18 de julho de 2026

ONU Mulheres solta nota em defesa de Ela Wiecko

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Jornal GGN – Ela Wiecko pediu demissão do cargo de subprocuradora-geral da República e a mídia tradicional tratou o feito como um mea culpa por ter participado de um protesto contra o golpe no Brasil. Ledo engano. O trabalho de Ela Wiecko não seria eclipsado por ter participado de um ato desses, o seu trabalho foi interrompido por não concordar com os rumos atuais do PGR e seu titular Rodrigo Janot. Sua trajetória pública foi marcada por sua retidão ética e moral e o apoio recebido por seus pares foi tímido, sussurrado, enquanto a mídia se ocupava em desonrar uma trajetória limpa. Leia a nota pública veiculada pela ONU Mulheres, sobre sua trajetória limpa, com seus pareceres fundamentados nos direitos humanos, e sua luta incansável contra o racismo, em defesa das ações afirmativas, enfrentando a violência contra as mulheres e demais causas dos direitos humanos. Leia a nota na íntegra a seguir.

da ONU Mulheres

Nota pública à Dra. Ela Wiecko, subprocuradora-geral da República

A ONU Mulheres Brasil congratula a Dra. Ela Wiecko pela retidão ética e moral com que exerceu o cargo de Vice-Procuradora-Geral da República e da sua defesa implacável dos direitos das mulheres. Um exemplo para as mulheres brasileiras.

Seus posicionamentos jurídicos sempre estiveram fundamentados nos direitos humanos, tomando a dianteira contra o racismo, em defesa das ações afirmativas, no enfrentamento à violência contra as mulheres, na defesa da Lei Maria da Penha e nas demais causas de direitos humanos das mulheres.

A trajetória honrada da Dra. Ela Wiecko está alicerçada no conjunto progressista de normativas internacionais e de conquistas importantes para o Brasil, a exemplo da criação do Comitê Gestor de Gênero e Raça do Ministério Público Federal e da formulação das Diretrizes Nacionais para Investigar, Processar e Julgar com Perspectiva de Gênero as Mortes Violentas de Mulheres (Feminicídios), em parceria com a ONU Mulheres. Por fim, a ONU Mulheres deseja êxito no decurso de suas funções como subprocuradora-geral da República ao passo em que renova os votos da longa parceria.

ONU Mulheres Brasil

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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9 Comentários
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  1. Elizabete Mathieu

    2 de setembro de 2016 12:30 pm

    Parabéns Ela Wiecko

    Parabéns Ela Wiecko, é raro hoje no nosso país encontrar pessoas dignas dentro do judiciário. Você se revelou uma mulher digna, mas deveria prestar favor ainda mais forte à democracia, denunciando as falcatruas que estão escondidas no mundo da justiça.

  2. Henrique Finco

    2 de setembro de 2016 1:35 pm

    Pena

    Pena que ela tenha renunciado…. Seus motivos são compreensíveis, mas como seria bom que ela permanecesse para ser um contraponto aos que estão lá.

  3. Luiz FS

    2 de setembro de 2016 1:56 pm

    Republicanismo chinfrim

    Mais uma prova de que o republicanismo chinfrim e bobo de escolher o primeiro da lista é uma burrice colossal. 

    Mil vezes fosse escolhida Ela Wiecko, com a sua seriedade e imparcialidade.

    Com Ela na PGR e Aragão no MJ, os golpistas estariam voltando derrotados para casa (EUA).

  4. Ugo

    2 de setembro de 2016 2:07 pm

    novos tempos para concursados

    A carreira no judiciário está subordinada a um requisito e ser: canalha canalha canalha.

  5. franciscopereira neto

    2 de setembro de 2016 2:15 pm

    Comparsa

    Só o fato dela não ser comparsa do Aécio, ao contrário do sr. Janot, já seria o suficiente para acreditar nas suas qualidades.

  6. Neusa Maria Barbosa

    2 de setembro de 2016 5:48 pm

    Ela Wiecko

    Mulheres como ela fazem falta no Judiciário hoje mais do que nunca.

    Ela fará imensa falta ali.

    Que continue sua trajetória de engajamento em outro lugar, o Brasil precisa muito de pessoas com essa experiência, discernimento, honradez e destemor.

  7. Junior Sertanejo

    2 de setembro de 2016 7:36 pm

    Se não sabiam indicar

    Se não sabiam indicar Ministros do Supremo Tribunal Federal,quiçá para Procuradoria Geral.O Departamento Juridico do lulopetismo dói-me a região situada entre o fígado e a alma.

  8. paulmoura

    2 de setembro de 2016 11:25 pm

    jamais

    deveria ter pedido exoneração.

    É o mesmo que abrir mão de sua opinião.

    Incompatibilidade com o PGR, ahh….. perdão, foda-se o PGR!

  9. Cristiana Castro

    3 de setembro de 2016 5:25 am

    Parabéns, Ela Wiecko!

    Parabéns, Ela Wiecko! Mulheres como vc é que tem servido de exemplo para milhares de mulheres mobilizadas pelo Brasil  inteiro! O Poder Judiciário ainda deve ao país mulheres guerreiras. Com certeza, elas estão aí. O Que precisamos entender é pq estão sendo engolidas pelo que há de pior na nossa sociedade e encontrou no Judiciário o conforto de um ninho MPF deveria denunciar a bandidagem e, não acolher. Tá feia a coisa! Parabéns,pela coragem!

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