10 de junho de 2026

Bolsonaro entrega extratos bancários ao STF e pede sigilo dos dados

Ação acontece após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizar a quebra de sigilo bancário do ex-presidente
Bolsonaro diante de um microfone
Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) os extratos bancários dos anos em que ele esteve à frente do Executivo. Os advogados, porém, pediram sigilo dos dados.

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A ação aconteceu uma semana após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizar a quebra de sigilo bancário do ex-presidente, solicitada pela Polícia Federal (PF), na investigação do suposto esquema de vendas de presentes de luxo oficiais.

Os advogados afirmaram que o ex-presidente apresentou a documentação de forma “espontânea”, a fim de evitar a movimentação da “máquina pública para apurar os dados bancários em questão”, segundo o blog de Julia Duailibi, do G1.

Entre os dados dos extratos, estão as vendas de automóveis, jet-ski, e ressarcimento de despesas com saúde. A defesa também solicita que os autos tenham sigilo decretado. 

Em que pese a ausência de qualquer intimação que permitisse a confirmação de tal determinação, o peticionário comparece de forma espontânea aos presentes autos, para apresentar seus extratos bancários, do período em que atuou como presidente da República, afastando a necessidade de se movimentar a máquina pública para apurar os dados bancários em questão”, afirma a petição assinada pela defesa do ex-presidente, composta pelos advogados Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser.

Considerando o teor dos documentos ora apresentados, requer a decretação do sigilo da presente petição e seus anexos. Não obstante, informa que está à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos acerca de sua movimentação bancária”, solicita a defesa.

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Estratégia

No último domingo (20) veio a público mensagens do celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que indicam que o ex-presidente sabia sobre o esquema de venda das joias e, inclusive, acompanhou de perto a operação para recuperar os itens de luxo nos Estados Unidos.

Ontem (24), a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, informou que os advogados de Bolsonaro iriam solicitar a devolução das joias entregues ao Tribunal de Contas da União (TCU). 

A estratégia é de insistir que os itens de luxo eram “personalíssimos”, ou seja, Bolsonaro tinha a prerrogativa de decidir o que fazer com eles. 

A defesa também alega o desconhecimento por parte de Bolsonaro da ilegalidade da venda dos presentes oficiais.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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