Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) e seu irmão Veneziano Vital do Rego (PMDB-PB) teriam coagido funcionários públicos a colaboraram com campanha para preservar seus empregos

Jornal GGN – Um dos ministros do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), voltou a ser investigado por suposto crime eleitoral durante a campanha de 2012 na Paraíba. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autorizou o prosseguimento da investigação de que Vital teria coagido servidores públicos da prefeitura de Campina Grande para apoiar a aliada Tatiana Medeiros (PMDB-PB).
Uma reunião com 150 servidores, comandada pelo atual deputado federal Veneziano Vital do Rego (PMDB-PB), irmão do ministro, teria pedido o “empenho” dos funcionários para a campanha de Medeiros, em troca da preservação de seus empregos.
A denúncia foi feita pelo funcionário público Josimar Reis de Mendonça, que enviou um email, ainda durante o período eleitoral de 2012. Recusando-se a comparecer, Mendonça disse à Polícia Federal que “a reunião tinha como objetivo pressionar os funcionários da prefeitura de Campina Grande, principalmente os terceirizados, a votarem na candidata Tatiana”.
A partir da denúncia, a Justiça enviou ao evento dois oficiais de Justiça de propaganda eleitoral, que confirmaram a presença do ministro do TCU, que à época era senador, e de seu irmão. De acordo com os fiscais, os presentes assinavam uma “lista de presença” e eram convidados pelos dois políticos a participar da campanha da candidata, contando “com o empenho dos mesmos”. “Se ela vencesse, todos continuariam nos seus empregos”, disse à PF uma funcionária que participou da reunião.
Janot protocolou uma manifestação no último dia 10 de julho, no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando explicações do ministro e de seu irmão. O procurador-geral da República não requisitou depoimentos de ambos, mas as justificativas por escrito.
“Alguns depoimentos colhidos no inquérito policial confirmam, em certa medida, os fatos narrados na notícia-crime que deu origem à investigação”, disse Jano na manifestação encaminhada ao ministro do STF Luí Barroso, relator do processo. Janot pede a apuração do crime previsto no artigo 299 do Código Eleitoral, que descreve pena de até 4 anos para quem oferece a eleitores vantagens em troca de votos, mesmo que a “oferta” não seja aceita.
Francisco de Assis
29 de julho de 2015 4:47 pmMinistro do TCU investigado para votar contra o governo
Ministro do TCU investigado para votar contra o governo
Sugiro o título acima para a matéria. É bem mais realista.
Falar nisso, que velocidade do Janot no caso! Impressionante. Já no caso Furnas…
Edinaldo Júnior
29 de julho de 2015 4:53 pmE ele vai “julgar” as “pedaladas fiscais” ????
Só no Brasil da esculhambação isso pode acontecer!
Eu
29 de julho de 2015 5:44 pmTCU
Todo e qualquer minsitro que votar pelo governo sofrerá.
oneide
29 de julho de 2015 5:47 pmSó agora na véspera do TCU
Só agora na véspera do TCU rejeitar as contas de Dilma se “descobre” os mal feitos no TCU.
Não sei acho que é para pressionar , eu acho não tenho certeza é só uma impressão minha.
Fernando Cravo
29 de julho de 2015 8:19 pmOtrolleide
Será que tem troll ganhando uma graninha….? O Moro e o TCU tem que saber disto….