6 de junho de 2026

CMO aprova relatório preliminar do Orçamento 2023

Governo federal reserva apenas R$ 22 bi para investimentos, enquanto projeção de receita e despesa chega a R$ 5,2 trilhões
Relator geral da PLOA 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI). Foto: Pedro França/Agência Senado

O teto de gastos e o espaço restrito para investimentos foram algumas das críticas feitas pela Comissão de Orçamento (CMO) do Senado Federal, que aprovou relatório preliminar do senador Marcelo Castro (MDB-PI) ao Orçamento de 2023 (PLN 32/2022

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O texto estima um total de R$ 5,2 trilhões de receita e despesa, sendo R$ 2 trilhões destinados apenas para o refinanciamento da dívida pública.

Por outro lado, o montante reservado para investimentos em 2023 é de R$ 22 bilhões, valor similar ao gasto hoje pelo estado de São Paulo.

“São R$ 2 trilhões para pagar dívida pública e R$ 20 bilhões para investimentos no país inteiro. Quando se tem investimento, se tem geração de renda”, apontou a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) , que criticou o engessamento dos investimentos.

Na próxima fase, serão apreciados os relatórios setoriais, e depois vem a votação do relatório final, prevista para o dia 12. No entanto, a necessidade de votar antes a mudança nas regras do teto de gastos para manter o valor do Bolsa Família em R$ 600 no ano que vem deve atrasar o cronograma. 

O relator não só concordou com as críticas, como afirmou que o Orçamento encaminhado pelo governo Bolsonaro chegou cheio de “furos” ao Congresso, e que cabe a deputados e senadores aprovarem a proposta de emenda à Constituição para garantir o Bolsa Família de R$ 600 (PEC 32/2022) e recompor o caixa das universidades e de outras áreas.

“Qualquer que fosse o presidente, teríamos que aprovar uma PEC para atender o Bolsa Família. Sem recompor o Orçamento não tem recurso para o próximo ano. O teto de gastos vai ter que ser revisto”, afirmou Marcelo Castro.

“Ora, se aumentamos as despesas obrigatórias e não aumentamos o teto de gastos, temos a compressão das despesas discricionárias. O Brasil tem apenas R$ 22 bilhões de investimento para o próximo ano”, ressaltou o relator. 

Na próxima fase, serão apreciados os relatórios setoriais, e depois vem a votação do relatório final, prevista para o dia 12. No entanto, a necessidade de votar antes a mudança nas regras do teto de gastos para manter o valor do Bolsa Família em R$ 600 no ano que vem deve atrasar o cronograma. 

Com informações da Agência Senado

Saiba Mais

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados