10 de junho de 2026

Contra votação do marco temporal, indígenas bloqueiam Rodovia dos Bandeirantes em SP e são surpreendidos pela violência policial

Por volta das 7h50, indígenas pretendiam caminhar até o Rio Tietê para pedir ajuda ao espírito do Rio, mas a PM vetou o percurso e atirou bombas e balas de borracha
Indígenas bloquearam a Rodovia dos Bandeirantes em SP conta votação do marco temporal. | Foto: Reprodução

Um protesto de comunidades indígenas Guarani bloqueou a rodovia dos Bandeirantes, na altura do km 20, em Jaraguá, na Zona Norte de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (30). Apesar dos indígenas seguirem de forma pacífica, a Tropa de Choque da Polícia Militar atirou bombas de gás e balas de borracha contra os manifestantes.

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A ação indígena é uma reação contra o projeto de lei do marco temporal, o PL 490, de 2007, que teve urgência aprovada na última quarta-feira (24) e que pode ser votado hoje pela Câmara dos Deputados.

A proposta pode restringir as demarcações de terras indígenas às áreas ocupada na data Constituição de 1988 e comprometer a proteção de áreas já demarcadas.

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Às 5h30 de hoje, cerca de 100 indígenas ativistas, que fizeram vigília desde a tarde de segunda-feira (29) na Terra Indígena do Jaraguá, desceram dos fundos da aldeia com faixas contra a PL 490 e atearam fogo em pneus já na via.

Homens, mulheres e crianças iniciaram o bloqueio sob cânticos indígenas, formaram cordões com escudos de bambu e estenderam faixas contra a aprovação do projeto. 

Por volta das 6h, a Polícia Militar chegou ao local. Às 7h30, os manifestantes liberaram parte da pista para motociclistas e ambulâncias passarem.

Já às 7h50, policiais da Tropa de Choque foram postos próximos ao local do bloqueio. Os indígenas pretendiam caminhar até o Rio Tietê para pedir ajuda ao espírito do Rio, mas a PM vetou o percurso e atirou bombas de gás contra e balas de borracha contra os manifestantes.

Segundo o coronel da PM, Carlos Forner, a atuação foi “necessária” porque as negociações não “evoluíram”.

Com informações do G1 e da Folha de S. Paulo

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. ed.

    30 de maio de 2023 11:35 am

    Sem surpresas: o governador (bolsonarista deslumbrado confesso) tem como sua principal atividade a “corretagem” de bens e serviços públicos e a proteção de seus “clientes” atuais e futuros. Vide as afirmações e ameaças contra o MST com o uso de “suas” forças policiais militares e a “cessão” de terras públicas (estaduais, viu eleitor paulista!) com 90% de desconto a grileiros, isto é, os invasores “do bem”…

  2. josé Oliveira de Araújo

    30 de maio de 2023 3:26 pm

    Pelo PL do marco temporal, os nossos ferrenhos defensores da propriedade privada, querem nos convencer que os povos indígenas desembracaram no Brasil, por volta de 1988. Estão querendo legalizar o esbulho que vem sendo praticado pelos seus ancestrais desde que Portugal usurpou a terra que hoje compõe o Brasil. Esses embusteiros precisam se conscientizarem que mesmo que troquem de mãos, Aquilo que foi usurpado nunca deixa de ser roubo. O Brasil só será um país digno de orgulho, quando os seus verdadeiros possuidores da terra, tenha os seus direitos minimamente respeitados.

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