Jornal GGN – O total de pessoas fora da força de trabalho no Brasil subiu para 67,3 milhões durante o primeiro trimestre de 2020, batendo novo recorde desde 2012, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O grupo de pessoas fora da força de trabalho é composto por pessoas que não procuram trabalho, mas que não se enquadram no desalento. Em termos percentuais, o indicador subiu 2,8% (1,8 milhão de pessoas) em relação ao trimestre anterior e 3,1% (mais 2 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.
A população desalentada, isto é, as pessoas que desistiram de procurar emprego, somou 4,8 milhões, resultado estatisticamente estável em ambas as comparações. O percentual de desalentados em relação à população na força de trabalho ou desalentada (4,3%) teve variação positiva de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior (4,2%) e permaneceu estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
“A população fora da força de trabalho já vinha crescendo, e é importante lembrar que no primeiro trimestre de cada ano, essa população costuma aumentar, porque é um período de férias e muita gente interrompe a procura por trabalho”, disse Adriana Beringuy, analista do IBGE responsável pela pesquisa.
A analista da pesquisa não garante que as medidas de isolamento social, provocadas pela pandemia da Covid-19, doença causa pelo novo coronavírus, refletiram na taxa de desemprego do trimestre fechado em março.
Já o rendimento médio real habitual (R$ 2.398) no trimestre encerrado em março ficou estável nas duas comparações. Já a massa de rendimento caiu para R$ 216,3 bilhões, quando comparada ao último trimestre de 2019, uma variação de -1,3%. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve estabilidade na massa de rendimentos.
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