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Cuidadoso com Temer, Moro pediu investimentos à sua força-tarefa de Curitiba


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - O juiz da Lava Jato de Curitiba, Sérgio Moro, negou que tenha interesse em se candidatar às eleições, mas opinou sobre decisões parlamentares e, inclusive, sobre a reforma política em tramitação no Congresso, como a forma de financiamento das campanhas eleitorais. "A profissão política é uma das mais belas, mas eu não teria o perfil", disse Moro durante evento promovido pela rádio Jovem Pan.
 
"Já disse mais de uma vez e reitero quantas vezes forem necessárias que não sou candidato, não serei candidato", insistiu o magistrado do Paraná, pontuando em seguida o que ele defende ou não dentro do sistema político e, apesar de colocar como um figurativo opositor da política, defendeu que apesar imagem pejorativa que ela carrega - sobretudo desde os avanços da Operação Lava Jato - é uma das profissões "mais belas", sendo preciso, contudo, ter "o perfil" para aderir.
 
Disse que, na forma como está sendo feita hoje a reforma política "não é uma verdadeira reforma". "Há uma tendência de quem está dentro do sistema, de quem tem um cargo, queira continuar dentro, e queira deixar fora quem está fora. Então, o financiamento público, por bem intencionado que seja, tem que ser muito bem pensado para evitar esse tipo de problema", posicionou-se.
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Raquel Dodge é distração articulada na suspensão do acordo de Cunha

Há sentido na responsabilização da futura procuradora-geral pelo fracasso do acordo de Eduardo Cunha, sendo este gesto proposital ou não, articulado com os donos do poder ou não?
 
 
Jornal GGN - Mesmo sem ter assumido ou tomado qualquer decisão no posto maior do Ministério Público Federal (MPF), membros da Operação Lava Jato responsabilizam a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pelo fracasso da delação premiada do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e pela atual suspensão do acordo. E grandes jornais que os têm como fontes endossam o coro.
 
Eduardo Cunha estava negociando há quase dois meses o acordo de delação premiada com os procuradores da República da Lava Jato em Brasília. A força-tarefa acabou perdendo a paciência com o peemedebista, pelas informações "inconsistentes e omissas" que o político entregou.
 
O ex-parlamentar teria feito, até agora, acusações genéricas e entregado poucos documentos que sustentassem suas declarações. Diante disso, os investigadores decidiram suspender o acordo. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15) pelo Valor.
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Moro sugere que mudanças na PF de Curitiba foram um "vacilo"

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - Durante o evento Fórum Mitos e Fatos, promovido pela Jovem Pan nesta terça (15), em São Paulo, o juiz federal Sergio Moro criticou as mudanças feitas pela Polícia Federal na força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. O magistrado sugeriu que a saída de delegados que atuavam exclusivamente na investigação foi um "vacilo" e indicou que a operação precisa de investimentos para sobreviver até o final.
 
 
Segundo relatos do Estadão, as falas de Moro, embora críticas, foram no sentido de poupar o delegado-geral da PF, Leandro Daiello, pelas mudanças feitas na força-tarefa.
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Força-tarefa fortalece estratégia de Temer para tentar se salvar

Procurador cobra "consequências" de visita de futura PGR à Temer e dá recado à Raquel Dodge por não interferência em Curitiba
 
 
Jornal GGN - Se a divulgação do encontro da futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com Michel Temer fora da agenda oficial do presidente foi uma estratégia articulada pelo próprio mandatário para endossar a tese de que seu encontro com o empresário Joesley Batista é da natureza de suas funções, a imprensa e a própria equipe de procuradores da Lava Jato vêm fortalecendo a teoria.
 
Desta vez, um dos líderes da força-tarefa do Paraná, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, afirmou publicamente que a subprocuradora-geral da República que assumirá em setembro o posto de Rodrigo Janot deve ser cobrada pelas consequências da visita a Temer no Palácio do Jaburu, no dia 8 de agosto.
 
"Nós temos agora que avaliar as consequências dentro da política que o Ministério Público vai ter a partir da gestão dela", afirmou.
 
"É claro que ela tem que se explicar, ela deu uma explicação, ela que deve, então, ser cobrada das consequências desse ato. Infelizmente, não há como fugir da responsabilização das pessoas perante a sociedade", disse Carlos Fernando, completando: "Todo funcionário público é responsável pelos atos que têm".
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Briga por delações e mudança de delegados implodiu a Lava Jato

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - A Lava Jato em Curitiba foi minada por "múltiplos fatores", mas os dois principais são: o fim da força-tarefa exclusiva da Polícia Federal, imposto no governo Temer e, antes disso, a disputa entre procuradores da República e delegados em torno das delações premiadas.

Reportagem do Estadão deste domingo (13) divulgou que, na visão dos procuradores, "a origem do problema é o esvaziamento – de 9 para 4 delegados – da polícia, que teria sido provocado pelo governo Michel Temer, na tentativa de frear as investigações [contra políticos]. O presidente tem negado qualquer interferência."

