Jornal GGN – É impossível saber o que falta para que vidas sejam salvas do presidente Jair Bolsonaro, mas como aponta o jornalista Jânio de Freitas, não é preciso imaginar a combinação entre políticos e a chamada “elite” para ver quem ou o que concede a liberdade de ação em troca de ganhos e vantagens.
“A conduta da Presidência e de seus auxiliares na Saúde, na balbúrdia da vacina, basta para justificar o processo de interdição ou de impeachment, sem precisar dos anteriores crimes de responsabilidade e outros cometidos por Bolsonaro e pelo relapso general Eduardo Pazuello”, afirma Freitas, em sua coluna no jornal Folha de São Paulo. “Nem se sabe mais o número de requerimentos para processo de impeachment apresentados à Câmara. Sobre eles, Rodrigo Maia, presidente da casa, lançou uma sentença sucinta: “Não há agora exame de impeachment nem vai haver depois””.
Para Freitas, a recusa em se analisar os pedidos se configura como abuso de poder: “é dever do presidente da Câmara o exame de tais requerimentos, daí resultando o envio justificado para arquivamento ou para discussão em comissões técnicas. Rodrigo Maia jamais explicou sua atitude. Daí se deduz que não lhe convém fazê-lo, com duas hipóteses preliminares: repele a possível entrega da Presidência ao vice Mourão ou considera a iniciativa inconveniente a eventual candidatura sua a presidente em 2022”.
Segundo o jornalista, as camadas sociais que permanecem tranquilas com o que está acontecendo no país são aquelas que podem manipular os ânimos, e que tem mais noção do que se passa – sem que isso atenue sua visão pelas camadas inferiores. “Diante de todos os desastres que o corroem, o Brasil parece morto”.
Carlos Elisioc
13 de dezembro de 2020 3:32 pmExato!!
Orides
13 de dezembro de 2020 3:46 pmO Brasil morreu no dia 17/04/2016. Como não foi enterrado, permanece vagando como um zumbi.
Lúcio Vieira
13 de dezembro de 2020 3:54 pmA mentalidade padrão de boa parte da elite brasileira, em especial a que se encantou com a possibilidade de um ministro “liberal”, atrelado a um presidente tosco/conservador, ladeado por militares foi embasada no sonho ideal, ainda mais com a ilusão de que os militares cavalgariam a tosqueira do presidente, sempre que se revelasse. Independente da pandemia, pouca coisa deu certo e a pandemia contribuiu apenas para se ver que os militares de Bolsonaro só fazem mesmo é a balbúrdia piorar. E os substitutos dos que se vão, se mostram em nível decrescente. Quem sai, faz guerra, fuxico e quer ver desvencilhado seu CV do governo indecente.
A coisa caiu tanto que nem tweets de generais que no passado recente, mereceram a citação (combinada) do JN para pressionar o STF, hoje só tem o Heleno, que nem se segura mais em pé e tem de andar arrastando o sapato. Decadência de metade de mandato, com o país em crise. Mas Bolsonaro, elite, militares, mídia corporativa se merecem e são canos que saem separados, mas a origem é a mesma caixa de esgoto.