5 de junho de 2026

Centrão deve ganhar ainda mais espaço político em 2021

Presidente Jair Bolsonaro tenta estreitar aproximação com partidos tradicionais; objetivo é formar rede de apoio e proteção política
Foto: Reprodução

Jornal GGN – A bandeira antipolítica adotada pelo presidente Jair Bolsonaro está dando lugar a uma aliança pragmática com o bloco de partidos conhecido como Centrão, com o objetivo de garantir uma rede de proteção e apoio para o ano de 2021.

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Uma parte do plano do presidente é garantir aos partidos do centrão cargos importantes em pastas com orçamento bilionário, como o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) – cerca de 17 postos relevantes do segundo escalão foram ocupados em áreas responsáveis por comandar orçamentos de cerca de R$ 70 bilhões.

O resultado é os partidos aliados ao candidato do centrão na Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) estão entre os que mais aderem ao governo durante as votações – em média, PP, PL, PSC, Republicanos, PSD, PROS, Solidariedade, Avante e Patriota votaram alinhados ao Planalto em 90% dos casos, além de terem travado o andamento dos pedidos de impeachment do presidente e a investigação do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética do Senado.

E essa negociata deve ganhar força em 2021: segundo informações do jornal O Globo, existe a possibilidade de que o deputado federal Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos, e o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), assumam ministérios na próxima reforma ministerial, como forma de agradecimento aos serviços prestados ao governo. Outra vaga que deve virar moeda de troca é a Secretaria-Geral da Presidência, por conta da possível ida de Jorge Oliveira para o Tribunal de Contas da União (TCU).

 

 

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  1. Renato Cruz

    27 de dezembro de 2020 5:34 pm

    É uma tragédia anunciada a eleição presidencial de 2022, e faltam apenas 21 meses.
    A única maneira de impedir a reeleição de Bolsonaro é definir um candidato único de toda a oposição democrática o mais rápido possível.
    Lula tem que desaparecer do cenário político, submergir no anonimato, porque há ódio demais contra ele, mas não adianta, seu EGO monstruoso é incapaz de pensar no Brasil, porque Lula pensa em primeiro lugar e acima de tudo no Lula.
    “Lula é viciado em si mesmo”, disse o finado Millôr Fernandes, coberto de razão.
    Temos Jaques Wagner, temos Tarso Genro, temos Rui Costa, o atual governador da Bahia, mas não adianta, toda a política brasileira está congelada nos anos 1990-2000, em torno de Lula.
    Está escrito em pedra: se chegarmos a junho de 2022 com dez candidatos de oposição, Bolsonaro estará reeleito.

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