5 de junho de 2026

Novo encargo de Guedes terá peso maior sobre os pobres

Especialistas dizem que encargo digital deve ampliar desigualdade tributária existente no país, assim como aconteceu com a antiga CPMF
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Jornal GGN – O novo “imposto digital” que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende criar deve ter efeito semelhante ao da antiga CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), com peso maior sobre os mais pobres.

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Segundo especialistas consultados pelo jornal Folha de São Paulo, as contrapartidas prometidas pelo governo Bolsonaro para a criação do novo encargo (como aumento da isenção de imposto de renda e desoneração de folha de pagamento) são insuficientes para compensar as distorções a serem geradas por um imposto sobre transações financeiras.

Além disso, o teto de gastos impede que o aumento de receitas obtido por meio do novo encargo seja usado para aumentar o programa de transferência de renda para os mais carentes.

Estudo elaborado pela economista Maria Helena Zockun em 2007 (ano da extinção da CPMF) mostrou que, na época, a alíquota de 0,38% do encargo respondia por 1,32% da renda familiar, uma vez que o imposto incide em cascata sobre etapas de produção e venda de produtos e serviços consumidos.

 

 

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1 Comentário
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  1. Edson J

    19 de agosto de 2020 8:01 pm

    Qual a surpresa?

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