A sub-procuradoria Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu o bloqueio de bens de Jair Bolsonaro, ex-presidente da Republica, de Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal afastado por ordem do Supremo Tribunal Federal, e do ex-secretário de segurança do DF, Anderson Torres, exonerado no último domingo (8).
O pedido decorre da invasão bolsonarista em Brasília, que resultou na depredação dos prédios dos Três Poderes. O ato foi possível graças a uma “sabotagem” no sistema de segurança do Distrito Federal.
O “capitólio brasileiro” ocorreu na tarde domingo (8), enquanto Anderson Torres estava nos EUA. Lula decretou intervenção na segurança do DF para controlar o levante golpista. Nesta terça (10), o interventor Ricardo Capelli acusou Torres de ter “sabotado a segurança antes de fugir do País”.
Cálculos iniciais do governo indicam que a invasão dos golpistas pode ter gerado um prejuízo de cerca de 8 milhões de reais à União. Aproximadamente 1.500 mil bolsonaristas, entre terroristas e acampados no QG do Exército, foram detidas e estão sob custódia da Polícia Civil.
O que diz o MP
“Em razão de processo de Tomada de Contas e do vandalismo ocorrido no Distrito Federal no dia 8 de janeiro de 2023, que provocou inúmeros prejuízos ao erário federal, solicito seja decretada a indisponibilidade de bens dos Srs. Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República, do governador afastado do Distrito Federal, Ibanez Rocha, bem como do sr. Anderson Torres, secretário de segurança do Distrito Federal exonerado, bem como de outros responsáveis, sobretudo de financiadores de mencionados atos ilegais”, diz o pedido de bloqueio de bens.
O documento, assinado pelo sub-procurador Geral, Lucas Rocha Furtado, foi encaminhado ao ministro Bruno Dantas, do TCU.
O TCU já abriu processo de investigação para encontrar os responsáveis pela depredação do Palácio do Planalto, Congresso e a sede do STF.
Os agentes públicos envolvidos podem ser condenados a ressarcir o erário, caso a omissão fique comprovada. Na segunda (9), o ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que Bolsonaro tem “responsabilidade política” a ser apurada, mas admitiu que não vê possibilidade de extradição neste momento. O ex-presidente está em Orlando, nos EUA, desde 30 de janeiro.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
10 de janeiro de 2023 5:14 pmIsso não basta. Os patrimônios dos filhos de Bolsonaro e dos parentes dele que atuam como testas de ferro do mito em Eldorado SP também devem ser cautelarmente bloqueados.
Rui
11 de janeiro de 2023 8:23 am“O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham plenamente”.
Jesus Cristo, de acordo com o Evangelista João.