de produção a partir da eliminação dos encargos e nos entender sem a intervenção sindical, mano a mano. Seria bom para os 2 lados.

  28. Emilia Silva

    29 de julho de 2016 5:51 pm

    E já que o assunto são os

    E já que o assunto são os trabalhadores, é oportuno divulgar lista publicada pelo Infomoney em 29/05/2015, listando o salário mínimo por hora em 27 países (Link: http://www.infomoney.com.br/carreira/salarios/noticia/4073079/veja-quanto-salario-minimo-pago-paises-australia-campea).

    Segue a lista:

    País                                                       Salário Mínimo US$ hora

    1             Austrália                              US$ 9,54             

    2             Luxemburgo                     US$ 9,24

    3             Bélgica                                 US$ 8,57

    4             Irlanda                                 US$ 8,46

    5             França                                  US$ 8,24

    6             Países Baixos                    US$ 8,20

    7             Nova Zelândia                  US$ 7,55

    8             Alemanha                          US$ 7,19

    9             Canadá                                US$ 7,18

    10           Reino Unido                      US$ 7,06

    11           Estados Unidos                US$ 6,26

    12           Coréia do Sul                     US$ 5,85

    13           Japão                                   US$ 5,52

    14           Espanha                              US$ 5,37

    15           Eslovênia                            US$ 5,14

    16           Israel                                    US$ 4,87

    17           Grécia                                  US$ 4,42

    18           Portugal                              US$ 4,41

    19           Polônia                                US$ 3,59

    20           Turquia                                US$ 3,49

    21           Eslováquia                          US$ 2,99

    22           República Tcheca            US$ 2,84

    23           Hungria                                               US$ 2,58

    24           Estônia                                US$ 2,49

    25           Chile                                     US$ 2,22

    26           Letônia                                US$ 1,46

    27           México                                US$ 1,01

     

    A lista relaciona apenas 27 países, mas dá para fazer algumas considerações interessantes. Por exemplo:

    1.O salário mínimo brasileiro por hora, quem em março/2015 equivalia a US$ 1,12 e hoje equivale a US$ 1,04, ganha por cents de dólar do mínimo mexicano. Perde vergonhosamente para todos os demais.  

    2.O único país da América Latina presente na lista, o Chile, tem um salário mínimo por hora de US$ 2,22, ou seja, o dobro do brasileiro.

    3.Os países de primeiro mundo listados têm salários entre 4 e 9 vezes maiores do que o brasileiro. Certamente, nos demais países de primeiro mundo os salários são equivalentes.

    Diante desse quadro, é de se questionar os argumentos apresentados pelos economistas neoliberais, de que salário mínimo alto inviabiliza o crescimento do país. À propósito, é bom lembrar que os economistas do governo interino já vêm anunciando que, para combater a crise, a valorização real do salário mínimo brasileiro deve ser revista (Fonte: http://www.cartacapital.com.br/economia/o-salario-minimo-e-um-dos-alvos-do-golpe).

    Eu diria, ainda que de forma amadorística, que bons salários para toda a população é o principal fator para alavancar a economia de um país, já que os recursos produzidos pela força de trabalho estariam circulando no mercado de consumo, ao invés de engessados em aplicações financeiras. E que isso não se pratica nos países pouco desenvolvidos porque esses países são reféns dos interesses das grandes potências, das grandes multinacionais e dos grandes milionários, rentistas e especuladores. Principalmente quando governados por neoliberais entreguistas.

     

     

  29. jose antonio santosjj

    29 de julho de 2016 7:13 pm

    È serio isto!

    Qualquer reunião que tenha miriam e merval não pode ser levada a serio,

    Esse pessoal algum dia empregou alguem;esse pessoal algum dia administrou algo.

    Não não têm nada a dizer.

    Não pode ser sério!

  30. meiradarocha

    4 de agosto de 2016 2:55 pm

    Pela PRIMEIRIZAÇÃO! Fora a terceirização!

    Se há uma reforma a ser feita, é acabar com o sistema patrão-empregado, ou seja, proibir a contratação de pessoa física. Só pessoas jurídicas devem poder vender trabalho.

    É a PRIMEIRIZAÇÃO, o contrário da terceirização. Na terceirização se cria mais um patrão. Na primeirização, se acabam com todos os patrões — sem se acabar com os empresários.

    Mas se não se puder contratar pessoas físicas, só contratar empresas, de onde as empresas fornecedoras tirarão trabalho? Ora, de seus sócios ou donos, que receberão pró-labore.

    Este arranjo acaba com o emprego. Sem emprego, acaba totalmente o desemprego. Não desemprego de 2% ou 3%. Simplesmente desemprego zero!

    Os sindicatos se transformarão em cooperativas de trabalho que enxugarão toda a mão de obra de uma região, acabando com o exército de mão de obra de reserva. Mas as pessoas ainda terão a liberdade de criar suas próprias empresas (ME, MEI, Ltda., S.A).

    As grandes cooperativas de trabalho, então, — como qualquer empresa —  farão suas planilhas de custo contabilizando todas as vantagens trabalhistas que têm hoje (previdência, saúde etc) e mais algumas, e dividirão estes custos pelos associados que realmente trabalharão.

    De preferência, os contratos de trabalho deverão ser feitos proporcionalmente ao desempenho das empresas contratantes. Uma porcentagem do faturamento, transformando o trabalho em custo variável (isto convecerá empresários a apoiar a reforma).

    Com esta reforma, a economia fica vacinada contra as crises recorrentes do capitalismo. Quando houver uma crise, de nada adiantará empresas contratantes dispensarem trabalho, pois isto aumentará o custo do trabalho. Todos os trabalhadores continuarão trabalhando, evitando retroalimentar a crise com desempregados. Os ganhos diminuirão nas crises, mas ninguém vai “perder o emprego”.  Passada a crise, os fornecedores de trabalho vão colher sua parte nos lucros proporcionalmente.

    Anda há muito a ser discutido nesta proposta, como a situação do serviço público, das forças de segurança, justiça etc , mas isto é o início.

    PELA PRIMEIRIZAÇÃO!

    PELO FIM DA TERCEIRIZAÇÃO!

    http://homemquecalculava.blogspot.com.br/2016/04/primeirizacao-como-alternativa-ao.html

    1. meiradarocha

      4 de agosto de 2016 3:14 pm

      Bonus track: a Primeirização democratiza o trabalho

      A Primeirização, adicionalmente, vem resolver um problema que, nos anos 1980, Ricardo Semler já apontava: o autoritarismo reinante no ambiente patronal. Durante quase um quarto de sua vida (8h em 24h), o trabalhador fica sujeito a uma situação altamente autoritária, cheia de chefetes, sobre a qual tem pouca ingerência.

      Com a Primeirização, a relação não é mais de patrão-empregado, mas de associados. Tanto a empresa que contratará trabalho quanto a que fornecerá trabalho vão discutir juntas a política trabalhista. O trabalhador responderá à sua cooperativa, não ao seu patrão.

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