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STJ nega a Lula análise sobre suspeição de Moro e procuradores de Curitiba

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O ministro do Superior Tribunal de Justiça Felix Fischer não atendeu pedido da defesa de Lula para declarar o juiz Sergio Moro suspeito para julgar o ex-presidente. 
 
Segundo informações de O Globo, Fischer apontou que não havia ilegalidade na decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região sobre o assunto e ainda apontou que um habeas corupur não é o melhor instrumento para análise de suspeição.
 
A defesa de Lula havia demandado ao TRF-4 a revisão da suspeição de Moro alegando o surgimento de "fatos novos" durante o caso triplex. Isso porque Moro, em uma audiência em Curitiba, permitiu que uma testemunha de acusação do Ministério Público ofendesse o ex-presidente e seus advogados.
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Xadrez da prova que sumiu da Lava Jato, por Luís Nassif

É curiosa a maneira como porta-vozes midiáticos da Lava Jato justificam a ausência de provas que têm marcado os inquéritos, depois que viram denúncias.

Alegam que crimes financeiros são mais complexos, organizações criminosas são mais estruturadas, por isso mesmo não se pode esperar provas simples, como no caso de um homicídio.

Fantástico! Significa que em outros países as investigações também chegam ao final sem a apresentação de provas substanciais porque, por princípio – segundo eles – crimes complexos não têm soluções racionais, mas apenas convicções?

Justamente por não ser uma investigação trivial, a Lava Jato contou com um conjunto de facilidades inéditas na história das investigações criminais do país.

Contou com o poder de pressionar mais de uma centena de delatores, dispostos a entregar até a mãe por uma redução da pena. Premiou os maiores criminosos com a quase extinção da pena. Contou com ampla colaboração internacional, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos aos Ministérios Públicos suíço e espanhol, rastreando contas em paraísos fiscais. Internamente, teve acesso integral aos bancos de dados da Receita Federal, do COAF, dos cartórios, das remessas ao exterior. Ganhou até o poder de torturar psicologicamente suspeitos, afim de pressioná-los a delatar. Provavelmente apenas a luta contra o terror, nos EUA, conseguiu suspender tantas normas constitucionais de direitos individuais.

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Janot diz que governo "compromete combate regional à corrupção"


Foto: Lula Marques/ Fotos Públicas
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, retomou o embate com o governo de Michel Temer e criticou o Ministério da Justiça. Segundo Janot, a pasta "compromete toda a estratégia do combate regional à corrupção". Nas últimas semanas, grupos de trabalho da Operação Lava Jato em estados vem sendo fechados e com datas limites para encerrar atividades. 
 
Foi o caso, por exemplo, do fim da equipe de delegados do Paraná dedicada à atuação unicamente nas investigações da Lava Jato. Apesar de seguir com as apurações e medidas, policiais deixaram de trabalhar exclusivamente no caso relacionado à Petrobras.
 
Em respostas oficiais, a PF informou que o desmanche do grupo da força-tarefa ocorreu por "diminuição na demanda de trabalho da Lava Jato em Curitiba". Entretanto, não foi a mesma impressão dada pelos procuradores da República do Estado, que indicam que as apurações massivas seguem. A Polícia Federal é instituição subordinada ao Ministério da Justiça.
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Moro coloca Bendine em prisão por tempo indeterminado

Colagem com foto de Valter Campanato-Ag Brasil

Jornal GGN – O juiz de primeira instância Sergio Moro definiu nesta segunda-feira, dia 31, que Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, fique preso por tempo indeterminado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Foi um pedido atendido da força-tarefa da Operação Lava Jato, de que a prisão temporária se tornasse preventiva.

A prisão temporária de Bendine, por cinco dias, foi decretada na 42ª fase da Lava Jato, a Operação Cobra. Ele é acusado de receber, ao menos, R$ 3 milhões de propina em espécie da Odebrecht, como pagamento para não prejudicar a empresa em futuras contratações.

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Ministro deveria consultar MPF antes de mexer na Lava Jato, diz procurador

Foto: Reprodução/G1
 
 
Jornal GGN - O procurador da República Athayde Ribeiro Costa disse, nesta quinta-feira (27), que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, deveira ter consultado o Ministério Público Federal que atua na Lava Jato antes de acabar com a exclusividade da força-tarefa da Polícia Federal que estava dedicada à operação, em Curitiba. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa sobre a prisão de Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras.
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Publicidade demais e vazamentos não interessam, diz coordenadora da Lava Jato em SP

Coordenadora da força-tarefa de São Paulo, Thaméa Danelon diz que publicidade demais e vazamentos não são interessantes para a operação 
 
Foto: Reprodução/Facebook
 
Jornal GGN - Desde o anúncio, feito na quinta (20), de que São Paulo terá sua própria força-tarefa para investigar casos da Lava Jato a reboque da delação da Odebrecht, a procuradora Thaméa Danelon tem se esforçado para fazer parecer que a equipe paulista não vai reproduzir o modus operandi do núcleo de Curitiba.
 
