4 de junho de 2026

Morreu o poeta, por Romério Rômulo

Quem sabe morrer é tanto / que nenhum poeta morre / sem saber da morte certa / na busca do que é seu.
Van Gogh

Morreu o poeta

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por Romério Rômulo

Morreu o poeta na torre,
morreu o poeta na ponte,
outro morreu na sarjeta.
Algum fez valer a morte.

Quem sabe morrer é tanto
que nenhum poeta morre
sem saber da morte certa
na busca do que é seu.

Quem sabe morrer é tudo
que não sei e ninguém sabe,
nem o poeta da torre,
o da ponte, muito menos.

Morrer pode ser um sono.
Em delírio cabe tudo.
O poeta sabe bem
a morte, um puro ajuste.

Se morrer é poesia
na sarjeta, ponte, torre,
em sono, em delírio, fosse,
que vale saber daí?

Morreu o poeta na torre,
outro morreu na sarjeta,
morreu o poeta na ponte.
Algum fez valer a morte.

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

Romério Rômulo

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

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