A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas ouve, nesta terça-feira (26), o general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do governo de Jair Bolsonaro (PL). A sessão está prevista para às 9h, acompanhe:
Ontem (25), o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu ao militar o direito ao silêncio diante de questionamentos que possam incriminá-lo.
O envolvimento golpista do general na depredação da Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, pode ser elencado direta e indiretamente.
No que tange ao envolvimento indireto, há de se esclarecer o papel daqueles que foram nomeados por ele para o GSI e que, durante o ataque golpista, ainda faziam parte da equipe de transição.
Um outro ponto a ser discutido é o recebimento de pessoas envolvidas no 8 de janeiro, durante sua gestão, no GSI, entre os dias 1º de novembro e 31 de dezembro de 2022, inclusive, de um golpista preso em flagrante no ato. Os deputados Rubens Pereira Júnior (PT) e Rogério Correia (PT-MG) apresentaram o pedido citando reportagem da Agência Pública, que divulgou essas informações.
Apresentaram requerimentos os senadores Fabiano Contarato (PT-ES), Ana Paula Lobato (PSB-MA), Izalci Lucas (PSDB-DF), Eduardo Girão (Novo-CE), e os deputados Rafael Brito (MDB-AL), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Duarte Jr. (PSB-MA), Duda Salabert (PDT-MG), Erika Hilton (Psol-SP) e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ)
O general é apontado como um dos principais mentores dos ataques e seu depoimento pode ser fundamental para esclarecer o plano golpista, se houver colaboração. De acordo com a Revista Isto É, fontes da Segurança Pública afirmaram que Heleno utilizou do aparato técnico do órgão que estava sob seu comando e a influência nas Forças Armadas para evitar a posse de um presidente eleito democraticamente.
Um outro ponto que merece atenção e que fecha o cerco do aliado de Jair Bolsonaro é um grupo de Whatsapp com cerca de 40 militares da ativa e da reserva no qual foram discutidas ações golpistas, segundo coluna de Juliana Dal Piva, do Uol.
O grupo intitulado Notícias Brasil foi desfeito no dia do golpe. Heleno, porém, disse não se recordar por fazer parte de inúmeros grupos. Este foi criado em 2016, em meio ao impeachment sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff – hoje reconhecido como golpe.
Em entrevista à TV GGN, em abril, o então chefe interino do GSI, Ricardo Cappelli, afirmou que o órgão estava sob influência do general Heleno no 8/1.
O indicado pelo presidente Lula e o ministro da Justiça Flávio Dino, aproveitou para reforçar o fato de que não faz sentido levantar acusações contra o general G. Dias, que tinha apenas 6 dias à frente da pasta. Dias pediu demissão do cargo após um vídeo vazado pela CNN [entenda o que aconteceu pela análise de Luis Nassif]. A entrevista completa com Cappelli, na TV GGN, você pode conferir por aqui.
Fique por dentro do assunto com a cobertura do Jornal GGN:
Cappelli diz que equipes da GSI tinham influência do general Hel (jornalggn.com.br)
General Augusto Heleno foi mentor intelectual dos atos golpistas, (jornalggn.com.br)
Novas informações colocam general Heleno em grupo golpista (jornalggn.com.br)
Cappelli mira em generais ligados ao bolsonarismo – GGN (jornalggn.com.br)
A conspiração que derrubou o chefe do GSI, por Luis Nassif (jornalggn.com.br)
José de Almeida Bispo
25 de setembro de 2023 7:48 pmEsse país é um milagre! Exército que a ataca, em nome próprio e/ou de uma elite de lacaios de potências estrangeiras; elite que sente orgasmos em papagaiar línguas estrangeiras… é uma grande milagre!
Rui Ribeiro
26 de setembro de 2023 12:31 pmEntão o ajudante de ordens não participava das reuniões?
Devo dar ouvidos a esse generaleco sugão ou à filha do ajudante de ordens, que disse, trocando mensagens golpistas nas redes sociais com um interlocutor, ela disse que após a derrota eleitoral o “Bolsobosta ficou deitado na cama”, afirmando que uma pessoa muito próxima de Bolsonaro, que está sempre ao lado dele, contava isso na casa dela.
“É que, tipo assim, como que vou te explicar? O meu… uma pessoa que, tipo assim, trabalha muito próximo, tem um cargo nesse meio político e tá sempre do lado do Bolsonaro. E aí essa pessoa fala aqui para a gente de casa. E aí ele falou que ultimamente, nessa eleição, ele (Bolsonaro) ficou muito mal, ficou muito mal, ele só ficou deitado na cama. Até porque ele dá a vida pelo Brasil. Quase perdeu a vida no caso. Sério… enfim.”
Então devo acreditar no Rato-Mór Golpista ou na golpistinha mirim?