A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) os extratos bancários dos anos em que ele esteve à frente do Executivo. Os advogados, porém, pediram sigilo dos dados.
A ação aconteceu uma semana após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizar a quebra de sigilo bancário do ex-presidente, solicitada pela Polícia Federal (PF), na investigação do suposto esquema de vendas de presentes de luxo oficiais.
Os advogados afirmaram que o ex-presidente apresentou a documentação de forma “espontânea”, a fim de evitar a movimentação da “máquina pública para apurar os dados bancários em questão”, segundo o blog de Julia Duailibi, do G1.
Entre os dados dos extratos, estão as vendas de automóveis, jet-ski, e ressarcimento de despesas com saúde. A defesa também solicita que os autos tenham sigilo decretado.
“Em que pese a ausência de qualquer intimação que permitisse a confirmação de tal determinação, o peticionário comparece de forma espontânea aos presentes autos, para apresentar seus extratos bancários, do período em que atuou como presidente da República, afastando a necessidade de se movimentar a máquina pública para apurar os dados bancários em questão”, afirma a petição assinada pela defesa do ex-presidente, composta pelos advogados Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser.
“Considerando o teor dos documentos ora apresentados, requer a decretação do sigilo da presente petição e seus anexos. Não obstante, informa que está à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos acerca de sua movimentação bancária”, solicita a defesa.
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Estratégia
No último domingo (20) veio a público mensagens do celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que indicam que o ex-presidente sabia sobre o esquema de venda das joias e, inclusive, acompanhou de perto a operação para recuperar os itens de luxo nos Estados Unidos.
Ontem (24), a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, informou que os advogados de Bolsonaro iriam solicitar a devolução das joias entregues ao Tribunal de Contas da União (TCU).
A estratégia é de insistir que os itens de luxo eram “personalíssimos”, ou seja, Bolsonaro tinha a prerrogativa de decidir o que fazer com eles.
A defesa também alega o desconhecimento por parte de Bolsonaro da ilegalidade da venda dos presentes oficiais.
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