Thaméa é em São Paulo o que Deltan Dallagnol é na capital do Paraná: coordenador e porta-voz da força-tarefa.
 
Em entrevista publicada pela Folha neste sábado (22), ela se posiciou contra vazamentos seletivos de delações e disse "entender" a ânsia da imprensa e da sociedade por detalhes das investigações, mas pontou que dar "publicidade" às apurações pode não ser bom para o "intesse público"
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Janio de Freitas: Lava Jato permite que delator compre liberdade com dinheiro roubado

 
Jornal GGN - Em artigo na Folha, neste domingo (9), o jornalista Janio de Freitas criticou o acordo que os procuradores da Lava Jato pretendem fechar com Renato Duque. Após delatar Lula e abrir mão de uma fortuna escondida no exterior, Duque negocia uma sentença de cinco anos para crimes que somariam oito décadas de condenação. "Deem o nome que derem, o que Renato Duque faz é comprar e pagar liberdade com dinheiro que não lhe pertence e embolsou em corrupção", disparou Janio.
 
No mesmo artigo, o colunista avalia que a saída da Polícia Federal da força-tarefa de Curitiba, além de mostrar a força do ministro da Justiça Torquato Jardim, funcionou como um recado ao Supremo Tribunal Federal sobre o papel da Procuradoria nos acordos de delação.
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Lava Jato: desmonte para proteção, por Marcelo Auler

O diretor-geral do DPF, Leandro Daiello, que ganhou o manto protetor costurado pela Força Tarefa da Lava Jato, agora faz o desmonte da mesma até para evitar punições- Foto: reprodução

do blog de Marcelo Auler

Lava Jato: desmonte para proteção

por Marcelo Auler

Só os mais ingênuos é que estranharam o anúncio feito pelo Departamento de Polícia Federal (DPF) do desmonte do que restou da Força tarefa da Lava Jato na Superintendência Regional do DPF no Paraná (SR/DPF/PR). O desmonte, por um governo golpista repleto de investigados não só da Lava Jato, mas de outras operações policiais, era mais do que esperado. Lembremos que todos os que defenderam e lutaram pelo golpe que derrubou a presidente legitimamente eleita, Dilma Rousseff, entre outras causas para retirá-la alegavam que ela faria isso. Em 30 de maio de 2016, quando Eugenio Aragão assumiu o ministério da Justiça, na postagem Fantástico: Michel Temer coloca a raposa para cuidar do galinheiro, chegamos a republicar um trecho do artigo de Miriam Leitão com este tipo de acusação, oportunidade que a rebatemos:

“Minha colega e ex-chefe, Miriam Leitão, por exemplo, escreveu a coluna “O homem amigo“, em O Globo, acusando o então novo ministro de “buscar um pretexto para intervir na equipe da Lava-Jato. Mesmo sem ter tido sequer cheiro de vazamento, ele continuou. Circulam rumores de que ele tem uma lista das cabeças que cortará. O “Valor” ontem falou de duas dessas cabeças: Rosalvo Ferreira, superintendente da Polícia Federal no Paraná, e Igor Romário de Paula, diretor de combate ao crime organizado no Paraná. Além, claro, do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello”.

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A esquizofrenia das teorias da prova no caso Lula, por Lenio Streck

A esquizofrenia das teorias da prova no caso Lula

por Lenio Streck

Recentemente, o conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Valter Shuenquener concedeu liminar para anular a questão número 9 do 54º concurso público para promotor de Justiça do Estado de Minas Gerais. Razão: a pergunta versava sobre coisa exóticas chamadas “teoria da graxa” e “estado vampiro”. Esse tipo de questão mostra a esquizofrenia do direito e do ensino jurídico no país.

Pois parece que o recado do CNMP não retumbou em certas teorias – bem exóticas - utilizadas pelo Ministério Público Federal nas alegações finais subscritas recentemente no processo criminal movido contra o ex-Presidente Lula. Qual é o limite ético do uso de determinadas teses, tratando-se de uma Instituição que deve ser imparcial (MP deveria ser uma magistratura) e zelar pelos direitos e garantias dos cidadãos e da sociedade? Eis o busílis.

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Para mídia, fim da força-tarefa da PF em Curitiba "prejudica" ações contra Lula

Jornal GGN - A Polícia Federal confirmou, nesta quinta (6), que encerrou o grupo exclusivo que atuava em Curitiba por conta da Operação Lava Jato. Em nota, a direção da PF admitiu que os grupos de trabalho dedicados à Lava Jato e à Carne Fraca serão dissolvidos e passarão a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor).

A informação foi disseminada na imprensa após a revista Época antecipar o fim do GT e afirmar que procuradores de Curitiba avaliaram a medida como uma tentativa de "asfixiar" as investigações.

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