Novo encargo de Guedes terá peso maior sobre os pobres

Especialistas dizem que encargo digital deve ampliar desigualdade tributária existente no país, assim como aconteceu com a antiga CPMF

Paulo Guedes, ministro da Economia. foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

Jornal GGN – O novo “imposto digital” que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende criar deve ter efeito semelhante ao da antiga CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), com peso maior sobre os mais pobres.

Segundo especialistas consultados pelo jornal Folha de São Paulo, as contrapartidas prometidas pelo governo Bolsonaro para a criação do novo encargo (como aumento da isenção de imposto de renda e desoneração de folha de pagamento) são insuficientes para compensar as distorções a serem geradas por um imposto sobre transações financeiras.

Além disso, o teto de gastos impede que o aumento de receitas obtido por meio do novo encargo seja usado para aumentar o programa de transferência de renda para os mais carentes.

Estudo elaborado pela economista Maria Helena Zockun em 2007 (ano da extinção da CPMF) mostrou que, na época, a alíquota de 0,38% do encargo respondia por 1,32% da renda familiar, uma vez que o imposto incide em cascata sobre etapas de produção e venda de produtos e serviços consumidos.

 

 

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