4 de junho de 2026

Quem é o Ministro do STF que chorou para Janot?, por Luis Nassif

O ex-deputado Eduardo Cunha ofereceu uma delação na qual se anunciava que incluiriam altas autoridades não apenas do Executivo e do Legislativo, mas também do Judiciário.

Peça 1 – Uma das passagens intrigantes de Rodrigo Janot, no livro que vai lançar, é sobre um Ministro do Supremo Tribunal Federal que o procurou chorando, com receio do que sua mãezinha iria pensar se seu nome aparecesse em uma delação.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Peça 2 – o ex-deputado Eduardo Cunha ofereceu uma delação na qual se anunciava que incluiriam altas autoridades não apenas do Executivo e do Legislativo, mas também do Judiciário. Essa delação jamais saiu do papel. Mais que isso, apesar de mantido preso, Cunha foi completamente isolado do mundo exterior.

Peça 3 – o implacável juiz Sérgio Moro não autorizou uma perícia no celular de Eduardo Cunha, provavelmente a prova mais valiosa de toda Lava Jato, em vista da abrangência dos relacionamentos do ex-deputado. Obviamente quis defender alguém. Não seria nenhum deputado ou senador, todos em sua alça de mira; nem ninguém do Executivo, seu alvo predileto. Portanto só poderia ser alguém do Judiciário. 

Peça 4 – A perseguição a Gilmar Mendes demonstra claramente que os membros do Judiciário eram divididos entre inimigos e aliados. No Supremo Tribunal Federal havia três aliados da Lava Jato: Luiz Edson Fachin, Luis Roberto Barroso e Luiz Fux. Do Rio de Janeiro – região preferencial de atuação de Cunha – são Barroso e Fux. Há um elo comum entre Cunha e Fux: o ex-governador Sérgio Cabral. No mensalão, Fux já tinha surpreendido, votando com o relator Joaquim Barbosa em todos os casos, menos no de Eduardo Cunha. Nesse caso, ele “matou no peito” e absolveu Cunha.

O GGN prepara uma série de vídeos sobre a interferência dos EUA na Lava Jato. Quer apoiar o projeto? Acesse: www.catarse.me/LavaJatoLadoB

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

29 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Anônimo

    27 de setembro de 2019 3:29 pm

    Se há cheiro de maracutaia é porque, muito provavelmente, há maracutaia!

    1. Dulce Leão

      27 de setembro de 2019 5:38 pm

      A Sra. Dra. Mãezinha BarrosA, faleceu em 1982. Acho que o bebê CHORÃO DO PGR, fuxDEU-SE. :p

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    27 de setembro de 2019 3:31 pm

    Fux, a raposa… vai beber até ser derrubado por quem estava de tocaia?
    Não percam as cenas do próximo capítulo.

  3. Gabriel Pinto

    27 de setembro de 2019 3:44 pm

    Nassif, no livro “os onze”, que conta os bastidores do STF, conta que é o Fux. E conta a história em detalhes

    1. Ângela

      27 de setembro de 2019 5:20 pm

      Fux, também é o ministro que tem uma mãe zelosa e que se manifesta publicamente a favor do decoro.

  4. Bruno Cabral

    27 de setembro de 2019 3:51 pm

    O que levou Dilma e Lula a indicarem Fux e Fachin?

    1. Anônimo

      27 de setembro de 2019 4:18 pm

      Provavelmente a ilusão de que o PT era aceito pela burguesia, de que a luta de classes foi tornada obsoleta por uma cooperação de classes, o que permitia um “republicanismo” sem que houvesse preocupação com a questão do poder. Por “republicanismo” me refiro a uma troca total do organicismo político pelo contratualismo político. Ou seja, por uma ilusão, o PT abriu o flanco e foi desleixado em um aspecto essencial da política: colocar aliados, de preferência do círculo de confiança mais próximo, nas posições chave. Deu no que deu. E não só no STF, mas em vários postos do Estado o PT alojou inimigos, repito, por acreditar numa ilusão de “democracia consolidada”.

      1. Tadeu Silva

        2 de outubro de 2019 8:30 pm

        “Em lagoa que tem piranha jacaré nada de costas”, quem esqueceu ou não sabia…

      2. Cristina Cerqueira

        3 de outubro de 2019 4:03 pm

        Concordo plenamente.

    2. Naldo

      27 de setembro de 2019 4:37 pm

      Leseira……como se diz na minha terra….

      Não acertaram uma nas escolhas e apesar de não ser culpa deles a atuação individual de cada um, poderiam ter escolhido candidatos bem melhores…….mas como há um fator externo lojista nesse poder, duvido que tal nomeação seja de tão livre arbítrio como se propaga…..

    3. gaúcho

      27 de setembro de 2019 5:54 pm

      O PT, na sua ingenuidade, acreditou que a elite brasileira não voltaria a patrocinar golpe de estado e aplaudiria uma composição do STF plural.

