11 de julho de 2026

No Senado, projeto de Moro e sua indicação ao STF sofrem resistência

Além disso, ministro da Justiça também encontrará dificuldades no Senado para aprovar seu pacote anticrime, que será amarrado à aprovação da Lei Cancellier, contra abuso de autoridade
Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Não é só com a presidência da Câmara que Sergio Moro enfrenta problemas. Seu pacote anticrime sequer começou a tramitar na Casa e a jornalista Mônica Bergamo já antecipa dificuldades de aprovação no Senado. É o que informa sua coluna na Folha de S. Paulo desta segunda (25).

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Além do projeto de lei, Moro enfrentará obstáculos em um assunto de interesse pessoal: sua eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal.

De acordo com Bergamo, ao menos 4 grandes partidos apresentam resistência à posse do ex-juiz de piso na Lava Jato como membro da Suprema Corte: PT, MDB, PSDB e DEM.

No Senado, a tramitação do pacote anticrime também seria amarrada a outro projeto que a Lava Jato não quer ver aprovado: a chamada Lei Cancellier, um projeto de lei para coibir abusos de autoridades como os inúmeros que já foram praticados na Operação, especialmente em Curitiba.

Na Câmara, a ânsia de aprovar o projeto fez Moro entrar em conflito com Rodrigo Maia, que decidiu mostrar que a classe política eleita para o Legislativo dá o ritmo de como funciona a Casa, não um “ministro de Estado” que se comporta como se fosse “presidente da República.

Em vez de tocar o pacote anticrime de Moro com a reforma da Previdência em paralelo, Maia decidiu dar prioridade ao segundo tema e colocou o projeto do ministro da Justiça numa comissão especial por ao menos 90 dias, prorrogáveis.

Somente após a conclusão desse grupo de trabalho especial é que o pacote será enviado para uma das comissões permanentes da Casa.

Redação

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4 Comentários
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  1. Júnior Veras

    25 de março de 2019 10:52 am

    Acostumado a tomar decisões a alapapalégua, o ex- juizeco, agora funcionário do ex-capitão aloprado que virou presidente, terá que se contentar com o ritmo tartaruga de seu projeto contol c control v.

  2. Marcos Videira

    25 de março de 2019 11:16 am

    O bando da República de Curitiba quer assumir o comando do Supremo Tribunal Federal. São aliados de Bolsonaro e os parlamentares de extrema-direita já começaram a falar em impeachment de Gilmar Mendes. Pretendem eliminar o principal adversário no STF.
    Hoje, Gilmar Mendes é imprescindível para derrotar os fascistas.

  3. naldo

    25 de março de 2019 12:08 pm

    Premiar esse senhor, que destruiu o pais e teve uma atuação autoritária, com uma cadeira no stf, onde teremos que aturá-lo por trinta anos é um acinte…….

    Deveria estar explicando sua ligações com os estaduniudenses………e depois ir para o limbo…..

  4. Carlos Elisio

    25 de março de 2019 1:36 pm

    No STF, o grande obstáculo ao regime fascista chamava-se Teori Zavaski. Desde o início, sempre dentro da Constituição, ele conteve os excessos do grupo de curitiba chegando a colocar o Moro no seu devido lugar em várias ocasiões. Lamentável para o Brasil o acidente que vitimou Teori.
    Gilmar Mendes, ligado ao PSDB, quando interferiu na nomeação de Lula para a Casa Civil pensando em beneficiar seu partido, contribuiu para ascenção ao poder deste grupo que estimula a violência, o preconceito e o obscurantismo religioso e cívico. Não entendo GM como anteparo à crescente onda fascista, procura apenas se proteger.
    Na minha opinião, o que impedirá o projeto pessoal de Moro será sua ganância pelo poder e suas relações não muito claras com o serviço de espionagem dos EUA.
    Vale para aqueles que ambicionam a PGR.

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