A tensão volta a tomar conta do mercado cambial da Argentina conforme as eleições legislativas se aproximam.
Reportagem da Bloomberg destaca que o governo ultraliberal de Javier Milei teria gasto cerca de US$ 1,3 bilhão para segurar o peso apenas nas últimas cinco sessões de negócios do mercado. Resta cerca de US$ 1 bilhão nas reservas do Tesouro.
Ao mesmo tempo, o Banco Central do país mantém US$ 10 bilhões em reservas que só podem ser usadas em condições extremas devido a limitações impostas por acordos fechados com o FMI (Fundo Monetário Internacional).
As novas medidas de aperto monetário e restrições cambiais não surtiram o efeito esperado, enquanto a cotação paralela do dólar já ultrapassa 1,5 mil pesos – o que alimenta expectativas de uma desvalorização de até 60% ao longo do ano.
O cenário político também não é favorável para Milei: o político tenta recuperar terreno em meio a uma queda de popularidade, derrota na eleição provincial em Buenos Aires e um vencimento de US$ 500 milhões em dívida com vencimento em novembro.
Enquanto isso, o ministro da Economia, Luis Caputo, e o presidente do Banco Central, Santiago Bausili, viajaram aos Estados Unidos em busca do socorro financeiro prometido pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. Não se sabe quanto e quando esse valor será liberado.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
9 de outubro de 2025 7:53 amO tarifaço do agente laranja contra o Brasil, faz-me lembrar de uma estória do pescador cearense casado com senhora muito católica enquanto ele, não era muito chegado a religião. Ao sair de casa com um cesto de peixes, ele falou para esposa: Mulher eu vou sair para vender uns peixes e ela retrucou, home fale se Deus quiser! então ele disse: Vou sair para vender uns peixes se Deus quiser, se ele não quiser, eu vendo pra outro. É assim, se os americanos não querem comprar a nossa carne, outros países querem.