Jornal GGN – O patrimônio acumulado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entre 2010 e 2014 somou quase R$ 1 milhão, segundo análise do Ministério Público do Rio de Janeiro.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o valor integra a denúncia apresentada na última semana ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio e representa a diferença entre as despesas da família e a renda declarada pelo filho do presidente Jair Bolsonaro e sua esposa no período.
O casal não teria como explicar gastos que chegam a R$ 977,6 mil em apenas cinco anos, sendo que boa parte deles foram feitos com pagamento em dinheiro vivo ou por contas do casal após depósitos em espécie. Segundo a defesa do senador, a denúncia contém “erros matemáticos”.
A acusação não reúne todas as suspeitas, uma vez que a movimentação financeira da loja de chocolates de Flávio Bolsonaro segue sendo investigada. Suspeita-se que o senador tenha usado o estabelecimento para lavar até R$ 1,6 milhão.
Flávio Bolsonaro é acusado de desviar R$ 6,1 milhões dos cofres públicos quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. O valor se refere à soma de seus 12 ex-assessores na Assembleia Legislativa do Rio. Desse total, R$ 2,08 milhões foram repassados para as contas do policial militar aposentado Fabrício Queiroz, e outros R$ 2,15 milhões foram sacados pelos ex-assessores-fantasmas.
Carlos Elisioc
8 de novembro de 2020 6:38 pm“Rachadinha aumentou patrimônio de Flávio Bolsonaro em R$ 1 milhão”
E o sujeito alega “erros matemáticos”, mas eu acredito mais em erro no período. Ao invés de quinquenal este valor não seria correspondente a um aumento anual? Talvez semestral? Quiçá mensal?
Não podemos vacilar na periodicidade da taxa de aumento patrimonial do emérito senador.
Lúcio Vieira
8 de novembro de 2020 11:45 pmParece que o termo “rachadinha”, por ser no diminutivo, dá a impressão de coisa comum e pequena, não fornece entendimento para críticas da população em geral. É como não indicar que o presidente é irresponsável, quando toma medidas insensatas e não indicar que ele mente, quando assim procede.
O termo jurídico que o MP indica para “rachadinha” dá mais peso e impõe cobrança cívica e social: “rachadinha” deveria ser colocada pela imprensa séria como é, “fraude para desvio de dinheiro público”