4 de junho de 2026

Delegado do caso MEC pede prisão da cúpula da Polícia Federal por interferência

Bruno Calandrini acusa integrantes de interferência nas apurações sobre o caso de corrupção no Ministério da Educação
Sede da Polícia Federal em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O delegado Bruno Calandrini, responsável pela investigação dos casos de corrupção no Ministério da Educação envolvendo o ex-ministro Milton Ribeiro, entrou com pedido de prisão de integrantes da cúpula da Polícia Federal.

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Segundo o jornalista Rodrigo Rangel, do site Metropoles, Calandrini alega que houve interferência de integrantes do comando da PF na investigação.

Além de afirmar que não tinha “autonomia investigativa” para a condução do inquérito, o delegado apontou “ordem superior” para que o ex-ministro Milton Ribeiro não fosse transferido de São Paulo para Brasília.

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Calandrini também apontou, por meio de telefonemas interceptados com autorização judicial, que o presidente Jair Bolsonaro alertou Ribeiro sobre a possibilidade de uma operação policial.

O pedido de prisão foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) e está nas mãos da ministra Cármen Lúcia, responsável pelo inquérito do MEC. A ministra não tem prazo para decidir se os pedidos de prisão serão autorizados ou não.

Dentro da PF, existia alguma expectativa de que o delegado – alvo de sindicância interna após acusar superiores de interferência – poderia recorrer a uma medida mais dura, e o temor aumentou após o pedido de medida cautelar ao STF por parte de Calandrini.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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