5 de junho de 2026

“Vitória gigantesca para o governo”, diz secretário do Ministério da Justiça após recuo de Derrite no PL antifacção

Secretário do Ministério da Justiça analisa a tentativa de blindar facções criminosas e a importância da atuação da PF; assista

1- Polícia Federal desarticula crime organizado na Faria Lima, gerando trabalho intenso para secretário do Ministério da Justiça.

2- Projeto de lei de Derrite afasta PF de investigações contra facções, revolta secretário e é criticado por ex-secretário de Segurança.

3- Governo reverte pressão de Derrite sobre PF, prioriza PEC da Segurança Pública e enfrenta resistência da extrema-direita no Congresso.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A atuação da Polícia Federal no combate ao crime organizado, especialmente após a Operação Carbono Oculto, que descapitalizou organizações criminosas ao desembargar na Faria Lima, gerou um “trabalho sem precedentes” para o secretário nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Marivaldo Pereira. Em entrevista exclusiva ao jornalista Luis Nassif, o secretário analisou o projeto de lei (PL) apresentado pelo deputado federal e ex-secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, que altera o papel de algumas instituições no combate ao crime organizado. Segundo Pereira, nunca antes alguém havia “ousado” afastar a Polícia Federal das investigação contra facções, o que demonstra a eficácia do trabalho da PF, que incomodou “muita gente” na operação na Faria Lima.

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Derrite, ao assumir a relatoria do PF tentando subordinar o trabalho da PF à aprovação de terceiros, foi vista pelo secretário do Ministério da Justiça como uma “tentativa de blindar as facções” com um texto “eivado de inconstitucionalidades e equívocos jurídicos”. Na entrevista concedida ao programa TV GGN 20 Horas [assista abaixo], Marivaldo Pereira destacou que a proposta de Derrite, que inicialmente condicionava a atuação da Polícia Federal à provocação dos governadores e transferiria investigações em curso para a Polícia Civil dos estados, era um “apoio indecente ao crime organizado” e o “maior presente de Natal” que poderia ser dado às facções.

Pereira e Nassif comentaram sobre as impressões digitais deixadas pelo governador Tarcísio de Freitas nesta discussão, uma vez que o bolsonarista exonerou Derrite da Secretaria de Segurança para que ele retornasse à Câmara para assumir a relatoria do projeto de lei que, em sua origem, era do governo federal, e acabou desconfigurado pelas mãos do aliado de Tarcísio, que ousou mexer nas competências da PF. “Entrará para a história”, disse Pereira.

Após pressão e movimentações políticas, Derrite acabou voltando atrás nas atribuições da PF. O recuo “foi uma vitória gigantesca para o governo, que alertou que essa proposta era equivocada e tinha um objetivo exclusivo de fazer disputa política, de tentar gerar o caos para colher fruto político em 2026. Era mais do que isso. Não era só uma disputa política, era um apoio indecente ao crime organizado”, disparou Pereira.

O secretário ressaltou ainda que a PF criada sob a gestão do ministro Márcio Tomás Bastos, no primeiro governo Lula, é uma “polícia republicana, não protege amigos e nem persegue inimigos”, e que o governo agiu rapidamente para reverter a situação, conseguindo que o novo relatório de Derrite.

Pereira também mencionou na entrevista que, após essa vitória do governo contra Derrite, a prioridade deveria ser a aprovação PEC da Segurança Pública, em tramitação no Congresso há meses. A proposta visa a integração entre as polícias, algo que até governadores da extrema-direita reconhecem como necessário, mas que sofre resistência da oposição, que não quer deixar o governo Lula sair vitorioso em uma pauta tão cara para a sociedade.

O secretário criticou a resistência da extrema-direita em cooperar com a PEC, afirmando que eles estão mais preocupados em “disputa política” e em “tentar desgastar o presidente Lula” do que em atender às demandas da população.

A entrevista abordou ainda a complexidade do crime organizado, que é interestadual, nacional e transnacional, e a essencialidade da Polícia Federal no seu combate, devido à sua experiência, capacidade de investigação e cooperação internacional.

Marivaldo Pereira enfatizou que “sem a Polícia Federal, você não tem como fazer o enfrentamento que a sociedade precisa a organizações criminosas que são cada vez mais complexas e com laços cada vez mais internacionalizados”. Ele concluiu que qualquer tentativa de afastar a PF desse trabalho favorece o crime organizado.

A entrevista foi concedida ao programa “TV GGN 20 Horas”, que é transmitido ao vivo de segunda a sexta-feira, sempre às 20:00 do horário de Brasília, no canal TV GGN, no Youtube. Assista abaixo:

Nota da Redação: O Jornal GGN utiliza ferramentas de Inteligência Artificial para transcrever o conteúdo de transmissões do canal TV GGN, no Youtube. Os textos são feitos com base na programação, que contém entrevistas realizadas pelo jornalista Luís Nassif e sua equipe, além de análises e debates promovidos por outros coapresentadores e comentaristas do canal. As ferramentas não adicionam material externo ao conteúdo escrito. Todo material produzido com auxílio de I.A. é revisado e editado por um jornalista antes de sua publicação.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    12 de novembro de 2025 12:07 pm

    A comunicação do governo continua péssima: A inflação cedendo, mas o governo não explora esse fato. A elite preparando para matar os favelados e o governo segue acuado, sem denunciar esse fato. O governo tem como convencer a maioria dos brasileiros que a matança de favelados que estão querendo implantar vai trazer mais insegurança, não mais segurança.

  2. Rui Ribeiro

    13 de novembro de 2025 8:25 am

    Tentar escapar equivale a enfrentar?
    No link a seguir, reconhece-se que os traficantes tentavam escapar mas não conseguiram porque foram emboscados. Isso destoa das declarações das autoridades açougueiras do RJ, que afirmam que os mortos confrontaram a polícia.
    Aquilo foi um massacre promovido pelo Estado, que deveria proteger a vida e punir os criminosos, não eliminá-los, exceto em legítima defesa, pois não existe pena de morte no Brasil, e ainda mais extra-oficialmente. Detalhe: Não existe legítima defesa com decapitação nem com muitos tiros.
    Aquilo foi um massacre. Eles foram conduzidos para a mata-douro, como ovelhas.

    “Distribuímos as tropas pelo terreno. O diferencial, em relação às imagens que mostravam criminosos fortemente armados BUSCANDO REFÚGIO na área de mata, foi a incursão dos agentes do Bope na parte mais alta da montanha que separa as duas comunidades. Essa ação criou o que chamamos de ‘muro do Bope’ — uma linha de contenção formada por policiais que empurravam os criminosos para o topo da montanha”. – Secretário da PM do Rio de Janeiro

    “Contra a população, eles impõem o terror. Mas quando o estado chega, eles fogem”.

    Desde quando fugir equivale a enfrentar?

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