
Jornal GGN – O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para juntar os processos contra a sua esposa, Claudia Cruz, e sua filha, Danielle da Cunha, ao que tramita contra o peemedebista no Supremo.
Cunha tentou tirar das mãos do magistrado do Paraná, Sergio Moro, os autos de sua esposa e filha. Para isso, entrou com reclamação no STF, alegando “usurpação da competência do STF”.
No pedido, o deputado acabou admitindo que a investigação na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba tem “estreita conexão” com o seu inquérito 4146 no Supremo. O argumento contraria outro exposto em processo no Conselho de Ética da Câmara sobre a sua cassação.
Na ocasião, Cunha alegava que se tratavam de investigações distintas, não podendo associar as acusações envolvendo o cartão de crédito de sua esposa, com gastos no exterior, ao seu processo.
Mas no novo pedido ao STF, o parlamentar alegava a conexão, citando como exemplo a realização de duas oitivas, pelo Ministério Público Federal, contra sua mulher e filha, nas quais as duas citavam seu nome.
Zavascki negou, respondendo que todo o Plenário do STF já tinha julgado pelo desmembramento das investigações, mantendo na última instância apenas os detentores de foro privilegiado.
Serjão
6 de julho de 2016 7:39 amHospital do Câncer
Isso NÃO pode acontecer:
https://www.youtube.com/watch?v=_QveXURHMak
Bruno Cabral
6 de julho de 2016 9:25 amCade o Super Moro?
Enquanto ele não prender a mulher e filha, já que por muito menos prendeu até quem confundiu com cunhada de um petista, não vai ter delação premiada do Cunha.
André Oliveira
6 de julho de 2016 6:37 pmQuem define se há conexão
Quem define se há conexão entre casos é o juiz, nesse caso Teori. A defesa de Cunha está tentando vender esta tese por interesse próprio mas não é algo que o réu possa admitir, reconhecer ou deixar de fazê-lo, é matéria que cabe ao magistrado avaliar ate porque o que a defesa de Cunha pretende é que sua mulher e filha sejam julgados no supremo e isso é prerrogativa de quem tem foro privilegiado e não de seus parentes, mesmo diretos.