4 de junho de 2026

Teori diz que há “elementos robustos” de que Cunha recebeu propina

 
Jornal GGN – “A análise dos autos mostra que há indícios robustos para, nestes termos, receber parcialmente a denúncia, cuja narrativa (…) dá conta de que o deputado Federal Eduardo Cunha, procurado por Fernando Soares, aderiu ao recebimento, para si e concorrendo para o recebimento por parte de Fernando Soares, de vantagem indevida, oriunda da propina destinada a diretor de empresa estatal de economia mista, em função do cargo, por negócio ilícito com ela celebrado”, disse o ministro Teori Zavaski, relator do processo da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), em seu voto, tornando Cunha o primeiro réu na Corte.
 
Ainda de acordo com o ministro, “os elementos colhidos confortam sobejamente o possível cometimento de crime de corrupção passiva majorada, ao menos na qualidade de partícipe, por parte do Deputado Federal Eduardo Cunha, ao incorporar-se à engrenagem espúria protagonizada pelo então diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Júlio Camargo e Fernando Soares”. 
 
Ao longo das 79 páginas de seu voto, Zavascki apontou que, apesar de trazer a princípio indícios de delações premiadas, que ainda devem ser provadas, houve um “reforço narrativo lógico e elementos sólidos” nas declarações do empresário Júlio Camargo, que posteriormente foram confirmadas pelos depoimentos em acordo de delação do doleiro Alberto Youssef e do lobista Fernando Soares. 
 
Pelos depoimentos, afirma Teori, a denúncia indica que “ambos os denunciados, Eduardo Cunha e sua correligionária Solange Almeida” aderiram “à exigência e recebimento de valores ilícitos, a partir de 2010 e 2011”, em quantias que chegaram ao “montante de US$ 5.000.000,00 – para pressionar o retorno do pagamento das propinas, valendo-se de requerimentos, formulados por interposta pessoa [Solange] e com desvio de finalidade, perante o Congresso Nacional”, ressaltou.
 
“Nesse quadro, a materialidade e os indícios de autoria, elementos básicos para o recebimento da denúncia, encontram-se presentes a partir do substrato trazido no inquérito”, afirma Teori Zavascki. 
 
Abaixo, a íntegra do voto do ministro do Supremo Tribunal Federal pela denúncia contra Eduardo Cunha na Lava Jato:
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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7 Comentários
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  1. emerson57

    3 de março de 2016 1:57 pm

    óculos

    Todos que votaram acompanharam o relator.

    Só falta o canalha mór pedir vista e sentar em cima!

  2. José CB

    3 de março de 2016 3:10 pm

    Rápido com isso

    As coisas vão acontecer rapidamente agora.

    Retirar Cunha da linha sucessória é inadiável, é prá ontem.

  3. altamiro souza

    3 de março de 2016 3:38 pm

    quero que o cunha seja

    quero que o cunha seja cassado,mas essa quesrtão das  provas

    da delação premiada é vital, para chcoi, francisco e o escambau….

  4. wendel

    3 de março de 2016 4:01 pm

    E ……………….

    “elementos robustos”, é apenas semântica. Melhor dizer que existem  provas, Sr. Ministro, ou está com medo tb. !!!!!

    Sabem que existe, mas cadê alguém com culhões roxo para dizer ???????????

  5. antonio francisco

    3 de março de 2016 4:19 pm

    Aldir Blanc e o jogo Fla-Fla

    O músico, compositor e articulista Aldir Blanc expõe a céu aberto, veja reprodução abaixo, a beatificação dos toxicômanos do PSDB pela velha mídia e seus ventríloquos do MPF/PF. Salve a avis rara na imprensa! O massacre midiático contra Dilma e Lula é uma grande cortina de fumaça para esquecermos o probo Eduardo CUnha. Enquanto caçam Lula ninguém lembra de José Maria Marin, Ricardo Teixeira ou Marco Polo del Nero, todos amicíssimos da famiglia Marinho com quem faziam grandes negócios.

    https://fichacorrida.wordpress.com/

     

     

  6. Cristiano Marochi

    3 de março de 2016 5:35 pm

    É impossível que Cunha tenha

    É impossível que Cunha tenha recebido propina. Segundo o ministro Zavascki essa propina teria origem em contratos superfaturados com empreiteiras e prestadoras de serviços da Petrobras, mas todos aqui sabemos que não houve corrupção envolvendo essas empresas, que só foram punidas devido à ignorância do juiz da Lava Jato que confundiu sobrepreço nos contratos com superfaturamento. Se Cunha recebeu algum dinheiro, foi proveninente de caixa 2, recurso absolutamente trivial e que não constitui crime. Portanto não há provas contra Cunha, apenas delações. Se ele for condenado com base nisso então todos os demais acusados da Lava Jato também terão de sê-lo, e a democracia deste país estará completamente destruída para ser trocada por um Estado de Exceção.

    1. wendel

      3 de março de 2016 6:23 pm

      Então…………

      Bela defesa, sem fundamentação jujridica !!! Caso não haja provas, ele tem mais é que ser inocentado. Quanto a vc dizer que – ” …  democracia deste país estará completamente destruída para ser trocada por um Estado de Exceção.”, não hmá surpresa nenhuma, pois já condenaram alguns com a simmples retórica de ” … conhecimento do domínio do fato” , lembra-se !!!!

      Então meu caro o tal “Estado de Exceção”, há muito já está implantado, e só os cegos, ou os com “rabo preso”, não querem ver !!!!!!!!!!!!!!!!!!

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