      Assim, FUX por ser judeu foi escolhido ao lado do negro joaquim barbosa, juntando-se à 2 mulheres e outros pseudos progressistas barroso e fachin.

      Foi traído pelo judeu, pelo negro, pelas mulheres e pelos ‘progressistas’.

      1. Anônimo

        27 de setembro de 2019 8:41 pm

        E bota pseudo nisso… o PT agiu como penetra em festa de rico, querendo aparentar descontração. Quanta falta de malícia, quanto despreparo pro poder real. O maior partido da AL não tem quadros dedicados a questões de inteligência?

  5. Marcos Videira

    27 de setembro de 2019 3:53 pm

    Eu aposto no Ministro LUIZ.
    Do mesmo modo que na Loteca, essa aposta não tem erro porque é um jogo Triplo.

  6. Anônimo

    27 de setembro de 2019 3:54 pm

    Que(m) será, será?
    https://www.youtube.com/watch?v=xZbKHDPPrrc

  7. Edivaldo Dias de Oliveira

    27 de setembro de 2019 4:06 pm

    Quem dentre os ministros tinha mãe viva à época? Eis uma pista importante.

  8. Lúcio Vieira

    27 de setembro de 2019 4:16 pm

    Quem chora e foi pedir ao mundo inteiro para entrar no STF é mesmo o Fux

    https://www.diariodocentrodomundo.com.br/fux-se-tornou-um-embaraco-para-a-justica-brasileira/

  9. Fernando Resende Rodrigues

    27 de setembro de 2019 4:55 pm

    Quem chorou foi o Fux. Isso está no livro “os Onze”. Mas, não foi o Ministro que procurou o PGR, foi convidado pelo Ministro e foi em sua casa. Ao saber que não foi citado na deleção do Cunha chorou na frente do PGR.

    1. peregrino

      27 de setembro de 2019 5:44 pm

      imagino quantas lágrimas não devem ter tirado das garrafas

  10. Wanderley Sobreiro

    27 de setembro de 2019 5:35 pm

    Quando a água bate na bunda o sujeito chora, grita e pede socorro, depois pois é…………

  11. ERIVAN DA SILVA RAPOSO

    27 de setembro de 2019 5:41 pm

    Aqui está a resposta:

    https://epoca.globo.com/guilherme-amado/o-dia-em-que-luiz-fux-chorou-para-rodrigo-janot-23844313

  12. Schell

    27 de setembro de 2019 5:44 pm

    Talvez, mais de um… muito mais de um em muito mais de um tribunal…

  13. Carlos

    27 de setembro de 2019 5:47 pm

    Nassif acertou em cheio.
    A mãe do ministro Barroso, Judith Luna Soriano Barroso, faleceu em 1982. Logo, não poderia ser ele.
    A mãe do ministro Luiz Fux, Lucy Fux, era viva na época.

  14. +almeida

    27 de setembro de 2019 10:01 pm

    Peça 1 – Parece que no quesito exposição pessoal, o vale tudo só atinge a Lula, atingir a esquerda e atingir aos adversos do poder judiciário.
    Peça 2 – Imagino o quão caro custa o seu silêncio e o seu bom comportamento. Diferente de Palocci, Cunha é cabrito bom, que se não berra é só por malandragem.
    Peça 3 – Penso que também poderia ser um, ou mais, dos que estavam estreando e compunham a estrutura que sustenta a cúpula do atual governo. Naquele momento, ninguém conhecia ninguém o suficiente, contudo preferiam o atual governo que um governo com Haddad.
    Peça 4 – Após terem provocado diversos barracos, escândalos, decisões absurdas, ganâncias corporativas e outros duvidosos comportamentos. Toda a população já tinha percebido a Torre de Babel que se transformou o judiciário e em especial, o STF.

  15. claudio marcos

    28 de setembro de 2019 7:21 am

    “In Fux we trust”, não foi assim que se pronunciou o todo poderoso juiz?

  16. altamiro souza

    28 de setembro de 2019 10:39 am

    a peruca o denuncia.
    macbeeth não era careca
    nem estamos na era do terror
    da revolução francesa.

  17. Quiteria Rezende

    28 de setembro de 2019 10:55 pm

    O que o Governo do PT, era que ele defendesse à democracia, o estado de direito, e não se acovardasse diante de um governo de direita, por causa de suas passagens de recebimento de propina.

  18. Eduardo

    2 de outubro de 2019 12:36 am

    O perfil determina quem chorou. Lembro-me do Arruda ex-governador do Distrito Federal, do Mabel e de outros chorões.Lembro-me que os brutos também amam e os covardes também sorriem.No geral os brutos odeiam e os covardes choram! Conclusão óbvia: É Fux!

Recomendados para você

Recomendados