
na fria luz do gelo derretido
quando você se perde e se desmonta
quando você desgraça e não se acalma
quando você amarga a sua alma
quando você sucumbe e se amedronta
nas armaduras do mundo carcomido
nas solidões do inverno que se abate
na imensidão do gelo derretido
estou, estive. a vida não estava.
por todos os demais, sou um ruído
por tantas rouquidões, fui tempestade
e nestas ilusões, um corrompido
da truculência da língua que se baba
da dicção da goela que se trava
do metro que se mede e não se acaba.
romério rômulo
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