Quem é o Ministro do STF que chorou para Janot?, por Luis Nassif

O ex-deputado Eduardo Cunha ofereceu uma delação na qual se anunciava que incluiriam altas autoridades não apenas do Executivo e do Legislativo, mas também do Judiciário.

Peça 1 – Uma das passagens intrigantes de Rodrigo Janot, no livro que vai lançar, é sobre um Ministro do Supremo Tribunal Federal que o procurou chorando, com receio do que sua mãezinha iria pensar se seu nome aparecesse em uma delação.

Peça 2 – o ex-deputado Eduardo Cunha ofereceu uma delação na qual se anunciava que incluiriam altas autoridades não apenas do Executivo e do Legislativo, mas também do Judiciário. Essa delação jamais saiu do papel. Mais que isso, apesar de mantido preso, Cunha foi completamente isolado do mundo exterior.

Peça 3 – o implacável juiz Sérgio Moro não autorizou uma perícia no celular de Eduardo Cunha, provavelmente a prova mais valiosa de toda Lava Jato, em vista da abrangência dos relacionamentos do ex-deputado. Obviamente quis defender alguém. Não seria nenhum deputado ou senador, todos em sua alça de mira; nem ninguém do Executivo, seu alvo predileto. Portanto só poderia ser alguém do Judiciário. 

Peça 4 – A perseguição a Gilmar Mendes demonstra claramente que os membros do Judiciário eram divididos entre inimigos e aliados. No Supremo Tribunal Federal havia três aliados da Lava Jato: Luiz Edson Fachin, Luis Roberto Barroso e Luiz Fux. Do Rio de Janeiro – região preferencial de atuação de Cunha – são Barroso e Fux. Há um elo comum entre Cunha e Fux: o ex-governador Sérgio Cabral. No mensalão, Fux já tinha surpreendido, votando com o relator Joaquim Barbosa em todos os casos, menos no de Eduardo Cunha. Nesse caso, ele “matou no peito” e absolveu Cunha.

O GGN prepara uma série de vídeos sobre a interferência dos EUA na Lava Jato. Quer apoiar o projeto? Acesse: www.catarse.me/LavaJatoLadoB

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  O discurso niilista do presidente do Supremo Tribunal Federal, por Maria Eduarda Freire

29 comentários

  1. Nassif, no livro “os onze”, que conta os bastidores do STF, conta que é o Fux. E conta a história em detalhes

    23
    • Provavelmente a ilusão de que o PT era aceito pela burguesia, de que a luta de classes foi tornada obsoleta por uma cooperação de classes, o que permitia um “republicanismo” sem que houvesse preocupação com a questão do poder. Por “republicanismo” me refiro a uma troca total do organicismo político pelo contratualismo político. Ou seja, por uma ilusão, o PT abriu o flanco e foi desleixado em um aspecto essencial da política: colocar aliados, de preferência do círculo de confiança mais próximo, nas posições chave. Deu no que deu. E não só no STF, mas em vários postos do Estado o PT alojou inimigos, repito, por acreditar numa ilusão de “democracia consolidada”.

      43
      2
    • Leseira……como se diz na minha terra….

      Não acertaram uma nas escolhas e apesar de não ser culpa deles a atuação individual de cada um, poderiam ter escolhido candidatos bem melhores…….mas como há um fator externo lojista nesse poder, duvido que tal nomeação seja de tão livre arbítrio como se propaga…..

      18
    • O PT, na sua ingenuidade, acreditou que a elite brasileira não voltaria a patrocinar golpe de estado e aplaudiria uma composição do STF plural.

      Assim, FUX por ser judeu foi escolhido ao lado do negro joaquim barbosa, juntando-se à 2 mulheres e outros pseudos progressistas barroso e fachin.

      Foi traído pelo judeu, pelo negro, pelas mulheres e pelos ‘progressistas’.

      42
      2
      • E bota pseudo nisso… o PT agiu como penetra em festa de rico, querendo aparentar descontração. Quanta falta de malícia, quanto despreparo pro poder real. O maior partido da AL não tem quadros dedicados a questões de inteligência?

        25
        2
  2. Quem chorou foi o Fux. Isso está no livro “os Onze”. Mas, não foi o Ministro que procurou o PGR, foi convidado pelo Ministro e foi em sua casa. Ao saber que não foi citado na deleção do Cunha chorou na frente do PGR.

  3. Nassif acertou em cheio.
    A mãe do ministro Barroso, Judith Luna Soriano Barroso, faleceu em 1982. Logo, não poderia ser ele.
    A mãe do ministro Luiz Fux, Lucy Fux, era viva na época.

  4. Peça 1 – Parece que no quesito exposição pessoal, o vale tudo só atinge a Lula, atingir a esquerda e atingir aos adversos do poder judiciário.
    Peça 2 – Imagino o quão caro custa o seu silêncio e o seu bom comportamento. Diferente de Palocci, Cunha é cabrito bom, que se não berra é só por malandragem.
    Peça 3 – Penso que também poderia ser um, ou mais, dos que estavam estreando e compunham a estrutura que sustenta a cúpula do atual governo. Naquele momento, ninguém conhecia ninguém o suficiente, contudo preferiam o atual governo que um governo com Haddad.
    Peça 4 – Após terem provocado diversos barracos, escândalos, decisões absurdas, ganâncias corporativas e outros duvidosos comportamentos. Toda a população já tinha percebido a Torre de Babel que se transformou o judiciário e em especial, o STF.

  5. O que o Governo do PT, era que ele defendesse à democracia, o estado de direito, e não se acovardasse diante de um governo de direita, por causa de suas passagens de recebimento de propina.

  6. O perfil determina quem chorou. Lembro-me do Arruda ex-governador do Distrito Federal, do Mabel e de outros chorões.Lembro-me que os brutos também amam e os covardes também sorriem.No geral os brutos odeiam e os covardes choram! Conclusão óbvia: É Fux!

  7. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome