O senador Omar Aziz em entrevista ao jornalista Luis Nassif. Foto: Reprodução/TV GGN
Na entrevista exclusiva concedida ao jornalista Luís Nassif, no TVGGN 20 Horas [assista abaixo], o senador Omar Aziz (PSD-AM) abordou de forma esclarecedora sua resposta ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que viu a necessidade de desculpas por parte do presidente Lula por sua analogia entre o genocídio em Gaza e o nazismo.
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O equívoco cometido por Pacheco, apesar de ter uma postura equilibrada, segundo Omar, foi utilizar a cadeira de presidente do Senado após três dias para repreender o presidente. Até porque, até então, conflitos diplomáticos não haviam sido debatido no ambiente político.
“É um homem inteligente, com conhecimento e muita paciência. Eu acho que o equívoco do Rodrigo Pacheco foi, depois de três dias [da declaração de Lula], usar a cadeira do presidente Senado para dar uma reprimenda no presidente. Esse foi o erro, porque, até então, nós nunca tínhamos debatido isso. Eu sou filho de palestino, não se debatia esse assunto ali [no Senado] porque não era uma questão de resolver na tribuna”, pondera.
“Histeria [mídia e opinião pública], porque o presidente Lula é uma pessoa sensível em todas as causas, não é só a causa palestina e das minorias. Eu vi a sensibilidade do Lula há muitos anos atrás quando visitava Manaus. Aqui nós temos uma quantidade muito grande de hansenianos, em torno de 500 por ano. E Lula, após ter conversado com muitas lideranças árabes e ter falado com o ministro da Autoridade Palestina, saiu muito sensibilizado daquela conversa. Eu ouvi relatos que não são mostrados, infelizmente não são mostrados aqui”, relembra.
“Não adianta você pegar um discurso feito pela sua assessoria e ler. Isso não funciona, ninguém comenta”, afirma.
O vínculo de qualquer crítica ao antissemitismo também tem sido pauta de estudiosos. Para Omar, “eles querem ter uma narrativa. O Netanyahu é o causador de tudo isso, o povo Judeu não é assassino”.
“O povo judeu sofreu muito, são cicatrizes que vão perdurar por séculos, mas ainda existe um segmento em que se você criticá-lo, você é antissemitista. Espera aí, eu mesmo sou cristão, sou filho de palestino. Agora eu criticar a atitude de um governo que estava caindo, morrendo, com milhares e milhares de pessoas na rua pedindo a queda do primeiro-ministro Netanyahu, aí eu virei antissemitista?”.
Em contrapartida, o senador reforçou o fato de que figuras da extrema-direita já fizeram alusão ao nazismo de Hitler, e, não utilizaram de “histerias na mesma medida”.
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