
Jornal GGN – Ela Wiecko pediu demissão do cargo de subprocuradora-geral da República e a mídia tradicional tratou o feito como um mea culpa por ter participado de um protesto contra o golpe no Brasil. Ledo engano. O trabalho de Ela Wiecko não seria eclipsado por ter participado de um ato desses, o seu trabalho foi interrompido por não concordar com os rumos atuais do PGR e seu titular Rodrigo Janot. Sua trajetória pública foi marcada por sua retidão ética e moral e o apoio recebido por seus pares foi tímido, sussurrado, enquanto a mídia se ocupava em desonrar uma trajetória limpa. Leia a nota pública veiculada pela ONU Mulheres, sobre sua trajetória limpa, com seus pareceres fundamentados nos direitos humanos, e sua luta incansável contra o racismo, em defesa das ações afirmativas, enfrentando a violência contra as mulheres e demais causas dos direitos humanos. Leia a nota na íntegra a seguir.
da ONU Mulheres
Nota pública à Dra. Ela Wiecko, subprocuradora-geral da República
A ONU Mulheres Brasil congratula a Dra. Ela Wiecko pela retidão ética e moral com que exerceu o cargo de Vice-Procuradora-Geral da República e da sua defesa implacável dos direitos das mulheres. Um exemplo para as mulheres brasileiras.
Seus posicionamentos jurídicos sempre estiveram fundamentados nos direitos humanos, tomando a dianteira contra o racismo, em defesa das ações afirmativas, no enfrentamento à violência contra as mulheres, na defesa da Lei Maria da Penha e nas demais causas de direitos humanos das mulheres.
A trajetória honrada da Dra. Ela Wiecko está alicerçada no conjunto progressista de normativas internacionais e de conquistas importantes para o Brasil, a exemplo da criação do Comitê Gestor de Gênero e Raça do Ministério Público Federal e da formulação das Diretrizes Nacionais para Investigar, Processar e Julgar com Perspectiva de Gênero as Mortes Violentas de Mulheres (Feminicídios), em parceria com a ONU Mulheres. Por fim, a ONU Mulheres deseja êxito no decurso de suas funções como subprocuradora-geral da República ao passo em que renova os votos da longa parceria.
ONU Mulheres Brasil
Elizabete Mathieu
2 de setembro de 2016 12:30 pmParabéns Ela Wiecko
Parabéns Ela Wiecko, é raro hoje no nosso país encontrar pessoas dignas dentro do judiciário. Você se revelou uma mulher digna, mas deveria prestar favor ainda mais forte à democracia, denunciando as falcatruas que estão escondidas no mundo da justiça.
Henrique Finco
2 de setembro de 2016 1:35 pmPena
Pena que ela tenha renunciado…. Seus motivos são compreensíveis, mas como seria bom que ela permanecesse para ser um contraponto aos que estão lá.
Luiz FS
2 de setembro de 2016 1:56 pmRepublicanismo chinfrim
Mais uma prova de que o republicanismo chinfrim e bobo de escolher o primeiro da lista é uma burrice colossal.
Mil vezes fosse escolhida Ela Wiecko, com a sua seriedade e imparcialidade.
Com Ela na PGR e Aragão no MJ, os golpistas estariam voltando derrotados para casa (EUA).
Ugo
2 de setembro de 2016 2:07 pmnovos tempos para concursados
A carreira no judiciário está subordinada a um requisito e ser: canalha canalha canalha.
franciscopereira neto
2 de setembro de 2016 2:15 pmComparsa
Só o fato dela não ser comparsa do Aécio, ao contrário do sr. Janot, já seria o suficiente para acreditar nas suas qualidades.
Neusa Maria Barbosa
2 de setembro de 2016 5:48 pmEla Wiecko
Mulheres como ela fazem falta no Judiciário hoje mais do que nunca.
Ela fará imensa falta ali.
Que continue sua trajetória de engajamento em outro lugar, o Brasil precisa muito de pessoas com essa experiência, discernimento, honradez e destemor.
Junior Sertanejo
2 de setembro de 2016 7:36 pmSe não sabiam indicar
Se não sabiam indicar Ministros do Supremo Tribunal Federal,quiçá para Procuradoria Geral.O Departamento Juridico do lulopetismo dói-me a região situada entre o fígado e a alma.
paulmoura
2 de setembro de 2016 11:25 pmjamais
deveria ter pedido exoneração.
É o mesmo que abrir mão de sua opinião.
Incompatibilidade com o PGR, ahh….. perdão, foda-se o PGR!
Cristiana Castro
3 de setembro de 2016 5:25 amParabéns, Ela Wiecko!
Parabéns, Ela Wiecko! Mulheres como vc é que tem servido de exemplo para milhares de mulheres mobilizadas pelo Brasil inteiro! O Poder Judiciário ainda deve ao país mulheres guerreiras. Com certeza, elas estão aí. O Que precisamos entender é pq estão sendo engolidas pelo que há de pior na nossa sociedade e encontrou no Judiciário o conforto de um ninho MPF deveria denunciar a bandidagem e, não acolher. Tá feia a coisa! Parabéns,pela coragem!