
súbito eu lavo minhas mãos eternas, por romério rômulo
súbito eu piso nos degraus da noite
súbito arranco memórias desta carne
toda a estrada eu desmonto, súbito
subitamente eu falo de você
quando as vidas me trocam cada tempo
súbito eu lavo minhas mãos eternas
à luz que arranca o medo pelo medo
do único instante que meu olho dobra
se com a morte eu lavar a noite
e com a mesma morte eu desmontar cavalos
me sobram ainda as cordas do universo
eu vou tangê-las todas, estas cordas
eu vou mirá-lo todo, este tempo.
romério rômulo
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