4 de junho de 2026

Em pedido negado pelo STF, Cunha assume ligação de autos com esposa e filha

 
Jornal GGN – O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para juntar os processos contra a sua esposa, Claudia Cruz, e sua filha, Danielle da Cunha, ao que tramita contra o peemedebista no Supremo.
 
Cunha tentou tirar das mãos do magistrado do Paraná, Sergio Moro, os autos de sua esposa e filha. Para isso, entrou com reclamação no STF, alegando “usurpação da competência do STF”.
 
No pedido, o deputado acabou admitindo que a investigação na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba tem “estreita conexão” com o seu inquérito 4146 no Supremo. O argumento contraria outro exposto em processo no Conselho de Ética da Câmara sobre a sua cassação. 
 
Na ocasião, Cunha alegava que se tratavam de investigações distintas, não podendo associar as acusações envolvendo o cartão de crédito de sua esposa, com gastos no exterior, ao seu processo.
 
Mas no novo pedido ao STF, o parlamentar alegava a conexão, citando como exemplo a realização de duas oitivas, pelo Ministério Público Federal, contra sua mulher e filha, nas quais as duas citavam seu nome.
 
Zavascki negou, respondendo que todo o Plenário do STF já tinha julgado pelo desmembramento das investigações, mantendo na última instância apenas os detentores de foro privilegiado. 
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. Serjão

    6 de julho de 2016 7:39 am

    Hospital do Câncer

    Isso NÃO pode acontecer:

    https://www.youtube.com/watch?v=_QveXURHMak

  2. Bruno Cabral

    6 de julho de 2016 9:25 am

    Cade o Super Moro?

    Enquanto ele não prender a mulher e filha, já que por muito menos prendeu até quem confundiu com cunhada de um petista, não vai ter delação premiada do Cunha.

  3. André Oliveira

    6 de julho de 2016 6:37 pm

    Quem define se há conexão
    Quem define se há conexão entre casos é o juiz, nesse caso Teori. A defesa de Cunha está tentando vender esta tese por interesse próprio mas não é algo que o réu possa admitir, reconhecer ou deixar de fazê-lo, é matéria que cabe ao magistrado avaliar ate porque o que a defesa de Cunha pretende é que sua mulher e filha sejam julgados no supremo e isso é prerrogativa de quem tem foro privilegiado e não de seus parentes, mesmo diretos.

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