4 de junho de 2026

Bolsonaristas criticam decisão de Fachin sobre decreto de armas

Medida pode aumentar tensão entre apoiadores do governo e Judiciário às vésperas do 7 de Setembro
Foto: Bo Harvey on Unsplash

Candidatos e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) usaram as redes sociais para criticar a decisão do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou o decreto de armas.

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“Novamente o Judiciário extrapola suas atribuições, fazendo ingerência indevida. As liminares de hoje interferem em decisões já aprovadas pelos outros Poderes, nos direitos de autodefesa e dos CACs. Liberdade não se negocia e absurdos como esses não podem continuar”, escreveu o vice-presidente e candidato ao Senado Hamilton Mourão (Republicanos) no Twitter.

“Essa decisão do Fachin mostra, mais uma vez, qual é o lado que defende a liberdade individual”, disse o deputado federal e candidato à reeleição Cabo Junio Amaral (PL). Já o deputado federal e candidato ao Senado Daniel Freitas (PL) desmereceu o risco de violência política e afirmou que “a reeleição de Jair Bolsonaro é vital”.

E, como esperado, a decisão também não agradou a aqueles que estão mais próximos do presidente no Planalto.

“Evidentemente todas essas decisões recentes dão a impressão de que há um excesso de intromissão do Judiciário, e confirmam as acusações do presidente e de seus apoiadores que há ativismo judicial descontrolado”, disse um aliado do presidente à jornalista Daniela Lima, da CNN Brasil.

Ao que tudo indica, os bolsonaristas podem usar a decisão de Fachin para aumentar a tensão – que não é pequena – em torno das manifestações de Sete de Setembro programadas para a próxima quarta-feira.

Decisão de Fachin tem violência política como mote

Por conta do risco de violência polícia, Fachin colocou uma série de restrições sobre o número de armas que os CACs (caçadores, atiradores e colecionadores) podem comprar, além de estabelecer que as armas só podem ser usadas por pessoas que demonstrem “efetiva necessidade” de uso.

Na avaliação de Fachin, a atividade regulamentar do Poder Executivo não pode criar presunções de efetiva necessidade além das já disciplinadas em lei. A seu ver, a necessidade de uso de arma de fogo deve ser sempre concretamente verificada, e não presumida.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. André Luiz Coelho Mozzato

    5 de setembro de 2022 10:55 pm

    Como um decreto tão “letal”, pode vingar, só pela vontade de uma pessoa, mesmo sendo o presidente.
    E os estudos e cenários catastróficos de outras nações armamentistas não serem levados em conta… é simplesmente uma loucura, vemos no dia a dia os resultados disso.

  2. jcopiniao

    24 de fevereiro de 2023 2:10 pm

    Simplesmente o decreto de Bolsonaro era inconstitucional, portanto, fez muito bem o ministro do STF ao não dar provimento aos bolsonaristas.

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